INTUIÇÃO
BIBLIOGRAFIA
01- A agonia das religiões- pág. 61, 112 02 - A caminho da Luz - pág. 125
03 - A mediunidade sem lágrimas - pág. 30 04 - Alquimia da mente - pág. 82
05 - Antologia do Espírito - ref. 468 06 - Caminho verdade e vida - pág. 93, 327
07 - Ciência e Espiritismo - pág. 74 08 - Correlações espírito-matéria- pág. 13
09 - Cromoterapia - pág. 42 10 - Depois da morte - pág. 148
11 - Devassando o invisível - pág. 178 12 - Dramas da obsessão - pág. 11
13 - Emmanuel - pág. 49 14 - Estudando a Mediunidade - pág. 61
15 - Forças sexuais da alma - pág. 28

16 - Hipnotismo e espiritismo - pág. 89

17 - Jesus o verbo do Pai - pág. 28 18 - Magnetismo espiritual - pág. 56
19 - Mecanismos da Mediunidade - pág. 154 20 - Nas telas do infinito - pág. 25
21 - O consolador - pág. 79 22 - O espírito e o tempo - pág. 71, 187
23 - O grande enigma - pág. 199 24 - O problema do ser do destino e da dor - pág. 324
25 - Renovar-se e viver - pág. 90 26 - Roteiro - pág. 115
27 - Seara dos médiuns - pág. 211 28 - Seareiros de volta - pág. 167

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INTUIÇÃO– COMPILAÇÃO

02– A CAMINHO DA LUZ – EMMANUEL – pág. 125

A grandeza da doutrina não reside na circunstância de o Evangelho ser de Marcos ou de Mateus, de Lucas ou de João; está na beleza imortal que se irradia de suas lições divinas, atravessando as idades e atraindo os corações. Não há vantagem nas longas discussões quando à autenticidade de uma carta de Inácio de Antioquia ou de Paulo de Tarso, quando o raciocínio absoluto não possui elementos para a prova concludente e necessária.

A opinião geral rodopiará em torno do crítico mais eminente, segundo as convenções. Todavia, a autoridade literária não poderá apresentar a equação matemática do assunto. É que, portas a dentro do coração, só a essência deve prevalecer para as almas e, em se tratando das conquistas sublimadas da fé, a INTUIÇÃO tem de marchar à frente da razão, preludiando generosos e definitivos conhecimentos.

01– A AGONIA DAS RELIGIÕES – J. HERCULANO PIRES – pág. 61/112

Todas as coisas têm sua origem no mundo das idéias, como Platão, levado pelas mãos de Sócrates, percebeu claramente. Nos planos superiores do Universo não se usa a linguagem articulada das hipóstases inferiores. Fala-se do pensamento, na linguagem telepática pura. Sócrates descobriu esta linguagem ao encontrar o conceito no fundo de cada palavra. Podemos assim conceber que a linguagem de Deus seja puramente mental.

Na mente divina a idéia do Universo delineia-se perfeita, mas a projeção dessa idéia no plano inferior da matéria tem de vencer os obstáculos e as resistências da materialidade. Foi o que Hegel viu e descreveu com precisão em sua teoria estética, mostrando a luta do belo para se sobrepor, no tempo, às imperfeições materiais.

O mesmo se dá com o Princípio Inteligente, que, para vencer a opacidade da matéria, para inteligência-la, segundo Kardec, tem de lutar na temporalidade. Mas, podemos perguntar, porque Deus não fez em condições transparentes a matéria, ao invés de opaca? O Espiritismo explica que a matéria se torna transparente na proporção em que visualizamos os planos superiores, de tal maneira que a confundimos com o espírito.

Isso nos mostra que a técnica dos contrastes desaparece naquilo que Buda chamou de Nirvana e que a nossa apoucada inteligência considerou como o Nada. Kant teve razão ao localizar os limites da razão humana no momento em que cessam as contradições dialéticas. Mas nesse momento, nessa linha divisória entre o mundo real e o mundo ideal, começa a razão Angélica.

Os homens transformados em anjos – não com asas nem com estrelas na fronte – mas com a mente e o coração purificados, passam a ver e a compreender a realidade pela INTUIÇÃO direta e global. Neste momento descobrem a perfeição do Universo, aquela perfeição que, desde o princípio, estava na concepção ideal de Deus, mas que nas hipóteses materiais tornava-se irreconhecível como a Vênus de Milo coberta de terra e lama quando a arrancaram do subsolo.

