FÓTON
BIBLIOGRAFIA
01- A PROFECIA DE ALLAN KARDEC, pag. 53 02 - ENFOQUES CIENT. NA DOUT. ESP., pag. 182
03 - MECANISMOS DA MEDIUNIDADE, pag. 35 04 - PSI QUÂNTICO, pag. 34
05 - UNIVERSO E VIDA, pag. 96 06 -

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

FÓTON – COMPILAÇÃO

01 - FÓTON

“Mt, 24:36 - Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.”

O Cinturão de Fótons de Alcyone, a órbita do Sol e o Espiritismo.
“Mt, 24:36 - Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.”

INTRODUÇÃO
Desde que o mundo é mundo, que as pessoas esperam o seu fim, sempre com previsões de que tal fato se dará em tal dia, tal hora, etc. Parece que as pessoas estão mais preocupadas em que tudo acabe, do que desenvolver as suas potencialidades, em crescer espiritualmente.

Existiram seitas que levaram pessoas a cometerem suicídio coletivo, com a idéia equivocada que estariam sendo levados “em naves de luz” ou “OVNIS(?!)” para outras dimensões ou mundos, a fim de evitar a passagem do fim do mundo. Lamentável!

Segundo no ensina a Doutrina Espírita, Jesus é o nosso Governador Espiritual, o Mestre Maior, o Espírito que Deus nos deu como modelo de perfeição a seguir,(01) Aquele que organizou os pródromos da Vida no orbe terreno(02) sendo, portanto, a Autoridade Máxima no que tange à nossa evolução. Eis porque colocamos no início deste artigo a sua afirmativa que deveria chamar a atenção de todos aqueles que saem por aí prevendo o fim do mundo para, por exemplo, 1º de junho de 2014 às 09h15min.

O Espiritismo é uma Doutrina de tríplice aspecto: científico, filosófico e religioso(03) e tem por princípio que todos nós devemos analisar as coisas, principalmente as revelações, com o critério racional, pois preconiza que “fé inabalável só é aquela que pode encarar a razão, face a face, em qualquer época da humanidade”.(04) Devemos, portanto, pautar nosso comportamento, em matéria de informações e revelações, por este critério assinalado por Allan Kardec.

Ainda com base em Allan Kardec, lembramos de um pensamento contido em O Livro dos Médiuns(05) que é, simplesmente, lapidar: “Há, finalmente, os espíritas exaltados. A espécie humana seria perfeita, se sempre tomasse o lado bom das coisas. Em tudo, o exagero é prejudicial. Em Espiritismo, infunde confiança demasiado cega e freqüentemente pueril, no tocante ao mundo invisível, e leva a aceitar-se, com extrema facilidade e sem verificação, aquilo cujo absurdo, ou impossibilidade a reflexão e o exame demonstrariam.”

Nessa sentença kardequiana entra, perfeitamente, o tema do nosso artigo, e é o que vamos desenvolver adiante, sem procurar atingir ninguém, sem citar nomes de pessoas ou Espíritos que tenham ventilado a tese, um tanto esdrúxula ou, por que não dizer, quixotesca, pela simples razão... que a própria razão não pode aceitar tal informação, ainda que proveniente de um Espírito.

DESENVOLVIMENTO
Preliminarmente, diremos que existem informações trazidas pela Doutrina Espírita que fogem ao campo de pesquisa científica atual, porque dizem respeito à Vida Espiritual e não podem receber a chancela da Ciência Acadêmica no momento, pois os seus métodos de pesquisa não servem para analisar os Espíritos desencarnados, nem tampouco verificar as colônias espirituais que nos circundam. A Ciência não pode provar que existem por lhe faltar meios; porém, não podem provar que não existem! Eis o grande diferencial! Uma coisa é afirmarmos que tal coisa é assim e a Ciência inexorável vem e confirma o contrário: não podemos tapar o Sol com a peneira. Outra coisa é afirmarmos, por exemplo, que a alma sobrevive à consumpção orgânica, e a Ciência ou alguns pesquisadores afirmarem o contrário. Simplesmente eles não têm como provar. Como nós já temos mais do que provas suficientes, não nos preocupamos com sua negativa.

Da mesma forma, também podemos citar a pluralidade dos mundos habitados: ainda carecemos de comprovação científica, até porque as distâncias astronômicas não nos permitem viagens nesse sentido. Aqui entra em campo o critério kardequiano para análise das revelações, pois que a nossa razão nos diz que Deus não seria muito lógico criando um Universo tão vasto e grandioso para abrigar vida em um único e minúsculo planeta do grão de areia que é o nosso Sistema Solar!

Imaginemos o Universo como uma dessas grandes metrópoles da Terra. O que diríamos se, visitando essa cidade cheia de casas, prédio imponentes, edifícios majestosos, mansões suntuosas, alguém informasse que somente um pequenino casebre pode servir de moradia e que todo o resto foi construído para deleite de nossa visão?

Como também estamos convictos que, mais cedo ou mais tarde, a prova de vida em outros orbes ser-nos-á apresentada, não temos com que nos preocupar.

Agora, quanto a determinadas informações estranhas, aí sim, temos com que nos preocupar, porque estamos passando uma imagem de pessoas alienadas, aqueles espíritas exaltados de que fala Kardec em O Livro dos Médiuns!

A história do Cinturão de Fótons Alcyone e que nosso Sol órbita a estrela Alcyone das Plêiades não faz o menor sentido, pelo menos conforme os dados astronômicos atuais e informações que obtivemos de sites de astronomia e por emails enviados a astrônomos que trabalham com seriedade.

Para entrarmos no mérito da questão, propriamente dita, vamos ao que anda sendo divulgado por aí: “alguns especialistas assinalam o ano 2010 para o mergulho no envoltório de fótons de Alcyone, do Grupo das Plêiades, na Constelação do Touro.” Paramos por aqui, para transcrever na íntegra algumas informações sobre as Plêiades, aproximação do Sol e cinturão de fótons.

CINTURÃO DE FÓTONS: Esse conceito "Cinturão de fótons" não faz qualquer sentido na física. Fótons não se "concentram". Existem fótons em todos os lugares do universo e sua "concentração" faria os esotéricos entrarem em "parafuso" só de falar das ordens de grandezas. Para dar uma idéia, se os fótons fossem, de uma hora para outra, transformados em átomos de hidrogênio, o universo ficaria com uma densidade tal que não haveria espaço sequer para respirar. Os fótons quando livres, viajam à velocidade da luz. A única forma de "capturar" um fóton é na excitação dos elétrons de um átomo. Então, eles se transformam em energia de forma que nunca é possível "materializar" um fóton.(06)

ALCYONE E O CINTURÃO DE FOTONS: É difícil não me manifestar quando vejo tanta gente assustada sem motivo. Por isso, resolvi escrever em resposta àqueles que estão utilizando a Internet para divulgar que caminhamos rapidamente em direção a um destino mais insólito do que a chegada de Hercólubus.

Entre outras coisas, li que o Sistema Solar gira no sentido horário em torno de Alcyone, a estrela mais brilhante do grupo das Plêiades, que em volta dela existe um cinturão de fótons, que a radiação do cinturão desintegra os elétrons, que entraremos em breve no campo de influência desse anel luminoso, que toda a matéria vai se transmutar, que a densidade e a gravidade da Terra serão reduzidas, que os seres humanos serão transformados em uma nova raça, que apenas os espiritualmente preparados sobreviverão, que alguns efeitos físicos já se fazem notar, que a luz do Sol já está com um brilho diferente, que as catástrofes naturais estão se intensificando, etc.

Li também que tais coisas só podem ser comprovadas através de nosso corpo astral, porque os telescópios dos pseudo-cientistas não nos mostram a realidade, ou seja, o que vemos com os olhos físicos é falso e o que vemos durante os sonhos é real. É dito também que tudo o que foi até hoje descoberto pela Ciência são conceitos primários arcaicos. Mas quem diz isso não parece saber que "sentido horário", como expressão isolada, não define o sentido de um movimento giratório. Enfim, o que se diz é que quem passa a vida estudando as leis e as causas dos fenômenos do mundo físico nada sabe. Quem tem pesadelos e depois os interpreta subjetivamente e especula de forma livre sobre coisas metafísicas é que detém o verdadeiro conhecimento.

