ENERGIA
BIBLIOGRAFIA
01- A agonia das religiões - pág. 12 02 - A alma é imortal - pág. 232
03 - A levitação- pág. 85 04 - A matéria psi - pág. 22
05 - A vida além do véu - pág. 185 06 - Alquimia da mente - pág. 61
07 - Ave luz - pág. 156 08 - Cartilha da natureza - pág. 59, 191
09 - Da alma humana - pág. 199 10 - Lázaro redivivo - pág. 221
11 - Mãos de luz - pág. 46 12 - O consolador - pág. 24
13 - O Livro dos Espíritos - q. 946, 974, 995 14 - Palingênese, a grande lei - pág. 90
15 - Passes e radiações - pág. 63

16 - Tambores de Angola - pág. 25

17 - Técnica da mediunidade - pág. 31 18 - Universo e vida - pág. 40, 67, 71
19 - Vida e Sexo - pág. 25
ENERGIA RADIANTE
BIBLIOGRAFIA
01- A alma é imortal - pág. 232 02 - A levitação - pág. 178
03 - Libertação - pág. 41, 84, 144 04 - Mão de luz - pág. 39
5 - O espiritismo - pág. 161 6 - O passe magnético - pág. 31
7 - Personagens do espiritismo - pág. 216 8 - Tambores de Angola - pág. 99
9 - Universo e vida - pág. 67, 69, 71, 112 10 - Vida e Sexo - pág. 25

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

ENERGIA -– COMPILAÇÃO

01- A agonia das religiões - José Herculano Pires - pág. 12

CAPÍTULO II - RELIGIÃO COMO FATO SOCIAL
O homem contemporâneo, vivendo numa fase de crise universal, determinada por mudanças rápidas em todos os campos de sua atividade, defronta-se com um grave problema subjetivo: ser ou não ser religioso. Os estudos sobre a origem e o desenvolvimento da Religião, sua natureza, sua significação para o comportamento humano, seus efeitos na dinâmica social e nos processos de renovação das estruturas econômicas e administrativas da sociedade, bem como no desenvolvimento cultural e mais especificamente das pesquisas científicas, oferecem-lhe opções contraditórias que não levam a nenhuma solução, agravando a crise com o levantamento de novos conflitos aparentemente insanáveis.

Culturalmente marginalizada, a partir do Renascimento, a Religião se transformou numa questão opinativa. Para os materialistas e ateus é apenas um resíduo do passado supersticioso; para os pragmatistas, uma questão de conveniência; para os espiritualistas, um problema vital, do qual depende a própria sobrevivência da Humanidade. As posições opiniáticas, em todas essas áreas, geram a desconfiança e a indiferença no seio das massas populares, desprovidas de elementos para uma avaliação do problema, e muito menos para a sua equação.

O que hoje se convencionou chamar de Ciência da Religião, abrangendo vários aspectos da questão religiosa em diversas perspectivas científicas, fora do campo religioso, apresenta-se como análise fria do processo religoso, com base nos dados objetivos da História. Mesmo a Psicologia das Religiões vê-se obrigada a pairar no plano das estruturas das escolas psicológicas, sem mergulhar na essência do fenômeno religioso, sob pena de perder a sua qualificação científica.

Acontece com a Religião o mesmo que verificamos no tocante ao problema da vida, cuja solução se busca no pressuposto de que o impulso vital se origina no campo dos aminoácidos. A matéria, considerada como a fonte de toda energia — apesar da comprovação científica atual de que é o produto da acumulação energética — mantém-se na posição de geradora da vida. Assim também se busca o segredo da Religião nas suas formas de manifestação, na sua estrutura e no seu funcionamento, como se ela se originasse das en­tranhas do homem e não das profundezas do seu psiquismo. A vida, a alma, o sentimento e o pensamento não seriam mais do que epifenômenos, efêmeras eclosões do fenómeno orgânico, destinadas a desaparecer com este.

Não pretendo promover uma revolução copérnica no assunto, mas apenas mostrar, se possível, a conveniência de uma mudança de posição. Basta encararmos a Religião como um fato social, segundo a tese de Durkheim, sem nos limitarmos aos aspectos puramente estruturais e funcionais do fato em si, para que as perspectivas da análise se tornem mais amplas e flexíveis. Religião e Sociedade se mostram conjugadas indissoluvelmente no plano histórico. Se tomarmos como exemplo o clã judaico de Abraão, do grupo étnico dos Habiru, na Caldéia, veremos que ali se formava ao mesmo tempo uma nova sociedade e uma nova religião que iriam exercer papel fundamental no desenvolvimento da civilização.

Ambas, sociedade e religião, nasciam no seio de outra sociedade e outra religião, organizadas, tradicionais, e delas se distinguiam pelas características étnicas e pela destinação histórica tipicamente carismática, determinada pela tendência monoteísta do clã, sob o impulso de crenças que se corporificavam nas manifestações de entidades mitológicas. Abraão, Isac e Jacó assumiram a direção do clã e o levariam, através do Egito, às terras de Canaã, na Palestina, na sangrenta epopéia dos relatos bíblicos.

Temos de distinguir no caso dois elementos conjugados que provocam o nascimento da nova religião: primeiro, o elemento étnico, determinante do agrupamento social; segundo, o elemento mítico, determinante da nova orientação religiosa. Este último não se mostra como subjetivo, mas caracteriza-se pela sua objetividade. É a intervenção ativa de influências exógenas na vida do clã, provenientes de manifestações concretas de entidades espirituais. Por mais que isso possa repugnar aos adeptos da interpretação psicológica dos fatos, que só aceitam as manifestações espirituais como de ordem subjetiva, os resultados das pesquisas modernas e contemporâneas no campo das Ciências Psíquicas, atualmente confirmadas pelas pesquisas parapsicológicas, com a anterior comprovação das pesquisas metapsíquicas, mostram que a intervenção espiritual poderia ter sido objetiva, segundo a descrição dos relatos bíblicos.

