EVANGELHO
BIBLIOGRAFIA
01- A AGONIA DAS RELIGIÕES, pag. 123 02 - A CAMINHO DA LUZ, pag. 39, 53 67, 79
03 - A GÊNESE, pag. 28, 41 04 - À LUZ DA ORAÇÃO, pag. 83
05 - A MOÇA DA ILHA, toda a obra 06 - AFINAL, QUEM SOMOS?, pag. 90,. 110
07 - AOS MÉDIUNS, pag. 12, 81 08 - APÓS A TEMPESTADE, pag. 7

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EVANGELHO – COMPILAÇÃO

01 - EVANGELHO

Allan Kardec. Da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo.Lázaro. (Paris 1862.)

Encontrado 1 pensamento de Allan Kardec. Da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo.Lázaro. (Paris 1862.)

A Lei de Amor -

O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. -
Allan Kardec. Da obra O Evangelho Segundo o Espiritismo.Lázaro. (Paris 1862.)

02 - EVANGELHO

Os Evangelhos são um gênero de literatura do cristianismo primitivo que contam a vida de Jesus, a fim de preservar seus ensinamentos ou revelar aspectos da natureza de Deus. O desenvolvimento do cânon do Novo Testamento deixou quatro evangelhos canônicos, que são aceitos como os únicos evangelhos autênticos para a maioria dos cristãos.

Entretanto, existem muitos outros evangelhos. Eles são conhecidos como apócrifos e foram escritos depois dos quatro evangelhos canônicos. Alguns destes evangelhos deixaram vestígios importantes na tradição cristã, incluindo a iconografia.

Os evangelhos como um género literário

Os evangelhos são um género único na literatura universal. Não são meros relatos, mas também um convite à adesão ao cristianismo. A sua primeira intenção não é a biográfica. Apresentam Cristo como Messias, filho de Deus e salvador da humanidade. Contém coleções de discursos, de parábolas, testemunhos e relatos, como o da paixão de Cristo e sua ressurreição.

Evangelhos canônicos

Representação da ressurreição de Jesus Cristo, fundamento do Cristianismo narrado nos evangelhos
Os evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são chamados evangelhos canónicos por serem os únicos que o Cristianismo primitivo admitiu como legítimos e hoje integram o Novo Testamento da Bíblia, sendo também os únicos aceitos pelos grupos que sucederam (como os evangélicos). As igrejas cristãs só aceitam estes quatro evangelhos como tendo sido inspirados e fazendo parte do Cânon. As igrejas cristãs, católica, ortodoxa e protestantes tem na Bíblia, incluindo os evangelhos, a base de sua fé e de sua prática.

O Evangelho de Mateus foi escrito para convencer os judeus de que Jesus era mesmo o Messias que estava por vir, por isso enfatiza o Antigo Testamento e as profecias a respeito desse ungido.

O Evangelho de Marcos (discípulo de Pedro) foi escrito para evangelizar principalmente os romanos, e relata somente quatro das parábolas de Jesus, enfatizando principalmente as ações de Jesus.

O Evangelho de Lucas foi escrito para os gentios (não-judeus), enfatizando a misericórdia de Deus através da salvação por Jesus Cristo, principalmente para os pobres e humildes de coração.

O último dos Evangelhos, o de João, foi escrito para doutrinar os novos convertidos. Não cita nenhuma das parábolas de Jesus (afinal, as parábolas já eram conhecidas no meio cristão, através dos relatos contidos nos outros evangelhos), porém combate com firmeza as primeiras heresias surgidas no princípio do cristianismo, como por exemplo: o gnosticismo (que negava a verdadeira encarnação do Filho de Deus) e outras seitas semelhantes, que também negavam a divindade de Jesus Cristo.

Evangelhos apócrifos

Apócrifos do Novo Testamento

Centenas de outros evangelhos foram escritos na antiguidade, que são chamados evangelhos apócrifos. Entre os manuscritos encontrados no Egito, conhecidos como os da Biblioteca de Nag Hammadi, figuram os evangelhos atribuídos a apóstolos de Cristo: o evangelho de Tomé, o evangelho de Filipe, o evangelho de Pedro e o evangelho de Judas. Contêm também o evangelho de Maria.

Evangelhos contemporâneos

Nos dias atuais ainda são escritos evangelhos ou releituras deles, como O Evangelho segundo o Espiritismo, O Evangelho segundo Jesus Cristo ou mesmo textos romanciados embasados na vida do Jesus histórico como Operação Cavalo de Tróia.