A profecia é assustadora mas, pelo que sei, o Sistema Solar afasta-se das Plêiades a uma velocidade acima de sete quilômetros por segundo, o que parece ser motivo suficiente para não nos preocuparmos com a desintegração de nossos elétrons. Assim mesmo, supondo que eu possa estar enganado, vejamos o que aconteceria se, em vez de nos afastarmos de Alcyone, caminhássemos a seu encontro, não a sete, mas a sete mil quilômetros por segundo. Em quanto tempo chegaríamos à metade da distância que nos separa dela agora? A resposta ultrapassa os oito mil anos, mas as pessoas sofredoras deste mundo nem podem pensar em dar atenção ao resultado dessas continhas difíceis de entender, feitas por pseudo-cientistas ateus e metidos a sabichões, porque é mais fácil, mais agradável e mais emocionante acreditar que estamos na iminência de virar seres de luz e parar de sofrer, porque de pensar muitos já pararam. Freud ainda explica muito bem.

Posso ser considerado cego para o mundo espiritual, mas tento escutar os privilegiados que, por experiência direta própria, afirmam que ele existe. O problema é que as evidências continuam contrárias, porque as "revelações" do astral raramente fazem sentido, como no caso de estarmos ameaçados por uma estrela muito distante, que se afasta de nós, em torno da qual o Sistema Solar jamais girou e onde nunca existiu um cinturão de fótons. Então, se o astral é real, aqueles ainda encarnados que o visitam de forma consciente andam conversando com as entidades erradas, que nunca estudaram Astronomia ou estão se referindo a objetos cósmicos sutis, não relacionados com a dimensão física densa do Universo.

Se alguém ler o que estou escrevendo aqui e achar que não passo de um materialista iludido pelo fascínio do mundo físico e que as Plêiades estão de fato se aproximando muito rapidamente de nós, que vá lá fora, olhe para elas todas as noites e verifique se estão aumentando de tamanho, porque tudo o que se aproxima parece aumentar de tamanho, ou será que também conseguiram revogar as leis da perspectiva e esse efeito não vale mais hoje em dia?

Por que uma quantidade enorme de pessoas acredita que algo diferente do normal esteja ocorrendo no céu? Se estivesse, os astrônomos não seriam os primeiros a perceber? Ocultação intencional da terrível verdade? Por que os cientistas não divulgariam essas informações? Todos são mentirosos e participam de conspirações governamentais? Não faz sentido. Eles não estão nos prevenindo sobre nossa entrada no cinturão de fótons porque nada semelhante está acontecendo. Astronomicamente falando, tudo continua se comportando exatamente do modo normal e previsto, como as pessoas mais observadoras e acostumadas com o céu podem notar. O Sol não alterou seu brilho e continua girando em torno do centro da Via Láctea, que fica no sentido oposto ao das Plêiades, o eixo da Terra continua inclinado como sempre, os períodos diurno e noturno se mantêm normais, as Plêiades continuam muito distantes, nenhum cinturão de fótons está à vista e nenhum Planeta Vermelho está invadindo o Sistema Solar. Basta olhar um pouco para cima à noite para perceber a habitual serenidade transmitida pelo Cosmos.

Desejam mudar o mundo para melhor? Eu também, mas não acredito que semear o terror seja um método eficiente para atingir esse objetivo. Minha proposta continua sendo a do equilíbrio, da prudência e de tentar manter o mais alto nível de sanidade mental que for possível, até mesmo diante de uma suposta e altamente improvável penetração de nosso planeta em um fantasmagórico, enigmático e metafísico cinturão de fótons, seja lá o que isso for.

Pensar ainda me parece ser o melhor caminho. (07)

Nada mais justo! Nada mais coerente com a sã razão e o critério de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo.

Quando Galileu Galilei afirmou que a Terra era redonda e girava em torno do Sol, a Igreja tentou queimá-lo vivo e o medo da morte horrenda o fez emitir outra opinião. Mas o tempo passou e provou o que todos nós sabemos, embora tenha gente ainda achando o contrário. Bom, todos têm o direito de pensar o que queiram, mas não têm o direito de semear terror em mentes infantis.

Essa história de o mundo acabar não é nova e está presente na mente das pessoas desde que o mundo é mundo: iria acabar no ano 1000! Não acabou; iria acabar em 1999! Não acabou; depois em 2000.

Todos querem um cataclismo abalador de toda a estrutura do planeta. Já não basta o que estamos fazendo com o nosso mundo, ainda querem que Deus o destrua de forma fantástica. Agora estão dizendo que nos aproximamos de uma estrela, quando na verdade nos afastamos dela e, como diz o próprio texto, ainda que nos aproximássemos dela a 7.000 km/seg., levaríamos mais de 8.000 anos! É só fazermos as mesmas contas, pois que estamos a mais de 380 anos-luz (08) das Plêiades! Por exemplo, Capela está a 40 anos-luz e como a luz viaja a 300.000 km/seg., a sua luz gasta esses 40 anos para chegar até nós! O nosso Sol está a 150.000.000 de quilômetros da Terra (09) e sua luz gasta cerca de 8,5 minutos para chegar até nós!

Pelo exposto, é virtualmente impossível o nosso Sistema Solar chegar em Alcyone em 2010, 2014 ou 2050. Tal fato somente se daria lá pelo ano 11.000 para cima mas, como não estamos nos aproximando e sim nos afastando... cai por terra a informação veiculada por determinados Espíritas e Espíritos.

Alguém poderia perguntar: por que um Espírita convicto desde os 16 anos de idade, militante do movimento está escrevendo isso, contrariando informações de determinados Espíritos? Porque, simplesmente, me cabe esse direito de questionar tais informações que destoam das informações mais simples.

O que mais quero é um mundo melhor para mim e os meus filhos, mas não nos esqueçamos que a Mentora Joanna de Angelis nos ensina algo extremamente importante: o nosso mundo receberá contingentes de Espíritos mais evoluídos, que reencarnarão aqui, oferecendo outros padrões de comportamento. Como afirma o próprio Allan Kardec, o planeta melhorará gradativamente, assim como dos homens primitivos até os dias de hoje, evoluímos. Não precisamos esperar que o eixo da Terra se altere para que pessoas partem em levas enormes para o mundo espiritual: basta alguns terremotos, furacões, tufões, vulcões, tsunamis e coisas do tipo.

Como nos ensina Allan Kardec, uma migração de Espíritos conhecidos como Raça Adâmica foi responsável por um desses saltos evolutivos que se verificou no planeta e isto ocorre constantemente no Universo.

Outro ponto levantado é que existe uma afirmativa de que diversos Espíritos vindos das Plêiades estariam renascendo na Terra.

Emmanuel, tanto quanto Áureo(10) já fazem referências à vida no sistema de Sirius. Evidentemente que os pesquisadores não têm como aceitar tais revelações; também não têm como provar que elas são inverossímeis, dentro de um de terminado contexto: não podemos afirmar que a vida em outros obres seja idêntica à nossa. Se nunca tivéssemos visto os peixes, não entenderíamos como podem seres podem viver nas águas.

Emmanuel nos deixa transparecer que a vida no Sistema de Sírius é toda espiritual. Aí, sim, podemos afirmar sem medo de errar: existe vida no Sistema Sírius, assim como existe vida espiritual na Terra.

Da mesma forma que Alcione (aqui a personagem do livro de Emmanuel sem nenhuma relação com a estrela Alcyone (11)) pede a sua reencarnação na Terra, podemos entender como sendo o mesmo procedimento dos Espíritos que “habitem” espiritualmente, as regiões das Plêiades. Aqui não nos cabe provar nada a ninguém, pois entramos no âmbito das revelações espirituais, que só o tempo poderá confirmar ou negar. No entanto, não são absolutamente incoerentes. Seria incoerente afirmar que um ser vivo com as características do nosso corpo humano vivesse em Júpiter ou Mercúrio!

Sinceramente, é mais fácil para mim aceitar as informações de Emmanuel e Áureo do que acreditar que o Sol está indo ao encontro das Plêiades! Que as Comunidades de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor da Vida(12) estão laborando para a evolução do Sistema, para nós Espíritas é ponto pacífico, mas não obrigamos ninguém a aceitar tal conceito. Mas também não podemos aceitar com reais informações trazidas por certos Espíritos e que a moderna Ciência comprova como inverídicos.

