HARMONIA FLUÍDICA
BIBLIOGRAFIA
01- AS POTÊNCIAS OCULTAS DO HOMEM, pag. 389 02 - ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE, pag. 43
03 - MEDIUNIDADE & AUTOCONHECIMENTO, pag. 17 04 - MEMÓRIAS DE UM SUICIDA, pag. 153
05 - MINHA DOCE CASA ESPÍRITA, pag. 32 06 - O CÉU E O INFERNO, pag. 280
07 - O QUE É O ESPIRITISMO, pag. 178, 199 08 -

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HARMONIA FLUÍDICA – COMPILAÇÃO

01 - HARMONIA FLUÍDICA

MECANISMO DAS COMUNICAÇÕES
Para que um Espírito se comunique, é essencial que se estabeleça a sintonia da mente encarnada com a desencarnada. É necessário que ambos passem a emitir vibrações equivalentes, que o pensamento e a vontade de ambos se graduem na mesma faixa.
Esse é o mecanismo básico das comunicações espíritas.

SINTONIA

Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia compreensão, ressonância ou equivalência. Sintonia é um fenômeno de harmonia psíquica e de sentimentos, funcionando, naturalmente à base de vibrações. Duas pessoas sintonizadas estarão evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente. Estarão respirando na mesma faixa, íntimamente associadas.

FORMAÇÃO DA ATMOSFERA FLUÍDICA
Um Espírito ao comunicar-se com o médium formam como que uma atmosfera fluídico-energética-espiritual comum às duas individualidades.
Atmosfera esta que torna favorável a transmissão do pensamento, que se faz assim, de espírito para alma e, esta, pela ação que exerce sobre o corpo, exterioriza o conteúdo desse pensamento pelos diferentes tipos de faculdades (intuição, psicofonia, etc)

ELEMENTOS FUNDAMENTAIS
Os elementos fundamentais para a formação da atmosfera fluídica ou combinações de fluidos depende da:
1) Afinidade fluídica do médium e do espírito (Sentimentos);
2) Sintonia vibratória ou do pensamento (assimilação da corrente mental);
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Os dois pontos que expusemos acima, são básicos na comunicação e se aplicam a todos os tipos de faculdades mediúnicas e a qualquer grau de passividade do médium (consciente, semi-consciente ou inconsciente).

LEIS DA COMUNICAÇÃO OU MANIFESTAÇÃO ESPÍRITA
1. Lei das Atrações e Correspondências:
Atraímos espíritos que se afinizam conosco, tanto quanto somos por ele atraídos.
A sintonia é facilitada pela harmonia psíquica (pensamentos) e de sentimentos que existe entre o Espírito e o
Médium.
2. Lei das Harmonizações de Vibrações e Pensamentos Diferentes
Quando um Espírito precisa comunicar-se conosco e não há sintonia, é necessário harmonizar as vibrações psíquicas e de sentimentos para que ocorra a Manifestação Mediúnica.

1) LEI DAS ATRAÇÕES E CORRESPONDÊNCIAS
A lei das atrações e correspondências rege todas as coisas:
As vibrações, atraem vibrações semelhantes, dessa forma se aproximam e vinculam as almas, os corações, pensamentos e sentimentos, etc;
Nossos maus pensamentos e sentimentos criam em torno de nós uma atmosfera fluídica impura, favorável às influências da mesma ordem. Por outro lado, as vibrações nobres atraem vibrações sadias. A alma do médium e o espírito livre exercem entre si uma espécie de atração, ou de repulsão conforme o grau de semelhança que há entre eles.
Os bons tem afinidades com os bons e os maus com os maus.
Se o médium é vicioso em torno dele se vem grupos de espíritos inferiores.
Todas as imperfeições morais, são tantas portas abertas ao acesso dos maus espíritos, porém, o que eles exploram com muita habilidade é o orgulho e a vaidade.

