CORES
BIBLIOGRAFIA
01- A alma é imortal- pág. 300 02 - A clarividência - pág. 19
03 - A feitiçaria exteriorização da sensibilidade - pág. 04 - A profecia de Allan Kardec - pág. 66
05 - A vida além do véu - pág. 37, 60, 81 06 - Caminhos da divulgação espírita - pág. 44
07 - Correlações espírito-matéria - pág. 27 08 - Cromoterapia - toda a obra
09 - Da alma humana - pág. 201, 210 10 - Do país da luz - vol. 1 pág. 232
11 - Entre a Terra e o céu - pág. 139 12 - Formas de pensamento - pág. 41
13 - Libertação - pág. 66, 80, 95, 101, 119 14 - Mãos de luz - pág. 59, 140, 289, 317
15 - Mediunidade - pág. 172

16 - No invisível - pág. 54

17 - O homem visível e invisível - pág. 81 18 - O Livro dos Espíritos - q. 25, 32, 88a, 100, 789, 799
19 - Os funerais da Santa Sé - pág. 241 20 - Os mensageiros - pág. 131
21 - Passes e curas espirituais - pág. 43 22 - Universo e vida- pág.96
23 - Técnica da mediunidade - pág. 119 24 - Veladores da luz - pág. 128

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

CORES – COMPILAÇÃO

01- A alma é imortal - Gabriel Delanne - pág. 300

(...) Essa criação fluídica, essa espécie de fotografia mental mais ou menos peristente no espaço, também se revela nos casos seguintes: O fisiologista Gruithuisenteve um sonho "em que viu principalmente uma chama violácea que, durante certo tempo após haver ele despertado, lhe deixou a impressão de uma mancha amarela complementar. O Sr. Galton publicou uma memória sobre a faculdade de ver números, de figurá-los imaginativamente, como se tivessem existência real. Cita notadamente o Sr. Blider, que fez extraordlnárlos prodígios no tocante a esse cálculo mental e que, de certa forma, consegue ver, pelos seus centros sensórios, números claramente traçados e colocados em bem determinada ordem.

Eis agora uma série de experiências que parecem deixar firmado que a criação fluídica é uma realidade. Essas experiências foram feitas pelos Srs. Binet e Ferre, que, entretanto, é ocioso dizê-lo, explicam os fatos por meio da alucinação. Teremos ocasião de julgar se há cabimento para semelhante hipótese. Examinemos em primeiro lugar um fenômeno que pode produzir-se em estado normal, ou por uma operação mental, ou, ainda, por sugestão, e nos será fácil demonstrar que, para a mesma experiência, produzida pela mesma causa, a explicação daqueles senhores passa a ser diferente, desde que nelas toma parte o hipnotizado.

1.° O estado normal. Sabe-se que, posto um objeto colorido diante de um fundo preto, se o olharmos fixamente durante certo tempo, em breve a nossa vista estará cansada e a intensidade da cor se enfraquece. Se dirigirmos então o olhar para um cartão branco, ou para o forro da casa, perceberemos uma imagem do objeto, mas de cor complementar, isto é, que formaria o branco, se se achasse reunida à do objeto. Sendo verme­lho o objeto, a imagem é verde e vice-versa.

2.° O estado mental. "Se, com os olhos fechados, conservarmos a imagem de cor muito viva fixada por muito tempo diante do espírito e se, depois, abrindo bruscamente os olhos, os dirigirmos para uma superfície branca, veremos aí, por um Instante, a imagem contemplada em imaginação, porém, na cor complementar. O experimentador chega, pois, a figurar para si a ideia do vermelho, de modo muito intenso, para ver, ao cabo de alguns minutos, uma mancha verde sobre uma folha de papel."

Para que esta experiência tenha sentido, preciso se faz que o Espírito veja realmente a cor vermelha, sem o que a cor complementar não aparecerá, pois que o operador não está hipnotizado. É indispensável que o olho seja impressionado, como o é normalmente, para dar a cor complementar. Se não for o olho, será um ponto correspondente dos centros nervosos. O esforço para criar o vermelho acaba certamente numa ação positiva, porquanto se traduz objetivamente pela mancha verde sobre o papel.

3° 0 Sugestão. Pede-se ao doente em estado sonambúlico que olhe com atenção para um quadrado de papel branco, em cujo centro há um ponto preto, a fim de lhe imobilizar o olhar. Sugere-se-lhe, ao mesmo tempo, que aquele pedaço de papel é de cor vermelha ou verde, etc. Ao fim de alguns instantes, apresenta-se-lhe um segundo quadrado de papel, tendo também, ao centro, um ponto preto. Bastará, então, atrair a atenção do doente sobre esse ponto, para que ele espontaneamente exclame que o ponto está no meio de um quadrado colorido e a cor que indica é a complementar da que se lhe mostrou por sugestão.

