GUIAS
BIBLIOGRAFIA
01- A crise da morte - pág. 55, 136 02 - A educação S.o Espiritismo - pág. 219
03 - A loucura sob novo prisma - pág. 124 04 - A mediunidade sem lágrimas - pág. 56
05 - Ação e reação - pág. 128 06 - Almas que voltam - pág. 20
07 - Amor e ódio - pág. 219 08 - Antologia da espiritualidade - pág. 49
09 - Antonio de Pádua - pág. 110 10 - As margens do Eufrates - pág. 14
11 - Auto obsessão - pág. 19 12 - Auxiliares invisíveis - pág. 25
13 - Catecismo espírita - pág. 33 14 - Conduta Espírita - pág. 93
15 - Depois da morte - pág. 53, 225

16 - Emmanuel - pág. 17

17 - Escrínio de luz - pág. 125 18 - Estude e viva - pág. 21, 38
19 - Guia do espiritismo - pág. 85, 252 20 - História do espiritismo - pág. 70
21 - Jesus no Lar - pág. 123 22 - Libertação - pág. 23
23 - O Centro Espírita - pág. 3 24 - O Consolador - pág. 118, 136
25 - O Evangelho S.o Espiritismo - cap. XXVIII,11 26 - O Livro dos Espiritos - q. 75, 393, 399, 489...
27 - O porquê da vida - pág. 96 28 - O que é o espiritismo - pág. 29
29 - Religião dos Espíritos - pág. 87 30 - Renúncia - pág. 197
31 - Sexo e destino - pág. 63 32 - Socialismo e espiritismo - pág. 37

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

GUIAS – COMPILAÇÃO

14 - Conduta Espírita - André Luiz - pág. 93

25. PERANTE OS MENTORES ESPIRITUAIS
Ponderar com especial atenção as comunicações transmitidas como sendo da autoria de algum vulto célebre, e somente acatá-las pelos conceitos com que se enquadre à essência doutrinária do Espiritismo. A luz não se compadece com a sombra. Abolir a prática da invocação nominal dessa ou daquela entidade, em razão dos inconvenientes e da desnecessidade de tal procedimento em nossos dias, buscando identificar os benfeitores e amigos espirituais pelos objetivos que demonstrem e pelos bens que espalhem.

O fruto dá notícia da árovre que o produz. Apagar a preocupação de estar em permanente intercâmbio com os Espíritos protetores, roubando-lhes tempo para consultá-los a respeito de todas as pequeninas lutas da vida, inclusive problemas que deva e possa resolver por si mesmo. O tempo é precioso para todos.

Acautelar-se contra a cega rendição à vontade exclusiva desse ou daquele Espírito, e não viciar-se em ouvir constantemente os desencarnados, na senda diária, sem maior consideração para com os ensinamentos da própria Doutrina. Responsabilidade pessoal, patrimônio intransferível.

Honrar o nome e a memória dos mentores que lhe tenham sido companheiros ou parentes consaguíneos na Terra, abstendo-se de endereçar-lhes petitórios desregrados ou descabidas exigências. A comunhão com os bons cria para nós o dever de imitá-los.

Furtar-se de crer em privilégios e favores particulares para si, tão-somente porque esse ou aquele mentor lhe haja dirigido a palavra pessoal de encorajamento e carinho. Auxílio dilatado, compromisso mais amplo.

"Amados, não creiais a todo Espírito, mas provai se os Espíritos são de Deus". (I João, 4:1)

16 - Emmanuel - Rmmanuel - pág. 17

A Tarefa dos Guias Espirituais
Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra. O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos. Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente.

Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas da atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração.

Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das beatitudes eternas nos planos divinos da imensidade. Todos os homens conhecem a fatalidade da morte e sabem que é inevitável a sua futura mudança para a vida espiritual. Todas as criaturas estão, assim, fadadas a conhecer aquilo que já conhecemos.

Nossa palavra é para que a Terra vibre conosco nos ideais sublimes da fraternidade e da redenção espiritual. Se falamos dos mundos felizes, é para que o planeta terreno seja igualmente venturoso. Se dizemos do amor que enche a vida inteira da Criação Infinita, é para que o homem aprenda também a amar a vida e os seus semelhantes. Se discorremos acerca das condições aperfeiçoadas da existência em planos redimidos do Universo, é para que a Terra ponha em prática essas mesmas condições.