CONCLUSÃO
Sempre que recebo alguma informação que me parece estranha, pode vir com o nome de quem for e, principalmente, com a expressão “pesquisas indicam”. “estudiosos concluem que”, etc. Quais pesquisas? Quais estudiosos? Que órgãos foram responsáveis pelas tais pesquisas?

Não há nenhum estudo sobre a história do cinturão de fótons e a órbita em torno de Alcyone.

Como diz o texto acima “Se alguém ler o que estou escrevendo aqui e achar que não passo de um materialista iludido pelo fascínio do mundo físico e que as Plêiades estão de fato se aproximando muito rapidamente de nós, que vá lá fora, olhe para elas todas as noites e verifique se estão aumentando de tamanho, porque tudo o que se aproxima parece aumentar de tamanho, ou será que também conseguiram revogar as leis da perspectiva e esse efeito não vale mais hoje em dia?” – alguma dúvida?

Por que querem as pessoas que as coisas se passem de forma contrária às Leis Eterna criadas por Deus? Porque gostamos do maravilhoso e do sobrenatural (13) e esquecemos ou não nos ensinaram que a grandeza de Deus não está na derrogação de Suas Leis, mas na perfeição delas, que agem de forma perfeita, desde a germinação de uma semente até a criação das Galáxias.

Só para ilustrar nosso conceito, eis o que afirma Allan Kardec “Expulso do domínio da materialidade, pela Ciência, o maravilhoso se encastelou no da espiritualidade, onde encontrou o seu último refúgio. Demonstrando que o elemento espiritual é uma das forças vivas da Natureza, força que incessantemente atua em concorrência com a força material, o Espiritismo faz que voltem ao rol dos efeitos naturais os que dele haviam saído, porque, como os outros, também tais efeitos se acham sujeitos a leis. Se for expulso da espiritualidade, o maravilhoso já não terá razão de ser e só então se poderá dizer que passou o tempo dos milagres.” (grifos nossos)

A Doutrina Espírita não aceita, nem ensina a aceitar teses venham de quem vier, se não baterem com os dados positivos da Ciência e a Razão.

Que fique bem claro: se amanhã, a Ciência provar, por provas inequívocas que algum princípio básico da Doutrina Espírita (14) está errado; provar por a + b, não por mera negativa, deixaremos aqueles ou aquele princípio e ficaremos com a Ciência.

Concluindo, se existe alguma possibilidade de a Terra sair do seu eixo, isso não sei, nem pesquisei o assunto, mas, definitivamente, não estamos indo para as Plêiades, nem vamos mergulhar em cinturão de fótons nenhum.

Nosso próximo artigo, ainda tratará do fim do mundo: será sobre a Nuvem do Caos, “prevista” para chegar à Terra em 1º de junho de 2014 às 09h15min, o que, se fosse verdade, seria uma tremenda pena, pois não teríamos a Copa do Mundo no Brasil!!

“Jesus in Mt, 24:36 - Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.”


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FONTES DE PESQUISA:

01 - KARDEC, Allan in O Livro dos Espíritos – questão 625

02 - A Caminho da Luz, Espírito Emmanuel

03 - No Portal há diversos artigos sobre o tríplice aspecto da Doutrina. Use a busca avançada

04 - KARDEC, Allan in O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, nº p.303 – ed. FEB

05 - idem, in O Livro dos Médiuns, I Parte – Cap. II – nº 28 – ed.FEB

06 - http://www.on.br/pergunte_astro/indice_resposta.php?id_tema=37

07 - http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/alcyone/

08 - um ano-luz equivale a 9.4 trilhões de quilômetros

02 - FÓTON

Leitores ávidos da revista Nexus podem recordar bem um artigo intitulado "The Photon Belt Story" [A História do Cinturão de Fótons] que apareceu na edição de fevereiro de 1991.

Eu li o artigo com diversão e ri dele como uma piada, porém, eu me dei conta recentemente que muitas pessoas levaram este artigo a sério e isto causou um pouco de preocupação. Sinto muito dizer que esta história, tão romântica quanto possa ser, não tem absolutamente nenhuma base concreta.

Parece ter se tornado parte de uma mitologia moderna contrária ao conhecimento científico atual que surgiu ao redor das Plêiades, um agrupamento de estrelas na constelação de Touro. Esta mitologia parece estar baseada em uma mistura precipitada de pseudociência, mensagens canalizadas de supostas entidades espaciais, profecias bíblicas, ignorância e uma dose liberal de ingenuidade. É alimentada por uma desconfiança geral de nossa comunidade científica e uma má interpretação do pensamento científico moderno.

É um reflexo triste da educação científica de nossa sociedade que tantas pessoas possam ser enganadas por uma história que provavelmente começou como uma brincadeira de um estudante universitário.

Para ajudar os leitores que não leram o artigo, a história em resumo é como segue:

Em 1961 instrumentos de satélite descobriram uma FAIXA DE FÓTONS no espaço exterior. Este CINTURÃO DE FÓTONS ou ANEL MANÁSICO, que os cientistas não puderam reproduzir em laboratório, cerca as Plêiades e se estende 400 anos luz ao nosso sistema solar. Citando alguém chamado Jose Comas Sola, era dito que nosso sol e várias outras estrelas fazem parte do Sistema de Plêiades e todas estas estrelas teriam planetas. Dizia-se que nosso Sol orbita este sistema em 24,000 anos, durante os quais nós passamos alternadamente 10,000 anos na escuridão e 2,000 anos na luz do CINTURÃO DE FÓTONS. Nós estaríamos a ponto de entrar na luz do CINTURÃO DE FÓTONS, ao que nós todos seríamos transformados "em um piscar de olhos" em Atmosféreos e a noite deixaria de existir, entre outras coisas.

Um diagrama acompanhava o artigo mostrando 6 das estrelas Pleiadanas, Merope, Atlas, Teygeta, Electra, Coeleno e o nosso próprio Sol em órbita ao redor de Alcyone, também um membro das Plêiades, cercado pelo CINTURÃO DE FÓTONS.

Tendo sido contatado por vários membros do público com questões sobre esta história, eu me determinei a separar o fato da ficção e localizar a história até sua origem.

O artigo havia sido reimpresso com permissão da Australian UFO Flying Saucer Research Magazine. Um número de telefone era fornecido. O número de telefone provou ser o de um proeminente investigador OVNI australiano, que me falou que a história tinha sido escrita originalmente por um estudante universitário que havia sido na ocasião um membro do grupo dele. Este estudante é agora, aparentemente, físico em uma instalação nuclear bem conhecida. Porém, o investigador OVNI não estava certo sobre onde o estudante tinha obtido a informação e tinha tentado verificar aspectos dela com um astrônomo no Observatório do Monte Stromlo. Eu não pude averiguar quais aspectos tinham sido verificados de fato.

Felizmente, o astrônomo interessado era conhecido a mim, assim eu lhe fiz uma visita. Ele recordou vagamente ter falado com o investigador mas não pôde se lembrar dos detalhes exatos da conversação. Ele me assegurou que nunca teria verificado a existência do CINTURÃO DE FÓTONS mas poderia ter dado a ele um pouco de informação sobre as próprias Plêiades. Ele me falou que o Monte Stromlo também tinha recebido questionamentos sobre o CINTURÃO DE FÓTONS e, como eu, tinha considerado a coisa inteira uma piada cruel.

Assim, o que é fato e o que é ficção? Bem, para começar, eu não pude achar qualquer evidência de um satélite em 1961 levando os instrumentos exigidos descobrir uma FAIXA DE FÓTONS como descrito.

Satélites da época eram primitivos pelos padrões de hoje e estavam mais preocupados com telecomunicações, operando principalmente nos comprimentos de onda de rádio. Satélites e sondas subseqüentes, com sua instrumentação sofisticada, seriam certamente capazes de descobrir a FAIXA DE FÓTONS, porém, nenhuma coisa assim foi relatada em qualquer lugar. Este não é um caso de cientistas mantendo segredos, é simplesmente porque nunca foi descoberto.