2) LEI DAS HARMONIZAÇÕES DE VIBRAÇÕES E PENSAMENTOS
Cada Espírito livre ou encarnado, possui conforme o seu grau de adiantamento e de pureza, uma irradiação cada vez mais rápida, mais intensa, mais luminosa.
Quanto mais evoluído o ser, mais acelerado é o estado vibratório.
O que o cérebro humano emite sob forma de ondas de vibrações vagarosas, o cérebro fluídico do Espírito projeta sob forma de ondas mais extensas, de radiações que vibram com mais largo e poderoso ritmo.

AS ENERGIAS SÃO AS MESMAS MAS VIBRAM EM GRAUS DIVERSOS
Entretanto esses cérebros, humanos e espirituais, encerram as mesmas energias, ao passo que, porém, em nosso cérebro mortal essas energias vibram debilmente, nos Espíritos atingem o máximo de intensidade.

SE NÃO HOUVER HARMONIZAÇÃO NÃO HAVERÁ COMUNICAÇÃO
• a harmonia não se pode estabelecer entre eles senão quando se igualam suas ondas vibratórias, como acontece com os diapasões idênticos ou com as placas telefônicas.
• Um cérebro de lentas e débeis excitações não pode comunicar-se com outros cujos átomos são animados de um movimento rapidíssimo.

REDUÇÃO E AUMENTO DAS VIBRAÇÕES
É na combinação das forças psíquicas (pensamentos) entre os médiuns e os Espíritos, que reside inteiramente a lei das manifestações.
Assim sendo, em face das constantes modificações vibratórias , verificar-se-á sempre em todos os comunicados o imperativo da redução ou do aumento das vibrações para que eles dêem com maior fidelidade.
Para comunicar conosco o Espírito deverá amortecer a intensidade de suas vibrações, ao mesmo tempo que ativará as nossas para poder comunicar-se conosco.
Os Espíritos, cujas vibrações se processam aceleradamente, devido à sua evolução, graduam o pensamento e densificam o perispírito quando desejam transmitir as comunicações, inspirar os dirigentes de trabalhos mediúnicos ou os pregadores e expositores.

CONSULTEMOS A OBRA NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE – CAP. 5
“Clementino graduou o pensamento e a expressão de acordo com a capacidade do nosso Raul e do ambiente que o cerca, ajustando-lhe às possibilidades”
“Nesse instante, o irmão Clementino pousou a destra na fronte do amigo que comandava a assembleia, mostrando-se-nos mais humanizado, quase obscuro...”

EXEMPLO DE VIBRAÇÕES COMPENSADAS
Admitamos, que sejam de 1.000 por segundo as vibrações do cérebro humano.
No estado de transe, ou de desprendimento, o invólucro fluídico do médium vibra com maior intensidade, e suas radiações atingem a cifra de 1.500 por segundo.
Se o Espírito, livre no espaço, vibra a razão de 2.000 no mesmo lapso de tempo, ser-lhe-á possível, por uma materialização parcial baixar esse número a 1.500.
Os dois organismos vibram simpaticamente; podem estabelecer-se relações, e o ditado do Espírito será percebido e transmitido pelo médium em transe”.

AINDA LÉON DENIS, NOS DIZ
“....o Espírito, libertado pela morte, se impregna de matéria sútil e atenua suas radiações próprias, a fim de entrar em uníssono com o médium...”
1. Para reduzir o seu próprio padrão vibratório, o Espírito superior impregna-se de matéria sutil colhido no próprio ambiente.
2. Para elevar o tom vibratório do médium, o Espírito encontrará na própria concentração ou transe, daquele, os meios de ativar as vibrações.
É essa harmonização das ondas vibratórias, a condição fundamental na comunicação Espírita.

3) CONDIÇÕES FAVORÁVEIS À EXPERIMENTAÇÃO MEDIÚNICA
a) Quando os médium e os Espíritos formam um grupo harmônico;
b) Vibrações e pensamentos em uníssono de médiuns e Espíritos;
É na combinação das forças psíquicas (pensamentos) entre os médiuns e os Espíritos que reside inteiramente a lei das comunicações.