Os códigos aplicados, em outras esferas mais adiantadas, baseados na solidariedade universal, deverão, por sua vez, merecer ai a atenção e os estudos precisos.

O orbe terreno não está alheio ao concerto universal de todos os sóis e de todas as esferas que povoam o Ilimitado; parte integrante da infinita comunidade dos mundos, a Terra conhecerá as alegrias perfeitas da harmonia da vida. E a vida é sempre amor, luz, criação, movimento e poder.

Os desvios e os excessos dos homens é que fizeram do vosso planeta a mansão triste das sombras e dos contrastes.
Fluidos misteriosos ligam a Deus todas as belezas da sua criação perfeita e inimitável. Os homens terão, portanto, o seu quinhão de felicidade imorredoura, quando estiverem integrados na harmonia com o seu Criador.

Os sóis mais remotos e mais distantes se unem , ao vosso orbe de sombras, através de fluidos poderosos e intangíveis. Há uma lei de amor que reúne todas as esferas, no seio do éter universal, como existe essa força ignorada, de ordem moral, mantendo a coesão dos membros sociais, nas coletividades humanas. A Terra é, pois, componente da sociedade dos mundos.

Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.

Os homens, portanto, não devem permanecer embevecidos, diante das nossas descrições. O essencial é meter mãos à obra, aperfeiçoando, cada qual, o seu próprio coração primeiramente, afinando-o com a lição de humildade e de amor do Evangelho, transformando em seguida os seus lares, as suas cidades e os seus países, a fim de que tudo na Terra respire a mesma felicidade e a mesma beleza dos orbes elevados, conforme as nossas narrativas do Infinito.

EMMANUEL

18 - Estude e viva - André Luiz e Emmanuel - pág. 21, 38

NA ESCOLA DA ALMA
Levantam-se educandários em toda a Terra. Estabelecimentos para a instrução primária, universidades para o ensino superior. Ao lado, porém, das instituições que visam à especialização profissional e científica, na atualídade, encontramos no templo espirita a escola da alma, ensinando a viver.

Semelhante trabalho de burilamento do espírito, porém, não é novo. Lucas, o evangelista, conta-nos que Jesus, num sábado, em Nazaré, participou de uma assembléia de fiéis, junto da qual leu uma página de Isaías, com vistas à edificação dos ouvintes, provocando, aliás, acirrada discussão.

Mencionamos o fato para salientar os hábitos de estudo nas coletividades de então, porquanto, para citar o Cristo, à feição de mestre, basta recordar-lhe a palavra constantemente endereçada ao povo, tanto nas praças quanto nos recintos familiares, qual aconteceu na casa de Betânia.

No dia de Pentecoste, mensageiros sublimes prevaleceram-se das faculdades medianimicas dos continuadores diretos de Jesus e falaram, em línguas diversas, instruindo a multidão sobre assuntos de espiritualidade superior. Sabemos que um Espirito amigo se aproximou de Filipe e solicitou-lhe a gentileza de encontrar a caminho um alto funcionário etíope, a fim de ler em comunhão com ele certas passagens das Escrituras.

As cartas de Paulo aos cristãos de várias comunidades eram lidas e trocadas para as elucidações devidas, nos centros de cultura evangélica dos tempos apostólicos. Justo, assim, que as instituições espiritas, revivendo agora o Cristianismo puro, sustentem estudos sistemáticos, destinados a clarear o pensamento religioso e traçar diretrizes à vida espiritual.

Atentos à sugestão confortadora de amigos, organizamos o presente volume, que consubstancia, de modo teve e ligeiro, os resultados de quarenta reuniões públicas de Doutrina Espirita, nas quais examinamos, livremente, nós, os servidores desencarnados, os ensinamentos de Allan Kardec, juntamente de nossos companheiros encarnados.

Certo, cada capitulo deixa o assunto em aberto para o exame de outros comentaristas que desejem partilhar conosco a felicidade do estudo, através do livro, de vez que, na própria palavra do apóstolo Pedro, verificamos que nenhum conceito da Escritura é de interpretação particular.