De acordo com outra informação que recebi, supõe-se que este CINTURÃO DE FÓTONS é precedido por uma ZONA ELETROMAGNÉTICA NULA. É dito que esta zona é um vácuo de energia, com um ausência completa de campos eletromagnéticos. Se existisse, esta ZONA NULA certamente teria aparecido nas muitas pesquisas do céu feitas durante anos recentes na Radiação Cósmica de Fundo em Microondas. Esta radiação de fundo é notável porque está distribuída uniformemente por todo o céu. Não há nenhuma falha em sua distribuição. A ZONA ELETROMAGNÉTICA NULA não existe!

O CINTURÃO DE FÓTONS também foi descrito como um ANEL MANÁSICO, um "fenômeno que os cientistas não puderam reproduzir em experiências em laboratório". Eu não pude determinar o significado da palavra "manásico". Só posso imaginar que é derivada da palavra MANA. É dificilmente surpreendente que isto realmente não foi recriado em laboratório já que ninguém parece saber o que MANA é, além de sua definição de dicionário como uma força misteriosa.

E chegamos às próprias Plêiades. Jose Comas Sola, seja ele quem for, estava ou bastante errado ou foi citado erroneamente. Nosso Sol não faz parte do sistema de Plêiades, nem orbita as Plêiades a cada 24,000 anos.

As Plêiades estão a aproximadamente 125 parsecs ou 407.5 anos luz de nosso sistema solar. Um cálculo rápido mostra que se nosso Sol estivesse nesta órbita, então sua velocidade orbital seria de 0.107C ou pouco mais de um décimo sa velocidade da luz. Isto é aproximadamente 32,000 Km/seg. Esta velocidade seria aparente, não só para astrônomos, mas para todas pessoas, já que as constelações mudariam dramaticamente no curso de uma única vida se isto fosse verdade.

As Plêiades são um agrupamento de aproximadamente 100 estrelas com uma idade média estimada em 78 milhões de anos. Estas são estrelas muito jovens, muito mais jovens que nosso próprio Sol, que se estima ter 5 bilhões de anos, muito mais jovens até mesmo que nosso próprio planeta, a Terra.

Estas são estrelas muito quentes e luminosas do tipo espectral B, muito mais quentes e aproximadamente 10 vezes mais volumosas que nosso Sol, do tipo espectral G. Elas ainda não se afastaram da nuvem de gás inter-estelar ou nebulosa da qual elas se formaram [IMPORTANTE: ver as notas finais]. Remanescentes desta nebulosa podem ser vistos prontamente em fotografias do grupo. Foi sugerido que esta nebulosidade, brilhando com a luz das estrelas em seu interior, é o que deu origem ao mito do CINTURÃO DE FÓTONS.

Estudos dos movimentos próprios destas estrelas, ou de seu movimento pelo espaço, mostraram que elas estão no processo de dispersão. Não há nenhuma evidência que estas estrelas orbitem Alcyone como descrito no diagrama. Também deve ser dito que não há nenhuma evidência de planetas ao redor de quaisquer destas estrelas. Pode muito bem ser que sistemas planetários possam evoluir em algumas destas estrelas, porém deve-se lembrar que estas são estrelas muito jovens e a formação planetária pode levar um tempo muito mais longo que o de formação estelar. Parece improvável que planetas habitáveis tenham tido tempo bastante para evoluir lá. 78 milhões de anos é um período muito curto na escala de tempo cosmológica ou geológica.

É muito confortante pensar em nosso planeta saindo da escuridão em direção à luz, embora eu não ache que nossa fauna noturna fosse concordar. É muito melhor que cada um de nós busque iluminação dentro de si mesmo. Este esclarecimento não pode ser imposto por forças externas. Um dilúvio de fótons das Plêiades não salvará o planeta, nem transformará seus habitantes em Atmosféreos iluminados. Nós teremos que resolver nossos problemas por nós mesmos.

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Nota do editor CA: O artigo original sobre o Cinturão de Fótons, que iniciou todas estas lendas, foi publicado em 1981. Foi sua reprodução em 1991 pela revista Nexus que causou uma maior divulgação e interesse, talvez porque a data para a passagem pelo cinturão fosse dada como Julho de 1992.

Mas, como bem sabemos, a noite continuou a cair depois de julho/92. Este pequeno detalhe não abalou o mito: a data simplesmente foi movida para a frente, no caso maio de 1997. Outra vez, a predição falhou miseravelmente.

Sem surpresa, isto abalou muito menos a lenda e agora a data é dada como em algum ano entre 2010 e 2015. Acho que não é preciso ser um gênio para saber o que NÃO vai acontecer entre 2010 e 2015.

Importante: Ao contrário do indicado neste texto, de autoria anônima mas em sua maior parte acurado e equilibrado, a nebulosa que vemos difundindo a luz das Plêiades não faz parte do sistema. Mais informações sobre as Plêiades podem ser conferidas

03 - FÓTON

Corpo humano brilha, dizem cientistas

O corpo humano literalmente brilha, emitindo uma luz em quantidades e níveis muito pequenos que aumentam e diminuem no decorrer do dia, afirmam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, em artigo publicado esta semana na revista científica Plos One.

Pesquisas já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu. Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, o que se acredita ser um subproduto de reações bioquímicas envolvendo os radicais livres. Esta luz visível difere da radiação infravermelha - uma forma de luz invisível - que vem do calor do corpo.

Para saber mais sobre essa fraca emissão de luz visível, os cientistas japoneses trabalharam com câmeras extraordinariamente sensíveis, capazes de detectar um único fóton. Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos em completa escuridão com seus peitos nus. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos - das 10 às 22 horas - por três dias.

Os cientistas descobriram que a luz emitida pelos corpos aumentou e diminuiu ao longo do dia, com a intensidade mais fraca às 10 horas e mais alta às 16 horas, caindo progressivamente depois desse horário. Estas descobertas sugerem que as emissões de luz estão ligadas ao nosso relógio biológico, provavelmente devido à forma como os nossos ritmos metabólicos flutuam ao longo do dia.

Outro fato descoberto no estudo é que o nosso rosto brilha mais do que o resto do corpo. Segundo os pesquisadores, isto pode acontecer porque o rosto normalmente é mais bronzeado que o restante do corpo - pois é mais exposto à luz solar. A melanina, pigmento da pele, tem componentes fluorescentes que poderiam reforçar essa produção de luz.

O pesquisador Hitoshi Okamura, biólogo da Universidade de Kyoto, afirma que uma vez que a produção desta fraca luz está ligada ao metabolismo do organismo, este estudo indica que câmeras que detectam essas emissões poderiam ajudar a detectar condições médicas.

"Se você puder ver essa trêmula luminosidade da superfície do corpo, você poderá ver toda a condição corporal", disse o pesquisador Masaki Kobayashi, biomédico do Instituto de Tecnologia em Sendai, no Japão, que também participou do estudo.

Notícia publicada no Portal Terra, em 26 de julho de 2009.

Jorge Hessen* comenta

O corpo humano literalmente brilha, especialmente a área do cérebro [núcleo da vida mental] e emite luz visível em pequenas quantidades que variam durante o dia, atestam cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, conforme artigo publicado na revista científica Plos One. Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que o organismo emite luz visível, mil vezes menos intensa do que podemos perceber a olho nu.

Na realidade, praticamente todos os seres vivos emitem uma luz muito fraca, que pode ser um subproduto de reações bioquímicas, dizem os estudiosos. Quando se dão algumas reações químicas exotérmicas, a parte da energia libertada transforma-se em energia luminosa. O emissor de luz mantém-se frio (à temperatura do meio onde se encontra). Este fenômeno chama-se luminescência química. Vejamos um exemplo: no verão, na floresta, durante a noite, é possível ver um curioso inseto – o pirilampo (vaga-lume). No seu corpo, irradia-se uma intensa luz esverdeada. Essa luminosidadde não queima os dedos, se apanharmos um vaga-lume. A mancha luminosa que se encontra no dorso do pirilampo tem praticamente a mesma temperatura que o ar à sua volta. A propriedade de se iluminarem é encontrada também noutros organismos vivos a exemplo das bactérias, dos insetos e muitos peixes, que existem a grandes profundidades, onde a luz solar não alcança. Em tempo de progresso sustentável do planeta, lamentavelmente, até agora não foi possível construir emissores da luz econômicos, baseados nos princípios da luminescência química.

Há um grupo de pesquisadores brasileiros que conseguiu entender como determinadas enzimas podem adquirir bioluminescência, ou a emissão de luz visível por organismos vivos. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Photochemical & Photobiological Sciences, em artigo que traz informações inéditas sobre a estrutura e funções dessas enzimas luminescentes.

