FELICIDADE
BIBLIOGRAFIA
01- Alerta - pág. 152 02 - Ave luz - pág. 86
03 - Ceifa de Luz - pág. 211 04 - Chão de flores - pág. 92, 131
05 - Convites da vida - pág. 77 06 - Cristianismo e Espiritismo - pág. 249
07 - Dinheiro - pág. 55 08 - Do país da luz - vol. 1, pág. 202
09 - Escrínio de luz - pág. 66 10 - Estude e viva - pág. 56, 84, 140
11 - Estudos espíritas - pág. 127 12 - Falando à Terra - pág. 187
13 - Jesus no Lar - pág. 87 14 - Maria Dolores - pág. 125
15 - Na era do Espírito - pág. 150 a 153

16 - Na sombra e na luz - pág. 242

17 - O amor venceu - pág. 185 18 - O céu e o inferno - pág. 2ª. parte, cap. 2
19 - O Evangelho Seg.o Espiritismo - cap.V,20 20 - O Livro dos Espíritos - q 107,113,148,920,967
21 - Oferenda - pág. 137 22 -Pérolas do Além - pág. 100
23 - Religião dos Espíritos - pág. 23, 129 24 -Renúncia - pág. 94
25 - Sinal Verde - pág. 62 26 - Vozes do grande além - pág. 34
27 - Mãos unidas - pág. 74 28 - A fórmula da felicidade - toda a obra

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FELICIDADE – COMPILAÇÃO

01 - ALERTA - JOANNA DE ÂNGELIS -ÍTEM 55 - GOZO E FELICIDADE - PÁG. 152

O gozo é satisfação que irrompe imediata, genericamente como resposta da sensação atendida. O que, no entanto, num momento constitui prazer, noutro se transforma em incontido desagrado. O gozo, logo passa, deixando marcas de cansaço ou expressões de novas ansiedades. Estabelecido pelos cânones do capricho carnal, exterioriza a situação pessoal de cada criatura, que se faz caracterizar pelo tipo de emulação que lhe proporciona o estado de prazer. O gozo não harmoniza o homem com a vida, antes atormenta-o, ora porque não se torna um estado permanente, sendo desgastante, portanto, vezes outras pelas implicações frustradoras que dele decorrem. O gozo pode ser considerado qual labareda voluptuosa que, ao atingir o máximo de voracidade, inicia, também, a diminuição da chama, que logo se apagará por falta de combustível. O gozo exige coisas, pessoas, circunstâncias a fim de colimar o apogeu da sensação.

É claro que nos não referimos ao gozo decorrente das satisfações intelectuais e morais, às alegrias nascidas no dever cumprido, aos júbilos do sentimento puro. A felicidade é o estado íntimo, em que a emoção libera os ideais de beleza e de harmonia, convidando a criatura ao crescimento, à libertação. Apoiando-se, às vezes, em determinadas condições que facultam alcançar-lhe a meta, não depende, necessariamente, delas. Mais de ordem metafísica, as suas expressões partem do íntimo do ser e dominam todas as fibras exteriores, favorecendo-o com plenitude e vida. Alimenta-se dos ideais de enobrecimento e não se desarticula quando defronta dificuldades, porquanto, fundamentalmente solidária ao bem, faz o homem esquecer-se de si mesmo, a fim de que trabalhe em favor de todos, com os quais comparte as suas manifestações. Supera circunstâncias e eleva-se acima das penosas conjunturas, encontrando alento nos momentos ásperos por alimentar-se de aspirações superiores. Pode ser comparada à linfa cristalina, que des-sedenta e refresca, não produzindo outra satisfação que se não vincule à paz, à harmonia.


O gozo é fácil de lograr-se, enquanto a felicidade exige labor de largo porte. O gozo exterioriza-se pelos implementos do corpo, no entanto, a felicidade procede e se demora na área do espírito. O gozo limita as aspirações maiores da vida, todavia, a felicidade dilata as forças para uma visão da vida face a eternidade. O gozo asselvaja o homem e é, ainda, remanescente do primitivismo do qual procede o ser; entretanto, felicidade promove a ascensão do homem, tornando-o dúctil às expressões da vida mais alta. O gozo leva à ardência dos sentidos, conquanto a felicidade apazigua e emoldura de ternura o homem. Um é rápido, a outra duradoura. Não é por outra razão que o Eclesiastes afirma: "A felicidade não é deste mundo" e Jesus, dando validade ao conceito corroborou-o, na assertiva de que o seu "reino não é deste mundo", porquanto não obstante a felicidade não possa ser totalmente fruída na Terra, aqui pode e deve ser trabalhada, constituída para atingir o seu estágio superior, fora do corpo, no reino do espírito, que é o reino de Cristo.

10 - ESTUDE E VIVA - EMMANUEL E ANDRÉ LUIZ -

Companheiros francos - pág. 57: Na esfera do sentimento, somos habitualmente defrontados por certa classe de amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades de espírito. Invariavelmente, categorizamos em alta conta as afeições que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo. Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade aos que nos garantam maior apreço no grupo social. Perfeitamente cabível a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum. Sejamos, porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência. Se nos falam, sem qualquer circunlóquio, em torno dos perigos de que nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou invigilância, ainda mesmo quando enfeitem a frase com o arminho da bondade mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos e duros de coração. Se insistem, não raro consideramo-los obsidiados, quando não permitimos que o mel da amizade se nos transtorne na alma em vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos, com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores.