02 - HARMONIA FLUÍDICA

GRUPO ESPÍRITA MANOEL BENTO
DIRETORIA DE ENSINO / DIRETORIA DE DOUTRINA

CURSO DE PASSE

1ª AULA

O PASSE ESPÍRITA

O passe é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos, provenientes do encarnado e de fluidos espirituais, oriundos dos Benfeitores Espirituais.

O passe é, essencialmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intervenção das irradiações mentais.

O passe, portanto, é a transmissão ou manipulação de um fluido de uma energética curadora, de quem a possui para quem a necessita. Esse fluido tanto pode ser humano (magnetismo animal), quanto espiritual (magnetismo espiritual), ou misto, o mais comum em nosso meio humano.

O PASSISTA

O passista é quem aplica o passe.

O bom passista deve agregar fé, boa vontade, disposição e capacidade magnética, estudar os fluidos e seus alcances e ter conhecimentos técnicos. Olhar seu próximo (assistido) com simpatia, empatia, compaixão e amor.

O passista pode doar fluido magnético, fluido vital e ectoplasma. No passe misto, doa também o magnetismo espiritual dos mentores, que é derramado sobre durante a transmissão.

O passista deve utilizar suas técnicas e recursos sem exibicionismo, como a gesticulação excessiva, ruídos, respiração ofegante, bocejos e cacoetes diversos.

O passista deve ser “cadastrado” em sua equipe de trabalho, respeitando horário e fidelidade ao seu compromisso. Não devemos menosprezar a Lei Divina que nos conclama a observar as linhas da lógica, da organização e da obediência.

O passista deve participar das reuniões de estudo, que, em geral, antecedem as reuniões, ter o compromisso com o corpo físico, evitando desgastes emocionais, mágoas e ressentimentos, e controlar de forma satisfatória a saúde em geral.

O ASSISTIDO

O assistido é todo aquele que precisa de ajuda, independente de idade, cor, sexo, religião ou nacionalidade.

Também o passista (trabalhador) pode ser tornar o Assistido, seja por esgotamento ou congestão fluídica, problema de ordem fisiológica, orgânica, mediúnica, emocional, moral, espiritual, perturbações generalizadas etc.

Há assistido que nada recebe; as irradiações magnéticas não penetram o veículo orgânico, falta-lhe confiança. Sem a fé é impossível reter qualquer auxílio espiritual.

Quando o assistido assimila os recursos vitais, retém os benefícios fluídicos na corrente sanguínea, lembrando a relação entre os elementos do sangue e o sistema imunológico ou de defesa do organismo, assim, quanto mais intensa for a adesão da vontade do assistido, maiores benefícios recolherá.

A DEFESA DO ASSISTIDO

Proteção não quer dizer supressão das responsabilidades dos envolvidos, notadamente do passista.

O assistido e o passista estão interagindo diretamente, num processo de vigorosas permutas magnéticas. O bom passista deve, além de possuir, zelar por seu próprio fluido de exteriorização, mantendo íntimo contato com o Mundo Espiritual Superior, para captar fluidos mais penetrantes e sutis, assim reforçando e melhorando seu potencial e sua qualidade fluídica.

Nas “cabines” espíritas é muito comum observarmos os Espíritos literalmente isolando alguns médiuns e passistas, tudo em função de defender os assistidos de eventuais desarmonias provocadas por fluidos mal elaborados ou por impropriedades técnicas ou morais.

O assistido não deve se ausentar da Instituição enquanto não estiver se sentindo verdadeiramente bem. Informar sempre ao responsável suas sensações e solicitar providências. O assistido deve aguardar fora da cabine para ver se o próprio organismo reage e como reage, e, se necessário, deverá receber um passe dispersivo.

Vigiai e orai, na verdade vigiar é estar atento e estar atento é estar de acordo com a natureza, moral e fisicamente. Quanto melhor estivermos e quanto mais esforços empreendermos nesse sentido, melhores defesas granjearemos. A oração é o veículo que nos transporta aos níveis mais elevados da mente, da emoção, do ser.