Ainda neste caso dizemos que há produção real da cor, ou diante dos olhos do hipnotizado, ou nos centros cervicais que lhes correspondem, porquanto ele ignora absolutamente a teoria das cores complementares. Se essa teoria se acha assim verificada, como de fato acontece, é que a cor sugerida existe na realidade, quer exteriormente ao paciente, quer interiormente, se o preferirem. Uma ideia abstrata não pode afetar os centros visuais e dar-lhes a impressão da realidade. Houve, pois, criação fluídica de uma cor vermelha e esta, se bem que produzida pela vontade, atua como se fosse visível para toda gente.

Pode-se chamar alucinação a essa sensação; mas, será preciso então acrescentar que é uma alucinação verídica, como a das aparições, visto que determinada por uma cor que tem existência própria, embora seja invisível para seres cujo sistema nervoso não se ache em estado de percebê-la. Examinemos agora as outras experiências. Dizem textual­mente os Srs. Binet e Ferre:
"O objeto imaginário que figura na alucinação é percebido nas mesmas condições em que o seria, se ele fosse real." (...)

08 - Cromoterapia Tecnica - René Nunes - toda a obra

AS CORES E SUAS FUNÇÕES
Como já tivemos oportunidade de dizer, as cores do espectro solar, vinculam-se diretamente a toda Natureza do nosso Planeta constituindo-se no elo vital de tudo que existe entre os que sejam mineral, vegetal ou animal. A tonalidade da cor, é a forma pela qual conseguimos identificar a vibração da onda energética luminosa, que nos envolve a impulsiona a visão. É chamada também de cor retiniana, isto é, energia luminosa cujos impulsos são classificados se traduzidos pela nossa retina.

No estágio em que se encontra este estudo, são muito parcimoniosas as incursões no mundo das cores do espectro, pelo fato de ser realmente quase desnecessário. No plano físico, isto é, sobre a matéria humana, essa informação pode ser verificada facilmente, senão vejamos: um corpo físico tem a sua composição básica, como já nos referimos anteriormente, formada pelas cores azul, verde, amarelo e rosa. Sobram, portanto, das cores do espectro outras 3, quais sejam, o laranja, o índigo (anil) e o violeta, que usamos, exclusivamente, como auxiliares de correção do desequilíbrio energético de cada uma das 4 principais.

Já no plano espiritual, a nossa visão e a nossa capacidade, estão diretamente relacionadas com a nossa elevação espiritual. Essas cores são lindíssimas, luminosas e de imensa claridade. São chamadas - cores espirituais. Uma pessoa para poder ver (trabalhar é mais difícil ainda) essas cores, tem de estar em pleno equilíbrio físico/mental/espiritual. Para trabalhar e usá-las, deve ter uma grande parcela de merecimentos e provavelmente, elevados propósitos do realização. Parece-nos que de maneira geral, elas só chegam até nós com a ajuda espiritual. Desejamos dizer que não é impossível, mas é muito difícil usá-las no plano físico.

Se tomarmos consciência da nossa realidade de ser, encarnado e pondo de lado os devaneios, certamente, vamos nos considerar muito felizes com a visão e disponibilidade das cores o nosso Arco íris, uma verdadeira bênção de Deus sobre seus filhos do Planeta Terra. E saberemos porque, se seguirmos a ordem de ação daí cores sobre o corpo humano, começando pelo azul.

A COR AZUL

A visão do nosso Planeta, tanto de fora como de dentro azul. Hoje, sem nenhuma dificuldade, essa visão belíssima, pode ser desfrutada quase diariamente, pelas fotos das naves espaciais. No nosso horizonte visual, a linha que separa a terra do céu também é azul. Por esses pequeninos detalhes, não será difícil uma avaliação da importância da cor azul em tudo que se referir ao nosso mundo.
No trabalho da Cromoterapia, as suas múltiplas funções se classificam mesmo, como uma das mais importantes cores do espectro, principalmente, pela sua ação sobre o sistema nervoso, artérias, veias, vasos, todo sistema muscular, ossos e pele.