Em apresentando, pois, este livro aos companheiros do mundo, recorremos à palavra do Cristo, quando nos exorta: "conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres". Efetivamente, não alcançaremos a libertação verdadeira sem abolir o cativeiro da ignorância no reino do espirito. E forçoso será observar que o conhecimento é um tipo de aquisição que exige de nós caridade para conosco, porque, se é possível sanar as deficiências do corpo pelas doações da beneficência, como sejam o alimento ao faminto e o remédio ao doente, a luz do espirito não se transmite nem por imposição, nem por osmose. Quem aspire a entesourar os valores da própria emancipação intima, a frente do Universo e da Vida, deve e precisa estudar.
Emmanuel Uberaba, 11 de fevereiro de 1965. (Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.)


ESTUDE E VIVA
Estude e viva.
Valorizamos o ágape comum, em que se debatem assuntos corriqueiros de vivência humana. Como desinteressar-nos dos encontros espíritas, nos quais se ventilam questões fundamentais da vida eterna? A reunião espirita não é um culto estanque de crença embalsamada em legendas tradicionalistas. Define-se como sendo assembléia de fraternidade ativa, procurando na fé raciocinada a explicação lógica aos problemas da vida, do ser e do destino.

Todos somos chamados a participar dela. Falar e ouvir. Ensinar e aprender. Estamos defrontados no Espiritismo por uma tarefa urgente: desentranhar o pensamento vivo de Allan Kardec dos princípios que lhe constituem a codificação doutrinária, tanto quanto ele, Kardec, buscou desentranhar o pensamento vivo do Cristo dos ensinamentos contidos no Evangelho.

Capacitemo-nos de que o estudo reclama esforço de equipe. E a vida em equipe é disciplina produtiva, com esquecimento de nós mesmos, em favor de todos. Destacar a obra e olvidar-nos. Compreender que realização e educação solicitam entendimento e apoio mútuo. Associarmo-nos sem a pretensão de comando.

Aceitar as opiniões claramente melhores que as nossas; resignarmo-nos a não ser pessoa providencial. Em hipótese alguma, admitir-nos num conjunto de heróis e sim num agrupamento de criaturas humanas, em que experiências difíceis podem ocorrer a qualquer momento. Nunca menosprezar os outros, por maiores as complicações que apresentem.

Por outro lado, aceitar com sinceridade e bom-humor as criticas que outros nos enderecem. Esquecer as velhas teclas da maldição aos perversos, da sociedade corrompida, da humanidade a caminho do abismo ou do tudo deve ser feito como os guias determinaram.

Não subestimar o perigo do mal, todavia, procurar o bem acima de tudo e favorecer-lhe a influência; não ignorar os erros da coletividade terrestre, mas identificar-lhe os benefícios e auxiliá-la no aprimoramento preciso; não cerrar os olhos aos enganos da Humanidade, contudo, reconhecer que o progresso é lei e colaborar com o progresso, em todas as circunstâncias; não fugir ao agradecimento devido aos benfeitores e amigos desencarnados, entretanto, não abdicar do raciocínio próprio e nem desertar da responsabilidade pessoal a pretexto de humildade e gratidão para com eles.

Somos trazidos à escola espirita, a fim de auxiliarmos e sermos auxiliados, na permuta de experiências e na aquisição de conhecimento.

Benfeitores e bênçãos
Confiemos nos benfeitores e nas bênçãos que nos enriquecem os dias, sem, no entanto, esquecer as próprias obrigações, no aproveitamento do amparo que nos ofertam. Pais abnegados da Terra, que nos propiciam o ensejo da reencarnação, por muito se façam servidores de nossa felicidade, não nos retiram da experiência de que somos carecedores.

Mestres que nos arrancam às sombras da ignorância, por muito carinho nos dediquem, não nos isentam do aprendizado. Amigos que nos reconfortam na travessia dos momentos amargos, por mais nos estimem, não nos carregam a luta íntima.

Cientistas que nos refazem as forças, nos dias de enfermidade, por mais nos amem, não usam por nós a medicação que as circunstâncias nos aconselham .