Quando estamos assim mergulhados, as energias densas não nos atingem, ou, pelo menos, não com a violência que ordinariamente atingiria.

DÚVIDAS DOS ASSISTIDOS

Usualmente, as Casas Espíritas dispõem do chamado “receituário mediúnico / exame espiritual / colegiado de médiuns etc.”, ou “diálogo fraterno / DEPOE etc.”.

Através do primeiro, recebemos do Mundo Espiritual respostas às nossas indagações, bem como indicações de tratamentos. No segundo, podemos ser ouvidos individual e reservadamente, desabafando, colhendo informações gerais e tirando as dúvidas.

Não é de bom-tom que os médiuns “deem” consultas acerca dos problemas e dúvidas dos assistidos, devendo encaminhá-los aos locais adequados e / ou aos Dirigentes responsáveis. As Casas Espíritas devem possuir mecanismos administrativos para fazer chegar ao público as muitas e valiosas informações, especialmente quando há indicações diretas e sugestivas de tratamento.

DICAS GERAIS AOS PASSISTAS.

1- Boa vontade é o primeiro passo; os outros estão na oração, na fé, na determinação naquilo que faz, na confiança nos Bons Espíritos, no equilíbrio interior, no estudo dos temas relacionados, no exercício constante do bem, na observação criteriosa, no amor e na ausência e realização de maus desejos. Lembre, entretanto, ser indispensável você saber o porquê e o para quê quer ser passista.

2- Procure vibrar pelo assistido todo o bem que você gostaria de receber. Sem amor não há cura real.

3- Se você doa fluidos magnéticos humanos tem obrigação de conhecer as técnicas de magnetismo. Operar sem conhecimento de causa é expor-se, e expor o assistido, a sérios riscos.

4- O passe dispersivo, como equilibrante e reordenador dos fluidos e centros vitais, é fundamental para uma boa absorção fluídica pelo assistido e a manutenção da harmonia fluídica do passista.

5- Na aplicação de passes espirituais o mais importante são seus estados mental e espiritual equilibrados. Dispense técnicas e vibre muito amor, fé e oração.

6- Os Espíritos são fundamentais nos passes, mas você não deve ser simples marionete em suas mãos. Aprimore-se através do amor e da instrução.

7- Para os Espíritos transmitirem e manipularem seus fluidos não precisa haver “incorporações”. Basta você incorporar a boa-vontade, o amor e conhecimento.

8- Fungados, sussurros e gesticulações exóticas e violentas normalmente demonstram ignorância sobre mediunidade e magnetismo. Educação mediúnica, dentre outras coisas, exige educação.

9- Portanto doença contagiosa, fadiga fluídica, insuficiência cardíaca, tomando medicamentos controlados (tarja preta) e/ou vivendo problemas mentais e espirituais, evite aplicar passes. Para ajudar nessas condições, ore pelos assistidos
e cuide-se, inclusive como assistido de passes.

10- Tanto quanto o abuso alimentar, o estômago vazio também é prejudicial a uma boa emissão fluídica. Tanto quanto os vícios (álcool, fumo, drogas, etc.), o abuso do sexo é incompatível com uma boa e eficiente doação fluídica.

BIBLIOGRAFIA:

1. Cure e Cure-se Através

03 - HARMONIA FLUÍDICA

ORAI E VIGIAI
Uma necessidade fluídica em razão da lei de causa e efeito.

Vejamos a recomendação do Cristo acerca do orar e vigiar. Para muito além dos aspectos morais, a conduta mental positiva saneia nosso ambiente e nos protege da sintonia com os pensamentos de baixo padrão vibratório. Evidencia-se, assim, que cada princípio moral repousa sobre sua contraparte causal em consonância com a unicidade das leis universais.

