ESSÊNIOS
BIBLIOGRAFIA
01- A CAMINHO DA LUZ, pag. 106 02 - AFINAL, QUEM SOMOS?, pag. 68, 79, 80
03 - BOA NOVA , pag. 125 04 - BRASIL MAIS ALÉM, pag. 49
05 - CORNÉLIUS, pag. 29, 179 06 - ENSAIO SOBRE A REENCARNAÇÃO, pag. 43
07 - ESTUDOS ESP. DO EVANGELHO (6 DE 7), p. 156 08 - O CRIST. DO CRISTO E DOS SEUS VIG.pag. 154
09 - O REDENTOR, pag. 55, 70 10 - RESSURREIÇÃO E VIDA, pag. 62

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ESSÊNIOS – COMPILAÇÃO

01 - ESSÊNIOS

Eram adeptos de uma seita judaica que existiu na Palestina, no Oriente Médio, entre os séculos 2 a.C. e 1 d.C. Os essênios viviam afastados da sociedade, no deserto, concentrados em estudar o Torá - escrituras sagradas para os judeus e que formam os primeiros cinco livros do Antigo Testamento -, jejuar, rezar e realizar rituais de purificação, numa espécie de comunismo primitivo, no qual todos os bens eram de propriedade coletiva. Em suas sociedades, que em geral excluíam mulheres, eles observavam rigorosamente os mandamentos de Moisés e obedeciam a uma estrita regra de disciplina, codificada em manuscritos, que regulava todos os detalhes da vida diária. O surgimento da seita ocorreu numa época em que a classe alta de Jerusalém, na Palestina, estava sob forte influência da cultura grega - racional e pagã. Uma das conseqüências da influência foi o afastamento entre o governo judeu local e alguns grupos religiosos, que pregavam a defesa de costumes mais tradicionais desse povo.

"Após 142 a.C., cresceu a tendência de separação entre os judeus. Os essênios, então, retiraram-se para o deserto ou áreas onde pudessem observar rigidamente os mandamentos de Moisés", diz o teólogo Rafael Rodrigues da Silva, da PUC-SP. As semelhanças entre certos rituais dos essênios e rituais dos primeiros cristãos, como batismo e comunhão, há muito tempo geram um grande debate entre os historiadores. Alguns acreditam que João Batista foi um essênio e há até quem suponha que Jesus Cristo teve contato com o grupo. Quem defende essas teorias lembra que as palavras essenoi, em grego, e esseni, em latim, são traduzidas como "aqueles que curam", o que seria uma referência a atividades parecidas aos milagres atribuídos a Jesus. No final da década de 1940, a descoberta de centenas de manuscritos atribuídos aos essênios, em cavernas na região do mar Morto, despertou a esperança de que o material pudesse confirmar finalmente a ligação entre a seita e os primeiros cristãos.

Após décadas de trabalho e controvérsias, a tradução integral dos manuscritos do mar Morto foi completada em 2002, mas não havia nenhuma referência direta a Jesus, João Batista ou aos primeiros cristãos. Os essênios provavelmente foram exterminados pelos romanos, ou obrigados a deixar suas comunidades e fugir para salvar suas vidas, por volta do ano 68 d.C.


02 - ESSÊNIOS

Em 1947 foram descobertos uns manuscritos com mais de 2000 anos que se crê terem sido escritos pelos Essénios que eram um povo humilde, de grande conhecimento, originário do Egipto, que formavam um grupo de Judeus que abandonaram as cidades e rumaram para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto. Foram uma das três principais seitas religiosas da Palestina (Saduceus, Fariséus e Essénios) e acreditava-se que Jesus foi membro do grupo do norte que se concentrava ao redor do Monte Carmelo, como de resto o tinha sido seu primo João Baptista.

Um dos seus redutos era Nazaré e por isso eram conhecidos também por “os Nazarenos”, tal como Jesus, e seus membros vestiam-se de branco, fazendo uma vida simples, de isolamento, de entrega a Deus, e seguiam uma dieta estritamente vegetariana.