Admitindo-se a realidade dessa manifestação concreta, que corresponde a milhares de outras verificadas em todas as latitudes do planeta, podemos chegar à conclusãode que as religiões se originam de uma conjugação de fatores humanos e espirituais, nenhum deles podendo ser excluído da análise hones do fato social, sem que se pratique uma violência contra a realidade mundialmente comprovada. (...)

02 - A alma é imortal - Gabriel Dellane - pág. 232

A energia e os fluidos
Até há pouco, a Ciência negava a existência de estados imponderáveis da matéria e a hipótese do éter estava longe de ser unanimemente admitida, apesar da sua necessidade para tornar compreensíveis os diversos modos da força. Atualmente, já a negação não será talvez tão absoluta, pois que toda uma categoria de novos fenômenos veio mostrar a matéria revestida de propriedades de que nem se suspeitava. A matéria radiante dos tubos de Crookes revela as energias intensas que parecem inerentes às últimas partículas da substância. Os raios X, que nascem no ponto em que os raios catódicos tocam o vidro da empola, ainda mais singulares são, porquanto se propagam através de quase todos os corpos e têm propriedades fotogênicas, sem serem visíveis de si mesmos.

Finalmente, as experiências espíritas de Wallace, de Beattie, de Aksakof consignam, fotografados, esses estados da matéria invisível, que concorrem para a produção dos fenômenos espíritas. O Dr. Baraduc, o comandante Darget, o Dr. Adam, o Dr. Luys, o Sr. David e as experiências do Sr. Russel põem de manifesto essas forças materiais que emanam constantemente de todos os corpos, mas, sobretudo, dos corpos vivos, e os clichés que se obtêm são testemunhos irrecusáveis da existência desses fluidos. Assistimos, presentemente, à demonstração científica desses estados imponderáveis da matéria antes tão obstinadamente repelidos. Mais uma vez, confirma-se o ensino dos Espíritos, sendo a prova de veracidade das suas revelações dada por pesquisadores que não partilham das nossas idéias e que, portanto, não podem ser suspeitados de complacências.

É necessário que o público, ao ouvir-nos falar de fluidos, se habitue a não ver nessa expressão um termo vago, destinado a mascarar a nossa ignorância. É necessário fique ele bem persuadido de que estamos constantemente mergulhados numa atmosfera invisível, intangível pelos nossos sentidos, porém, tão real, tão existente, quanto o próprio ar. Não é certo que as maiores inteligências do século, os mais hábeis analistas, químicos e físicos hão vivido em contacto com o argônio, o novo gás que faz parte integrante do ar, sem lhe suspeitarem a presença? Esse exemplo deve inspirar modéstia a todos quantos orgulhosamente proclamam que sabem todas as coisas e que a Natureza nenhum mistério mais lhes guarda. A verdade é que ainda somos muito ignorantes e que a nossa existência se escoa num lugar do qual só pequeníssima parte conhecemos.

O de que todos se devem bem compenetrar é de que a atmosfera que nos circunda contém seres e forças cuja presença normal somos incapazes de apreciar. O ar se encontra povoado de miríades de organismos vivos, infinitamente pequenos, que não lhe turvam a transparência. No azul translúcido de um belo dia de verão volteia uma inumerável quantidade de sementes vegetais, que irão fecundar as flores. Ao mesmo tempo, o espaço se encontra atravancado de bilhões de seres, a que foi dado o nome de micróbios. Todos esses seres evolvem dentro de gases cuja existência nada nos revela. O ácido carbônico, produzido por tudo o que tem vida ou se consome, mistura-se aos gases constitutivos do ar, sem que alguém o possa suspeitar. Quase todos os corpos emitem vapores que imergem nesse laboratório límpido e os nossos olhos permanecem cegos para todos esses corpos tão diversos, cada um com a sua função e a sua utilidade.

Tampouco os nossos sentidos nos advertem dessas correntes que sulcam o globo e desorientam a bússola durante as tempestades magnéticas. Só raramente a eletricidade se manifesta sob forma que nos seja apreciável. Ela não existe unicamente no instante em que o raio risca a nuvem, em que repercutem ao longe os roncos do trovão; antes, atua perpetuamente, por meio de lentas descargas, por meio de trocas incessantes entre todos os corpos de temperaturas diferentes. A própria luz não a percebemos, senão dentro de limites muito acanhados. Seus raios químicos, de ação tão intensa, escapam completamente à nossa visão.

Somos banhados, penetrados por todos esses eflúvios em meio dos quais nos movemos e longuíssimo tempo viveu a humanidade sem conhecer tais fatos que, entretanto, sempre existiram. Foram necessárias todas as descobertas da ciência, para criarmos sentidos novos, mais poderosos, mais delicados do que os que devemos à Natureza. O microscópio nos revelou o átomo vivo, o infinitamente pequeno; a chapa fotográfica é, ao mesmo tempo, um tato e uma retina, de incomparáveis finura e acuidade de visão. O colódio registra as vibrações etéreas que nos chegam dos planetas invisíveis, perdidos nas profundezas do espaço, e nos revela a existência deles.

