DONS
BIBLIOGRAFIA
01- A mediunidade sem lágrimas - pág. 297 02 - Caminho, verdade e vida - pág. 119, 137
03 - Dos hippies aos problemas do mundo - pág. 30 04 - Florações evangélicas - pág. 172
05 - Fonte viva - pág. 293 06 - Instrumentos do tempo - pág. 77
07 - Jesus no lar - pág. 119 08 - Maria Dolores - pág. 113
09 - O Livro dos Espíritos - q. 92, 925 10 - Palavras de vida eterna - pág. 101 (142)
11 - Pérolas do além - pág. 67 12 - Região em litígio - pág. 443
13 - Repositório de Sabedoria - pág. 179

14 - Sessões práticas e dout.do Espiritismo - pág. 605

15 - Seara dos médiuns - pág. 145 16 - Vinhas de luz - pág. 267

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

DONS – COMPILAÇÃO

03 - DOS HIPPIES AOS PROBLEMAS DO MUNDO - FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER - PÁG. 30

ÍTEM 6 - Auxílios e curas
ALMIR GUIMARÃES: Tenho uma pergunta, que vem de Uberlândia. Quem formula esta pergunta é o dr. Domingos Pimentel de Ulhoa, reitor da Universidade de Uberlândia. Ele, antes, faz um preâmbulo, uma observação, que é a seguinte, referindo-se a uma entrevista que você deu à revista "Realidade": "Minha tarefa é o livro, não é a cura." Apesar da afirmativa, o sr., pelos seus guias receita dezenas ou centenas de vezes em cada sessão. Muitas, somente exaltações inspiradas na moral, na fé e na esperança. Na maioria, homeopatia e dinamização suave. Pergunta: "Qual o objetivo: o sofrimento que a doutrina, julgo, considera como processo de expiação e aprimoramento? A caridade de curar algumas vezes e consolar sempre, com perdão da irreverência, é simplesmente proselitismo?"
CHICO XAVIER: A informação da revista "Realidade" é uma informação autêntica. Nós, desde o princípio, temos estado convocados por nossos amigos espirituais à manutenção do livro. E o livro, por nosso intermédio, vem sendo produzido desde o ano de 1931, quatro anos depois de nosso ingresso na doutrina espirita, explicada por Allan Kardec, com base nos Evangelhos de Jesus Cristo. Compreendemos que as nossas respostas, as respostas dos amigos espirituais por nosso intermédio, aos amigos que nos visitam, em sua maioria quase que esmagadora, são sempre respostas baseadas na própria doutrina, em nossa necessidade de paciência, de compreensão, de calma, de humanidade, diante dos outros e há um pequeno setor em que os amigos espirituais a pedido de amigos que nos é liberada nos Estados Unidos da América do Norte e até mesmo em países da Europa, como a Alemanha Ocidental, com plena aprovação do mundo médico.

Além da quinta dinamização, somente os nossos amigos diplomados em Medicina tem autoridade para apresentar os requisitos necessários ao tratamento ou cura dos enfermos. Quanto ao problema do auxílio, nós nos recordamos daquela palavra de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando, dirigindo-se aos sofredores, Ele afiançou: "Vinde a mim vós, os que sofreis, que eu vos aliviarei". O próprio Senhor, não prometeu cura: Ele prometeu alívio. Não iestamos fazendo absolutamente qual­quer comparação. Conhecemos a nossa posição de subvermes em minha condição pessoal. Quanto ao proselitismo, devemos informar ao nosso caro consulente de Uberlândia que começamos nosso grupo orando, a bem dizer, em família, um pequeno grupo. Se houvesse da nossa parte qualquer impulso de proselitismo, nós estaríamos recrutando os que sofrem nas cidades de que eles procedem em Pedro Leopoldo ou Uberaba. Nós estamos em nosso grupo muito humilde de orações. Os amigos nos visitam. É impossível recusar acolhimento, porque aqueles que nos visitam nos conferem uma honra. Orar, conosco, vir ao nosso encontro para uma prece: isto é uma bênção para nós. Isto, para nós é calor humano, fraternidade, amor em Jesus, aproximação humana, vontade de nos compreendermos uns aos outros, vontade de nos aquecermos de coração para coração, mas não proselitismo, porque em nossa vida de 45 anos na doutrina espírita-cristã ainda não fomos a cidade alguma recrutar os nossos amigos para as nossas reuniões.

05 - FONTE VIVA - EMMANUEL - PÁG. 293

ÍTEM 130 - NA ESFERA ÍNTIMA
"Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus." — Pedro. (I pedro, 4:10.)
A vida é máquina divina da qual todos os seres são peças importantes, e a cooperação é o fator essencial na produção da harmonia e do bem para todos. Nada existe sem significação. Ninguém é inútil. Cada criatura recebeu determinado talento da Providência Divina para servir no mundo e para receber do mundo o salário da elevação. Velho ou moço, com saúde do corpo ou sem ela, recorda que é necessário movimentar o dom que recebeste do Senhor, para avançares na direção da Grande Luz. Ninguém é tão pobre que nada possa dar de si mesmo. O próprio paralítico, atado ao catre da enfermidade, pode fornecer aos outros a paciência e a calma, em forma de paz e resignação. Não olvides, pois, o trabalho que o Céu te conferiu e foge à preocupação de interferir na tarefa do próximo, a pretexto de ajudar.