Existe mesmo um Manuscrito encontrado nos arquivos do Vaticano em 1923, pelo húngaro Edmond Szekely que obteve permissão para pesquisar os arquivos secretos à procura de livros que teriam influenciado São Francisco de Assis, que confirmam este facto. Szekely vagueou pelos mais de 40 quilómetros de estantes com pergaminhos e papiros milenares e manuscritos originais de muitos santos e apóstolos condenados a permanecer escondidos para sempre. De todas as raridades viu uma obra que lhe chamou a atenção. Era o Evangelho Essênio da Paz. O livro teria sido escrito pelo apóstolo João e narrava passagens desconhecidas na Bíblia sobre a vida de Jesus Cristo. Ele traduziu o texto e o publicou em quatro volumes. A Igreja sentindo-se traida pelo pesquisador, excomungou-o.

Mas foi em 1880 que o reverendo inglês Gideon Ouseley achou um manuscrito chamado O “Evangelho dos Doze Santos” num monastério budista na índia, escrito em aramaico - a língua que Jesus falava - que teria sido levado para o Oriente por essênios refugiados. Nessa versão desconhecida do Novo Testamento se revela mesmo um Jesus que defendia a crença na Reencarnação e era vegetariano, pois condenava o próprio morticínio dos animais dizendo no capítulo 21 o seguinte: “Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue dos animais, a ira de Deus não terminará de persegui-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes.”

No capitulo 38 diz ainda: “Na verdade eu vos digo que aqueles que partilham dos benefícios obtidos praticando actos contra uma das criaturas de Deus não podem ser íntegros, nem podem aqueles cujas mãos estejam manchadas de sangue, ou cujas bocas estejam contaminadas pela carne...”

Mais se afirma nesse Evangelho que: “as aves se reuniam ao seu redor e lhes davam as boas-vindas com seu canto e outras criaturas vivas se postavam aos seus pés e ele (Jesus) as alimentava com suas mãos"... Talvez todo este conhecimento tenha chegado a Francisco de Assis e o tenha inspirado na sua vida, pois que amava todas as criaturas, tratando todos os animais por irmãos, e também era vegetariano.

Os Essênios acreditavam na santidade e unidade da vida e muitas passagens do evangelho essênico referem-se à doutrina de amor incondicional a Deus, à Humanidade e a todos os seres da Criação. Vale a pena ler também o capitulo 90 do mesmo "Evangelhos dos Doze Santos", onde Jesus fala sobre o que é a Verdade. Clicar aqui.

Por fim, em 1970 um ‘pesquisador’ inglês, de nome John Allegro, pretendia desmistificar a existência de Jesus dizendo que não passava tudo de uma invenção ou alucinação colectiva causada pela ingestão de cogumelos. As suas afirmações estapafurdias cairam no ridículo e muitos cientistas até o censuraram, pois já haviam provas irrefutáveis sobre a existência de Jesus que o historiador romano Flávio Josefo referia em seus escritos, e mais ainda os Manuscritos encontrados nas cavernas de Qumram onde estavam escondidos dentro de jarros de barro, falando da vida Jesus Cristo. Foi de resto o maior achado arqueológico da história da Humanidade sobre aspectos bíblicos que se desconheciam ou estavam omissos até hoje.

encontrados acidentalmente os Manuscritos por um pastor beduino, chamado Muhammad Dib, da tribo dos Tamirés, que saiu à procura de uma cabra desgarrada que tinha desaparecido do seu rebanho e se perdera entre as rochas. Não foi por acaso naturalmente. Ele foi atraido ao local daquele modo e descobriu uma caverna onde começaria todo o achado do grande 'tesouro' mantido ali por mais de dois milénios até ser descoberto a meio do século XX.

Por fim, o Papa emérito Bento XVI estabeleceu no dia 5-4-2007 uma relação entre Jesus e os Essênios, na sua homilia na “Missa da Santa Ceia” realizada na basílica romana de S. João de Latrão, referindo-se aos manuscritos de Qumran.

03 - ESSÊNIOS

Os Essênios

“Pelo fruto se conhece a árvore” Jesus (Mateus 12:33)

Após vinte séculos a humanidade foi presenteada com uma revelação. Caminhando pelo deserto da Judéia, próximo ao Mar Morto e à velha Jericó, um jovem beduíno “ao acaso” fez importante descoberta.