Tenhamos em consideração distinta os amigos incapazes de acalentar-nos desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los com os caluniadores. Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade e saibamos ouvi-los. Salvo - condutos Evite o gracejo descaridoso. Valorize os intervalos de trabalho. Observe o passado como arquivo da experiência . Esqueça os sinais menos dignos das criaturas e dos fatos. Sorria como resposta à dificuldade. Dissipe as nuvens da incompreensão com a indulgência na palavra. Respeite invariavelmente a fé alheia. Sirva sem ostentar o serviço. Intensifique o bem dispensando o alvoroço. Melhore as opiniões no sentido edificante. Fuja às pequenas manifestações de tirania disfarçada. Coloque acima das próprias necessidades aquilo que se faça necessário ao bem dos outros. Reivindique como privilégio a si mesmo a responsabilidade que lhe compete. Ultime sem mais delonga a obrigação atrasada. Sopese toda promessa antes de articulá-la na boca. Corresponda, quanto possível, aos anseios dos que esperam por seu auxílio. Semelhantes ações funcionam quais preciosos salvo-condutos desentrançando os obstáculos em nossa caminhada para a Felicidade Maior.

Doações espirituais - pág. 84:
Feliz daquele que destaca uma parcela do que possui, a benefício dos semelhantes! Bem-aventurado aquele que dá de si próprio! Através de todos os filtros do bem, o amor é sempre o mesmo, mas, enquanto as dádivas materiais, invariavelmente benditas, suprimem as exigências exteriores, as doações de espírito interferem no íntimo, dissipando as trevas que se acumulam no reino da alma. Dolorosa a tortura da fome, terrível a calamidade moral. Divide o teu pão com as vítimas da penúria, mas estende fraternas mãos aos que vagueiam mendigando o esclarecimento e o consolo que desconhecem. Não precisas procurá-los, de vez que te cercam em todos os ângulos do caminho... São amigos e por vezes te ferem com supostas atitudes de crueldade, quando apenas te esmolam conforto, comunicando-te, em forma de intemperança mental, as chamas de sofrimento que lhes calcinam os corações; categorizam-se por adversários e criam-te problemas, não por serem perversos, mas porque lhes faltam ainda as luzes do entendimento; aparecem por pessoas entediadas, que dispõem de todas as vantagens humanas para serem felizes, mas a quem falta uma voz verdadeiramente amiga, capaz de induzi-las a descobrir a tranquilidade e a alegria, através da sementeira das boas obras; surgem na figura de criaturas consideradas indesejáveis e viciosas, cujo desequilíbrio nada mais é que a expectativa frustrada do amparo afetivo que suplicaram em vão!. ..

Para atender aos que carecem de apoio físico, é preciso bondade; no entanto, para arrimar os que sofrem necessidades da alma, é preciso bondade com madureza. Se já percebes que nem todos estamos no mesmo degrau evolutivo, auxilia com a tua palavra ou com o teu silêncio, ou com o teu gesto ou com a tua decisão no plantio da união e da concórdia, da esperança e do otimismo, no terreno em que vives!.. Compreender e compreender para a sustentação da lavoura do bem que se cobrirá de frutos para a felicidade geral. Não te digas em solidão para fazer tanto... Refletindo em nossos deveres, ante as doações espirituais, lembremo-nos de Jesus. Nos dias de fome da turba inquieta, reunia-se o Divino Mestre com os amigos para beneficiar a milhares; entretanto, na hora do extremo sacrifício, quando lhe cabia socorrer as vítimas da ignorância e do ódio, da violência e do fanatismo, ele sozinho fez o donativo de si mesmo, em favor de milhões. Desportos Se há esportes que auxiliam o corpo, há esportes que ajudam a alma...A marcha do dever retamente cumprido. A regata de suor no trabalho. O exercício do devotamento ao estudo. O salto do esforço, acima dos obstáculos. A maratona das boas obras. O torneio da gentileza. O mergulho no silêncio, diante da injúria. O nado da paciência nas horas difíceis. A ginástica da tolerância perante as ofensas. O vôo do pensamento às esferas superiores. A demonstração de resistência moral nas provas de cada dia. Todos esses desportos do espírito podem ser praticados em todas as idades e condições. E creia que qualquer campeonato num deles será prêmio de luz em seu coração, a brilhar para sempre.

Deus e caridade - pág. 140:
Por longos e tortuosos caminhos, temos procurado a integração com Deus. Existências múltiplas atravessamos, forças enormes despendemos... Julgávamos estivesse nele a egolatria dos tiranos coroados e inventamos processos de adoração com que lhe granjeássemos a simpatia; supúnhamos homenagear-lhe a grandeza com o fausto dos ritos exteriores e erigimos palácios em que lhe ofertássemos o ouro e a púrpura, em forma de louvor; acreditávamos que o Supremo Senhor quisesse dominar as criaturas pelo freio da violência e não hesitávamos em criar sistemas religiosos de opressão com que se dobrasse a cerviz de quantos não pensassem pela nossa cabeça; admitíamos fosse ele ávido de honrarias e não vacilávamos consagrar-lhe sacrifícios sanguinolentos, à frente de símbolos com que lhe mentalizávamos a presença!...Compadecendo-se-de nossa ignorância, a Divina Providência deliberou enviar alguém que nos instruísse nos caminhos da elevação, e Jesus, o Sublime Governador do Planeta Terrestre, veio em pessoa explicar-nos que Deus não nos pede nem adulações e nem pompas, nem vítimas e nem holocaustos, e sim o coração inflamado de fraternidade, a serviço do bem, para que a Terra se abra, enfim, à glória e à felicidade do Seu Reino. Por esse motivo, o Mestre, embora respeitasse as convicções dos seus contemporâneos, esmerou-se em ensinar-nos a união com Deus, acima de tudo, através do socorro aos necessitados, da esperança aos tristes, do amparo aos enfermos e do alívio aos sofredores de todas as procedências. . . Desde então, renovadora luz clareou o espírito das nações e a Humanidade começou a compreender que Deus, o Pai Justo e Misericordioso, a ninguém exclui de Sua Bênção e que a todos nos espera, hoje ou mais tarde, por filhos bem-amados, unidos na condição de verdadeiros irmãos uns dos outros. É por isso que, em todos os países e em todas as crenças, em todos os templos e em todos os lares da Terra, onde se pratique realmente o Evangelho de Jesus, o culto à Providência Divina começa com a caridade primeiro.