O próprio tempo desaparece nesse momento. Não há mais necessidade do véu de Isis da temporalidade pra encobrir a verdade das coisas e dos seres. Mergulhamos no eterno, que não é estático e inerte como o supomos, mas tem a dinâmica e a lucidez de que o pensamento nos pode dar um vago exemplo. Kardec verificou, em suas pesquisas espíritas, que a esquematização do sensório humano, com a divisão das faculdades sensoriais em órgãos específicos e rigidamente localizados no corpo humano, não existe para os espíritos libertos das impressões materiais

Os espíritos percebem, vêem e sentem de maneira global, por todo o seu ser em sintonia com toda a realidade. As deslocalizações e transferências das sensações nas práticas hipnóticas comprovam, em nosso plano, a veracidade dessa descoberta efetuada nas suas pesquisas mediúnicas

03 – DEPOIS DA MORTE – LÉON DENIS – pág. 148

Sem o esquecimento, os grandes culpados, os criminosos célebres estariam marcados a ferro em brasa por toda a eternidade. Vemos condenados da justiça humana, depois de sofrida a pena, serem perseguidos pela desconfiança universal, repelidos com horror por uma sociedade que lhes recusa lugar em seu seio, e assim muitas vezes os atira ao exército do mal. Que seria se os crimes do passado longínquo se desenhassem aos olhos de todos?

Quase todos temos necessidade de perdão e de esquecimento. A sombra que oculta as nossas fraquezas e misérias conforta-nos o ser, tornando-nos menos penosa à reparação. Depois de termos bebido as águas de Letes, renascemos mais alegremente para uma vida nova e desvanecem-se os fantasmas do passado. Transportando-se para um meio diferente, despertamos para outras sensações, abrem-se-nos outras influências, abandonamos com mais facilidade os erros e os hábitos que outrora nos retardaram a marcha.

Renascendo sob a forma de criança, a alma culpada encontra em torno de auxílio e a ternura necessários à sua elevação. Ninguém cuida em reconhecer nesse ser fraco e encantador o Espírito vicioso que vem resgatar um passado de faltas.

Entretanto, para certos homens esse passado não está absolutamente apagado. Um sentimento confuso do que foram jaz no fundo de sua consciência. É a origem das INTUIÇÕES, das idéias inatas, das recordações vagas e dos pressentimentos misteriosos, como eco enfraquecido dos tempos decorridos.

Consultando essas impressões, estudando-se a si mesmos com atenção, não seria impossível reconstituir esse passado, se não em suas minúcias ao menos em seus traços principais.

Porém, no termo de cada existência, essas recordações longínquas ressuscitam em tropel e saem da sombra. Avançamos passo a passo, tateando na vida; vem a morte e tudo se esclarece. O passado explica o presente, e o futuro ilumina-se mais claramente. Cada alma, voltando à vida espiritual, recobra a plenitude das suas faculdades. Para ela começa, então, um período de exame, de repouso, de recolhimento, Durante o qual se julga a si mesma e avalia o caminho percorrido.

Recebe opiniões e conselhos de Espíritos mais adiantados. Guiada por eles, tomará resoluções viris, e, na ocasião propícia, escolhendo um meio favorável, baixará a um novo corpo, a fim de se melhorar pelo trabalho e pelo sofrimento.

Voltando à carne, a alma perderá ainda a memória das suas vidas anteriores, e bem assim a recordação da vida espiritual, a única verdadeiramente livre e completa, perto da qual a morada terrestre lhe pareceria medonha.

Longa será a luta, penosos os esforços necessários para recuperar a consciência de si mesma e as suas potências ocultas; porém, conservará sempre a INTUIÇÃO, o sentimento vago das resoluções tomadas antes de renascer.

08 – EMMANUEL – EMMANUEL –  DESENVOLVIMENTO DA INTUIÇÃO - pág. 49

 Faz-se mister, em vossos tempos, que busqueis desenvolver todas as vossas energias espirituais – forças ocultas que aguardam o vosso desejo para que desabrochem plenamente. O homem necessita das suas faculdades INTUITIVAS, através de sucessivos exercícios da mente, a qual, por sua vez, deverá vibrar ao ritmo dos ideais generosos.

Cada individualidade deve alargar o círculo das suas capacidades espirituais, porquanto, poderá como recompensa à sua perseverança e esforço certificar-se das sublimes verdades do mundo invisível, sem o concurso de quaisquer intermediários. O que se lhe faz, porém, altamente necessário é o amor, o devotamento, a aspiração pura e a fé inabalável, concentrados nessa luz que o coração almeja fervorosamente: esse estado espiritual aumentará o poder vibratório da mente e o homem terá então nascido para uma vida melhor.

12 – O CONSOLADOR – EMMANUEL – pág. 79

Perg. 122. Que se deve fazer para o desenvolvimento da intuição?

-O campo do estudo perseverante, com o esforço sincero e a meditação sadia, é o grande veículo de amplitude da INTUIÇÃO, em todos os seus aspectos.

14 – O GRANDE ENIGMA – LÉON DENIS, pág. 199

É à luz do Espiritualismo que desejo estudar as diversas fases da vida humana, ligando-as e comparando-as às estações alternadas que se sucedem no tempo. Igual a Maurice de Guérin, o iluminado e iniciado que morreu jovem, tal como ocorre a todos “os amados dos deuses”, queríamos poder também “penetrar os elementos interiores das coisas, remontar o raio das estrelas e a corrente dos rios e da vida, até o imo dos mistérios de sua geração; ser admitido, enfim, pela grande Natureza, no mais retirado de suas divinas moradas, isto é, ao ponto de partida da vida universal. Lá nos surpreenderia, certamente, a causa primeira do movimento, e ouviríamos o primeiro cântico dos seres, em sua matinal frescura”.