Orai e Vigiai - estudo espírita

Dois trechos bastante significativos da Revista Espírita:

Suponhamos agora duas pessoas próximas, cada qual envolvida – que nos permitam o neologismo – POR SUA ATMOSFERA PERISPIRITUAL. Esses dois fluidos põem-se em contato e se interpenetram; SE FOREM DE NATUREZA ANTIPÁTICA, REPELEM-SE E OS DOIS INDIVÍDUOS SENTIRÃO UMA ESPÉCIE DE MAL-ESTAR AO SE APROXIMAREM UM DO OUTRO, SEM DISSO SE DAREM CONTA; se, ao contrário, forem movidos por sentimentos de benevolência, terão um pensamento benevolente, que atrai. Tal a causa pela qual duas pessoas se compreendem e se adivinham sem se falarem. Um certo não sei quê por vezes nos diz que a pessoa com a qual nos defrontamos deve ser animada por tal ou qual sentimento. Ora, esse não sei quê É A EXPANSÃO DO FLUIDO PERISPIRITUAL DA PESSOA EM CONTATO COM O NOSSO, ESPÉCIE DE FIO ELÉTRICO CONDUTOR DO PENSAMENTO. Desde logo se compreende que os Espíritos, cujo envoltório fluídico é muito mais livre do que no estado de encarnação, já não necessitam de sons articulados para se entenderem. O fluido perispiritual do encarnado é, pois, acionado pelo Espírito. Se, por sua vontade, o Espírito, por assim dizer, dardeja raios sobre outro indivíduo, os raios o penetram. Daí a ação magnética mais ou menos poderosa, conforme a vontade; mais ou menos benfazeja, conforme sejam os raios de natureza melhor ou pior, mais ou menos vivificante. Porque podem, por sua ação, penetrar os órgãos e, em certos casos, restabelecer o estado normal. Sabe-se da importância das qualidades morais do magnetizador. Aquilo que pode fazer o Espírito encarnado, dardejando seu próprio fluido sobre uma pessoa, um Espírito desencarnado também o pode, visto ter o mesmo fluido, ou seja, pode magnetizar. CONFORME SEJA BOM OU MAU O FLUIDO, SUA AÇÃO SERÁ BENÉFICA OU PREJUDICIAL. Assim, facilmente nos damos conta da natureza das impressões que recebemos, de acordo com o meio onde nos encontramos. SE UMA ASSEMBLÉIA FOR COMPOSTA DE PESSOAS ANIMADAS DE MAUS SENTIMENTOS, O AR AMBIENTE SERÁ SATURADO COM O FLUIDO IMPREGNADO DE SEUS SENTIMENTOS. Daí, para as almas boas, um mal-estar moral análogo ao mal-estar físico causado pelas emanações mefíticas: a alma fica asfixiada. Se, ao contrário, as pessoas tiverem intenções puras, encontramo-nos em sua atmosfera como se estivéssemos num ar vivificante e salubre. Naturalmente o efeito será o mesmo num ambiente repleto de Espíritos, conforme sejam bons ou maus.
Revista – 1862 – pág. 489