Respeite tudo: Do cultivo da crença raciocinada, no santuário da Inteligência, nascem os frutos substanciosos da certeza no porvir. Da vontade de realizar o bem, surgem todos os empreendimentos duradouros no mundo. Do esforço disciplinado e incessante, nenhuma construção pode prescindir para permanecer equilibrada na sua atividade específica. Dos sinais vivos e puros da fraternidade no próprio semblante ninguém pode fugir, se deseja alcançar a alegria real. Da busca criteriosa do conhecimento promana a atualização e a competência do trabalhador. Da utilização da hora presente, em movimento digno, decorrem a segurança e a tranquilidade merecida nas horas próximas. Da hierarquia de valores, sustentada pelas Leis Eternas, alma alguma conseguirá esquivar-se. Da fixação do mal no leito da estrada derivam-se todas as frustrações e todas as dores que perturbam a marcha do caminheiro. A vida constitui encadeamento lógico de manifestações, e encontramos em toda parte a sucessão contínua de suas atividades, com a influenciação recíproca entre todos os seres, salientando-se que cada coisa e cada criatura procede e depende de outras coisas e de outras criaturas. Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo ilimitado da Evolução.

19 - O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC - CAP. V - ÍTEM 20 - PÁG. 78

A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO:FRANÇOIS-NICOLAS-MADELAINE Cardeal Morlot, Paris, 1863

20. Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem, em todas as posições sociais. Isto prova, meus caros filhos, melhor que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste inundo." Com efeito, nem a fortuna, nem o poder, nem mesmo a juventude em flor são condições essenciais da felicidade. Digo mais: nem mesmo a reunião dessas três condições, tão cobiçadas, pois que ouvimos constantemente, no seio das classes privilegiadas, pessoas todas as idades larnentarem amargamente a sua condição de existência. Diante disso, é inconcebível que as classes trabalhadoras invejem com tanta cobiça a posição dos favorecidos da fortuna. Neste mundo, seja quem for, cada qual tem a sua parte de trabalho e de miséria, seu quinhão de sofrimento e desengano. Pelo que é fácil chegar à conclusão de que a Terra é um lugar de provas e de expiações. Assim, pois, os que pregam que a Terra é a única morada do homem, e que somente nela, e numa única existência, lhe é permitido alcançar o mais elevado grau de felicidade que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os ouvem. Basta lembrar que está demonstrado, por uma experiência multissecular, que este globo só excepcionalmente reúne as condições necessárias à felicidade completa do indivíduo.

Num sentido geral, pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia, a cuja perseguição se lançam as gerações, sucessivamente, sem jamais a alcançarem. Porque, se o homem sábio é uma raridade neste mundo, o homem realmente feliz não se encontra com maior facilidade. Aquilo em que consiste a felicidade terrena é de tal maneira efêmera, para quem não se guiar pela sabedoria, que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto da existência se passa numa sequência de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que estou falando dos felizes da Terra, desses que são invejados pelas massas populares. Conseqüentemente, se a morada terrena se destina a provas e expiações, é forçoso admitir que existem, além, moradas mais favorecidas, em que o Espírito do homem, ainda prisioneiro de um corpo material, desfruta em sua plenitude as alegrias inerentes à vida humana. Foi por isso que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores, para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão um dia gravitar, quando estiverdes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Não obstante, não se deduza das minhas palavras que a Terra esteja sempre destinada a servir de penitenciária. Não, por certo! Porque do progresso realizado podeis facilmente deduzir o que será o progresso futuro, e das melhoras sociais já conquistadas, as novas e mais fecundas melhoras que virão. Essa é a tarefa imensa que deve ser realizada pela nova Doutrina que os Espíritos vos revelaram. Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime, e que cada um dentre vós se despoje energicamente do homem velho. Entregai-vos inteiramente à propagação desse Espiritismo, que já deu início à vossa própria regeneração. É um dever fazer vossos irmãos participarem dos raios dessa luz sagrada. À obra, portanto, meus caros filhos! Que nesta reunião solene, todos os vossos corações se voltem para esse alvo grandioso, de preparar para as futuras gerações um mundo em que felicidade não seja mais uma palavra vã.

20 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS- ALLAN KARDEC - QUESTÕES: 107, 113, 148, 920, 967

107. CARACTERES GERAIS. Predomínio do Espírito sobre matéria; desejo do bem. Suas qualidades e seu poder de fazer o bem estão na razão do grau que atingiram: uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, segundo sua ordem, os traços da existência corpórea, seja na linguagem, seja nos hábitos, nos quais se encontram até mesmo algumas de suas manias. Se não fosse assim seriam Espíritos perfeitos. Compreendem Deus e o infinito e gozam já da felicidade dos bons. Sentem-se felizes quando fazem o bem e quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade, não alterada pela inveja nem pelos remorsos, ou por qualquer das más paixões que atormentam os Espíritos imperfeitos; mas terão ainda de passar por provas, até atingirem a perfeição absoluta. Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens do caminho do mal, protegem durante a vida aqueles que se tornam dignos e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre os que não se comprazem nela. Quando encarnados, são bons e benevolentes para com os semelhantes; não se deixam levar pelo orgulho, nem pelo egoísmo, nem pela ambição; não provam ódio, nem rancor, nem inveja ou ciúme, fazendo o bem pelo bem. A esta ordem pertencem os Espíritos designados nas crenças vulgares pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Nos tempos de superstição e de ignorância, foram considerados divindades benfazejas.