Instrutores da alma que nos orientam a viagem de elevação, por muito nos protejam, não nos suprimem o suor da subida moral.
Ninguém vive sem a cooperação dos outros.

Encontramo-nos, porém, à frente do amor de que todos somos necessitados, assim como o vegetal, diante do apoio da Natureza. A planta não se cria sem ar, não medra sem sol, não dispensa o auxílio da terra e não prospera sem água, mas deve produzir por si mesma.

Assim também, no reino do espírito. Todos temos problemas, reclamando o concurso alheio, mas ninguém pode forjar a solução do esforço para o bem que depende exclusivamente de nós.

Resguarde-se

Resguarde-se:
dos tentáculos do desânimo, com a prece sincera;
das arremetidas da sombra, com a vigilância efetiva;
dos ataques do medo, com a luz da meditação;
dos miasmas do tédio, com o serviço incessante;
das nuvens da ignorância, com a bênção do estudo;
das labaredas da revolta, com a fonte da confiança ;
das armadilhas do fanatismo, com a fé raciocinada ;
das águas mortas do estacionamento, com o trabalho constante e desinteressado no bem.
Cada espírito traz em si as forças ofensivas do mal e os recursos defensivos do bem, na marcha da evolução. A vitória do bem conquanto seja fatal, depende, pois, do livre-arbítrio de cada um. Assim sendo, para a sua felicidade, resguarde-se de toda contemporização com os enganos que nascem de você mesmo.

19 - Guia do espiritismo - pág. 85, 252

A ENTIDADE GUIA
Muitos, quase todos os médiuns, afirmam ter uma entidade GUIA. Na maioria das vezes trata-se de uma Entidade que desenvolve esta atividade que lhe foi confiada por uma Ordem Superior.
O papel do espírito-guia é assistir o médium durante as experiências, controlar seu estado físico para evitar-lhe cansaço e perigos. As entidades-guia são intermediárias na produção dos fenômenos e coordenam a intervenção de outras Entidades. Estas "ENTIDADES" se apropriam de denominações que lembram personagens históricas, artistas ou poetas, mas freqüentemente ao responder, não demonstram dominar uma cultura equivalente. Podemos afirmar que deve haver razões especiais para a necessidade de a entidade-guia assumir determinada denominação.

Hoje somos testemunhas de uma evolução do espiritismo qual o nome não assume nenhum significado, como no caso da Entidade A, à qual se refere, na obra Relatório da dimensão X, do professor Giorgio Di Simone. Sinteticamente, podemos considerar o espírito-guia como a Entidade que acompanha todo ser vivo para ajudá-lo a aceitar e seguir o próprio destino. É fácil encontrar um paralelo entre a figura do "espírito-guia" e a do "anjo da guarda".

É evidente que a função da entidade-guia não é modificar ou evitar que ocorram circunstâncias provenientes da vida, mas apenas colocar o indivíduo em condições de poder enfrentá-las e superá-las. Podemos, portanto, sustentar que esta entidade-guia, que, como
uma sombra acompanha cada homem, pode manifestar-se no caso do médium que, durante o estado de transe, a torna presente e permite sua manifestação.

O célebre estudioso William Sherpes define os espíritos-guia como:"As Entidades desencarnadas que, nas sessões mediúnicas, cuidam do médium. Elas controlam seu estado de saúde, dele afastam e eventual cansaço ou a impossibilidade de prosseguir a experiência, dando conselhos para o sucesso dos fenômenos, ajudam outras Entidades a se manifestarem; são, em resumo, propriamente falando, moderadores das sessões espiritas." (de Espiritismo antigo e moderno)

O engenheiro Heinz Hofmann, chegando às mesmas considerações e afirmações, escreve: "Os Espíritos têm a tarefa de ajudar o médium no exercício da sua atividade, protegendo-o das forças das Entidades Inferiores. "Quem já frequentou diversos círculos espíritas, pôde, certamente, observar que individualidades acentuadas (completamente diferentes entre si) se manifestam nestes misteriosos 'diretores' do transe, . Em geral declaram-se, em sua maior parte, devotamente religiosos e se esforçam para tornar aceitável, crível e compreensível o mundo sobrenatural, nos confrontos com a humanidade.