Por sua ação terapêutica como regenerador, reajustador calmante, absorvente lubrificante e analgésico, é incluída como componente de qualquer conjunto de cores, que seja projetado para uma aplicação de cura pela Cromoterapia que estamos realizando. Poderíamos até dizer, que o AZUL é uma cor implícita em qualquer tratamento e por isso, a de maior importância. Além das funções acima enumeradas, todas na área física ele é usado para a limpeza e ajuste dos campos áuricos das gestantes, crianças além dos 3 anos, idosos, tendo importantíssima participação como equilibrador no âmbito da desobsessão.

No plano da cura física, propriamente dito, sua função energética, por exemplo, aparece de uso intenso nos tratamentos dos problemas ósseos, onde é usado com a dupla função analgésico e regenerador de medulas, tecidos conjuntivos pequenas veias e vasos, que alimentam e constituem a ossatura. Também realiza a função de absorvente e eliminador de gases, tanto estomacais quanto intestinais, na área do aparelho digestivo.

Analgésico específico para todas as dores do corpo físico, o azul, pode ser usado ainda, como um calmante no sistema nervoso. Como lubrificante, sua ação é dirigida para as juntas e articulações do sistema ósseo, muito usado também, para a lubrificação do tubo retal nos dolorosos casos de prisão de ventre. Já na tonalidade ÍNDIGO, constitui-se num abençoado coagulante natural da corrente sanguínea. Sua eficiência no controle de hemorragias, ferimentos e até vazamentos de bolsas de gestantes, tem sido comprovado ao longo dos últimos anos.

Funciona ainda, como fixador da cor lilás, em todo trabalho cauterização, não só fixando a vibração da cor, como removendo os excessos, porventura ocorridos durante uma aplicação, como erros na contagem do tempo, distrações, etc. O azul vem sempre depois do lilás em qualquer aplicação onde exista o objetivo da cauterização. É uma regra, porque como foi dito incumbe-se de corrigir as falhas pela dispersão do excesso.

Sua ação terapêutica como equiíibrador, é tão intensa que é sempre aconselhável colocar uma lâmpada azul em ambiente de espera ou em ante-salas de consultórios clinicos ou psiquiátricos. Para os processos de inquietação infantil, insônia e ansiedades em adulltos, também é muito aconselhável, deixar uma lâmpada azul acesa no quarto de repouso, por algumas horas ou por toda noite quando isso for possível. Equilibra e acalma.

Na parte espiritual, uma Aura de tom azul claro, representa religiosidade e ligação com a vida do Mundo Maior, não errou quem disse que, o azul é a cor da vida de todos nós.
VERDE
A força da cor Verde, poderá ser avaliada pela sua própria posição na faixa do espectro solar - a central. A partir daí, podemos vê Io como a cor principal de toda natureza e irnportantíssima em relação à espiritualidade, E a cor do equilíbrio entre a natureza física e o espírito imortal. (...)

16 - No invisível - Léon Denis - pág. 54

IV — A mediunidade
Todas as manifestações da Natureza e da vida se resumem em vibrações, mais ou menos rápidas e extensas, conforme as causas que as produzem. Tudo vibra no Universo: a luz, o som, o calor, a eletricidade, os raios químicos, os raios catódicos, as ondas hertzianas, etc., não são mais que diferentes modalidades de ondulação, graus sucessivos, que em seu conjunto constituem a escala as­censional das manifestações da energia.

Esses graus são muito afastados entre si. O som per­corre 340 metros por segundo; a luz, no mesmo tempo, faz o percurso de 300.000 quilômetros; a eletricidade se propaga com uma rapidez que se nos afigura incalculável. Os nossos sentidos físicos, porém, não nos permitem per­ceber todos os modos de vibração. Sua impotência para dar uma impressão completa das forças da Natureza é um fato suficientemente conhecido para que tenhamos necessidade de insistir sobre esse ponto.

Só no domínio da óptica, sabemos que as ondas luminosas não nos impressionam a retina senão nos limites das sete cores, certas radiações solares escapam à nossa vista; chamam-se, por isso, raios obscuros. Entre o limite dos sons, cujas vibrações alcançam de 24.000 a 60.000 por segundo, e a sensação de calor, que se mede por trilhões de vibrações, nada percebemos. O mesmo acontece entre a sensação de calor e de luz, que corresponde, na média, a 500 trilhões de vibrações por segundo.

Nessa prodigiosa ascensão, os nossos sentidos representam paradas muitíssimo espaçadas, estações dispostas a consideráveis distâncias uma das outras, uma rota sem-fim. Entre essas diversas paradas, por exemplo, entre os sons agudos e os fenômenos de calor e de luz, destes, em seguida, até às zonas vibratórias afetadas pelos raios catódicos, há para nós como que abismos. Para seres, porém, dotados de sentidos mais sutis ou mais numerosos que os nossos, esses abismos, desertos e obscuros na aparência, não estariam preenchidos? Entre as vibrações percebidas pelo ouvido e as que nos impressionam a vista não há mais que o nada no domínio das forças e da vida universal ?