113. PRIMEIRA CLASSE: Classe única — Percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Havendo atingindo a soma de perfeições de que é suscetível a criatura, não têm mais provas nem expiações a sofrer. Não estando mais sujeitos à reencarnaçao em corpos perecíveis, vivem a vida eterna, que desfrutam no seio de Deus. Gozam de uma felicidade inalterável, porque não estão sujeitos nem às necessidades nem às vicissitudes da vida material; mas essa felicidade não é a de uma ociosidade monótona, vivida em contemplação perpétua. São os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam, para a manutenção da harmonia universal. Dirigem todos os Espíritos que lhes são inferiores, ajudam-nos a se aperfeiçoarem e determinam as suas missões. Assistir os homens nas suas angústias, incitá-los ao bem ou à expiação de faltas que os distanciam da felicidade suprema são para eles ocupações agradáveis. São às vezes designados pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins. Os homens podem comunicar-se com eles, mas bem presunçoso seria o que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

148. Não é estranho que o materialismo seja uma consequência de estudos que deveriam, ao contrário, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo! Deve-se concluir que esses estudos são perigosos?— Não é verdade que o materialismo seja uma consequência desses estudos. E o homem que deles tira uma falsa consequência, pois ele pode abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. O nada, aliás, os apavora mais do que eles se permitem aparentar, e os espíritos fortes são quase sempre mais fanfarrões do que valentes. A maior parte deles é materialista porque não dispõe de nada para preencher o vazio. Plante desse abismo que se abre ante eles, mostrai-lhes uma tábua de salvação, e a ela se agarrarão ansiosamente.

Por uma aberração da inteligência, há pessoas que não vêem no seres orgânicos nada mais que a ação da matéria, e a esta atribuem Iodos os nossos atos. Não vêem no corpo humano senão a máquina elétrica; estudaram o mecanismo da vida apenas no funcionamento dos órgãos; viram-na extinguir-se muitas vezes pela ruptura de um fio e nada mais perceberam além desse fio; procuraram descobrir o que restava e como não encontraram mais do que a matéria inerte, não viram a alma escapar-se nem puderam pegá-la, concluíram que tudo estava nas propriedades da matéria e que, portanto, após a morte, o pensamento se reduz ao nada. Triste consequência, se assim fosse; porque então o bem e o mal, não teriam sentido, o homem estaria certo ao não pensar senão em si mesmo e ao colocar acima de tudo a satisfação dos prazeres materiais; os laços sociais estariam rompidos e os mais santos afetos destruídos para sempre. Felizmente, essas idéias estão longe de ser generalizadas; pode-se mesmo dizer que estão muito circunscritas, não constituindo mais do que opiniões individuais, porque em parte alguma foram erigidas em doutrina. Uma sociedade fundada sobre essa base traria em si mesma os germes da dissolução, e os seus membros se despedaçariam entre si como animais ferozes. O Marxismo ainda não havia surgido, pois O Capital só foi publicado em 1867- Mas as previsões de Kardec quanto ao caráter violento da sociedade materialista se confirmaram historicamente, sendo apenas atenuadas pela impossibilidade de generalização da idéia no seio do povo.

O homem tem instintivamente a convicção de que tudo não se acaba, para ele, com a vida; tem horror ao nada; é em vão que se obstina contra a idéia da vida futura, e quanto chega o momento supremo, são poucos os que não perguntam o que deles vai ser, porque a idéia de deixar a vida para sempre tem qualquer coisa de pungente. Quem poderá, com efeito, encarar com indiferença uma separação absoluta e eterna de tudo o que ama? Quem poderia ver, sem terror, abrir-se à sua frente o imenso abismo do nada, pronto a tragar para sempre todas as suas faculdades, todas as suas esperanças, e ao mesmo tempo dizer: Qual! Depois de mim, nada, nada mais que o nada; tudo se acaba sem apelo; mais alguns dias e a minha lembrança se apagará da memória dos que sobrevivem a mim; dentro em breve nenhum traço haverá de minha passagem pela terra; o próprio bem que eu fiz será esquecido pelos ingratos a quem servi; e nada para compensar tudo isso, nenhuma perspectiva, a não ser a do meu corpo devorado pelos vermes! Este quadro não tem qualquer coisa de horroroso e de glacial? A religião nos ensina que não pode ser assim e a razão o confirma. Mas uma existência futura, vaga e indefinida, nada tem que satisfaça o nosso amor do positivo. E é isso que, para muitos, engendra a dúvida. Está certo que tenhamos uma alma; mas o que é a nossa alma? Tem ela uma forma, alguma aparência? É um ser limitado ou indefinido? Dizem alguns que é um sopro de Deus; outros, que é uma centelha; outros, uma parte do Grande Todo, o princípio da vida e da inteligência. Mas o que tudo isso nos oferece?