Apanha os movimentos prodigiosamente rápidos da matéria quintessenciada; reproduz fielmente a luz obscura que todos os corpos à noite irradiam. Se a nossa retina possuísse essa singular sensibilidade, seríamos impressionados pelas ondas ultravioletas, como o somos pela parte visível do espectro. Pois bem! essa chapa preciosa ainda presta o serviço de dar--nos a conhecer os fluidos que emanam do nosso organismo, ou que nele penetram. Mostra-nos, com irresistível certeza, que em torno de nós forças existem, isto é, movimentos da matéria sutil, que se diferençam uns dos outros pelos seus caracteres particulares, por uma assinatura especial. Presentemente, já não se pode duvidar dessas modalidades, desses avataras da matéria.

Há, envolvendo-nos, uma atmosfera fluídica incorporada na atmosfera gasosa, penetrando-a de todos os lados. São ininterruptas as suas ações: é todo um mundo tão variado, tão diverso em suas manifestações, quanto o é a natureza física, isto é, a matéria visível e ponderável. Há fluidos grosseiros, como fluidos quintessenciados, uns e outros com propriedades inerentes ao respectivo estado vibratório e molecular, que os tornam substâncias tão distintas, quanto o podem ser, para nós, os corpos sólidos ou gasosos. Mas, que energias se manifestam nesse meio! Que de mudanças visíveis, de mobibilidade, de plasticidade nessa matéria sutil! Quanto ela difere da pesada, compacta e rígida substância que conhecemos.

A eletricidade nos permite julgar da instantaneidade das suas transformações: é um prodígio, uma febre contínua. É bem a fluidez ideal para as tão leves, tão vaporosas, tão instáveis criações do pensamento. É a matéria do sonho, na sua impalpável realidade. Estudando a matéria gasosa, chegamos a imaginar esses estados transcendentes. Já, sob a forma radiante, vemos os átomos, movendo-se com velocidades fantásticas, produzirem fenômenos cuja intensidade, dada a massa de matéria posta em jogo, é realmente formidável e essa energia nos faz compreender a força, em suas manifestações superiores de luz, eletricidade, magnetismo, devidas às rapidíssimas ondulações do éter.

Torna-se admissível que esses átomos animados de enormes velocidades retilineas, girando sobre si mesmos com vertiginosa rapidez, desenvolvam uma força centrífuga que anula a atração terrestre. Sim, é mais que provável que eles se diferenciem entre si pela quantidade de força viva que individualmente contêm e podemos entrever a inesgotável variedade de agrupamentos que se constituem entre essas inúmeras formas de substâncias. É o mundo espiritual, o que nos cerca e penetra, em o qual vivemos. Com ele entramos em relações por meio do nosso organismo fluídico. Porque possuímos um perispírito, possível se nos faz atuar sobre esse mundo invisível à carne. É pela nossa constituição espiritual que os Espíritos têm ação sobre nós e nos podem influenciar.


12 - O consolador - Emmanuel - pág. 24

Perg. 5 - Nos chamados movimentos brownianos e nas afinidades moleculares poderemos observar manifestações de espiritualidade? - Nos chamados movimentos brownianos, bem como nas atrações moleculares, ainda não poderemos ver, propriamente, manifestações de espiritualidade, como princípio de inteligência, mas fenômenos rudimentares da vida em suas demonstrações de energia potencial, na evolução da matéria, a caminho dos princípios anímicos, sob a bênção de luz da natureza divina.

Perg. 9 - A radioatividade opera a destruição ou a evolução da matéria? - Através da radioatividade, verifica-se a evolução da matéria. É nesse contínuo desgaste que se observam os processos de transformação das individuações químicas, convertidas em energia, movimento, eletricidade, luz, na ascensão para novas modalidades evolutivas, em obediência às leis que regem o Universo.

Perg. 10 - Onde a fonte de energia para a matéria, de vez que a radioatividade opera incessantemente, trabalhando as suas força? - O Sol é essa fonte vital para todos os núcleos da vida planetária. Todos os seres, como todos os centros em que se processam as forças embrionárias da vida, recebem a renovação constante de suas energias através da chuva incessante dos átomos, que a sede do sistema envia à sua família de mundos, equilibrados na sua atração, dentro do Infinito.

14 - Palingênese, a grande lei - Jorge Andrea dos Santos - pág. 90

(...) Na dimensão em que nos encontramos atualmente, dimensão da matéria, a dimensão-espaço, os infinitamente pequenos são, ainda, para nós, de imensa complexidade. Quem poderá definir com precisão as expressões atômicas? Claro que existem cálculos aproximados de seus valores médios, mas, o dinamismo desses elementos não permitem que fixemos suas reais atividades. Os elétrons que giram em torno de prótons tem raios variáveis o que impede que se possa limitá-los com precisão; suas dimensões prováveis são da ordem de 9, 10 28, isto é, 1/1800 das dimensões do átomo de hidrogênio. Os átomos excitados pelo calor se lançam em ondas térmicas de décimos de milímetros. Quando a excitação chega a provocar os saltos dos elétrons de suas órbitas mais externas, há o aparecimento de luz com ondas mil vezes mais curtas que as anteriores.

Se os saltos eletrônicos forem dos elementos mais aconchegados ao núcleo (órbita interna), portanto saltos quânticos, as ondas resultantes, dez mil vezes mais curtas que as primeiras, fornecerão os conhecidos raios de Roentgen (raios X). As ondas mais curtas ainda, obtidas pela agitação dos núcleos atômicos, produzirão raios do núcleo (raios nucleares), cuja energia e potência são ultrapassadas somente pelos raios cósmicos; estes representam partículas vindas do universo, provavelmente prótons, que se lançam no espaço com a energia de 10(16), tendo como base a energia solar de 2,5 volts eletrônicos.