Nas regiões do Qumran, em grutas na montanhas próximas às ruínas de um mosteiro, zona árida e quente, foram encontrados jarros com manuscritos que continham documentos, revelações, cânticos, leis, usos e costumes, de um povo: Os Essênios.

As menções a respeito dessas criaturas, antes de 1947, eram limitadas e apócrifas, até porque nem mesmo Jesus as mencionou. Referiu-se aos fariseus, saduceus, levitas, samaritanos e tantos outros agrupamentos, usando-os nos ensinamentos, nas parábolas, mas nada falou sobre os essênios. A vida dessa gente, agora documentada, trouxe luz à história do tempo em que o Messias esteve entre nós. Hoje, nenhum grupo da época é tão conhecido como essa civilização do Qumran. Escritores, historiadores, arqueólogos, não tiveram alternativa a não ser ligar Jesus ao essenismo, a despeito de a igreja sonegar informações que tem em seu poder. O Cristo não falou deles para poupá-los da ira dos que combatiam todos os que fossem seus amigos.

Flávio Josefo, Filón de Alexandria, e outros historiadores da época, já relatavam essa ligação que sempre foi menosprezada pelo clero e que agora, com farta documentação, já não é mais posta em dúvida.

- Quem eram, afinal, os Essênios? Por que pretender ligá-los a Jesus? - Por questão de justiça, poderíamos responder. Como prêmio pelo exemplo que foram para os homens. - E como viviam eles? Poderíamos perguntar. - Conforme recomenda Jesus: com respeito e amor.

Os relatos sobre eles informam que não se encontra na comunidade fabricantes de armas. Cuidam os órfãos como seus filhos e dos velhos como seus pais. Amam o próximo sem a preocupação da parentela. Não têm posses e seus bens são postos em comum para deles cada um retirar o necessário. A ninguém falta a comida, a roupa, a moradia ou o remédio.

Instruem-se. Nos fins de semana, um lê e orienta os demais. Qualquer um pode explicar a lição, independente de cultura. Mas exigem que aquele que ensina igualmente viva aquilo que prega. Se assim não for, qualquer outro menos instruído poderá tomar-lhe o lugar. São criaturas mansas e calmas. O silêncio em suas casas causa grande impressão. Quando um fala, o outro se cala. Ninguém interrompe sem ser autorizado. Eles acreditam que as almas vivem no éter, de onde descem, unem-se a um corpo que lhes serve de prisão, para aprender. Uma vez libertados, voltam ao espaço para aguardar novas oportunidades de aprendizado e progresso.

Alimentam-se frugalmente. O chefe da mesa divide o pão e o distribui aos demais. Raramente comem carne. Consideram grande abundância terem-se poucos desejos, porque são fáceis de ser realizados. Não acumulam terras, nem ouro, nem bens de qualquer natureza. Entre eles não há escravos. Acreditam que a escravidão destrói a igualdade e afronta a natureza que, como boa mãe, faz dos homens irmãos. Cantam salmos e hinos, entre eles os da Bem-Aventurança.

Outros grupos, além dos monásticos, vivem espalhados por toda Palestina, Egito, Síria, etc. Vivem com uma simplicidade muito rara de se encontrar nas pessoas, em todas as épocas. Mantém as casas do caminho onde qualquer forasteiro pode retirar o alimento e a roupa necessários para continuar a jornada. Tudo é de graça. A opinião do povo a respeito deles é que são pessoas irrepreensíveis e excelentes.

Depois de observar a vida dos Essênios, concluímos que não há necessidade de tentar provar sua ligação com Jesus. Tendo eles vivido entre 150 a.C e 70 d.C, percebe-se que o Mestre, no mínimo, os teria conhecido. Como rabi e judeu Jesus tinha seus compromissos religiosos e é natural que tivesse participado de reuniões em mosteiros essênios, onde os hábitos coincidem com as suas pregações. Historiadores chegam a afirmar que essenismo e cristianismo são uma coisa só. Dizem que mais do que Belém e Jerusalém, o Qumran com seu mosteiro e seus manuscritos, é o berço da revelação cristã;

Poucos viveram aliança com Deus como expressão de amor, como esses homens. Por esta pequena biografia desses amigos, percebemos como a organização divina se preocupa com o avanço da humanidade. Os Essênios prepararam no deserto os caminhos do Senhor, assim como Hydesville despertou-nos para a realidade do mundo espiritual, preparando-nos para as revelações de Allan Kardec.