Seria bem pouco sensato acreditá-lo, porque tudo em a Natureza se sucede, se encadeia e se desdobra, de elo em
elo, por gradativas transições. Em parte alguma há salto brusco,hiato, vácuo. O que resuta destas considerações é simplesmente a insuficiência do nosso organismo, demasiado pobre para perceber todas as modalidades da energia. (...)

18 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões: 25, 32, 88a, 100, 789, 799

Perg. 25 - O espírito é independente da matéria ou não é mais do que uma propriedade desta, como as cores são propriedades da luz e o som é uma propriedade do ar? - São distintos, mas é necessária a união do espírito e da matéria para dar inteligência a esta.

Perg. 32 - De acordocom isso, o sabor, as cores, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não seriam mais do que modificações de uma única e mesma substância primitiva?- Sim, sem dúvida, e só existem pela disposição dos órgãos destinados a percebê-las. Esse princípio é demonstrado pelo fato denem todos perceberem as qualidades dos corpos da mesma maneira: enquanto um acha uma coisa agradável ao gosto, outro a acha má; uns vêem azul o que outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.

Perg. 88a - Esta flama ou centelha tem alguma cor? - Para vós, ela varia do escuro ao brilho do rubi, de acordo com menor ou maior pureza do Espírito.

20 - Os mensageiros - André Luiz - pág. 131


(...) Notei que, embora instado, Aniceto esquivou-se à chefia espiritual da oração, alegando que, por direito, essa posição cabia à devotada esposa de Alfredo. Ismália, então, num gesto de indefinível delicadeza, começou a orar, acompanhada por todos nós, em silêncio, salientando-se, porém, que lhe seguíamos a rogativa, frase por frase, atendendo a recomendações do nosso orientador, que aconselhou repetir, em pensamento, cada expressão, a fim de imprimir o máximo ritmo e harmonia ao verbo, ao som e à idéia, numa só vibração.

"Senhor! — começou Ismália, comovidamente — dignai-vos assistir os nossos humildes tutelados, enviando-nos a luz de vossas bênçãos santificantes. Aqui estamos, prontos para executar vossa vontade, sinceramente dispostos a secundar vossos altos desígnios. Conosco, Pai, reúnem-se os irmãos que ainda dormem, anestesiados pela negação espiritual a que se entregaram no mundo. Despertai-os, Senhor, se é de vossos desígnios sábios e misericordiosos, despertai-os do sono doloroso e infeliz. Acordai-os para a responsabilidade, para a noção dos deveres justos!... Magnânimo Rei, apiedai-vos de vossos súditos sofredores; Criador compassivo, levantai as vossas criaturas caídas; Pai Justo, desculpai vossos filhos desventurados!

Permiti caia o orvalho do vosso amor infinito sobre o nosso modesto Posto de Socorro!... Seja feita a vossa vontade acima da nossa, mas se é possível, Senhor, deixai que os nossos doentes recebam um raio vivificante do sol da vossa bondade!..." A voz de Ismália penetrava-me o recesso do coração. Observando-a, por um momento, reparei que a esposa de Alfredo se transfigurara. Luzes dia­mantinas irradiavam de todo o seu corpo, em particular do tórax, cujo âmago parecia conter miste­riosa lâmpada acesa.

Em vista da ligeira pausa que imprimira à oração, observei a nós outros, verificando que o mesmo fenômeno se dava conosco, embora menos intensamente. Cada qual parecia, ali, apresentar uma expressão luminosa, gradativa. As senhoras que acompanhavam Ismália estavam quase semelhantes a ela, como se trajassem soberbos costumes radiosos, em que predominava a cor azul. Depois delas, em brilho, vinha a luz de Aniceto, de um lilás surpreendente.