Etimologia

Literalmente, evangelho significa "boa mensagem", "boa notícia" ou "boas-novas", derivando da palavra grega e?a???????, euangelion (eu, bom, -angelion, mensagem).

A palavra grega "euangelion" deu também origem ao termo "evangelista" para a língua portuguesa

03 - EVANGELHO

A Lei fora dada apenas a Israel; o evangelho é pregado a todos os povos, e isto já é um indício de que estamos falando de diferentes dispensações ou modos de Deus tratar com a humanidade. João Batista foi o último profeta da antiga dispensação, e Jesus abriu a dispensação da graça na qual a Igreja estaria inserida. “A Lei e os profetas profetizaram até João. Desse tempo em diante estão sendo pregadas as boas novas do Reino de Deus” (Lc 16:16). “A Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por intermédio de Jesus Cristo” (Jo 1:17).

O contraste também fica evidente na conversa de Jesus com a mulher samaritana, ao deixar claro que haveria uma mudança no lugar e modo de adoração. Ele disse a ela: “Está próxima a hora em que vocês não adorarão o Pai nem neste monte, nem em Jerusalém... está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:21-24).

Como Messias prometido, Jesus "veio para o que era seu [o povo judeu], mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus" (Jo 1:11-13). Se na dispensação da Lei nenhum israelita ousaria chamar a Deus de Pai, agora Jesus inaugurava uma nova relação de parentesco. Mas para dar como realmente inaugurada a nova dispensação ele precisava antes morrer, ressuscitar, subir ao céu e enviar o Espírito santo.

Nada disso existiu antes. A Lei exigia que o homem fizesse algo para ser abençoado; a graça abençoa por favor imerecido. Apesar de seu fracasso, Deus em sua misericórdia não destruiu aquele povo, pois tinha em vista a vinda de Cristo. Foi assim que a lei serviu de "tutor", conforme Paulo explica aos Gálatas, que ainda queriam viver sob a Lei: "Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus" (Gl 3:23-26).

O crente em Cristo tem em si um poder muito maior que a Lei. É por isso que sob a potente influência da graça a hipocrisia dos fariseus fica muito mais evidente do que sob a Lei e o pecador pode ser perdoado, não por existir nele algo de bom, mas porque o Espírito o convence de ser totalmente mau. “Onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5:20-21).

04 - EVANGELHO

Pesquisadores explicaram nesta segunda-feira (8), em reunião da Sociedade Química dos Estados Unidos, que a possibilidade de o Evangelho de Judas, texto que retrata o apóstolo considerado traidor de Jesus Cristo, ser realmente antigo, só foi levada a sério após a realização de análise química, que comparou o documento com escritos egípcios feitos há 1.700 anos.

Joseph Barabe, um dos cientistas envolvidos, detalhou no encontro o resultado do estudo, que foi divulgado em 2006.

O evangelho apócrifo foi encontrado na década de 1970 e teria sido elaborado pelos primeiros cristãos.

Segundo o cientista, a tinta encontrada nesses papeis tem características similares às das tintas presentes em contratos de casamento e de terras do Egito do século 3 d.C. Os documentos do Egito Antigo utilizados na pesquisa estão atualmente no Museu do Louvre, em Paris.

A descoberta deu aos pesquisadores a confiança para declarar que o documento foi produzido em 280 d.C, isentando-o de ter sido falsificado mais recentemente. O Evangelho de Judas está atualmente no Museu Copta, localizado no Cairo.

Processo de identificação
A partir da análise microscópica e de produtos químicos, os pesquisadores concluíram que o documento de fato é antigo - o que não significa que seu conteúdo é verdadeiro. Uma das características que mais confirma a antiguidade do texto é a maneira que a tinta estava no papel.

De acordo com a pesquisa, foi possível constatar que a tinta foi colocada no papel quando ele ainda era novo, ou seja, quando era plano (e não costumeiramente enrolado, como os demais pergaminhos). Além disso, o mesmo papel não havia passado pelo processo natural de envelhecimento quando recebeu os escritos.

Também foi feita a datação do documento pelo processo de radiocarbono, que determina a antiguidade dos compostos orgânicos pela radiação, e a análise do roteiro e do estilo linguístico.

Pedido especial de Cristo a Judas
A peça chamada de Evangelho de Judas está escrita na língua copta, utilizada no Egito Antigo, e apresenta Judas Iscariotes de uma maneira diferente dos demais Evangelhos.

O texto sugere que Jesus teria pedido ao amigo Judas que o entregasse às autoridades para execução, como parte de um plano para libertar seu espírito de seu corpo. Já nos textos aceitos pela Bíblia, Judas traiu Cristo em troca de 30 moedas de prata.