Com base no amor divino, fica sem sentido a nossa aflição diante dos quadros sociais provisórios e efêmeros. Recessão, inflação, violência, são repetições permanentes de um passado que se perde no tempo. A história registra crises constantes. A mais grave, porém, é sempre aquela em que se vive no momento, porque é a que dói agora. Tudo obedece ao controle de Deus. O poder soberano vai permitindo os acontecimentos para despertar da humanidade. São simples capítulos de uma novela que vai terminar bem, como é normal em toda história de amor. Até lá, em cada capítulo haverá coisas boas e coisas desagradáveis.

Os Essênios, afastando-se de Jerusalém para viver longe dos concorrentes da grande cidade, nos enviaram, já há vinte séculos, sábias lições. Se fugirmos também da ganância, na maioria das vezes por coisas desnecessárias, nós escreveremos capítulos menos tristes na novela das nossas vidas.

Onde estariam os Essênios? Eram tão poucos que mesmo reencarnados entre nós terão dificuldades para nos motivar. Prestemos atenção porque um deles pode estar ao nosso lado. E, enquanto vivemos a escravidão de nós mesmos, vamos torcer para que a igreja apresse a tradução dos manuscritos do Mar Morto prometidos para 1997 e até agora não completados. Estamos certos de que essas revelações irão colaborar para a mudança de nossas inclinações e para que despertemos de nosso sono milenar.

A proposta não é sermos espíritas ou católicos, protestantes ou messiânicos. Nossa meta é aprender a amar o semelhante para sermos CRISTÃOS, na verdadeira acepção da palavra.

04 - ESSÊNIOS

Quem Eram os Essênios.

Antes do nascimento de Jesus, havia basicamente três seitas no judaísmo: os Saduceus, os Fariseus e os essênios. Entre estes três grupos talvez os Essênios são os que estão mais envoltos em mistérios, quanto a sua vida e suas atividades. Há três escritores da antiguidade que tem relatado sobre eles: Flavius Josephus, Plinius e Philon de Alexandria. A comunidade já estava ativa no tempo de Jonatan Makkabeus (160-142 aC) e seu desaparecimento coincide aproximadamente com a destruição de Jerusalém (70 dC).

O desligamento dos essênios da principal corrente do judaísmo foi devido a atos de príncipes macabeus, o já citado Jonatan e também o sacerdote Simeon (142-134 aC). Como estes eram também governantes, ditavam obrigações a todos, trazendo assim a antipatia geral, inclusive havendo perseguições por parte destes usurpadores. Desta forma muitos se negaram a compartilhar com eles. Conseqüentemente os essênios, mais exatamente seus líderes, os professores da verdade, foram perseguidos pelo grão sacerdote perverso e seus homens e se tornaram os profetas do apocalipse. A retirada dos essênios rumo ao deserto não foi somente simbólica, mas também fisicamente eles tiveram intenção de se afastar da corrupção em curso.

Flavius Josephus presta contas detalhadamente desta comunidade diferenciada e incomparável a qualquer outra. Fala de seu modo de vida, seus costumes e suas normas. Analisando estes detalhes relatados, conclui-se que são totalmente consoantes com a igreja do cristianismo primitivo. Segundo diversos historiadores (entre outros, Martin Larson, Robert Eisemann, John M. Allegro), a história do cristianismo é na realidade a história dos essênios. Seus ensinamentos secretos tornam-se evidentes a partir de João Batista e mais adiante do surgimento de Jesus.

A origem dos Essênios é pouco definida, até mesmo de seu nome é duvidoso. Alguns relacionam seu nome a Enoch e o consideram o antecessor dos essênios. Segundo outros, o nome essênio se origina da palavra Ezrael. Eles eram os escolhidos, que Moisés levou à frente de Deus, antes de subir no monte Sinai, para receber os mandamentos de Deus, através de Moisés, a seu povo. Se a própria origem deste nome leva a tantas descobertas, é bem possível que a comunidade já existia desde tempos mais remotos, com diversos nomes.