Que nos importa ter uma alma, se depois da morte ela se confunde com a imensidade, como as gotas d'água no oceano? A perda da nossa individualidade não é, para nós, o mesmo que o nada? Diz-se ainda que ela é imaterial. Mas uma coisa imaterial não pode ter proporções definidas, e para nós equivale ao nada. A religião nos ensina também que seremos felizes ou desgraçados, segundo o bem ou o mal que tenhamos feito. Mas qual é esse bem que nos espera no seio de Deus? Ë uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação que a de cantar louvores ao Criador? As chamas do inferno são uma realidade ou apenas um símbolo? A própria Igreja as compreende nesse último sentido; mas, então que sofrimentos são esses? Onde se encontra o lugar de suplício? Em uma palavra, o que se faz e o que se vê, nesse outro mundo que nos espera a todos? Ninguém, costuma-se dizer, voltou de lá para nos dar conta do que existe. Isto, porém, é um erro, e a missão do Espiritismo é precisamente a de nos esclarecer sobre esse futuro, a de nos fazer, até certo ponto, vê-lo e tocá-lo, não mais pelo raciocínio, mas pelos fatos. Graças às comunicações espíritas, isto não é mais uma presunção, uma probabilidade sobre a qual cada um imagina à vontade, que os poetas embelezam com suas ficções ou enfeitam de imagens alegóricas que nos seduzem.

É a realidade que nos mostra a sua face, porque são os próprios seres de além-túmulo que nos vêm contar a sua situação, dizer-nos o que fazem, permitem-nos assistir, por assim dizer, a todas as peripécias da sua nova vida e por esse meio nos mostram a sorte inevitável que nos está reservada, segundo os nossos méritos ou os nossos delitos. Há nisso alguma coisa de anti-religioso? Bem pelo contrário, pois os incrédulos assim encontram a fé, e os tíbios, uma renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é o mais poderoso auxiliar da Religião. E se assim acontece é porque Deus o permite, e o permite para reanimar as nossas esperanças vacilantes e nos conduzir ao caminho do bem, pelas perspectivas do futuro.

Perg. 920 - O homem pode gozar na Terra uma felicidade completa? - Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra.
Perg. 967 - Em que consiste a felicidade dos bons Espíritos? - Em conhecer todas as coisas; não ter ódio, nem ciúme, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que fazem a infelicidade dos homens. O amor que os une é para eles a fonte de uma suprema felicidade. Não experimentam nem as necessidades, nem os sofrimentos, nem as angústias da vida material. São felizes com o bem que fazem. De resto, a felicidade dos Espíritos é sempre proporcional à sua elevação. Somente os Espíritos puros gozam, na verdade, da felicidade suprema, mas nem por isso os demais são infelizes. Entre os maus e os perfeitos há uma infinidade de grau, nos quais os gozos são relativos ao estado moral. Os que são bastante adiantados compreendem a felicidade dos que avançaram mais do que eles e a ela aspiram, mas isso é para eles motivo de emulação e não de inveja. Sabem que depende deles alcançá-la e trabalham com esse fito, mas com a calma da consciência pura. Sentem felizes de não ter de sofrer o que sofrem os maus.

21 - OFERENDA - JOANNA DE ÂNGELIS - PÁG. 137

CONCEITUAÇÃO DE FELICIDADE

Cobiças a felicidade, e é natural. Anelas por uma paz, que produzisse um estado de harmonia espiritual, longe de preocupações e sem contributo de ansiedades. Buscas um bem que, em definitivo, de uma só vez, provocasse a superação de todas as incertezas e rudes conflitos do dia-a-dia. Aguardas uma segurança íntima, feita de júbilos, argamassada com as águas cantantes do amor e o cimento forte da fé.

Esperas fruir o mundo em festa, onde a dor, a sombra e a morte não tenham oportunidade... Fazes o bem, por assim desejar, por aguardar... Não, porém, por te demorares somente à espera que tal ocorra. É imprescindível mudar os fatores predisponentes e atuantes deste mundo onde evoluímos - nossa Terra-mãe, berço e apoio da jornada -, a fim de que, com ela, galguemos um mais alto degrau na escala da evolução.

Toda conceituação de felicidade que extrapole à ambição pessoal egoísta é válida e abre ensejo à sua relização no mundo das formas. Esta felicidade, porém, risonha e tranquila, ainda não é deste mundo. Aqui poderá começar, pelo que faças, como realizes, por cuja dedicação te sacrifiques, a fim de gozá-la depois.

Planeta de expiações redentoras e de provas que avaliam as conquistas, é hoje o que se tem dele feito. Jardim ou deserto, pomar de bênçãos ou solo agreste é, antes de tudo, nossa escola de crescimento, que nos cumpre respeitar e auxiliar, trabalhando a terra dos corações, a fim de que as sementes do puro amor possam germinar, desatando vida, e vida em abundância.

Não desanimes, porque ainda não lograste o paraíso. Vai ao seu encontro, mudando os seus doridos panoramas e trabalhando o país da tua vida interior, a fim de que te enriqueças com a luz da esperança e a inundes de conquistas valiosas.

"Meu reino não é deste mundo" - disse Jesus. Todavia, ensinou-nos com o sacrifício pessoal a sairmos deste, na direção daquele onde a felicidade já é uma realidade ditosa.