É justamente em direção a tal objetivo que devem ser consideradas suas tentativas, sobretudo aquelas realizadas nas sessões de orientação científica, nas quais se mostram disponíveis para realizar o impossível com a finalidade de demonstrar e legitimar a idéia da imortalidade do espírito.

'Solicitados a oferecer um conselho que não seja pertinente à sua competência, vão à sua procura, ou então, levam consigo uma Entidade particularmente competente na matéria." Heinz Hofmann lembra um caso do qual foi testemunha, numa sessão com os habituais amigos que participavam da experiência: um casal expôs à entidade-guia um problema relativo à futura orientação da atividade do seu filho, que se mostrava um tanto relutante em continuar os estudos.

A Entidade pediu tempo e a sessão foi interrompida e adiada por mais de uma hora. Quando ela foi retomada, a mão do médium produzia uma escrita diferente da anterior: estava presente uma Entidade diversa da precedente que com linguagem concisa, comunicou aos pais que o filho, contrariamente às suas convicções, tinha tendência para as áreas técnicas, sugerindo, além disso, que ele encontrasse uma ocupação em alguma oficina para desenvolver suas notáveis capacidades.

Foi pedido o nome da Entidade que havia manifestado esta clarividência, porém ela se esquivou, dizendo que não tinha nenhuma importância conhecer-lhe o nome. Então, o pedido foi repetido e a mão do médium escreveu "Madersperger", nome sem significado. O tempo confirmou tudo quanto fora predito: o jovem conseguiu trabalho junto a um importante complexo industrial. Sua Instalação numa grande cidade, que ele não conhecia, resolveu-se com facilidade e a direção da fábrica, levando em consideração o valor do indivíduo, fez com que ele pudesse frequentar cursos de especialização.

24 - O Consolador - Emmanuel - pág. 118, 136

Perg. 194 - Devemos contar, de maneira absoluta, com o auxílio dos guias espirituais em nossas realizações humanas?
- Um guia espiritual poderá cooperar sempre em vossos trabalhos, seja auxiliando-vos nas dificuldades, de maneira indireta, ou confortando-vos na dor, estimulando-vos para a edificação moral, imprescindível à iluminação de cada um; entretanto, não deveis tomar as suas expressões fraternas por promessa formal, no terreno das realizações do mundo, porquanto essas realizações dependem do vosso esforço próprio e se acham entrosadas no mecanismo das provações indispensáveis ao vosso aperfeiçoamento.

Perg. 195 - Como poderemos encontrar, dentro de nós mesmos, o elemento esclarecedor de qualquer dúvida, quanto à qualidade fraternal e excelente do ato que pretendamos realizar nas lutas cotidianas da vida de relação?
- Aqui, somos compelidos a recordar o antigo preceito do "amar o próximo como a nós mesmos". Em todos os seus atos, o discípulo de Jesus deverá considerar se estaria satisfeito, recebendo-os de um seu irmão, na mesma qualidade, intensidade e modalidade com que pretende aplicar o conceito, ou exemplo, aos outros. Com esse processo introspectivo, cessariam todas as campanhas levianas dos atos e das palavras, e a comunidade cristã estaria integrada, em conjunto, no seu legítimo caminho.

Perg. 196 - Como encaram os guias-espirituais as nossas queixas?
- Muitas são consideradas verdadeiras preces dignas de toda a carinhosa atenção dos amigos desencarnados. A maioria, porém, não passa de lamentação estéril, a que o homem se acostumou como a um vício qualquer, porque, se tendes nas mãos o remédio eficaz com o Evangelho de Jesus e com os consoladores esclarecimentos da doutrina dos Espíritos, a repetição de certas queixas traduz má vontade na aplicação legítima do conhecimento espiritista a vós mesmos.

Perg. 226 - Os guias espirituais têm uma parte ativa na tarefa de nossa iluminação pessoal?
- Essa colaboração apenas se verifica como no caso dos irmãos mais velhos, ou dos amigos mais idosos nas experiências do mundo. Os mentores do Além poderão apontar-vos os resultados dos seus próprios esforços na Terra, ou, então, aclarar os ensinos que o homem já recebeu através da misericórdia do Cristo e da benevolência dos seus enviados, mas em hipótese alguma poderão afastar a alma encarnada do trabalho que lhe compete, na curta permanência das lições do mundo.