Foi divulgada também a notícia de que os essênios eram uma pequena comunidade isolada nas proximidades do Mar Morto, só que isto não é verdade. Flavius descreve que em todas cidades eles tinham casas, através de toda palestina. Nestas casas ou pousadas, eles eram acolhidos em suas peregrinações, ganhando toda assistência e alimentação. Plinius lembra também de uma comunidade dos essênios que viviam as margens do Mar Morto, que era a comunidade de Qumram, mas também havia os essênios que viviam na Síria e no Egito. Os irmãos do Egito eram chamados de Therapeutas, os curadores. Segundo Edgar Cayce, famoso vidente, Maria, José, João Batista e o próprio Jesus eram essênios. Cayce descreveu precisamente onde e como viviam os essênios, que eles estavam espalhados pela Palestina e que o messias viria da comunidade deles. Isto tudo aconteceu onze anos antes de serem descobertos os manuscritos do Mar Morto.

Santo Agostinho concordava com Eusébio (265 dC), em que os Therapeutas do Egito eram cristãos, e que eram predecessores do cristianismo. Algumas escrituras sagradas do cristianismo se originam deles, ou seja, dos essênios.

O centro dos Therapeutas era na Alexandria, que também detém a maior biblioteca da antiguidade. Lá eles aprenderam a sabedoria da cura e conheceram a filosofia. Conforme Philon cita: Eles eram curadores, ascetas e filósofos, ao mesmo tempo. Sua visão da vida era a seguinte: “Não juntem riquezas na terra, mas sim no céu, onde nem as traças a podem roer e nem a ferrugem poderá destruir”.

Como alguém poderia ser um membro deles? Aqueles que queriam se ligar a eles, faziam uma promessa de fidelidade à comunidade e a seus princípios. O não cumprimento da promessa significava castigo e exclusão da comunidade. O noviço passava por um período de um ano de experiência, enquanto era observado cuidadosamente, até seguir para o próximo passo. Se nos dois anos seguintes passar em todas as provas, era considerado como membro efetivo da comunidade. A irmandade era dividida em quatro grupos: As crianças eram o primeiro, os noviços formavam o segundo e o terceiro. O quarto grupo eram os membros com plenos direitos. Segundo Josephus, eles levavam uma vida humilde, pois pensavam que os excessos e falta de medida eram prejudiciais tanto para o corpo quanto para a alma. Todos eram homens livres, não tinham empregados, nem muito menos escravos. Alguns viviam em família, outros celibatários. Na vida deles, os anjos tinham papel fundamental. As suas potencialidades extraordinárias e muitas vezes invejadas por seus conterrâneos, eram possíveis devido a uma intensa ligação que mantinham com os anjos. A relação e evolução deles floresciam tanto no plano espiritual como no material, graças a sua intensiva ligação com os anjos. Havia doze anjos que tinham um papel fundamental na vida deles. A integração destas doze forças era o caminho para a perfeição.

Uma curiosidade com relação a sua forma de pensar e sua fé é que reuniam princípios do judaísmo associados a diversas outras crenças. Acreditavam em um só Deus, na circuncisão e honravam rigorosamente o Sabbath. Mas da mesma forma, suas idéias tinham uma forte influência Persa, Pitagórica, Budista e Helenística. Eram capazes de sintetizar crença de diversas religiões e assim qualificar mais ainda sua forma de ser.

Em seus ensinamentos, havia princípios esotéricos e exotéricos, equilibradamente. Entre os ensinamentos mais fechados estavam: A Árvore da Vida, Unificação e os Sete Aspectos da Paz. Já os ensinamentos externos diziam respeito a Gênese segundo a Essênia, As Leis do Profeta Moisés, e o Sermão da Montanha. Dedicavam muito tempo a estudos dos manuscritos primitivos dos Caldeus, Persas, Egípcios, principalmente sobre cura e astronomia, entre outros temas. Todos os conhecimentos adquiridos eram utilizados em seus ensinamentos e ema favor da cura dos homens.

Acreditavam no Pai do Céu e na Mãe Terra e nos Anjos. Também acreditavam na Providência Divina, segundo a qual nada acontece ao acaso, qualquer que seja o acontecimento, pois nos desenvolvemos através deles.

“Seja feita a Tua vontade e não a minha, meu Senhor".