Além desse reino de energias já percebido pelo homem, elementos mais sutis, de características semelhantes, devem existir, a se expandirem no cosmo, dando cumprimento às suas sábias leis, para nós desconhecidas em sua maioria. Com esses dados informativos, perguntamos: que não poderia encerrar a possibilidade de um núcleo em potenciação de energias mais purificadas, e que estariam muito acima do dinamismo atômico? Claro que não estamos em condições de definir com precisão as unidades psíquicas, mas avaliar sua grandiosidade.

A matéria, por representar o volume, define-se na dimensão-espaço; a energia traduz-se na dimensão-tempo, em ritmos; e o psiquismo no dimensão-consciência. Esta por ser superior às demais, só poderá ser evidenciada pelos atos realizados, isto é, por criações, por missões cumpridas. Desse modo, o pensamento, apanágio desta última dimensão, deverá ter uma possibilidade energética superior às energias da dimensão-tempo ( som, eletricidade, etc), de incalculável deslocamento, de impossível mensuração pelos recursos técnicos que possuímos atualmente.

Assim como a dimensão-tempo se expressa em ritmos, a dimensão-consciência somente poderá aparecer em obras realizadas, em criações. Não é sem razão que o bem, o amor, a virtude e os sentimentos nobres são exaltados em todas as filosofias construtivas, seitas e religiões, como elementos propulsores do progresso espiritual. Por esta maneira "o homem passou a compreender, enfim, que a matéria é simples vestimenta das forças que o servem nas múltiplas faixas da Natureza e que todos os domínios da substância palpável podem ser plenamente analisados e explicados em linguagem matemática, embora o plano das causas continue para ele indevassado" (André Luiz).

Os núcleos em potenciação que compõem o campo energético espiritual, durante o fenômeno palingenético na célula-ovo, como veremos adiante em seus pormenores, constituiriam o substrato energético dos genes cromossomiais, e, como tal, se responsabilizariam pelos processos mais íntimos que se seguem a fecundação. Desse modo, os genes seriam movimentados por uma Essência-Energética que faria parte da organização espiritual; por sua vez, os genes, como já referimos, orientariam o trabalho da organização física cromossomial. O conjunto vibracional que se lançaria no núcleo da célula-ovo (palingênese), com finalidade de dirigir os processos embriológicos que se desenvolverão posteriormente, tomará assento na glândula pineal, no momento oportuno. (...)

15 - Passes e radiações - Edgard Armond - pág. 63

CAPITULO 4 - A ENERGIA CÓSMICA - 1) MATÉRIA, ENERGIA, ESPÍRITO
Na criação universal, a vida se manifesta sob três aspectos, cujas limitações desconhecemos: como Matéria, representada pela Forma; como Energia, representada pelo Movimento, e como Espírito, representado pela Inteligência-Sentimento. O Espírito, utilizando-se da Energia, age sobre a Matéria, provocando reações e transformações de inúmeros aspectos e naturezas. A Matéria, em si mesma, nada mais é que Energia "condensada" a vários graus e todas as transformações que nela se operam são resultados dessa interferência do elemento Espírito, que sobre ela projeta correntes vibratórias mais rápidas, finas e elevadas, que a desagregam ou modificam.

A Energia está sempre em movimento, condensando-se ou expandindo-se, formando correntes no seio da massa; no caso dos passes, o mesmo fenômeno se dá: o operador projeta correntes de fluidos mais finos e poderosos, que provocam transformações no Movimento específico dos agrupamentos celulares do corpo denso ou do perispírito. Toda vez que uma corrente de energia, acionada por um operador inteligente, interfere em um campo da matéria, surgem limitações, resistências locais; forma-se uma cadeia de fenômenos decorrentes, dos mais variados aspectos e consequências.

Assim, uma resistência oposta a uma corrente elétrica, dá origem ao calor e à luz; a interferência sobre uma corda de violino suficientemente tensa produz som, etc. O corpo humano tem um ponto certo de equilíbrio, de estabilidade, e qualquer interferência do Espírito que o anima ou de forças ou entidades do ambiente exterior, produz alterações, distorções, desarmonias, distúrbios, moléstias.

2) ABSORÇÃO
A energia cósmica tem muitos nomes, manifesta-se de muitas formas, conquanto seja sempre a mesma, em essência e fundo: akasa, para os hindus, aôr, para os hebreus, telesma, para os hermetistas, azoth, para os alquimistas, força ódica de Reichembach, força psíquica de Crookes, fluido mesmérico, fluido vital, prana, fluido universal, eletricidade, enfim, como quer que se chame, é sempre o mesmo fluido cósmico fundamental, do qual uma das manifestações mais úteis e poderosas é o magnetismo, visto que pode ser utilizado em forma simples e acessível aos homens, na cura de moléstias.

Como já vimos, a absorção dessa força, pelo corpo humano, é realizada pelo aparelho respiratório, pela pele e pelos alimentos que vão ter ao sistema digestório. Podemos aumentar essa absorção:

a) Praticando exercícios respiratórios.

Os processos mais aconselháveis são os de respiração profunda, que se praticam da seguinte forma:
— deitado, sentado ou de pé, aspirar o ar pelo nariz, empurrando o diafragma para baixo e procurando recolher o ventre para que, assim, o ar penetre amplamente no pulmão, inclusive em seus lóbulos superiores; contar até cinco.