Que dizer de um professor que decifrasse os problemas comuns para os alunos? Além disso, os amigos espirituais não se encontram em estado beatífico. Suas atividades e deveres são maiores que os vossos. Seus problemas novos são inúmeros e cada espírito deve buscar em si mesmo a luz necessária à visão acertada do caminho.

Trabalhai sempre. Essa é a lei para vós outros e para nós que já nos afastamos do âmbito limitado do círculo carnal. Esforcemos-nos constantemente. A palavra do guia é agradável e amiga, mas o trabalho de iluminação pertence a cada um. Na solução dos nossos problemas, nunca esperemos pelos outros, porque, de pensamento voltado para a fonte de sabedoria e misericórdia, que é Deus, não nos faltará, em tempo algum, a divina inspiração de sua bondade infinita.

25 - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - cap. XXVIII,11

II. PRECES PESSOAIS - AOS ANJOS GUARDIÃES E AOS ESPÍRITOS PROTETORES

11. Prefácio - Todos nós temos um Bom Espírito, ligado a nós desde o nascimento, que nos tomou sob a sua proteção. Cumpre junto a nós a missão de um pai junto ao filho: a de nos conduzir no caminho do bem e do progresso, através das provas da vida. Ele se sente feliz quando correspondemos à sua solicitude, e sofre quando nos vê sucumbir. Seu nome pouco importa, pois que ele pode não ter nenhum nome conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como o nosso Anjo Guardião, o nosso Bom Gênio. Podemos mesmo invocá-lo com o nome de um Espírito Superior, pelo qual sintamos uma simpatia especial.

Além do nosso Anjo Guardião, que é sempre um Espírito Superior, temos os Espíritos Protetores, que, por serem menos elevados, não são menos bons e generosos. São Espíritos de parentes ou amigos, e algumas vezes de pessoas que nem sequer conhecemos na atual existência. Eles nos ajudam com os seus conselhos, e frequentemente com a sua intervenção nos acontecimentos de nossa vida.

Os Espíritos simpáticos são os que se ligam a nós por alguma semelhança de gostos e tendências. Podem ser bons ou maus, segundo a natureza das inclinações que os atraem para nós. Os Espíritos sedutores esforçam-se para nos desviar do caminho do bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes dão acesso à nossa alma. Há os que se agarram a nós como a uma presa, mas se afastam quando reconhecem a sua impotência para lutar contra a nossa vontade.

Deus nos deu um guia principal e superior em nosso Anjo Guardião, e como guias secundários os nossos Espíritos Protetores e Familiares. É um erro, entretanto, supor que tenhamos forçosamente um mau gênio junto a nós, para contrabalançar as boas influências daqueles. Os maus Espíritos nos procuram voluntariamente, desde que achem possível dominar-nos, em razão da nossa fraqueza ou da nossa negligência em seguir as inspirações dos Bons Espíritos, e somos nós, portanto, que os atraímos.

Disso resulta que não somos nunca privados da assistência dos Bons Espíritos, e que depende de nós o afastamento dos maus. Pelas suas imperfeições, sendo ele mesmo a causa dos sofrimentos que o atingem, o homem é quase sempre o seu próprio mau gênio. (Cap. V n° 4.) A prece aos Anjos Guardiães e aos Espíritos Protetores deve ter por fim solicitar a sua intervenção junto a Deus, pedir-lhes a força de que necessitamos, para resistirmos, às más sugestões, e a sua assistência para enfrentarmos as necessidades da vida.

12. PRECE — Espíritos sábios e benevolentes, mensageiros de Deus, cuja missão é assistir os homens e conduzi-los pelo boa caminho, amparai-me nas provas desta vida; dai-me a força de sofrê-las sem lamentações; desviai de mim os maus pensamentos, e fazei que eu não dê acesso a nenhum dos maus Espíritos que tentariam induzir-me ao mal. Esclarecei a minha consciência sobre os meus próprios defeitos, e tirai-me dos olhos o véu do orgulho, que poderia impedir-me de percebê-los e de confessá-los a mim mesmo. Vós, sobretudo, meu Anjo Guardião, que velais mais particularmente por mim, e vós todos, Espíritos Protetores, que vos interessais por mim, fazei que eu me torne digno da vossa benevolência. Vós conheceis as minhas necessidades; que elas sejam satisfeitas, segundo a vontade de Deus.