Sobre a luz humana “descoberta” pelos japoneses, ela difere da radiação infravermelha (que é uma forma de luz invisível – que vem do calor do corpo). Os cientistas nipônicos trabalharam com câmeras muito sensíveis, capazes de detectar um único fóton (partícula elementar mediadora da força eletromagnética). Cinco voluntários sadios do sexo masculino foram colocados em frente das câmeras em quartos completamente escuros. A exposição foi realizada de três em três horas durante 20 minutos – das 10 às 22 horas – por três dias. No estudo, verificou-se o fato curioso: como dissemos acima, na região do cérebro o brilho era mais intenso do que o resto do corpo.

Em verdade, o sistema nervoso, os núcleos glandulares e os plexos emitem luminescência particular. E, justapondo-se ao cérebro, a mente surge como esfera de luz característica, oferece a cada pessoa determinado potencial de radiação. O pensamento que é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera, por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo, é tão mensurável como o fóton que, arrojado pelo fulcro luminescente que o produz, percorre o espaço com velocidade determinada, consoante explica o Espírito André Luiz. Os cientistas Niels Bohr, Max Planck e Albert Einstein erigiram novas e grandiosas concepções de irradiação da luz. O veículo carnal, a partir desses três expoentes da ciência, não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência, ou seja, cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

O tema nos remete a refletir sobre a aura humana, que tem sido investigada há muito tempo por médicos, cientistas e investigadores psíquicos. No século XIX, o Barão Von Reichenback, químico austríaco, revelou pesquisas que o fizeram verificar a realidade da emanação de energia [que poderia ser chamada aura ou od], pelos ímãs, pelos cristais e pelos seres humanos. À época, o médico e cientista norte-americano James Rhodes Buchanan descobriu que havia emanação pelo corpo humano, através das mãos e condicionada pela mente, duma aura nérvica e que todo o objeto que pegassem, de qualquer época, mesmo a mais remota, poderia ser identificada e interpretada. Tal fenômeno denominou-se de Psicometria. Em 1852, o médico inglês, Benjamin Richardson, proclamou a existência daquela atmosfera nérvica e que se irradiava à volta do corpo humano.

Collongues, psiquista francês, inventou o Dinamoscópio, aparelho que se destinava a provar a existência de irradiações pelo corpo humano vivo em contraposição ao fenômeno do estado não vibratório da morte. Em 1872, criou o Bioscópio para provar a existência duma irradiação vital pelo corpo humano. O Conde Albert de Rochas, de 1887 a 1896, publicou em duas obras o resultado de suas pesquisas a que chamou “Exteriorização da sensibilidade e exteriorização da motricidade, pelo corpo do ser humano (1891 – O Fluido dos Magnetizadores; 1895 – A Exteriorização da Motricidade).

“A. Fanny, físico suiço, deu à irradiação em volta do corpo humano o nome de Anthroproeux (do grego anthro – homem e phlus – fluir, emanar), isto é, emanação humana; Sydney Alrutz, médico sueco, comprovou a realidade da irradiação de fluido magnético pelo ser humano, principalmente através das extermidades digitais. Semion e Valentina Kirlian, casal de cientistas da antiga União Soviética, por volta do ano 1939, idealizaram um aparelho para fotografar a irradiação da energia vital, expandida pelo ser humano – A Bioenergia – método que depois estendeu aos animais e vegetais, conhecido como Efeito Kirlian. No entanto, só em 1974 foi reconhecido seu invento e autorizada a patente pelo Presidium do Soviete Supremo.”(4)

Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos, se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza. É irradiação provinda da vitalidade dos tecidos vivos, tanto vegetais quanto animais. Este fato pode ser comprovado cientificamente pelos processos Kirlian, onde experiências realizadas demonstram que a aura envolve corpos celulares de vegetais e animais, e que esta irradiação está diretamente ligada à atividade celular, forte e radiante em uma folha viva, por exemplo, e enfraquece e definha à medida que a atividade celular desta reduz.

Tendo como fonte as teses do Espírito André Luiz, cientificamos que, no homem, semelhante irradiação surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.

Na Aura humana, há determinada conjugação de forças físico-químicas e mentais peculiar a cada indivíduo, assemelhando a espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as ideias se evidenciam, plasmando telas vivas.

Chamemos de fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos e que atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.(5)

Pelo exposto, observamos que todos exteriorizamos o reflexo de nós mesmos, nos contatos do pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais. Por essa razão, os Espíritos facilmente identificam os valores da individualidade humana pelas irradiações luminosas que emitem, emanações essas que invariavelmente tem relação direta com a moralidade, o sentimento, a educação e o caráter claramente perceptíveis, através da aura que carregamos ao nosso redor.


Referências:

(1) (Mt. 5:16);

(2) Um nanômetro equivale a 1,0 × 10 - 9 metros [ou um milionésimo de milímetro]. É uma unidade de comprimento do SI (Sistema Internacional de Unidades), comumente usada para medição de comprimentos de onda de luz visível (400 nm a 700 nm), radiação ultravioleta, radiação infravermelha e radiação gama, entre outras coisas;

(3) Comparemos estes números com a faixa de 20 a 20.000 Hz do som audível para o ser humano. A luz do Sol, localizado a cerca de 150 milhões de quilômetros, atinge a Terra após viajar cerca de 8 minutos pelo vazio do espaço, a uma velocidade de 300.00 km/s;

04 - FÓTON

UM ENSAIO SOBRE MATÉRIA E ENERGIA

Alexandre Fontes da Fonseca - Volta Redonda, RJ

No cap. 9 da obra “E a Vida Continua”, de André Luiz, o irmão Cláudio diz: “Qualquer aprendiz de ciência elementar, no Planeta, não desconhece que a chamada matéria densa não é senão a energia radiante condensada. Em última análise, chegaremos a saber que a matéria é luz coagulada, substância divina, que nos sugere a onipresença de Deus.” [1] (Grifos em itálico originais). No cap. 1º. de “Evolução em Dois Mundos”, André Luiz diz que: “... na essência, toda a matéria é energia tornada visível e que toda a energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, ...” [2].

É comum, no movimento espírita, ouvirmos a idéia de que matéria pode ser transformada em energia e vice-versa. Nós mesmos, outrora, afirmamos isso [3], mas um estudo mais rigoroso sobre como a Física interpreta os fenômenos de desmaterialização, de aniquilamento de pares de partículas-antipartículas, ou reações de fissão ou fusão nucleares revelam o equívoco desta idéia. O objetivo desta matéria, portanto, é esclarecer como a Física entende matéria, energia e tais fenômenos de transformação. Após, discutiremos como essas idéias se relacionam com o que ensina o Espiritismo.

A palavra energia é tão antiga quanto Aristoteles, e seu conceito moderno emergiu de estudos de Leibniz [4]. Nas palavras de um dos maiores físicos do século passado, o conceito de energia pode ser entendido como:

“Existe um fato, ou se desejar, uma lei que governa todos os fenômenos naturais conhecidos até o presente. Não existe exceção a esta lei; ela é exata até onde se sabe. Esta lei é chamada de conservação de energia; ela diz que existe uma certa quantidade que chamaremos energia, que não se altera perante as diversas alterações a que a natureza está sujeita. Esta é uma idéia completamente abstrata porque ela é um princípio matemático que diz que existe uma quantidade numérica que não se altera quando alguma coisa acontece. A energia não é uma descrição de um mecanismo ou de algo concreto; é apenas um fato estranho que calculamos um número, e quando terminamos de observar a natureza realizando seus truques e calculamos o número de novo, ele é o mesmo.” Richard Feynman [4] (tradução nossa).

A definição mais comum de matéria é a de qualquer coisa que tenha massa e ocupe volume de espaço [5]. Segundo a Física Moderna, a ocupação de espaço por parte da matéria decorre do fato dos elétrons, que possuem uma propriedade magnética intrínseca chamada spin de valor semi-inteiro igual a 1/2, não poderem ocupar as mesmas regiões espaciais em torno do núcleo de um átomo. Isso causa a sensação de repulsa entre dois objetos. Partículas que possuem spin de valor semi-inteiro (1/2, 3/2, 5/2, etc.) são chamadas de férmions, e os constituintes da matéria ordinária que conhecemos, como os prótons, neutrons e elétrons, são férmions. A teoria quântica demonstra que os férmions não podem ocupar os mesmos estados quânticos num sistema, incluindo-se a posição no espaço, explicando, assim, a concepção de que “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar”.