Quem cumpre o dever que lhe é próprio, age naturalmente a benefício do equilíbrio geral. Muitas vezes, acreditando fazer mais corretamente que os outros o serviço que lhes compete, não somos senão agentes de desarmonia e perturbação. Onde estivermos, atendamos com diligência e nobreza à missão que a vida nos oferece. Lembra-te de que as horas são as mesmas para todos e de que o tempo é o nosso silencioso e inflexível julgador. Ontem, hoje e amanhã são três fases do caminho único. Todo dia é ocasião de semear e colher. Observemos, assim, a tarefa que nos cabe e recordemos a palavra do Evangelho: — "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus", para que a graça de Deus nos enriqueça de novas graças.

ÍTEM 131 - NO CAMPO SOCIAL
"Ele respondeu e disse-lhes: — Dai-lhes vós de comer. . ." — (MAR­COS, 6:37.)
Diante da multidão fatigada e faminta, Jesus recomenda aos apóstolos: — "Dai-lhes vós de comer." A observação do Mestre é importante, quando realmente poderia ele induzi-los a recriminar a multidão pela imprudência de uma jornada exaustiva até o monte, sem a garantia do farnel. O Mestre desejou, porém, gravar no espírito dos aprendizes a consagração deles ao serviço popular. Ensinou que aos cooperadores do Evangelho, perante a turba necessitada, compete tão-somente um dever — o da prestação de auxílio desinteressado e fraternal.

Naquela hora do ensinamento inesquecível, a fome era naturalmente do corpo, vencido de cansaço, mas, ainda e sempre, vemos a multidão carecente de amparo, dominada pela fome de luz e de harmonia, vergastada pelos invisíveis azorragues da discórdia e da incompreensão. Os colaboradores de Jesus são chamados, não a obscurecê-la com o pessimismo, não a perturbá-la com a indisciplina ou a imobilizá-la com o desânimo, mas sim a nutri-la de esclarecimento e paz, fortaleza moral e sublime esperança. Se te encontras diante do povo, com o anseio de ajudá-lo, se te propões contribuir na regeneração do campo social, não te percas em pregações de rebelião e desespero. Conserva a serenidade e alimenta o próximo com o teu bom exemplo e com a tua boa palavra. Não olvides a recomendação do Senhor: — "Dai--Ihes vós de comer."

07 - JESUS NO LAR - NÉIO LÚCIO - PÁG. 119

ÍTEM 27 - O dom esquecido
Centralizara-se geral atenção em torno de curiosa palestra referente aos dons com que o Céu aquinhoa as almas, na Terra, quando o Se­nhor comentou, paciente:— Existiu um homem banhado pela graça do merecimento, que recebeu do Alto a permissão de abeirar-se do Anjo Dispensador dos dons divinos que florescem no mundo. Ante o Ministro Celeste, o mortal venturoso pediu a bênção da Mocidade. Recebeu a concessão, mas, em breve, reconheceu que a juventude poderia ser força e beleza, mas também era inexperiência e fragilidade espiritual, e, já desinteressado, voltou ao Doador Sublime e solicitou-lhe a Riqueza. Conseguiu a abastança e gozou-a, longo tempo; todavia, reparou que a retenção de grandes patrimônios provoca a inveja maligna de muitos. Cansando-se na defesa laboriosa dos próprios bens, procurou o Anjo e rogou-lhe a Liberdade. Viu-se realmente livre. No entanto, foi defrontado por cruéis demônios invisíveis, que lhe perturbaram a caminhada, enchendo-lhe a cabeça de inquietudes e tentações.

Extenuado, em face do permanente conflito interior em que vivia, retornou ao Celeste Dispensador e suplicou o Poder. Entrou na posse da nova dádiva e revestiu-se de grande autoridade. Entendeu, porém mais cedo que esperava, que o mando gera ódio e
revolta nos corações preguiçosos e incompreensíveis e, atormentado pelos estiletes ocultos da indisciplina e da discórdia, dirigiu-se ao benfeitor e implorou-lhe a Inteligência. Todavia, na condição de cientista e homem de letras, perdeu o resto de paz que desfrutava Compreendeu, depressa, que não lhe era possível semear a realidade, de acordo com os seus desejos. Para não ser vítima da reação destruidora dos próprios beneficiados, era compelido a colocar um grão de verdade entre mil flores de fantasia passageira e, longe de acomodar-se à situação, tornou a presença do Anjo e pediu-lhe o Matrimônio Feliz.

