IMAGENS
BIBLIOGRAFIA
01- A agonia das religiões - pág. 120 02 - Antologia do perispírito - ref. 378
03 - Após a tempestade - pág. 107 04 - Conduta Espírita - pág. 51
05 - Cristo espera por ti - pág. 185 06 - Estude e viva - pág. 167
07 - O batismo - pág.2 08 - O homem novo - pág. 28
09 - O Livro dos Espíritos - q. 402, 409, 966, 973 10 - Técnica da Mediunidade - pág. 40
11 - Vida de Jesus - pág. 77 12 - Vida e Atos dos Apóstolos - pág. 180

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IMAGENS – COMPILAÇÃO

01- A agonia das religiões - José Herculano Pires - pág. 120

Não obstante, misturam-se às ordenações violentas estranhos preceitos de amor e bondade. São as lições de consciências desenvolvidas lutando para despertar as que, endurecidas ao apego a si mesmas, asfixiam os germes do altruísmo nas garras do egoísmo. É um espetáculo dantesco o de uma alma vigorosa dotada de intelecto capaz de entender as suas próprias contradições, mas empenhadas aos brutos ao invés de buscar a elevação moral, como este que estamos vivendo, a violência desencadeada exige a oposição vigorosa e sacrificial dos que já atingiram o desenvolvimento consciencial da civilização.

A cumplicidade com as práticas de violência, por parte de consciências esclarecidas, retarda a evolução coletiva e rebaixa o cúmplice a posições indignas. O mesmo acontece no tocante à aceitação de princípios errôneos por conveniência. O espírito se coloca então em luta consigo mesmo, negando o seu próprio desenvolvimento consciencial e ateando em si mesmo a fogueira dos remorsos futuros.

A Civilização do Espírito se torna, assim, o resultado de um parto doloroso. Mas, como todos os partos, tem de ser feito. E se acaso for possível o aborto, a civilização se fechará sobre si mesma e todos os responsáveis mergulharão com ela nas trevas da miséria moral. As fases de transição, na evolução dos mundos, são também fases de julgamento individual das criaturas que os habitam. Daí o mito do Juízo Final, em que todos serão julgados.

Mas não haverá um Tribunal Divino nas nuvens, porque esse tribunal está naturalmente instalado na consciência de cada indivíduo. A presença do julgador é onímoda e fatal, porque cada qual será juiz implacável e inevitável de si-mesmo. A agonia das religiões é a agonia de um mundo. Por isso a Terra inteira participa dessa mesma agonia. A queda dos deuses mitológicos do mundo clássico foi também a queda dos grandes impérios.

Em vão César procurou desligar-se de Júpiter e aceitar o Deus Único. A conversão do Império foi a sua própria morte. A Idade Média procurou restabelecer o reino da violência em nome de Jesus. Durou um milênio, pois a integração dos bárbaros na ordem cristã exigia uma reelaboração demorada e um reajuste penoso das contradições culturais. O Renascimento marcou o advento do que parecia ser, na verdade, uma civilização cristã.

Mas os resíduos da violência continuaram a fermentar nas novas estruturas sócio-culturais. A prova histórica de que a carga de violência era enorme está hoje aos nossos olhos, na explosão de violências em todos os níveis do mundo contemporâneo. Nossa esperança é a de que essa explosão seja a catarse final. O homo brutalis vai desaparecer. Mas para isso é necessário o despertar de novas dimensões na consciência atual.

Não será sustentando e justificando as estruturas religiosas envelhecidas, submissas às ordenações do passado bíblico, que facilitaremos o advento da nova era. Muito menos pela negação da própria essência, do homem, através de ideologias materialistas. A busca da intimidade pessoal com Deus, em termos fantasiosos, ou a negação de Deus em nome de uma razão ilógica são formas contraditórias de asfixia da consciência.

A rejeição do Evangelho ou a manutenção de sua interpretação sectária equivalem igualmente à negação dos valores espirituais do homem. A estrutura moral da consciência está delineada de maneira indelével nas páginas do ensino moral de Jesus. Temos de aprofundar o seu estudo e procurar aplicá-lo em nossa vivência social. A civilização Cristã vai sair agora do tubo de ensaio, concretizar-se na forma real de uma Civilização do Espírito, em que os princípios espirituais se encarnarão nas normas de conduta, nas formas de comportamento do Novo Homem.