23 - RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS - EMMANUEL - PÁG. 23

Beneficência esquecida: Reunião pública de 19-1-59 Questão n° 920: Na solução aos problemas da caridade, não olvides a beneficência do campo mais íntimo, que tanta vez relegamos à indiferença. Prega a fraternidade, aproveitando a tribuna que te componha os gestos e discipline a voz; no entanto, recebe na propriedade ou no lar, por verdadeiros irmãos, os companheiros de luta, assalariados a teu serviço. Esclarece os Espíritos conturbados e sofredores nos círculos consagrados ao socorro daqueles que caíram em desajuste mental; contudo, acolhe com redobrado carinho os parentes desorientados que a provação desequilibra ou ensandece. Auxilia a erguer abrigos de ternura para as crianças abandonadas; todavia, abraça em casa os filhinhos que Deus te deu, conduzindo-lhes a mente infantil, através do próprio exemplo, ao santuário do dever e do trabalho, do amor e da educação.

Espalha a doutrina de paz que te abençoa a senda, divulgando-a, por intermédio do conceito brilhante que te reponta da pena, mas não olvides exercê-la em ti próprio, ainda mesmo à custa de aflição e de sacrifício, para que o teu passo, entre as quatro paredes do instituto doméstico, seja um marco de luz para os que te acompanham. Cede aos necessitados daquilo que reténs no curso das horas...Dá, porém, de ti mesmo aos semelhantes, em bondade e serviço, reconforto e perdão, cada vez que alguém se revele faminto de proteção e desculpa, entendimento e carinho. Beneficência! Beneficência! Não lhe manches a taça com o veneno da exibição, nem lhe tisnes a fonte com o lodo da vaidade! Recebe-lhe as sugestões de amor no imo do coração e, buscando-a primeiramente nos escaninhos da própria alma, sentiremos nós todos a intraduzível felicidade que se derrama da felicidade que venhamos a propiciar, aos outros, conquistando, por fim, a alegria sublime que foge ao alarde dos homens para dilatar-se no silêncio de Deus.

Felicidade e Dever: Reunião pública de 13-7-59 Questão n° 922 A procura da felicidade assemelha-se, no fundo, a uma caçada difícil. Taxando-a por dom facilmente apressável, há quem a procure entre os mitos do ouro, enferrujando as mais belas faculdades da alma, na fossa da usura; quem a dispute no prazer dos sentidos, acordando no catre da enfermidade; quem lhe suponha a presença na exaltação do poder terrestre, acolhendo-se à dor de extrema desilusão, e quem a busque na retenção do supérfluo, apodrecendo de tédio, em câmaras de preguiça. Não há felicidade, contudo, sem dever corretamente cumprido. Observa, pois, o dever de que a vida te incumbe. Vê-lo-ás, hora a hora, no quadro das circunstâncias. Na fé que te pede serviço.

No serviço que te roga compreensão. No ideal que te pede caráter. No caráter que te roga firmeza. No exemplo que te pede disciplina. Na disciplina que te roga humildade. No lar que te pede renúncia. Na renúncia que te roga perseverança. No caminho que te pede cooperação. Na cooperação que te roga discernimento. Por mais agressivos se façam os empeços da marcha, não te desvies da obrigação que te recomenda o bem de todos, sempre que puderes e quanto puderes, seja onde for. Porque te mostres leal a ti mesmo, é possível que a maioria te categorize à conta de ingrato e rebelde, fanático e louco. A maioria, no entanto, nem sempre abraça o direito. Não podemos esquecer que, no instante supremo da Humanidade, ela, a maioria, estava com Barrabás e contra o Cristo. Cumpre, assim, teu dever, e, tomando da Terra somente o necessário à própria manutenção, de modo a que te não apropries da felicidade dos outros, estarás atingindo a verdadeira felicidade, que fulge sempre, como bênção de Deus, na consciência tranquila.

25 - SINAL VERDE - ANDRÉ LUIZ - ÍTEM 26 - EM TORNO DA FELICIDADE

Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.
Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.
A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.
A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranquila.
Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.
Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.
Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.
Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.
Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.

27 - MÃOS UNIDAS - EMMANUEL - PÁG. 74

NA TRILHA DA FELICIDADE: Falas comumente da felicidade, qual se te referisses à deidade remota, quando esse filão de alegria se te localiza ante os pés. Felicidade, porém, não é conquista fácil, prodígio de herança, episódio social ou bafejo da fortuna. Somos convidados pela vida a criá-la em nós e por nós, como sucede com todas as nossas aquisições humanas.

Plantas o milharal e o milharal te responde ao carinho com o tesouro da colheita. Instalas a usina, junto de forças determinadas da natureza, e essas forças da natureza te retribuem com vigorosos reservatórios de força. No mesmo sentido, a felicidade atira as próprias sementes no caminho de todos, especialmente entre aqueles que jazem atormentados por desenganos e lágrimas e, a breve tempo, ei-la que te oferta messes valiosas de esperança e ventura, tranquilidade e cooperação.

Aqui, o próximo em penúria te solicita singela fatia de reconforto; ali, se te pede ligeiro auxílio a favor de mães e crianças desamparadas; além, irmãos enfermos em desvalia esperam de ti alguns minutos de atenção e bondade, categorizados por eles à conta de apoio celeste; adiante, as vítimas das inquisições sociais esmolam-te simpatia e compreensão num olhar de ternura; mais adiante, os caldos em viciação e delinquência suplicam-te apenas uma palavra de encorajamento e de paz que lhes dulcifique o coração; e, por toda parte, amigos e adversários, muitas vezes, aguardam de ti uma frase só de entendimento e generosidade, fé e bênção, que os auxilie a caminhar.

Descerra a própria alma à influência do Cristo que jamais se negou a criar o bem nos outros e para os outros e, um dia, escutarás de espírito jubiloso, ao te despedires dos nossos irmãos da Terra: - "Bendito sejas, coração amigo! O mundo ficou melhor e mais feliz porque viveste".