Esses DONS INTUITIVOS são, em certos homens, uma das formas mais elevadas da mediunidade. A mediunidade, poder-se dizer, é – uma – em seu princípio e multiforme em suas multiforme em suas manifestações: é a verdadeira iniciação íntima, o misterioso idioma com que o mundo superior comunica com a Alma, com o pensamento daqueles que escolheu para correspondentes na Terra.

15 – O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC - QUESTÕES:  218/ 219

Perg. 218. O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que teve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?

-Resta-lhe uma vaga lembrança, que lhe dá o que chamamos idéias inatas.

Perg. 218a. A teoria das idéias inatas não é então quimérica?

- Não, pois os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem; o Espírito, liberto da matéria, sempre se recorda. Durante a encarnação pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a INTUIÇÃO que lhe fica ajuda o seu adiantamento. Sem isso, ele sempre teria de recomeçar. A cada nov existência, o Espírito toma como ponto de partida em que se achava na precedente.

Perg. 219. Qual é a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a INTUIÇÃO de certos conhecimentos como as línguas, o cálculo etc...? - Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do que ela mesma  não tem consciência. De onde queres que elas venham? Os corpos mudam, mas o Espírito não muda, embora troque a vestimenta.

16 – ROTEIRO – EMMANUEL – pág. 115

27. MEDIUNIDADE: Esmagadora maioria dos estudantes do Espiritismo situam na mediunidade a pedra basilar de todas as edificações doutrinárias, mas cometem o erro de considerar por médiuns tão-somente os trabalhadores da fé renovadora, com tarefas especiais, ou os doentes psíquicos que, por vezes, servem admiravelmente à esfera das manifestações fenomênicas.

Antes de tudo, é preciso compreender que tanto quanto o tato é o alicerce inicial de todos os sentidos, a INTUIÇÃO é a base de todas as percepções espirituais e, por isso mesmo, toda inteligência é médium das forças invisíveis que operam no setor de atividades regular em que se coloca.

Dos círculos mais baixos aos mais elevados da vida, existem entidades angélicas, humanas e sub-humanas, agindo através da inteligência encarnada, estimulando o progresso e divinizando experiências brunindo caracteres ou sustentando abençoadas reparações, protegendo a natureza e garantindo as leis que nos governam. (...)

LEMBRETES:

1 -  A INTUIÇÃO não é, pois, as mais das vezes, senão uma das formas empregadas pelos habitantes do mundo invisível para nos transmitirem seus avisos, suas instruções. Outras vezes será a revelação da consciência profunda à consciência normal. No primeiro caso pode ser considerada como inspiração. Pela mediunidade o Espírito infunde suas idéias no entendimento do transmissor. Este fornecerá a expressão, a forma, a linguagem e, na capacidade de seu desenvolvimento cerebral, o Espírito achará meios mais ou menos seguros e abundantes para comunicar seu pensamento com todo o desenvolvimento e relevo.  Leon Denis

2 – A INTUIÇÃO é instrumento de prospecção do fundo anímico do educando, das camadas sedimentares de perfeições e imperfeições acumuladas nas existências anteriores (..). Ney Lobo

3 – A faculdade INTUITIVA é instituição universal. Através de seus recursos, recebe o homem terrestre as vibrações da vida mais alta, em contribuições religiosas, filosóficas, artísticas e científicas, ampliando conquistas sentimentais e culturais, colaborando essa que se verifica sempre, não pela vontade da criatura, mas pela concessão de Deus. Emmanuel

4 – Yagananda vai além ao ensinar que a aceleração da evolução humana é proporcionada pelo desenvolvimento da INTUIÇÃO por meio da concentração da atenção. Diz que a INTUIÇÃO nascida da concentração percebe a verdade por meios internos, intrapsíquicos; e que o método usual de aprendizagem depende do censo de realidade e da experiência, além da capacidade de inferência, o qual pode apenas explicar a “aparência” das coisas. Também ensina que por meio da INTUIÇÃO é possível a realização de qualquer processo de conhecimento correta e diretamente, sem a intermediação dos sentidos. Leopoldo Balduíno

5 – INTUIÇÃO NATURAL: este sentimento inato em todos os homens, a que podemos chamar “a intuição natural” do futuro excelso que nos foi posto e nos chama a todos, Platão explicou-o pela preexistência. “Antes de vimos a esta vida, já tivemos outras, e no tempo intermediário, que passamos no mundo dos Espíritos, adquirimos o conhecimento das grandezas a que somos destinados; donde essa reminiscência, a que chamamos Intuição de um futuro, que mal entrevemos, envoltos no véu da carne. Adolfo Bezerra de Menezes

6 – Pressentimento é uma vaga e confusa INTUIÇÃO do que vai acontecer. Léon Denis