A) parte da absorção que se dá no corpo perispiritual, pelos centros de força.
— reter o ar nos pulmões, contando, da mesma forma, até cinco.
— soltar o ar lentamente pela boca, contando o mesmo tempo e procurando esvaziar os pulmões completamente.
— reter os pulmões vazios durante o mesmo período de tempo e recomeçar, como no princípio.
— em todas as fases, procurar aumentar, gradativamente, o tempo dos movimentos e das pausas.

Este exercício aumenta grandemente a capacidade torácica e, em consequência, a quantidade de ar que os pulmões recebem em cada movimento respiratório. Por outro lado, o exercício fortalece os pulmões, torna-os mais elásticos e leva o ar a todos os alvéolos, promovendo verdadeiro saneamento, pela ação do oxigênio e imunizando-os de moléstias infecciosas próprias desse órgão.
Se sobrevierem tonturas (excesso de oxigênio), basta reduzir o tempo da primeira fase.

b) Selecionando os alimentos com prevalência de vegetais e frutas.

c) Mantendo a pele em perfeitas condições de limpeza, flexibilidade e arejamento.

d) Captação da energia pela evocação e pela prece, diretamente do reservatório universal.
— concentração, solicitando o auxílio dos bons espíritos.
— evocação das forças cósmicas, do alento divino que transita, imanente, por toda a criação.
— levantamento dos braços verticalmente, aos lados da cabeça, durante a evocação, para a captação da força e, nessa posição, permanecer enquanto sentir a descida da energia por eles.
À medida que os exercícios forem feitos e o tempo transcorrer, se verá que cada dia se torna mais sensível e evidente a descida da força pelos braços, seu giro pelo corpo e sua volta pelo mesmo caminho, para o espaço ambiente.(..)

18 - Universo e vida - Hernani T. Sant'Anna - pág. 40, 67, 71

O Princípio Espiritual, crisálida de Consciência, nasce, por transformação, da extrema evolução da Energia, no berço da Matéria. Há três momentos decisivos e divinos em que o transformismo evolutivo assinala triunfos definitivos: o do surgimento da matéria, o do surgimento da energia e o do surgimento do Princípio Espiritual. Eis o primeiro: "De todas as partes do universo as correntes trazem sempre nova energia; o movimento torna-se sempre mais intenso, o vórtice fecha-se em si mesmo, o turbilhão fica sendo um verdadeiro núcleo de atração dinâmica.

Quando ele não pode sustentar no seu âmbito todo o ímpeto da energia acumulada, aparece um momento de máxima saturação dinâmica, um momento crítico em que a velocidade fica sendo massa, estabiliza-se nos infinitos planetários íntimos, de que nascera o núcleo, depois o átomo, a molécula, o cristal, o mineral, os amontoados solares, planetários e siderais. Da tempestade imensa nasceu a matéria. Deus criou."

Eis o segundo: "Completada a maturação das formas de matéria, verificou-se também a expansão do vórtice galáxico, do centro para a periferia, o resfriamento e solidificação da matéria. Esta completou o ciclo de sua vida e a Substância, tomando novas formas, se muda lentamente, em individuações de mais elevado grau. A dimensão-espaço se eleva à dimensão-tempo. A matéria inicia uma transformação radical, doando todo o seu movimento tipo matéria ao movimento tipo energia. O vórtice nuclear do éter desenvolveu na fase matéria o vórtice atômico da matéria.

Alcançado o máximo da dilatação, este vórtice continua a se expandir, desenvolvendo as formas dinâmicas, e nasce a energia. A substância continua a evolver, prosseguindo na energia a sua ascensão. A primeira emanação gravífica, de mínimo comprimento de onda e máxima frequência vibratória, máxima velocidade de propagação no sistema dinâmico, completa-se com a emanação radioativa da desintegração atômica. O processo de transformação dinâmica, que tem sua raiz na evolução estequiogenética, isola-se, firmando-se decisivamente. O vórtice atômico despedaça-se e se dissolve expelindo progressivamente do sistema aqueles elétrons já nascidos do sistema nuclear por igual expulsão. É um contínuo tornar-se em ato daquilo que existia em potencialidade, encerrado em gérmen por concentração de movimento. Nascem novas espécies dinâmicas; depois da gravitação e da radioatividade, aparecem as radiações químicas, a luz, o calor, a eletricidade..."

Eis o terceiro: "... O movimento, primeiro produto da evolução físico-dinâmica, é força centrífuga e tende, por isso, à difusão, à expansão, à desagregação da matéria. Expansão em todas as dimensões é, com efeito, a direção da evolução. Mas, de súbito, esta direção se inverte, pela lei de equilíbrio, em direção centrípeta, contra-impulso involutivo, e as forças de expansão completam-se com as de atração. Assim, a primeira explosão cinética encontra desde logo o seu ritmo; o princípio da Lei substitui a desordem, tão logo se manifesta, por uma nova ordem: o movimento equilibra-se num par de forças antagônicas. Assim, a gravitação vos aparece como energia cinética da matéria e, como sua primogênita, se lhe torna tão inerente, tão intimamente conexa, que não vos é possível isolá-la.

Assim, a matéria atrai a matéria, e o universo, formado por massas lançadas em todas as direções, e separadas por espaços imensos, é, não obstante isso, "ligado" todo, formando uma unidade indissolúvel; é mantido coeso e, ao mesmo tempo, movido por essa força, que é a sua circulação e o seu respiro físico. Ao aparecer, pois, da forma protodinâmica, é que o universo se move pela primeira vez, é que se geram os movimentos siderais, é que a gravitação passa a guiá-lo da lei onipotente instantaneamente disciplina toda sua manifestação segundo o binário atração-repulsão, que compõe o binômio (+ e —, positivo e negativo) constitutivo de toda força, como de toda manifestação do ser.