Satisfeito em seu novo desígnio, reconfor­tou-se em milagroso ninho doméstico, estabelecendo graciosa família, mas, um dia, apareceu a morte e roubou-lhe a companheira. Angustiado pela viuvez, procurou o Ministro do Eterno e afirmando que se equivocara, mais uma vez, suplicou-lhe a graça da Saúde. Recebeu a concessão. Entretanto, logo que se escoaram alguns anos, surgiu a velhice e desfigurou-lhe o corpo, desgastando-o e enrugando-o sem compaixão. Atormentado e incapaz agora de ausentar-se de casa, o Anjo amigo veio ao encontro dele e, abraçando-o, paternal, indagou que novo dom pretendia do Alto. O infeliz declarou-se em falência. Que mais poderia pleitear?

Foi então que o glorioso mensageiro lhe explicou que ele, o candidato à felicidade, se esquecera do maior de todos os dons que pode sustentar um homem no mundo, o dom da Coragem que produz entusiasmo e bom ânimo para o serviço indispensável de cada dia... Jesus interrompeu-se por alguns minutos; depois, sorrindo ante a pequena assembleia, rematou :— Formosa é a Mocidade, agradável é á Fortuna, admirável é a Liberdade, brilhante é o Poder, respeitável é a Inteligência, santo é o Casamento Venturoso, bendita é a Saúde da carne, mas se o homem não possui Coragem para sobrepor-se aos bens e males da vida humana, a fim de aprender a consolidar-se no caminho para Deus, de pouca utilidade são os dons temporários na experiência transitória. E tomando ao colo um dos meninos presentes, indicou-lhe o firmamento estrelado, como à dizer que somente no Alto a felicidade perene das criaturas encontraria a verdadeira pátria.

09 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - QUESTÕES: 92, 925

Perg. 92 - Os Espíritos têm o dom da ubiquidade, ou, em outras palavras, o mesmo Espírito pode dividir-se ou estar ao mesmo tempo em vários pontos? - Não pode haver divisão de um Espírito; mas cada um deles é um centro que irradia para diferentes lados, e é por isso que parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol, que não é mais do que um, e não obstante irradia por toda a parte e envia os seus raios até muito longe. Apesar disso, ele não se divide.
Perg. 92-a. Todos os Espíritos irradiam com o mesmo poder?— Bem longe disso, o poder de irradiação depende do grau de pureza de cada um.
Cada Espírito é uma unidade indivisível; mas cada um pode estender o seu pensamento em diversas direções, sem por isso se dividir. E somente nesse sentido que se deve entender o dom de ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Como uma fagulha que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte. Como, ainda, um homem que, sem mudar de lugar e sem se dividir, pode transmitir ordens, sinais e produzir movimentos em diferentes lugares.
Perg. 925 - Por que Deus beneficia com os bens da fortuna certos homens que não parecem merecê-los? - Esse é um favor aos olhos daqueles que não enxergam além do presente; mas sabei-o, a fortuna é uma prova geralmente mais perigosa que a miséria.

16 - VINHA DE LUZ - EMMANUEL - PÁG. 267


ÍTEM 127 - O TEU DOM
"Não desprezes o dom que há em ti." — Paulo. (l timóteo, 4:14.)
Em todos os setores de reorganização da fé cristã, nos quadros do Espiritismo contemporâneo, há sempre companheiros dominados por nocivas inquietações. O problema da mediunidade, principalmente, é dos mais ventilados, esquecendo-se, não raro, o impositivo essencial do serviço. Aquisições psíquicas não constituem realizações mecânicas. É indispensável aplicar nobremente as bênçãos já recebidas, a fim de que possamos solicitar concessões novas. Em toda parte, há insopitável ansiedade por recolher dons do Céu, sem nenhuma disposição sincera de espalhá-los, a benefício de todos, em nome do Divino Doador. Entretanto, o campo de lutas e expe-riências terrestres é a obra extensa do Cristo, dentro da qual a cada trabalhador se impõe certa particularidade de serviço. Diariamente, haverá mais farta distribuição de luz espiritual em favor de quantos se utilizam da luz que já lhes foi concedida, no engrandecimento e na paz da comunidade.

Não é razoável, porém, conferir instrumentos novos a mãos ociosas, que entregam enxadas à ferrugem. Recorda, pois, meu amigo, que podes ser o intermediário do Mestre, em qualquer parte. Basta que compreendas a obrigação fundamental, no trabalho do bem, e atendas à Vontade do Senhor, agindo, incessantemente, na concretização dos Celestes Desígnios. Não te aflijas, portanto, se ainda não recebeste a credencial para o intercâmbio direto com o plano invisível, sob o ponto de vista fenomênico. Se suspiras pela comunicação franca com os espíritos desencarnados, lembra-te de que também és um espírito imortal, temporariamente na Terra, com o dever de aplicar o sublime dom de servir que há em ti mesmo.