Entretanto, na natureza existe, também, outro tipo de partículas chamadas bósons. Elas tem a propriedade de possuir spin de valor inteiro (0, 1, 2, etc.). Ao contrário dos férmions, e por mais incrível que possa parecer, os bósons podem ocupar o mesmo estado quântico, incluindo ocupar a mesma região do espaço. Por causa dessas propriedades, os bósons são considerados pela Física como as partículas “que carregam a força”. O fóton, por exemplo, que é um “quantum” de radiação eletromagnética, é o bóson que “carrega” a força eletromagnética. Vários fótons de diferentes radiações eletromagnéticas podem ocupar o mesmo espaço, a prova disso é o fato de termos num mesmo ambiente ondas de rádio, TV, celular, etc., sem que uma interfira na outra.

A teoria da Física que, nos dias de hoje, estuda as propriedades de todos os tipos de partículas é chamada Modelo Padrão[5]. Segundo o Modelo Padrão, a matéria dita ordinária (isto é, a matéria que conhecemos) é composta por partículas elementares, isto é, partículas que não possuem estrutura interna e, por isso, são chamadas de elementares. Por exemplo, os prótons não são partículas elementares pois são formados por três quarks. Estes, por sua vez, não seriam formados por outras partículas sendo, portanto, elementares. Os chamados léptons, a cuja classe pertence o elétron, também são partículas elementares. O Modelo Padrão foi desenvolvido em 1970 e tem grande aceitação entre os físicos. Sua única limitação, atualmente, é não descrever ainda a força de interação gravitacional devido às massas das partículas. Acredita-se, que a descoberta do chamado bóson de Higgs possa esclarecer esse ponto dentro do contexto desta teoria[5].

Segundo o Modelo Padrão e, portanto, de acordo com o conhecimento da Física atual, a matéria ordinária é tudo que é formado de férmions elementares, isto é, de quarks e léptons que possuem spin de valor semi-inteiro. Como os elétrons são léptons e os prótons e neutrons são formados por quarks, todos os átomos conhecidos que formam a matéria que conhecemos são formados de quarks e léptons, e portanto, de férmions.

Mas, e os fótons e outros bósons que a Física de Partículas já descobriu? Não seriam matéria? O que seriam? O Modelo Padrão simplesmente não as chama de matéria, mas apenas de bósons. São, de fato, partículas reais, que fazem parte da natureza física que conhecemos, mas apenas não são consideradas matéria ordinária. Poder-se-ia inventar um nome para elas, mas comumente os físicos as chamam de “partículas mediadoras”, pois elas são responsáveis por carregar e transmitir a mensagem da força entre os férmions. Dentro do sentido que empregamos a palavra matéria no Espiritismo, os bósons podem ser considerados como “matéria”, porém com propriedades distintas dos objetos materiais que conhecemos.

Cabe aqui uma questão oportuna. O que seria a chamada antimatéria ? Antimatéria é matéria formada por antipartículas dos férmions. O que são “antipartículas”? Antipartículas são as mesmas partículas com uma única diferença: possuem carga elétrica de sinal inverso ao da respectiva partícula. Por exemplo, um antielétron, também chamado de pósitron, é um elétron com carga elétrica positiva. Um antipróton é um próton negativo. Portanto, em essência, antimatéria é o mesmo que matéria, isto é, tem todas as mesmas propriedades da matéria, pode formar corpos idênticos aos que conhecemos e estão sujeitos às mesmas leis da matéria. Sabe-se que quando uma partícula e uma antipartícula se tornam muito próximas, elas sofrem uma reação chamada de aniquilação. Nesta reação, as partículas são ditas desmaterializadas e dois fótons são produzidos. A reação inversa também é possível. Antigamente se acreditava que os fluidos espirituais fossem formados de antimatéria. Com base no que foi exposto acima, podemos perceber o equívoco dessa idéia, como já demonstrado pelo amigo Ademir Xavier [6].

Outra pergunta importante: o que é a luz? A luz não é algo real, que vemos e sentimos de diversas formas? A luz é, de fato, algo real. Ela é radiação eletromagnética de determinada frequência. A radiação eletromagnética, por sua vez, é uma oscilação sincronizada dos campos elétrico e magnético que se propagam no vácuo, isto é, no espaço vazio. A luz, como todo sistema físico, possui comportamento regido pela conhecida dualidade onda-partícula da Mecânica Quântica que diz que dependendo da forma como observamos ou preparamos um experimento com a luz, o comportamento do sistema será do tipo ondulatório ou do tipo corpuscular. O fóton, que como dissemos é a menor unidade de radiação eletromagnética, é observado em fenômenos onde o aspecto corpuscular da luz ocorre. E é isso o que a Física diz, que a luz é uma radiação eletromagnética que em determinadas condições, se comporta como se fosse formada por um feixe de partículas chamadas de fótons. A Física não chama a luz ou os fótons de matéria pois a luz não ocupa espaço nem possue massa. Além disso, os fótons são bósons e a matéria ordinária é considerada pela Física como sendo formada de férmions. Dentro da consideração que fizemos anteriormente do conceito de matéria no Espiritismo, a luz pode ser também considerada como “matéria”.

Como se isso não bastasse, a Ciência descobriu a existência de outros tipos de matéria que não são formadas nem por férmions nem por bósons. As chamadas matéria e energia escuras são exemplos de matéria cujas propriedades escapam ao que expomos até aqui. Antes, porém, que nos sintamos tentados a associar essas matérias diferentes ao conceito de fluido universal (FU) ou fluidos espirituais, é preciso lembrar que as propriedades de ambas ainda não satisfazem àquilo que se espera do FU, conforme estudos já publicados na revista FidelidadESPÍRITA [7]. De modo análogo, independente do que a Física venha a descobrir como sendo a constituição íntima dessas matérias diferentes, dentro do conceito de matéria do Espiritismo, elas podem ser consideradas como “matéria”.

Antes de analisarmos a questão sobre a possibilidade de podermos transformar matéria em energia, vamos ver o que a Física entende por massa. Massa é normalmente entendida como sendo a medida da inércia, isto é, da dificuldade de alterar-se a dinâmica de um objeto. Einstein, com sua famosa equação, E=mc2, demonstra a relação entre a energia E e a massa m de um objeto, onde c é a velocidade da luz. Porém, de que energia e de que massa a teoria de Einstein está falando? Entender isso é extremamente importante para descobrirmos se energia pode se transformar em matéria e, posteriormente, analisarmos se podemos chamar os fluidos espirituais de energias. Os artigos das referências 8 e 9 apresentam uma discussão história muito rica sobre o assunto. Vamos aqui apresentar apenas as conclusões desse estudo.

Einstein demonstrou que se um corpo de massa m perder ou ganhar energia no valor E, a sua massa total diminui ou aumenta na proporção m=E/c2. Daí a equação E=mc2. Assim, Einstein mostra que existe uma correlação direta entre a energia, dita de repouso de um corpo e a medida de sua inércia, de sua massa de repouso. Notem que usamos o adjetivo “repouso”, pois existe uma confusão entre os físicos a respeito da possibilidade da massa de um corpo poder aumentar em função da sua velocidade. O prof. Valadares mostra [8,9] que essa é uma interpretação errada da Teoria da Relatividade de Einstein e que, na verdade, não importa quão veloz é uma partícula, sua massa é sempre a mesma. Por exemplo, um próton se deslocando a velocidades muito altas, próximas da velocidade da luz, terá massa idêntica a de um próton em repouso. Einstein demonstrou que no processo de conservação da energia total de um sistema, cada partícula possui uma energia intrínseca chamada “energia de repouso”, dada pela equação E=mc2. Uma consequência dessa teoria é que a massa de um corpo não é necessariamente igual à soma das massas das partículas que o compõem (grifamos para enfatizar). Em um dado processo, o que se conservam, segundo a Física, é o chamado momento (ou quantidade de movimento) e a energia total do sistema. A massa total só se conserva se a definimos de modo diferente do usual, o que deixamos para o leitor mais interessado verificar nos artigos das referências 8 e 9.