13. PRECE — Meu Deus, permiti que os Bons Espíritos que me assistem possam ajudar-me, quando me achar em dificuldades, e amparar-me nas minhas vacilações. Senhor, que eles me inspirem a fé, a esperança e a caridade; que sejam para mim um apoio, uma esperança e uma prova da vossa misericórdia. Fazei, enfim, que eu neles encontre a força que me faltar nas provas da vida, e, para resistir às sugestões do mal, a fé que salva e o amor que consola.

14. PRECE — Espíritos amados, anjos guardiães, vós a quem Deus, na sua infinita misericórdia, permite velarem, pelos homens, sede o nosso amparo nas provas desta vida terrena. Dai-nos a força, a coragem e a resignação; inspirai-nos na senda do bem, detendo-nos no declive do mal; que vossa doce influência impregne as nossas almas; fazei que sintamos a presença, ao nosso lado, de um amigo devotado, que assista os nossos sofrimentos e participe das nossas alegrias. E vós, meu Anjo Bom, nunca me abandoneis. Necessito de toda a vossa proteção, para suportar com fé e amor as provas que Deus quiser enviar-me.

26 - O Livro dos Espiritos - Allan Kardec - questões: 75, 393, 399, 489, 501, 521, 594, 625, 633, 714, 876, 919

Perg. 75 - É acertado dizer que as faculdades instintivas diminuem, à medida que crescem as intelectuais?
- Não. O instinto existe sempre, mas o homem o negligencia. O instinto pode também conduzir ao bem; ele nos guia quase sempre, e às vezes mais seguramente que a razão; ele nunca se engana.
Perg. 75a - Por que a razão não é sempre um guia infalível?
- Ela seria infalível se não estivesse falseada pela má educação, pelo orgulho e o egoísmo. O instinto não raciocina; a razão permite ao homem escolher, dando-lhe o livre-arbítrio.

Perg. 393 - Como pode o homem ser responsável por atos e resgatar faltas dos quais não se recorda? Como pode aproveitar-se da experiência adquirida em existências que caíram no esquecimento? Seria concebível que as tribulações da vida fossem para ele uma lição, se pudesse lembrar-se daquilo que as atraiu, mas desde que não se recorda, cada existência é para ele como se fosse a primeira e é assim que ele está sempre a recomeçar. Como conciliar isto com a justiça de Deus?
- A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal. Onde estaria o seu mérito, se ele se recordasse de todo o passado? Quando o Espírito entra na sua vida de origem (a vida espírita), toda a sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas cometidas e que são causa do seu sofrimento, bem como aquilo que poderia tê-lo impedido de cometê-las; compreende a justiça da posição que lhe é dada e procura então a existência necessária para reparar a que acaba de escoar-se. Procura provas semelhantes àquelas por que passou, ou as lutas que acredita apropriadas ao seu adiantamento, e pede a Espíritos que lhe são superiores para o ajudarem na nova tarefa a empreender, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que ele cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo criminoso que frequentemente vos assalta e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a vossa resistência, na maioria das vezes, aos princípios que recebestes de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala, e essa voz é a recordação do passado, voz que vos adverte para não cairdes nas faltas anteriormente cometidas. Nessa nova existên cia, se o Espírito sofrer as suas provas com coragem e souber resistir elevará a si próprio e ascenderá na hierarquia dos Espíritos, quando voltar para o meio deles.

Se não temos, durante a vida corpórea, uma lembrança precisa daquilo que fomos e do que fizemos de bem ou de mal em nossas existências anteriores, ternos, entretanto, a sua intuição. E as nossas tendências instintivas são uma reminiscência do nosso passado, às quais a nossa consciência, que representa o desejo por nós concebido de não mais cometer as mesmas faltas, adverte que devemos resistir.