A substância adquire, na nova fase, a forma de consciência linear do vir-a-ser fenomênico, a primeira dimensão do sistema trino sucessivo ao espacial. Nasce o tempo. A protoforma da energia propaga-se. Com o movimento, nascem a direção, a corrente, a vibração, o ritmo, a onda. Nasce o tempo, que mede a velocidade de transmissão. O universo é todo invadido por uma palpitação nova, de mais intensa, de mais rápida transformação. E quando a matéria, recondensada por concentração das correntes dinâmicas, inicia novamente o seu ciclo ascensional, é toda tomada de um vórtice dinâmico que a guia e plasma na gênese estelar, numa evolução diversa e superior à precedente, íntima maturação estequiogenética: uma madureza da qual nascerão não só miríades de novas criaturas mais ágeis e ativas, como eletricidade, luz, calor, som e toda a série das individuações dinâmicas, as quais, afinal, se destilarão na criação superior da vida.

(...) Quando num sistema rotatório sobrevêm uma força nova, esta se imite no sistema e tende a se acrescentar e se fundir no tipo de movimento circular preexistente. Podeis imaginar que profundas complicações advêm ao entrelaçamento, já de si mesmo complexo, das forças atrativo-repulsivas. O simples movimento circular se agiganta num mais complexo moto vorticoso. Pela imissão de novos elétrons, o movimento não somente se complica estruturalmente, mas se reforça, alimentado por novos impulsos. Em vez de um sistema planetário, tereis uma nova unidade que vos lembra os sorvedouros de água, as trombas marinhas, os turbilhões e ciclones.O princípio cinético da matéria é assim retomado pela energia, numa forma vorticosa muito mais complexa e poderosa.

Nasce, assim, uma nova individuação da Substância, agora verdadeiro organismo cinético, em que todas as criações e conquistas, isto é, trajetórias e equilíbrios precedentes constituídos, subsistem mas se coordenam (...) O tipo dinâmico do vórtice contém, embrionariamente, todas as características fundamentais da individuação orgânica e do Eu pessoal". O Princípio Espiritual é o gérmen do Espírito, a protoconsciência. Uma vez nascido, jamais se desfará, jamais morrera. Filho de Deus Altíssimo, inicia então a sua lenta evolução, no espaço e no tempo, rumo ao principado celeste, à infinita grandeza crística. Durante milênios vai residir nos cristais, em longuíssimo processo de autofixação, ensaiando aos poucos os primeiros movimentos internos de organização e crescimento volumétrico, até que surja, no grande relógio da existência, o instante sublime em que será liberado para a glória orgânica da Vida. (...)

19 - Vida e Sexo - Emmanuel - pág. 25

Energia sexual
«Pergunta — E' a mesma a força que une os elementos da matéria nos corpos orgânicos e noa inorgânicos?»
«Resposta — Sim, a lei de atração é a mesma para todos.»
Item n.° 60, de «O livro dos espíritos».

A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do Universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se reveste. Nos seres primitivos, situados nos primeiros degraus da emoção e do raciocínio, e, ainda, em todas as criaturas que se demoram voluntariamente no nível dos brutos, a descarga de semelhante energia se opera inconsideradamente. Isso, porém, lhes custa resultados angustiosos a lhes lastrearem longo tempo de fixação em existências menos felizes, nas quais a vida, muito a pouco e pouco, ensina a cada um que ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízo a si mesmo.

À medida que a individualidade evolui, no entanto, passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta.

Através da poligamia, o espírito assinala a si próprio longa marcha em existências e mais existências sucessivas de reparação e aprendizagem, em cujo transcurso adquire a necessária disciplina do seu mundo emotivo. Fatigado de experimentos dolorosos, nos quais recolhe o fruto amargo da delinquência ou do desespero que haja estabelecido nos outros, reconhece na monogamia o caminho certo de suas manifestações afetivas. Atento a isso, identifica na criatura que se lhe afina com os propósitos e aspirações o parceiro ou a parceira ideais para a comunhão sexual, suscetível de lhe granjear o preciso equilíbrio e capaz de lhe revitalizar as forças com que se põe no encalço do trabalho imprescindível à própria evolução.

Em nenhum caso, ser-nos-á lícito subestimar a importância da energia sexual que, na essência, verte da Criação Divina para a constituição e sustentação de todas as criaturas. Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva, entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem consequências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê.



ENERGIA RADIANTE:

03 - Libertação - ANDRÉ LUIZ - pág. 41, 84, 144

(...) A vampirização era incessante. As energias usuais do corpo pareciam transportadas às "formas ovóides", que se alimentavam delas, automaticamente, num movimento indefinível de sucção. Lastimei a impossibilidade de consulta imediata ao Instrutor, porquanto Gúbio, naturalmente, se estivesse livre, nos forneceria esclarecimentos amplos, mas concluí que a infortunada senhora devia ter sido colhida através do sistema nervoso central, de vez que os propósitos sinistros dos perseguidores se faziam patentes quanto à vagarosa destruição das fibras e células nervosas. Margarida demonstrava-se exausta e amargurada.