O problema das relações humanas, colocado em forma de etiqueta nas velhas civilizações nobiliárquicas do Oriente e do Ocidente, formalizado ao extremo nos tempos feudais, e convertido em protocolo de conveniências no mundo moderno e contemporâneo, terá de voltar ao ponto de partida dos ensinos e dos exemplos de Jesus. A regra áurea do amor prevalecerá num mundo regido pela moral consciencial. Porque a primeira exigência da consciência humana é a do amor ao próximo, desprezada e amesquinhada nas sociedades mercenárias a ponto de levar-nos ao seu contrário — o ódio, essa cegueira do espírito, que gera e sustenta a violência no mundo.

O pragmatismo das sociedades contemporâneas coisificou o homem, o que vale dizer que o nadificou no plano moral. Pior do que a nadificação pela morte, da teoria de Sartre, é essa nadificação em vida que reduz a criatura humana a objeto de uso. O homem retorna a condição dos instrumentos vocais de Cícero, um instrumento que fala. Pode ser incluído entre os úteis ou amanuais de Heidegger, objetos manusiáveis. O public-relations de hoje é o fâmulo medieval aprimorado pela técnica, domesticado para sorrir e curvar-se em todas as ocasiões, pois o que importa é sempre o lucro, o que vale é a relação social em termos de vantagens, sempre que possível, pecuniárias. Esse aviltamento total do homem abriu as comportas da violência represada debilmente pelas barreiras artificiais da civilização.

Como estamos vendo no panorama mundial da atualidade, com exemplos gritantes diariamente divulgados pelos meios de comunicação, a besta-fera das selvas arrombou as jaulas convencionais e tripudia sobre a fragilidade humana. Contra essa realidade exasperante de nada valem os sermões, as pregações, as ladainhas e outras preces labiais. O mesmo indivíduo que se ajoelha diante das imagens, nos templos suntuosos, volta ao seu posto de mando para ordenar torturas canibalescas. Está certo que Deus o aprova, pois age em defesa da civilização cristã, aviltando aqueles pelos quais o Cristo morreu, segundo lembrou Stanley Jones.

No começo do século, Léon Tolstoi já advertia que estamos numa era de nova antropofagia, então requintada pelas técnicas modernas. Hoje, na era tecnológica, os instrumentos de opressão, tortura e aniquilamento do homem atingiram a máxima perfeição diabólica. Tudo isso porque? Porque a deformação da mente e o aviltamento da conciência desumanizou o homem. Seria loucura responsabilizar unicamente as religiões por essa calamidade. Mas seria hipocrisia querer isentá-las de culpa. Elas se apegaram à matéria em nome do espírito e asfixiaram este em suas estruturas pragmáticas.

Cabe-lhes pelo menos metade da culpa, pois que se fizeram mestras e orientadoras da civilização, participando ativamente dos maiores desmandos através dos séculos, quando não os dirigia. Estatizando-se ou não, todas elas trocaram o mandato divino pelos poderes de César. E se não se aniquilaram mutuamente, não foi por piedade, mas porque jogaram habilmente a sua sorte sobre a túnica do crucificado e os dados romanos favoreceram a todas. Apesar dessa voracidade mundana, almas valentes como a de Lutero, humildes e piedosas como a de Francisco de Assis, irredutíveis como a de John Huss, límpidas como a de Maria D'Ageada sacrificaram-se para tentar salvá-la e insuflar-lhes a seiva cristã de seus novos exemplos.

Os mártires da fé não foram apenas perseguidos e esmagados pelos ímpios. Dentro de suas próprias confissões religiosas, nos calabouços medievais que refletiam o Inferno na Terra, e até mesmo no mundo moderno, apesar dos trágicos exemplos históricos, em nações profundamente marcadas pelo fogo do fanatismo religioso, milhares de mártires continuaram sofrendo as ameaças e os castigos do Deus bíblico implacável, através de seus estranhos e temíveis capatazes.

Ainda não surgiu, infelizmente, o gênio da Psicologia que deverá, mais cedo ou mais tarde, realizar a análise assombrosa dos complexos sem nome de misticismo, sadismo e barbárie que Freud apenas aflorou em suas pesquisas da libido. Será um balanço apocaliptíco da escatologia das religiões da violência. (...)