Diante do que foi exposto acima, pode energia se transformar em matéria, ou vice-versa? Para responder isso, considere como exemplo uma reação de desmaterialização ou aniquilamento ocorrida com um sistema formado por um elétron e um pósitron, isolados do resto do universo, como sugere o prof. Valadares [8]. Nesse processo, o momento e a energia total se conservam. Em outras palavras, antes da desmaterialização, o par elétron-pósitron possui determinado valor para a energia, momento e massa totais. Após a desmaterialização, dois fótons são produzidos e a energia, momento e massa totais permanecem com o mesmo valor, cada. Que a energia e o momento se conservam, isso entendemos perfeitamente. Mas como a massa total se conserva, se o elétron e o pósitron foram destruídos e no lugar dois fótons, que possuem massa de repouso nula, surgiram? É aí que precisamos prestar maior atenção para entender como a Física interpreta o fenômeno de reação de desmaterialização e verificar se houve ou não transformação de matéria em energia.

O argumento chave para entender o que acontece é: “se a energia total se conservou, isto é, se ela permaneceu a mesma, então nem se ganhou nem se perdeu energia”. Portanto, se tivesse ocorrido a transformação de matéria em energia, teríamos um aumento na energia total do sistema isolado. Como isso não ocorre no fenômeno de desmaterialização, não houve conversão nem de matéria, nem de coisa alguma em energia! Apesar de sutil, é um erro dizer que matéria pode ser transformada em energia, e vice-versa. O que de fato houve foi uma transformação de duas partículas, o elétron e o pósitron, em outro tipo de partícula: fótons. Em outras palavras, objetos reais e concretos como o elétron e o pósitron, de acordo com a Física, só podem se transformar em outros objetos reais e concretos, como os fótons. Objetos reais não podem se transformar em entes abstratos como a energia. Como lemos na explicação de Feynman, energia é um conceito puramente abstrato. Energia, por sua vez, pode ser transformada em outros tipos de energia ou transferida de um sistema físico a outro, mas energia não pode ser transformada em matéria. Nesse cálculo desse “número” a que chamamos energia, a fórmula E=mc2 precisa ser levado em conta para que a lei de conservação da energia seja verificada no fenômeno de aniquilamento de par de partícula-antipartícula.

O mesmo raciocínio é válido com relação à massa, porém com a observação de que a soma das massas de um sistema não necessita ser igual à massa total do sistema, como mencionado anteriormente. Esse é o caso dos fótons que são criados na reação de desmaterialização. Cada fóton, separadamente, possui massa de repouso nula, mas o sistema formado por dois fótons possui massa total igual à massa de dois elétrons. A explicação formal para isso se encontra nos artigos das referências 8 e 9 e não extenderemos aqui por razões de espaço.

Retornemos às frases contidas nas duas obras de André Luiz citadas no primeiro parágrafo deste artigo, numerando-as: 1) “matéria densa não é senão a energia radiante condensada”, 2) “matéria é luz coagulada”; e 3) “na essência, toda a matéria é energia tornada visível”. Essas frases tem relação com os conceitos de matéria, massa e energia de repouso de uma partícula, bem como com a interpretação de processos de aniquilamento ou desmaterialização.

Sendo rigorosos com relação à Física, nenhuma das três frases acima está rigorosamente correta. As frases 1) e 3) estão em conflito com o que a Física, hoje, diz pelas razões explicadas nos parágrafos anteriores. A frase 2) parece correta em vista do fenômeno de aniquilamento de um par partícula-antipartícula, onde partículas com massa de repouso não nula se transformam em fótons, que são quanta de luz. Apesar da frase 2) ser a que melhor se aproxima do entendimento atual dos físicos, não é correto deduzir que a “matéria é luz coagulada”. O fato da matéria poder se transformar em fótons não significa que as partículas sejam fótons “coagulados” ou “condensados” antes do fenômeno de transformação. A matéria, de acordo com o Modelo Padrão da Física de Partículas, é todo sistema físico formado por partículas elementares. Essas partículas são elementares porque não possuem estrutura interna, o que equivale a dizer que elas não são internamente fótons, “luz coagulada”, ou qualquer outra coisa. Elas já são os tijolos básicos da matéria. Elas possuem características individuais próprias como massa, carga elétrica, energia de repouso e outras propriedades físicas fixas. No caso da relação entre massa e energia (que é a que sugere que matéria pode ser transformada em energia, e vice-versa), o que podemos dizer, nas palavras do próprio Einstein, é que “A massa de um corpo é uma medida do seu conteúdo energético”[8]. Uma partícula, então, contém energia na medida proporcional à sua quantidade de massa, mas ela, a partícula, em si não é energia.

Por outro lado, em vista da sutileza da interpretação atual da Física dos conceitos de matéria, massa, energia e dos fenômenos como o de aniquilamento, e sabendo que na época em que as frases 1), 2) e 3) foram publicadas pela primeira vez, os físicos não tinham a compreensão de agora (o Modelo Padrão foi desenvolvido em 1970, enquanto as obras de André Luiz foram escritas e primeiramente publicadas nas décadas de 40 e 50), precisamos reconhecer que essas frases estavam corretas no contexto do conhecimento científico da época, exprimindo a idéia do fenômeno de desmaterialização ou de aniquilamento de um par partícula-antipartícula, mas acima de tudo enfatizando que a Ciência já reconhecia que a matéria não é algo rígido, duro e perpétuo como nossos cinco sentidos poderiam sugerir. Se a forma dessas frases não está correta perante o que ensina a Física de hoje, a mensagem que seus autores pretenderam transmitir de que a matéria não é algo absolutamente rígido é atual e confirmada por essa mesma ciência. Além disso, é preciso ter em mente, como aliás nos lembra André Luiz no prefácio da obra Mecanismos da Mediunidade [10], que a Ciência do futuro substituirá a atual, e que é cedo para considerar que as teorias atuais da Física sejam a palavra final sobre o que é a matéria.

Vamos, agora, analisar o que a Doutrina Espírita ensina sobre a matéria. É oportuno reproduzirmos a questão 22 de O Livro dos Espíritos [11]:

22. Define-se geralmente a matéria como aquilo que tem extensão, que pode impressionar os nossos sentidos, que é impenetrável. Essas definições são exatas?

“Do vosso ponto de vista são exatas, porque não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que vos são desconhecidos. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria, embora para vós não o seja.”

Essa resposta dos Espíritos tem um valor muito grande. Ela adianta em mais de meio século o que a Ciência viria a descobrir sobre a natureza da matéria. De fato, matéria existe em estados que eram desconhecidos da humanidade à época de Kardec. Não somente a descoberta dos bósons, mas mesmo entre os férmions existem partículas bastante sutis. Por exemplo, a partícula chamada neutrino, que é um lépton elementar, é tão leve que se acreditava não possuir massa, e é tão sutil que trilhões deles são capazes de atravessar o planeta Terra inteiro como se não existisse nada. Trilhões de neutrinos atravessam nosso corpo sem causar a menor sensação. Embora não percebamos a sua existência, concordamos com os Espíritos: o neutrino é sempre matéria.

Na questão 29, os Espíritos dizem que a ponderabilidade é um atributo da matéria que conhecemos, mas “não da matéria considerada como fluido universal”. Eles dizem também que “A matéria etérea e sutil que forma esse fluido é imponderável para vós, mas nem por isso deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada”. Neste momento, o Espiritismo apresenta uma informação que é nova para a Ciência. Os Espíritos afirmam que o FU é o princípio elementar da matéria que conhecemos. Essa afirmativa contradiz o Modelo Padrão que diz que as partículas elementares não são formadas de outra coisa. Isso nos sugere algumas questões. Seriam as partículas elementares o FU? Ou estaria a Física comprovando erros no Espiritismo? Em nosso ponto de vista, não podemos responder a essas questões pois as teorias da Física, como o Modelo Padrão, possuem limitações e sofrerão novos desenvolvimentos que podem culminar com novas teorias. Um exemplo é a busca experimental por uma partícula que seria a causa da massa de todas as outras, o bóson de Higgs. Além disso, outras teorias como a de supercordas propõem que cada partícula elementar é um tipo de corda que oscila em determinada frequência. Não é um procedimento científico a simples comparação entre o Modelo Padrão e o Espiritismo, para então concluir que as partículas elementares são o FU. Seria preciso trabalhar na demonstração de que tudo o que o Espiritismo diz do FU é satisfeito pelas partículas elementares. Por exemplo, dizem os Espíritos (questão 27) que sem o FU, a matéria estaria num perpétuo estado de divisão. Como encaixar isso com as teorias da Física de Partícula? Apenas um trabalho de pesquisa rigoroso pode vir a responder isso.