Dominadas as vias do equilíbrio no cerebelo e envolvidos os nervos ópticos pela influência dos hipnotizadores, seus olhos espantados davam idéia dos fenômenos alucinatórios que lhe acometiam a mente, deixando perceber o baixo teor das visões e audições interiores a que se via submetida. Interrompi, no entanto, as observações acuradas, a fim de verificar a atitude psicológica do nosso orientador, que se arriscara à aventura para socorrer aquela senhora doente a quem amava por filha muito querida ao coração.

Esforçava-se Gúbio por não trair a imensa piedade que o senhoreava, diante da enferma conduzida para a morte. Dentro de minha condição de humanidade, reconheci que, se a doente me fosse assim tão cara, não teria vacilado um momento. Movimentaria passes de libertação, ao longo do bulbo, retirar-lhe-ia aquela carga pesada e inútil de mentes enfermiças e, em seguida, lutaria contra os perseguidores, um a um. Nosso Instrutor, porém, assim não procedeu.

Fixou a paisagem aflitiva com inequívoca tristeza, mas, logo após, demorou o olhar bondoso em Saldanha, como a pedir-lhe impressões mais profundas. Secretamente tocado pelo impulso positivo do nosso dirigente, o chefe da tortura se sentiu na obrigação de prestar-lhe informações espontâneas. - Estamos em serviço mais ativo, há dez dias precisamente - elucidou, resoluto. - A presa foi colhida em cheio e, felizmente, não contamos com qualquer resistência. Se vieram colaborar conosco, saibam que, segundo acredito, não temos maior trabalho a fazer. Mais alguns dias e a solução não se fará esperar.

A meu ver, Gúbio conhecia todas as particularidades do assunto, mas, no propósito evidente de captar simpatia, interrogou:- E o marido?
- Ora - esclareceu Saldanha com escarninho sorriso -, o infeliz não tem a menor noção de vida moral. Não é mau homem; todavia, no casamento foi apenas transferido de "gozador da vida" a "homem sério". A paternidade constituir-lhe-ia um trambolho e filhinhos, se os recebesse, não passariam para ele de curiosos brinquedos. Hoje, conduzirá a esposa à igreja. E, reforçando a inflexão sarcástica, acentuou:- Vão à missa, na esperança de melhoras.

Mal acabara a informação, tristonho e simpático cavalheiro, em cuja expressão carinhosa identifiquei, de pronto, o esposo da vítima, entrou no aposento, com ela permutando palavras amorosas e confortantes. Amparou-a, prestimoso, e ajudou-a a vestir-se com esmero. Decorridos alguns minutos, notei, apalermado, que os cônjuges, acompanhados por extensa súcia de perseguidores, tomavam um táxi na direção dum templo católico. Seguimo-los sem detença. O veículo, a meu ver, transformara-se como que num carro de festa carnavalesca. Entidades diversas aboletavam-se dentro e em torno dele, desde os páralamas até o teto luzente. Minha curiosidade era enorme. Descendo à porta de elegante santuário, observei estranho espetáculo.

A turba de desencarnados, em posição de desequilíbrio, era talvez cinco vezes maior que a assembléia de crentes em carne e osso. Compreendi, logo, que em maior parte ali se achavam com o propósito deliberado de perturbar e iludir. Saldanha encontrava-se excessivamente preocupado com as vítimas, para dispensar-nos maior alenção e, intencionalmente, Gúbio afastou-se um tanto, em nossa companhia, a fim de confiar-nos alguns esclarecimentos. Penetramos o templo onde se comprimiam nada menos de sete a oito centenas de pessoas. A algazarra dos desencarnados ignorantes e perturbadores era de ensurdecer. A atmosfera pesava. A respiração fizera-se-me difícil pela condensação dos fluidos semicarnais ali reinantes; lodavia, ao fixar os altares, confortante surpresa aliviou-me o coração.

Dos adornos e objetos do culto emanava doce luz que se espraiava pelos cimos da nave visitada de sol; fazia-se perceptível a nítida linha divisória entre as energias da parte Inferior do recinto e as do plano superior. Dividiam-se os fluidos, à maneira de água cristalina e azeite Impuro, num grande recipiente. Contemplando a formosa claridade dos nichos, perguntei ao nosso Instrutor:- Que vemos? não reza o segundo mandamento, trazido por Moisés, que o homem não deve fazer Imagens de escultura para representar a Paternidade Celeste?- Sim - concordou o orientador -, e determina o Testamento que ninguém se deve curvar diante delas. (...)

9 - Universo e vida - HERNANI T. SANT'ANNA - ÁUREO - pág. 67, 69, 71, 112

ENERGIA E EVOLUÇÃO
Façamos agora ligeira interrupção no curso normal de nosso estudo, para algumas considerações oportunas, relativas à energia, no campo da evolução.
1. ENERGIA MENTAL
A desagregação atômica por meio de explosão nuclear é apenas uma das formas de conversão da matéria em energia. A Natureza utiliza permanentemente muitos outros processos para essa transformação, sendo a radiação um dos mais estudados pelo homem terreno. A ciência oficial de nossos dias já conhece algo sobre as propriedades da matéria e da energia, quando elas são conversíveis entre si, o que importa dizer: da mesma natureza essencial. Existem, porém, aspectos elementares da estrutura da energia que permanecem desconhecidos da ciência terrestre. Esta lhe identifica variadas formas de manifestação, mas ainda ignora por completo suas formas não conversíveis em matéria, embora já comece a desvendar os segredos da antimatéria.