Dir-vos-ei a relação que existe entre o estado da alma e a natureza dos fluidos que a envolvem em cada meio em que momentaneamente ela é colocada. E se, como vos foi dito, a alma pura saneia os fluidos, CREDE BEM QUE O PENSAMENTO IMPURO OS VICIA. Julgai que esforços deve fazer o Espírito que se arrepende, para combater a influência desses fluidos de que é envolvido, AUMENTADA AINDA PELA REUNIÃO DE TODOS OS MAUS FLUIDOS QUE LHE TRAZEM, PARA O SUFOCAR, OS ESPÍRITOS PERVERSOS. – NÃO CREIAIS QUE ME BASTE QUERER MELHORAR-ME, PARA EXPULSAR OS ESPÍRITOS ORGULHOSOS QUE ME RODEAVAM DURANTE MINHA ESTADA NA TERRA. ELES ESTÃO SEMPRE PERTO DE MIM, PROCURANDO RETER-ME EM SUA ATMOSFERA INSALUBRE. Os Espíritos bons vêm esclarecer-me, trazer-me a força de que necessito para lutar contra a influência dos Espíritos maus, afastando-se depois e me deixando entregue às minhas próprias forças, para lutar contra o mal. É então que eu sinto a influência benfazeja de vossas boas preces, porquanto, sem o saber, continuais a obra dos Espíritos bons de além-túmulo. Como vedes, caro irmão, tudo se encadeia na imensidade; todos somos solidários uns com os outros, e não há um só pensamento bom que não leve consigo frutos de amor, de melhora e de progresso moral. Sim, tendes razão de dizer de vossos irmãos que sofrem que basta uma palavra para explicar o Criador; que esta palavra deve ser a estrela que guia cada Espírito, seja qual for o grau da escala espírita a que pertença por todos os seus pensamentos, por todos os seus atos, nos mundos inferiores, como nos superiores; que esta palavra, o evangelho de todos os séculos, o alfa e o ômega de toda ciência, a luz da verdade eterna, é amor! Amor de Deus, amor de seus irmãos. Ditosos os que oram pelos irmãos que sofrem. Suas provações na Terra tornar-se-ão leves, e a recompensa que os espera estará acima de suas expectativas!Revista – 1867 – pág. 311/317

Como se vê, estamos em um oceano fluídico que responde de imediato aos nossos pensamentos. Nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento. Orar e vigiar poderia ser traduzido como a necessidade de procedermos ao nosso condicionamento de conduta, tanto externa como mental.

A sintonia, estabelecendo um enredamento de pensamentos ressonantes, cria uma comunhão que une as pessoas, estejam no plano físico ou não, de modo que a elevação sob a Lei do Progresso demanda mudança no modo de pensar não só porque seja correto do ponto de vista Moral, mas também porque é a única forma de produzir o fenômeno da elevação perante o Cosmos.

A reforma íntima deve ser feita e o "Orai e Vigiai" tem um substrato de profilaxia fluídica.

04 - HARMONIA FLUÍDICA

3. INFECÇÕES FLUÍDICAS
Muitos (desencarnados) acometem os adversários que ainda se entrosam no corpo terrestre, empolgando-lhes a imaginação com formas mentais monstruosas, operando perturbações que podemos classificar como “infecções fluídicas” e que determinam o colapso cerebral com arrasadora loucura.
E ainda muitos outros, imobilizados nas paixões egoísticas desse ou daquele teor, descansam em pesado monodeísmo, ao pé dos encarnados, de cuja presença não se sentem capazes de afastar-se.
Alguns, como os ectoparasitas temporários, procedem à semelhança dos mosquitos e dos ácaros, absorvendo as emanações vitais dos encarnados que com eles se harmonizam, aqui e ali; mas outros muitos, quais endoparasitas conscientes, após se inteirarem dos pontos vulneráveis de suas vítimas, segregam sobre elas determinados produtos, filiados ao quimismo do Espírito, e que podemos nomear como simpatinas e aglutininas mentais, produtos esses que, sub-repticiamente, lhes modificam a essência dos próprios pensamentos a verterem, contínuos, dos fulcros energéticos do tálamo, no diencéfalo.
Estabelecida essa operação de ajuste, que os desencarnados e encarnados, comprometidos em aviltamento mútuo, realizam em franco automatismo, à maneira dos animais em absoluto primitivismo nas linhas da Natureza, os verdugos comumente senhoreiam os neurônios do hipotálamo, acentuando a própria dominação sobre o feixe amielínico que o liga ao córtex frontal, controlando as estações sensíveis do centro coronário que aí se fixam para o governo das excitações, e produzem nas suas vítimas, quando contrariados em seus desígnios, inibições de funções viscerais diversas, mediante influência mecânica sobre o simpático e o parassimpático. Tais manobras, em processos intrincados de vampirismo, prestigiam o regime de medo ou de guerra nervosa nas criaturas de que se vingam, alterando-lhes a tela psíquica ou impondo prejuízos constantes aos tecidos somáticos.