28 - A FÓRMULA DA FELICIDADE

29 - A FELICIDADE EM POUCAS PALAVRAS - ANDREW MATTHEWS

Em geral, o melhor lugar para começar de novo é exatamente aquele em que você está.

Antes de mudar de endereço, veja se não é melhor modificar seu jeito de pensar.

Quando você muda, sua vida se transforma. Isso é Lei.

Todos nós fracassamos.

Mas o que dói não são as derrotas.

O que dói é saber que não fizemos o melhor possível.

Tenha disciplina para as pequenas coisas de que não gosta - e poderá passar toda a vida fazendo as grandes coisas de que realmente gosta.

As pessoas felizes aceitam as mudanças. Mais do que isso: elas as aceitam de coração.

São aquelas que dizem: "Por que os próximos cinco anos têm que ser iguais aos cinco últimos?"

Quando se apega demais a objetos, pessoas, dinheiro... você estraga tudo !

O desafio da vida é apreciar todas as coisas sem se apegar a nada.

Sobre dar conselhos: Se as pessoas não estão pedindo orientação a você, é porque não estão interessadas em ouvir sua opinião.

A primeira lei da expansão é "ordem". Para que uma coisa cresça, ela precisa de um sistema.

Observe uma flor, corte uma laranja, confira a simetria de uma árvore ou de uma colméia.

Você verá que há disciplina. A natureza conserva o que é essencial e se livra do que é inútil. Isso se chama organização.

O que nos motiva é fazer as coisas, e não apenas pensar a respeito delas.

Da próxima vez que estiver aborrecido note que você se chateia mais com seus próprios pensamentos a respeito das pessoas do que exatamente com elas.

Se um pensamento estiver lhe causando dor, lembre-se de que se trata de um mero pensamento. E pensamentos podem ser mudados. A felicidade é uma escolha diária.

Quanto mais emoção você envolver em seu relacionamento com as coisas, menos controle terá sobre elas.

A maioria das pessoas é muito emocional em relação ao dinheiro - por isso elas acabam perdendo o controle.

Buscar a realização de um sonho não é garantia de um caminho sem dificuldades.

A vida costuma nos trazer um número cada vez maior de desafios.

Assim partimos em uma viagem externa, que dá início a uma jornada interna.

É quando temos a chance de florescer - para descobrir quem somos de verdade.

De onde surgiu a idéia de que, quando não perdoamos as pessoas, são elas que sofrem?

Para que o mundo trate você bem, faça isso primeiro.

Como poderá se sentir "o máximo" se sua roupa de baixo estiver furada?

Os "acontecimentos infelizes" não são exatamente calamidades em sua vida, mas situações que requerem uma mudança de pensamento da sua parte.

A maioria de nós aprende as coisas "de fora para dentro".

Assimilamos o seguinte: "Se você não gosta do seu trabalho, mude. Se não gosta de seu marido (ou de sua mulher), mude".

Às vezes, o certo é trocarmos de trabalho ou de companheiro(a). Mas, quando não nos modificamos também, estamos sujeitos a encarar novamente o mesmo tipo de problemas.

Quando nos perdoamos, paramos de criticar os outros.

Estamos sempr atraindo as experiências de aprendizado de que precisamos, por isso é comum atrairmos aquilo que nos amedronta.

Se você tem medo da solidão, é isso que atrairá. Se teme o constrangimento, cairá de cara no chão.

É assim que a vida nos estimula a crescer. A única maneira de derrotar o medo é enfrentá-lo.

Quando o corpo dói, ele está dizendo para você descansar, talvez, trocar os sapatos ou procurar um novo caminho.

Quando a mente dói, ela está orientando você a parar de se preocupar, a ser mais generoso ou a modificar sua maneira de pensar.

A dor não está contra você. Ela é sua amiga, acredite !

Ter coragem não significa não sentir medo, mas agir apesar dele.

As pessoas que deixam a vida passar em branco têm tanto medo quanto as que correm grandes riscos.

A diferença é que o primeiro grupo teme até as pequenas coisas.

Por que não ter medo do que realmente assusta?

Se formos francos em relação a nós mesmos, podemos fazer uma lista de tudo o que já nos aconteceu e ver como ajudamos a criar essas situações.

Comece no ponto em que puder.

Faça o melhor para alcançar o que está à sua frente. As oportunidades começarão a chegar até você. Isso significa criar uma reputação.

As pessoas mais felizes não ficam se preocupando se a vida é justa ou não. Elas simplesmente seguem em frente.

Se você deseja paz de espírito, pare de rotular tudo o que acontece de "bom" ou "ruim".

Se você pensa que o mundo está contra você, está mesmo. Não adianta culpar os outros. Quando lutamos contra a vida, ela sempre ganha.

O Universo nos dá leves cutucadas o tempo todo. Se não percebemos, ele nos dá uma martelada na cabeça. O crescimento é mais doloroso quando resistimos a ele.

Se há algo que você não deseja que aconteça em sua vida, pare de se preocupar com esse assunto e também de falar sobre ele.

Esse tipo de energia alimenta o que você não quer. Pare de enviar energia e isso provavelmente desaparecerá.

Sua missão na vida não é viver sem problemas, e sim estar sempre motivado.

Aquilo em que você se concentra se expande. Portanto, pense no que você quer. As pessoas ricas tornam mais ricas porque não se apegam às coisas.

Elas não se preocupam muito nem se desesperam. Há uma grande diferença entre a atitude de uma pessoa pobre - querendo ter alguma coisa - e a de um indivíduo rico - acreditando que vai conseguir.