Em seguida, tínhamos Alfredo, cuja luz era de um verde suave e sugestivo, sem grande esplendor. Depois dele, vinham alguns servidores ostentando na fronte claridades sublimes, expressas em variadas cores, e, logo após, Vicente e eu, mostrávamos fraca luminosidade, a qual, porém, nos enchia de júbilo intenso, considerando que a maioria dos cooperadores em serviço apresentava o cor­po obscuro, como acontece na esfera carnal. Com voz pausada e comovedora, Ismália pros­seguiu :

"Temos, ao nosso lado, Senhor, infortunadas mães que não souberam descobrir o sentido sublime da fé, resvalando, imprudentemente, nos despenhadeiros da indiferença criminosa; pais que não conseguiram ultra­passar a materialidade no curso da existência humana, incapazes de ver a formosa missão que lhes confiastes; cônjuges desventurados pela incompreensão de vossas leis augustas e generosas; jovens que se entregaram, de corpo e alma, aos alvitres da ilusão!... Muitos deles, atolaram-se no pantanal do crime, agravando débitos dolorosos!

Agora dormem, Pai, à espera de vossos desígnios santos. Sabemos, contudo, Senhor, que este sono não traduz repouso do pensamento... Quase todos os nossos asilados são vítimas de terríveis pesadelos, por terem olvidado, no mundo material, os vossos mandamentos de amor e sabedoria. Sob a imobilidade aparente, movimenta-se-lhes o Espirito, entre aflições angustiosas que, por vezes, não podemos sondar. (...)

22 - Universo e vida - Hernani T. Sant'Anna - pág. 96

17. SOMBRA E LUZ
Qualquer estudante de Física sabe que a ação da luz pode impor diferenciações a variáveis ou a propriedades de substâncias e sistemas, determinando, por exemplo, variações de resistência elétrica, emissão de elétrons ou excitações de redes cristalinas. Sabe também que os fótons têm massa em repouso nula, carga elétrica nula e spin unitário, mas que a energia de cada um é sempre igual ao produto da constante de Planck pela frequência do campo. Também não ignora que, num meio material, a velocidade de um fóton pode ser menor do que a da radiação eletromagnética no vácuo, porque ele interage com as partículas do meio.

Igualmente, não constitui novidade que um cátodo fotossensível, excitado por uma radiação apropriada, emite elétrons que podem ser acelerados para um eletrodo, provocando a emissão de novos elétrons, ainda mais numerosos. E se novas acelerações ocorrerem, em sequência, para outros eletrodos, o número inicial de elétrons pode multiplicar-se por várias potências de dez. Até aí, nenhuma novidade. Entretanto, neste outro lado do plano físico em que o homem desencarnado reside, isto é, no plano a que a morte do corpo nos conduz, e onde a matéria diferenciada e muito mais plástica se caracteriza por bem menor densidade, a influência da luz é, na mesma inversa proporção, muito maior.

Se no plano físico fótons podem decompor moléculas e, quando possuem energia superior a 5,18 ou 5,40 MeV, podem até provocar fissões nucleares, como a do urânio 233 e a do tório 230, aqui a gradação natural e automática, ou conscientemente provocada, determina com facilidade o teor eletromagnético de qualquer tipo de luz, a ponto de tornar uma claridade confortadora e reconstituinte, ou, ao contrário, insuportável por quem não tiver capacidade fisio-psico-moral para absorvê-la. É em razão disso que os "filhos da Luz", isto é, as consciências iluminadas pelo bem, são sempre mais poderosos do que os "filhos da treva", ou seja, as consciências ensombrecidas pelo crime. Isto porque as vibrações do pensamento têm sempre efeitos luminosos, geram luz, e essa luz tem, naturalmente, frequência, intensidade, coloração, tonalidade, brilho e poder peculiares, de acordo com a sua natureza, força e elevação.

Poder-se-ia dizer que a hierarquia espiritual se assinala por naturais diferenças de luminosidade, a traduzir níveis e expressões variadas de elevação, grandeza, potência e saber. Se considerarmos que as vibrações luminosas da aura espiritual se fazem acompanhar de sons e odores característicos, além de outras intraduzíveis expressões de dinamismo vital, poderemos tentar formular vaga idéia do que chamaríamos o mundo individual de um Espírito Superior, pois não temos, por enquanto, nenhuma possibilidade de imaginar a excelsa sublimidade da aura de um Espírito Angélico.

Se a crônica do mundo referiu-se à claridade da explosão de uma bomba atômica, dizendo que ela teve o fulgor de mil sóis, como se expressaria se pudesse suportar a gloriosa visão da Aura do Cristo? Descendo, porém, à humildade da nossa condição, consideremos que tudo em nosso plano é relativo e que, dentro das limitações de nossa realidade, a luz do bem é força divina que o Poder do Alto nos convida constantemente a sublimar e expandir. A sombra e a treva são criações mentais inferiores das mentes enfermiças, renováveis e conversíveis em luz confortadora, pela química dos pensamentos harmoniosos e dos sentimentos bons.