“PARASITAS OVÓIDES” — Inúmeros infelizes, obstinados na ideia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhes fazem objeto da calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideística, fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovoides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes.
Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, enraiza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características morfológicas primitivas, para converter-se em massa celular parasitária.
No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.

PARASITISMO E REENCARNAÇÃO — Nas ocorrências dessa ordem, quando a decomposição da vestimenta carnal não basta para consumar o resgate preciso, vítima e verdugo se equiparam na mesma gama de sentimentos e pensamentos, caindo, além-túmulo, em dolorosos painéis infernais, até que a Misericórdia Divina, por seus agentes vigilantes, após estudo minucioso dos crimes cometidos, pesando atenuantes e agravantes, promove a reencarnação daquele Espírito que, em primeiro lugar, mereça tal recurso.
E, executado o projeto de retorno do beneficiário, a regressar do Plano Espiritual para o Plano Terrestre, sofre a mulher, indicada por seus débitos à gravidez respectiva, o assédio de forças obscuras que, em muitas ocasiões, se lhe implantam no vaso genésico por simbiontes que influenciam o feto em gestação, estabelecendo-se, desde essa hora inicial da nova existência, ligações fluídicas através dos tecidos do corpo em formação, pelas quais a entidade reencarnante, a partir da infância, continua enlaçada ao companheiro ou aos companheiros menos felizes, que integram com ela toda uma equipe de almas culpadas em reajuste.
Desenvolve-se-lhe, então, a meninice, cresce, reinstrui-se e retorna à juvenilidade das energias físicas, padecendo, porém, a influência constante dos assediantes, até que, frequentemente por intermédio de uniões conjugais, em que a provação emoldura o amor, ou em circunstâncias difíceis do destino, lhes ofereça novo corpo na Terra, para que, como filhos de seu sangue e de seu coração, lhes devolva em moeda de renúncia os bens que lhes deve, desde o passado próximo ou remoto.
Em tais fatos, vamos anotar situações quase idênticas às que são provocadas pelos parasitas heteroxênicos, porquanto, se os adversários do Espírito reencarnado são em maior número, atuam, muitos deles, à feição dos tripanossomas, tomando os filhos de suas vítimas e afins deles próprios, por hospedeiros intermediários das formas-pensamentos deploráveis que arremessam de si, alcançando em seguida, a mente dos pais ou hospedeiros definitivos, a inocular-lhes perigosos fluídos sutis, com que lhes infernizam as almas, muitas vezes até à ocasião da própria morte.

TERAPÊUTICA DO PARASITISMO DA ALMA — Importa, no entanto, observar que todos os sofrimentos e corrigendas a que nos referimos estão conjugados para as consciências encarnadas ou não, dentro da lei de ação e reação que a cada um confere hoje o equilíbrio ou o desequilíbrio, por suas obras de ontem, reconhecendo-se também que assim como existem medidas terapêuticas contra o parasitismo no mundo orgânico, qualquer criatura encontra, na aplicação viva do bem, eficiente remédio contra o parasitismo da alma.
Não bastará, porém, a palavra que ajude e a oração que ilumina.
O hospedeiro de influências inquietantes que, por suas aflições na existência carnal, pode avaliar da qualidade e extensão das próprias dívidas, precisará do próprio exemplo, no serviço do amor puro aos semelhantes, com educação e sublimação de si mesmo, porque só o exemplo é suficientemente forte para renovar e reajustar.
A ação do bem genuíno, com a quebra voluntária de nossos sentimentos inferiores, produz vigorosos fatores de transformação sobre aqueles que nos observam, notadamente naqueles que se nos agregam à existência, influenciando-nos a atmosfera espiritual, de vez que as nossas demonstrações de fraternidade inspiram nos outros pensamentos edificantes e amigos que, em circuitos sucessivos ou contínuas ondulações de energia renovados, modificam nos desafetos mais acirrados qualquer disposição hostil a nosso respeito.
Ninguém necessita, portanto, aguardar reencarnações futuras, entretecidas de dor e lágrimas, em ligações expiatórias, para diligenciar a paz com os inimigos trazidos do pretérito, porque, pelo devotamento ao próximo e pela humildade realmente praticada e sentida, é possível valorizar nossa frase e santificar nossa prece, atraindo simpatias valiosas, com intervenções providenciais, em nosso favor.
É que, em nos reparando transfigurados para o melhor, os nossos adversários igualmente se desarmam para o mal, compreendendo, por fim, que só o bem será, perante Deus, o nosso caminho de liberdade e vida. (André Luiz, Evolução em Dois Mundos, FCXavier, Waldo Vieira, Uberaba, 19/3/58 - do cap. "Vampirismo Espiritual")