Para ver as coisas de um modo diferente, você não precisa de força de vontade, de autoconfiança nem de uma cirurgia no cérebro. Basta ter coragem de pensar de outra forma. Suas crenças determinam sua qualidade de vida.

Seu saldo bancário não é a medida da sua riqueza. Riqueza é o que está circulando na sua vida.

A vida só corre bem quando você se responsabiliza por suas escolhas. Seguir sua vocação está no topo da lista.

A natureza procura o equilíbrio e ninguém pode estar equilibrado se estiver em desespero. A vida não tem que ser uma luta sem fim. Deixe que as coisas sigam seu curso.

O Universo não tem favoritos. O sucesso e a alegria dependem de leis e princípios naturais - e de como você os usa.

Todo fato tem o potencial de nos transformar - e os acontecimentos infelizes tê o potencial de mudar nossa maneira de pensar.

A vida acontece em ondas. Isso significa que crises familiares, convites de casamento e conserto no carro costumam surgir ao mesmo tempo.

Quando você conseguir passar um mês sem contas penduradas, pense: "Vou guardar um pouco para a próxima onda." Quando for apanhado pela onda seguinte, pense: "Isso vai passar."

Não estamos aqui para ser punidos. Estamos aqui para aprender. Simplifique a vida. Pare de fazer coisas apenas pelo hábito. Elimine um pouco do lixo de sua rotina para ter uma visão melhor do caminho.

Sua vida reflete exatamente suas crenças. Quando você muda suas convicções mais profundas a respeito do mundo, sua vida muda na mesma proporção.

Quando decidimos fazer alguma coisa, os meios para isso aparecem. Podemos chamar esse tipo de oportunidade de coincidência. Mas, se observamos bem, veremos que é mais do que coincidência - acontece o tempo todo.

Para ter sucesso, não é necessário ser um gênio, e sim ter um bom plano. A maioria das pessoas desiste.

Comece cada dia com a intenção de ter equilíbrio e calma. Em alguns dias, você conseguirá se manter assim até a hora de dormir. Em outros, o equilíbrio e a calma só vão durar até o café da manhã.

Se a paz de espírito se tornar seu objetivo diário, você vai melhorar cada vez mais. Sua missão na vida não é mudar o mundo, e sim modificar a si mesmo. Não há soluções "externas". Elas estão todas dentro de nós.

Nãoé para impressionar os outros que você faz o melhor possível. Você age assim porque essa é a única maneira de ter prazer com seu trabalho. "Levante-se daí e faça alguma coisa !"

A alegria está em trabalhar naquilo de que você gosta e se esforçar por vontade própria, e não porque é obrigado.

Qualquer que seja seu trabalho, ele lhe dá um meio de se ligar às pessoas. João diz: "Penso assim porque minha vida é uma bagunça." Não, João, sua vida é uma bagunça porque você pensa assim.!

Estamos aqui para aprender, Quando não somos capazes de aprender uma lição, temos que repetí-la quantas vezes forem necessárias. Só então podemos passar para a lição seguinte. (E as lições nunca terminam.)

Deus nunca vai descer de uma nuvem e dizer: "Agora você tem permissão para ter o sucesso." É você quem tem que se dar essa permissão.

A pergunta é: "O que você está fazendo com o que tem?" Enquanto a resposta for "pouco", nada vai melhorar. O Universo recompensa esforços e não desculpas.

A lei da semente: esforço + paciência = resultados. A colheita vem depois do trabalho.

Fazer aquilo que adoramos não é a receita para uma vida mais fácil. É a receita para uma vida interessante.

Se você não sabe o que gosta de fazer, talvez tenha parado de ouvir a si mesmo há muito tempo. Muitas pessoas se modificam apenas para agradar aos outros.

Quando sua vida estiver às mil maravilhas e aquela vozinha disser "Isso não vai durar !", pense: "Quem sabe não vai ficar ainda melhor?"

A vida é assim... Somos atingidos por pedrinhas - é uma espécie de aviso. Quando ignoramos as pedrinhas, somos feridos por um tijolo. Se não damos importância ao tijolo, somos abatidos por uma rocha.

Na verdade, sabemos identificar em que ponto desprezamos os sinais de alerta. Ainda assim, temos a audácia de perguntar: "Por que eu?"

O que garante a paz de espírito não é termos menos problemas, e sim nos tornarmos menos críticos.

Amar é dar às pessoas a liberdade de escolher quem desejam ser e onde querem estar. Amar é deixar que elas façam parte da nossa vida por vontade própria.

Em que momento você tomou as decisões mais importantes da sua vida? Quando estava se sentindo derrotado depois de problemas sérios, depois de grandes decepções, depois de terem arrasado você.

É nessas horas que pensamos: "Estou cansado de estar na pior, não aguento mais ser massacrado. Chega de me sentir um lixo, vou fazer alguma coisa." É quando estamos por baixo que aprendemos as mais importantes lições.

Para conseguir - e manter - algo na vida, seja um trabalho, seja um relacionamento, é preciso estar à vontade com isso. Para ganhar dinheiro - e conservá-lo - vale a mesma regra !

Para encontrar o que deseja, procure. Se você perdeu o rumo na vida, não é se embriagando numa mesa de bar que vai descobrir um novo caminho.

Faça uma pausa - dê a si mesmo tempo e espaço para ver o que é realmente importante para você.

Aja como se todo fato tivesse uma finalidade - e sua vida terá um propósito.

Entenda por que você precisou passar por uma experiência. Domine-a - e não precisará vivê-la novamente.

No fim das contas, você só pode depender do guia que está dentro de você, isto é, do seu coração.