04 - Conduta Espírita -André Luiz - pág. 51

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações. O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração. Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Evitar aplausos e manifestações outras, as quais apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários. O silêncio favorece a ordem.

Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes. O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.

Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso de sessões, aceitando, sem exigência, os ditamesda Esfera Superior no que tange ao bem geral. A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.

Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor. A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

Desaprovar a conservação de retratos, quadro, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos. Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.

Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas. Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.

Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamentos por benefícios.

A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo.

"Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". - Jesus

06 - Estude e viva - Emmanuel e André Luiz - pág. 167

EMERGÊNCIA: Perfeitamente discerníveis as situações em que resvalamos, imprevidentemente, para o domínio de perturbação e da sombra. Enumeremos algumas delas com as quais renteamos claramente, com o perigo da obsessão:

- cabeça desocupada;
- mãos improdutivas;
- palavra irreverente;
- conversa inútil;
- queixa constante;
- opinião desrespeitosa;
- tempo indisciplinado:

- atitude insincera;
- observação pessimista;
- gesto impaciente;
- conduta agressiva:
- comportamento descaridoso;
- apego demasiado;
- decisão facciosa;
- comodismo exagerado.

Sempre que nós, os lidadores encarnados e desencarnados com serviço na renovação espiritual, nos reconhecermos em semelhantes fronteiras do processo obsessivo, proclamemos o estado de emergência no mundo íntimo e defendamo-nos contra o desequilíbrio, recorrendo à profilaxia da prece.

IMAGENS

Egoísmo, gás mortífero, tende sempre a ocupar todo o espaço que se lhe oferece. Intoxica e faz sofrer. Lisonja, beberagem da invigilância, adapta-se ao recipiente da intenção que a conserva. Embriaga e cria a frustração.

Sinceridade, aço moral, demonstra forma determinada e resistência própria. Útil às construções duradouras. Construções materiais - tatuagens efêmeras na crosta ciclópica do Planeta. Construções espirituais - duradouro aperfeiçoamentos na estrutura íntima do Espírito.

Da semente brota a haste da planta. Do ovo nasce o corpo do animal. Da consciência desabrocha a diretriz do destino. Bem, calor da Vida, Há bons e maus condutores de calor. A condutibilidade do bem, entre os homens, demonstra o valor de cada u.

Virtudes aparentes - metais comuns no homem, que se alteram ante a ventania das ilusões terrenas. Virtudes reais - metais preciosos no Espírito que não se corrompem ante as lufadas das tentações humanas, sustentando a vida eterna.

09 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões:. 402, 409, 966, 973

Perg. 402 - Como podemos avaliar a liberdade do Espírito durante o sono?
- Pelos sonhos. Sabei que, quando o corpo repousa, o Espírito dispõe de mais faculdade que no estado de vigília. Tem a lembrança do passado e, às vezes, a previsão do futuro, adquire mais poder e pode entrar em comunicação com os outros Espíritos, seja deste mundo, seja de outro. Frequentemente dizes: "Tive um sonho bizarro, um sonho horrível, mas que não tem nenhuma verossimilhança". Enganas-te. É quase sempre uma lembrança de lugares e de coisas que viste ou que verás numa outra existência ou em outra ocasião. O corpo estando adormecido, o Espírito trata de quebrar as suas cadeias para investigar no passado ou no futuro.

Perg. 409 - Muitas vezes, num estado que ainda não é o cochilo, quando temos os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras das quais apanhamos os pormenores mais minuciosos. É um efeito de visão ou de imaginação?
- Entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar a sua cadeia: ele se transporta e vê, e se o sono fosse completo, isso seria um sonho.

Perg. 966 - Por que o homem faz idéias tão grosseiras e absurdas das penas e dos gozos da vida futura?
- Inteligência ainda não suficientemente desenvolvida. A criança compreende da mesma maneira que o adulto? Aliás, isso depende também do que se tenha ensinado; é nesse ponto que há necessidade de uma reforma. Vossa linguagem é muito imperfeita para exprimir o que existe além do vosso alcance. Por isso foi necessário fazer comparações, sendo essas imagens e figuras tomadas como a própria realidade. Mas à medida que o homem se esclarece, seu pensamento compreende as coisas que a sua linguagem não pode traduzir.