05 - HARMONIA FLUÍDICA

Para que possamos compreender realmente o que fazemos e como interagimos com o mundo espiritual é necessário entendermos que tudo se dá sob formas e energia; portanto quando nos referimos a "vibrações", "fluidos", "aura", "bio-energia", etc... estamos nos referindo a energia que carregamos dentro de nós, da qual nós somos feitos e onde vivemos - como veremos em "o livro dos Espíritos" questões 27, 29, 30, 64 e 65 e na afirmação de Paulo de Tarso quando diz que "em Deus vivemos e existimos e nos movemos".

Tudo é energia - que os nossos físicos e estudiosos estão aprendendo hoje - e assim nosso pensamento é também energia e pode ser modulada e "vibrada" em função de nossos afetos ou desafetos.

Então, quando orientamos "vibrar" por alguém é exatamente entrar em prece sincera enviando pensamentos de paz,harmonia, amizade, perdão, amor. As energias/vibrações/fluidos que enviarmos serão direcionados para aquela pessoa para quem o direcionarmos através de nosso pesamento. Sejam estas vibrações boas ou más. Compreende?

Muitas vezes algumas pessoas para quem enviamos vibrações não estão equilibrados o suficiente para sentir/perceber/receber estas vibrações, mas elas não se perdem... sempre vão auxiliando - mesmo que lentamente - àqueles a quem as enviamos.

Quanto a sua outra questão muita gente confunde - no meu entender - estas duas coisas; de forma simples - e até no bom portugês - podemos perceber a diferença entre as duas palavras: Vontade (querer, escolher, desejar, aspirar, intencionar) e Permissão (autorização, consentimento, concordancia).

De minha opinião pessoal acredito que, a partir do momento em que Deus nos concedeu o Livre-Arbítrio, ele nos deu a liberdade e a permissão para agirmos de acordo com a nossa consciencia - para o bem ou para o mal - sabedores que somos que tudo trará as consequencias devidas - seja em nível micro ou macro.

Desta forma vou dar um exemplo bem simplista para que fique claro o que entendo por estas palavras:

Não é da vontade de Deus que cometamos erros, porque ele nos quer no caminho de luz e amor; porém ele nos dá a permissão para usarmos nosso livre arbítrio da maneira que acharmos mais adequada.

Jesus nos dá o melhor exemplo quando recita no pai-nosso "seja feita a tua vontade na Terra assim como no céu" - significando que a Terra seja o espelho do céu onde a vontade de Deus é cumprida por todos os que já estão em um nível mais evangelizado que os da Terra. E a vontade de Deus, em meu entender, é que nos sejamos amáveis, fraternos, compreensivos e façamos o melhor para todos os nossos irmãos; entretando temos a sua Permissão para agir como desejarmos.

A lei de causa e efeito irá, invariavelmente, trazer o equilíbrio a todos os que se desviarem de sua vontade; Jesus nos esclarece isso quando afirma que "nem todo aquele que disser Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus; mas apenas aquele que faz a vontade de meu pai que está nos céus"; ou seja: precisamos nos esforçar para seguir as orientações que Jesus nos deixa - que são representação da vontade de Deus em nossas vidas e o caminho reto e puro para a felicidade, caso contrário, pos mais que aparentemos ser "perfeitos" seremos apenas sepulcros caiados.