Inclui-se dentre os mais comuns e constantes tipos de energia não adensável a energia mental propriamente dita, da qual o pensamento é a mais elevada expressão. No entanto, ela é capaz de agir sobre as diversas formas de energia reconversível, de impressioná-las e transformá-las, através de radiações de potência ainda não humanamente detectável, mas de alto e efetivo poder, traduzível em fenómenos eletromagnéticos inapreciáveis. Essa é basicamente a energia que organiza o tecido perispiritual e, de resto, todos os campos vibratórios que envolvem o espírito humano e nos quais este se movimenta nas dimensões extrafísicas.

É também ela o fulcro de que se origina a energização das idéias, corporificando-as em formas-pensamentos, suscetíveis, como já sabem os pesquisadores do psiquismo, de serem temporárias, mas poderosamente vivificadas, dirigidas e até mesmo materializadas, através dê processos de densificação bem mais comumente utilizados do que vulgarmente se presume. É, contudo, bem mais importante assinalarmos o fato de que essa energia mental retraía sempre, como imagens vivas, as emoções e os sentimentos do Espírito humano, encarnado ou desencarnado, condensando e expressando automaticamente, e com rigorosa exatidão, toda e qualquer emoção ou sentimento de qualquer ente espiri­tual, sob as mais nítidas e diferenciadas características de forma, cor, som, densidade, peso específico, velocidade, frequência vibratória e capacidade de permanência.

Isso significa que as emoções e os sentimentos humanos impregnam e magnetizam o campo energético das vibrações do pensamento, por via de um processo de superenergização, no qual uma espécie de energia mais quintessenciada e poderosa ativa, colora e qualifica outra espécie de energia, sem com ela fundir-se ou confundir-se, e sem que haja entre elas a possibilidade de mútua conversão.
Jean-Jacques Rousseau percebeu isso intuitivamente, embora de modo evidentemente imperfeito, quando afirmou a precedência do sentimento sobre a razão. Foi, entretanto, o Divino Mestre quem revelou tal verdade de forma inconfundível, ao alicerçar todo o seu ensino e exemplificação no sentimento do Amor — resumo, como explicou, de "toda a Lei e de todos os Profetas".

Os estudos de Darwin sobre a evolução das espécies abriram caminho a grandes avanços do conhecimento humano no campo da hierarquia das complexidades, que acompanham os processos de aprimoramento dos organismos. Sabe-se hoje que essa crescente complexidade é consequência de funções novas, nascidas de novas necessidades e geradoras de novos poderes. É também assim na ordem da evolução anímica, onde o Espírito, ao desenvolver a sua própria mente, amplia e diversifica sua estrutura, seu espaço e seu tempo individuais, crescendo para Deus, no seio do Universo Infinito.

Quanto mais o ser espiritual se sublima, mais recursos desenvolve, em formas cada vez mais altas e nobres de energia sutil, tanto mais poderosas e excelsas, quanto menos densas e mais dife­renciadas das formas materializáveis de energia. Eis por que o Espiritismo Evangélico sobrepõe o esforço de santificação, isto é, de sublimação moral dos sentimentos humanos, a todo e qualquer processo de evolução meramente intelectiva. É que o aprimoramento da inteligência, sob todas as formas, sendo embora imperativo inderrogável da Eterna Lei, é mais fácil de ser realizado, e de modo menos suscetível a erros e quedas, quando produzido sob o ascendente do sentimento enobrecido, que é a força diretriz de todas as energias e potencialidades do Espírito.

2. RADIAÇÕES LUMINOSAS

Mesmo que potentes radiações luminosas, que são ondas eletro-magnéticas, incidam sobre um corpo, delas este somente reterá a quantidade que lhe permitir o seu próprio poder de absorção, embora também seja verdade que parte do poder absorvente de qualquer material depende igualmente do comprimento de onda da radiação incidente.

No campo psicoperispirítico, prevalece realidade similar, pois o poder de atuacão energética de um espírito sobre outro subordina--se a dupla condição, isto é, ao comprimento de onda da radiação luminosa do atuante e à capacidade de absorção do atuado, sendo fundamental não perdermos de vista que em todos os fenómenos desse tipo o regime inelutável é o das trocas, cujo escopo natural é sempre o do equilíbrio.

Explicaremos noutro capítulo por que razão nos referimos à atuacão energética de natureza luminosa, de um espírito sobre outro, mas adiantamos que a luz é a mais nobre das formas de energia. Precisaremos, porém, considerar mais detidamente esse assunto, pois também a luz apresenta variações importantes de tipo e natureza, na hierarquia dos valores do Universo. (..)

LEMBRETES:
1° - (...) "a capacidade que possui um corpo, ou um sistema de produzir trabalho." (..) a natureza intrínseca da energia é ainda ignorada pelo homem. Um dia, porém, ele descobrirá que essa "capacidade" é a "secreção" mental por excelência; basicamente, a emanação primária de Deus-Criador e, por extensão, a emanação de cada criatura; é a "matéria-prima substancial", o "ar" dos Universos, a "água" do infinito oceano cósmico, o "éter primacial". (..) não há nenhuma linha nítida de demarcação entre matéria e energia. Áureo

2° - (...) na essência, toda a matéria é energia gornada visível e (...) toda a energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio André Luiz

3° - Energia Mental: (..) as energias mentais são a origem de todos os acontecimentos nos planos espirituais, seja estes elevados ou inferiores (...) Adolfo Bezerra de Menezes

4° - A energia mental é o fermento vivo que improvisa, altera, constringe, alarga, assimila, desassimila, integra, pulveriza ou recompõe a matéria em todas as dimensões. Por isso mesmo, somos o que decidimos, possuímos o que desejamos, estamos onde preferimos e encontramos a vitória, a derrota ou a estagnação, conforme imaginamos. Emmanuel

Edivaldo