Por outro lado, a tese espírita do FU ser o princípio elementar de toda a matéria não é desmentida pelos fenômenos de transformação da matéria como o de aniquilamento de pares partícula-antipartícula. O fato de um tipo de matéria poder se transformar em outro sugere a existência de uma matéria prima universal que seja a base de toda a matéria incluindo, também, aquilo que chamamos de matérias diferentes quais sejam os bósons, a matéria e energia escuras. Somente estudos mais profundos feitos com o rigor científico poderão fornecer maiores certezas, como já comentado em artigo anterior na FidelidadESPÍRITA [12].

Seria correto falar que os fluidos espirituais são energias? É correto dizer que no passe recebemos “energias espirituais”? Por tudo o que vimos até aqui, se o FU é a base tanto dos fluidos espirituais quanto da matéria, então o FU deve ser identificado com a matéria e não com energia. Logo, não se pode dizer que os fluidos são energia. Teriam os fluidos energia, assim como matéria carrega energia? Acreditamos que sim, e que nos processos e fenômenos envolvendo fluidos espirituais, leis análogas às de conservação de energia devem existir e reger tais processos. Assim como Einstein demonstrou uma relação entre a propriedade massa e energia de repouso de um objeto, talvez exista uma relação análoga entre alguma propriedade física dos fluidos espirituais (algo relativo à sua massa) e a energia intrínseca dos mesmos. Mas não podemos ir além disso. Devemos aguardar que os pesquisadores da Física e do Espiritismo trabalhem para nos trazer respostas. Não é um procedimento científico chamar os fluidos de energia sem pesquisarmos profundamente o que são os fluidos, como quantificar a energia contida neles, e como quantificar os fenômenos fluídicos.

Para finalizar, observemos que os Espíritos dizem na questão 22a que a “matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.” Essa definição de matéria é muito importante por duas razões. Primeiro porque afirma a interação entre o espírito e a matéria. Segundo, porque apresenta uma razão filosófica da existência da matéria: o de servir de instrumento de evolução espiritual para o espírito.

Referências

[1] Francisco Cândido Xavier, E a Vida Continua..., pelo Espírito de André Luiz, FEB, 18ª edição, Rio de Janeiro, 1991.

[2] Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito de André Luiz, FEB, 11ª edição, Rio de Janeiro, 1989.

[3] Curso Ciência & Espiritismo, “Aula 7: Física e Espiritismo II: energia e matéria. Referências científicas na pesquisa espírita”, Boletim do GEAE Número 489, (2005).

[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Energy

[5] M. A. Moreira, “O Modelo Padrão da Física de Partículas”, Revista Brasileira de Ensino de Física 31, 1306 (2009).

[6] Ademir L. Xavier Jr., “Algumas Considerações Oportunas sobre a Relação Espiritismo - Ciência”, Reformador, Agosto, p.244 (1995).

[7] A. F. Da Fonseca, “Matéria e Energia Escura: não são o Fluido Universal”, Revista FidelidadESPÍRITA Dezembro, p. 18, (2003).

[8] J. A. Valadares, “O Conceito de Massa. I. Introdução Histórica”, Revista Brasileira de Ensino de Física 15, 110 (1993).

[9] J. A. Valadares, “O Conceito de Massa. II. Análise do Conceito”, Revista Brasileira de Ensino de Física 15, 118 (1993).

[10] Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, Mecanismos da Mediunidade, pelo Espírito de André Luiz, FEB, 11ª edição, Rio de Janeiro, 1990.

[11] A. Kardec, O Livro dos Espíritos, FEB, 1ª edição Comemorativa do Sesquicentenário, Rio de Janeiro, 2006.

[12] A. F. Da Fonseca, “O Fluido Universal e as teorias cosmológicas”, Revista FidelidadESPÍRITA Novembro, p. 16, (2003).

05 - FÓTON

Fótons e fluido cósmico (I) (Estudo 12 de 14)

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo - CVDEE
Sala de Estudos André Luiz

Livro em estudo: Mecanismos da Mediunidade (Editora FEB)
Autor: Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier
e Waldo Vieira

Fótons e fluido cósmico

ESTRUTURA DA LUZ _ Clerk Maxwell, cen­tralizado nos estudos do eletromagnetismo, previra que todas as irradiações, inclusive a luz visível, pressionam os demais corpos.
Observações experimentais com o jato de uma lâmpada sobre um feixe de poeira mostraram que o feixe se acurvou, como se impelido por leve cor­rente de força. Semelhante corrente foi medida, acusando insignificante percentagem de pressão, mas o bastante para provar que a luz era dotada de inércia.
Os físicos eram defrontados pelo problema, quando Einstein, estruturando a sua teoria da relatividade, no princípio do século 20, chegou àconclusão de que a luz, nesse novo aspecto, possuiria peso específico.
Isso implicava a existência de massa para a luz. Como conciliar vibração e peso, onda e massa? Intrigado, o grande cientista voltou às expe­riências de Planck e Bohr e deduziu que a luz de uma lâmpada resulta de sucessivos arremessos de grânulos luminosos, em relâmpagos consecutivos, a se desprenderem dela por todos os lados.
Pesquisadores protestaram contra a assertiva, lembrando o enigma das difrações e das interferências, tentando demonstrar que a luz era cons­tituída de vibrações.
Einstein, contudo, recorreu ao efeito fotoelé­trico _ pelo qual a incidência de um raio luminoso sobre uma película de sódio ou potássio determina a expulsão de elétrons da mesma película, elétrons cuja velocidade pode ser medida com exatidão _, e genialmente concebeu os grânulos luminosos ou fótons que, em se arrojando sobre os elétrons de sódio e potássio, lhes provoca o deslocamento, com tanto mais violência, quanto mais concentrada for a energia dos fótons.
O aumento de intensidade da luz, por isso, não acrescenta velocidade aos elétrons expulsos, o que apenas acontece ante a incidência de uma luz ca­racterizada por oscilação mais curta.

_SALTOS QÜÂNTICOS_ _ A teoria dos _sal­tos qüânticos_ explicou, de certo modo, as oscilações eletromagnéticas que produzem os raios luminosos.
No átomo excitado, aceleram-se os movimentos, e os elétrons que lhe correspondem, em se distan­ciando dos núcleos, passam a degraus mais altos de energias. Efetuada a alteração, os elétrons se afastam dos núcleos aos saltos, de acordo com o quadrado dos números cardinais, isto é, de 1 para 2 no primeiro salto, de 2 para 4 no segundo, de 3 para 9 no terceiro, de 4 para 16 no quarto, e assim sucessivamente.
Na temperatura aproximada de 1.000 graus centígrados, os elétrons abandonam as órbitas que lhes são peculiares, em número sempre crescente, e, se essa temperatura atingir cerca de 100.000 graus centígrados, os átomos passam a ser cons­tituídos sômente de núcleos despojados de seus elé­trons-satélites, vindo a explodir, por entrechoques, a altíssimas temperaturas.
Reportando-nos, pois, a escala de excitação dos sistemas atômicos, vamos encontrar a luz, conhe­cida na Terra, como oscilação eletromagnética em comprimento médio de onda que nasce do campo atômico, quando os elétrons, erguidos a órbitas ampliadas pelo abastecimento de energia, retornam às suas órbitas primitivas, veiculando a sua ener­gia de queda.
Se excitarmos o átomo com escassa energia. apenas se altearão aqueles elétrons da periferia, capazes de superar fàcilmente a força atrativa do núcleo.
Compreenderemos, portanto, que, quanto mais distante do núcleo, mais comprido será o salto, determinando a emissão de onda mais longa e, por esse motivo, identificada por menor energia. E quanto mais para dentro do sistema atômico se verifique o salto, tanto mais curta, e por isso de maior poder penetrante, a onda exteriorizada.

Muita paz a todos e bom estudo

Equipe CVDEE