Perg. 489 - Há Espíritos que se ligam a um indivíduo, em particular para o proteger?
- Sim, o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.
Perg. 490- Que se deve entender por anjo da guarda?
- O Espírito Protetor de uma ordem elevada.
Perg. 491 - Qual a missão do Espirito Protetor?
- A de um pai para com os filhos: conduzir o seu protegido pelo bom caminho, ajudá-lo com os seus conselhos, consolá-lo nas suas aflições, sustentar sua coragem nas provas da vida.
Perg. 492 - O Espírito protetor é ligado ao indivíduo desde o seu nascimento?
- Desde o nascimento até à morte, e frequentemente o segue depois da morte, na vida espírita, e mesmo através de numerosas existências corpóreas, porque essas existências não são mais do que fases bem curtas da vida do Espírito.

Perg. 493 - A missão do Espírito protetor é voluntária ou obrigatória?
- O Espírito é obrigado a velar por vós porque aceitou essa tarefa, mas pode escolher os seres que lhes são simpáticos. Para uns, isso é um prazer; para outros, uma missão ou um dever.
Perg. 493a - Ligando-se a uma pessoa, o Espírito renuncia a proteger outros indivíduos?
- Não, mas o faz de maneira mais geral.
Perg. 494 - O Espírito protetor está fatalmente ligado ao ser confiado à sua guarda?
- Acontece frequentemente de certos Espíritos deixarem sua posição para cumprir diversas missões, mas nesse caso são substituídos.

Perg. 495 - O Espírito protetor abandona às vezes o protegido, quando este se mostra rebelde às suas advertências?
- Afasta-se, quando vê que os seus conselhos são inúteis e que é mais forte a vontade do protegido em submeter-se à influência dos Espíritos inferiores, mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É o homem que lhe fecha os ouvidos. Ele volta, logo que chamado.
Perg. 501 - Por que a ação dos Espíritos em nossa vida é oculta, e por que, quando eles nos protegem, não o fazem de maneira ostensiva?
- Se contásseis com o seu apoio, não agiríeis por vós mesmos e o vosso Espírito não progrediria. Para que o homem possa adiantar-se, necessita de experiência, e em geral é preciso que a adquira à sua custa; é necessário que exercite as suas forças, sem o que seria como uma criança a quem não deixam andar sozinha. A ação dos Espíritos que vos querem bem é sempre regulada de maneira a vos deixar o livre-arbítrio, porque se não tivésseis responsabilidade não vos adiantaríeis na senda que vos deve conduzir a Deus. Não vendo quem o ampare, o homem entrega às suas próprias forças; não obstante, o seu guia vela por ele e de quando em quando o adverte do perigo.

Perg. 521 - Alguns Espíritos podem ajudar o progresso das artes, protegendo os que delas se ocupam?
- HÁ Espíritos protetores especiais e que assistem aos que os invocam, quando os julgam dignos; mas que quereis que eles façam com o que crêem o que não são? Eles não podem fazer os cegos verem nem os surdos ouvirem.
Perg. 625 - Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
- Vede Jesus. Jesus é para o homem o tipo de perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra.

Perg. 633 - A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de "reciprocidade" ou de "solidariedade", não pode ser aplicada à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Encontra ele, na lei natural, a regra desta conduta e um guia seguro?
- Quando comeis demais, isso vo faz mal. Pois bem: é Deus que vos dá a medida do que vos falta. quando ultrapassais, sois punidos. O mesmo se dá com tudo o mais. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades; quando ele o ultrapassa, é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, essa voz que diz: Chega! evitaria a maior parte dos males de que acusa a Natureza.
Perg. 714- Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento dos seus gozos?
- Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte.
Perg. 714a - É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?
- De uma e de outra. O homem que procura, nos excessos de toda espécie, um refinamento dos gozos, coloca-se abaixo dos animais, porque estes sabem limitar-se à satisfação de suas necessidades. Ele abdica da razão que Deus lhe deu para guia e, quanto maiores forem os seus excessos, maior é o império que concede à sua natureza animal sobre a espiritual. As doenças, a decadência, a morte mesmo, que são a consequência do abuso, são também a punição da transgressão da lei de Deus.