JURAMENTO
BIBLIOGRAFIA
01- Jesus perante a cristandade- pág. 107 02 - O sermão da montanha - pág. 85
03 - Parábola e ensino de Jesus - pág. 145 04 - Síntese de o Novo Testamento - pág. 61,169, 264

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JURAMENTO – COMPILAÇÃO

03 - Parábola e ensino de Jesus -Cairbar Schutel - pág. 145

PARÁBOLA DO JUIZ INÍQUO
"Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que deviam orar sempre e nunca desanimar, dizendo: Havia em certa cidade um juiz, que não temia a Deus, nem respeitava os homens. Havia também naquela mesma cidade uma viúva quei vinha constantemente ter com ele, dizendo: Defende-me do meu adversário.

Ele por algum tempo não a queria atender; mas depois disse consigo: se bem que eu não tema a Deus, nem respeite os homens, todavia como esta viúva me incomoda, julgarei a sua causa, para que ela não continue molestar-me com as suas visitas. Ouvi, acrescentou o Senhor o que disse este juiz injusto; e não fará Deus justiça aos escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora seja demorado a defendê-los? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará porventura, fé na Terra?"(Lucas, XVIII, l-8.\

A iniquidade é a falta de equidade, e a justiça revoltante O iníquo é o homem perverso, criminoso, seja ele juiz, doutor nobre, rico, pobre, rei. Na esfera moral, mesmo aqui na Terra, não se distingue os homens pelo dinheiro e pelos títulos que possuem, mas sim, pelo seu caráter. O iníquo não tem caráter, ou, por outro lado tem caráter iníquo, pervertido. Mas ainda esse, quando ter de resolver alguma questão e o solicitante resolve bater à si porta até que dê provimento ao seu pedido, para não se incomodado, e porque é iníquo, resolve com presteza problema, não para servir, mas para ficar livre de continua molestado. Foi o que sucedeu com o juiz iníquo ante a insistência da viúva.

De modo que a demora do despacho na petição da viúva loi causada pela iniquidade do juiz. Se este fosse equitativo, justo, reto, de bom caráter, cumpridor de seus deveres, a viúva teria recebido deferimento de seu pedido com muito maior antecedência. Seja como for, o despacho foi dado, embora a custo, após reiteradas solicitações, importunações cotidianas, e o juiz, pesar de iníquo, para não ser "amolado", resolveu a questão. "Ora, disse Jesus, ouvi o que disse esse juiz iníquo; e não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a Ele clama noite e dia, embora seja demorado em defendê-los? Digo-vos que bem depressa lhes fará justiça".

Se a justiça, embora demorada, se faz na Terra até contra a vontade dos juizes, como não há de ser ela feita pelo supremo e justo juiz do Céu? A deficiência não é, pois, de Deus, mas sim dos homens, mormente na época que atravessamos, em que o Filho do Homem bate a todas as portas, inquire todos os corações e os encontra vazios de fé, vazios de crença, vazios de amor e Deus, vazios de caridade!

Antigamente havia juizes iníquos; hoje, pode-se dizer que nem só os juizes, mas até os peticionários são iníquos! A iniquidade lavra como um incêndio devorador, aniquilando as consciências e maculando os corações: homens iníquos, lares iníquos, sociedade iníquas, governos iníquos, leigos iníquos, sábios iníquos; tudo isso devido à crença sacerdotal, aos dogmas das seitas dominantes! Mas o Senhor aí está a destruir a iniquidade, e, com ela, os iníquos.

04 - Síntese de o Novo Testamento - Mínimus - pág. 61,169, 264

Justiça. Injúrias. Reconciliação.
(Mat., 5:20 a 26; Luc., 12:54 a 59)
"Declaro-vos, pois, que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos céus. Aprendestes o que foi recomendado aos antigos: Não matarás, e: quem quer que mate, estará sujeito a julgamento. E eu vos digo que quem quer que se encha de cólera contra seu irmão, estará sujeito a julgamento; que aquele que disser ao seu irmão: Raça, estará sujeito ao julgamento do Sinédrio; e quem lhe chamar: Insensato, esse estará em perigo da geena de fogo.

Se, pois, quando apresentares no altar a tua oferenda, te lembrares de que teu irmão tem qualquer coisa contra ti, deixa-a diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com ele; depois então vem apresentar a tua oferta. Faze o mais depressa possível as pazes com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para não suceder que ele te entregue ao juiz, este ao oficial de justiça e que sejas metido na prisão. Em verdade te digo que dali não sairás enquanto não houveres pago até o último centavo."

"Quando vedes formar-se uma nuvem do lado do poente, dizeis: vai chover, e com efeito chove. Quando sopra o vento sul, dizeis que vai fazer calor e assim acontece. — Hipócritas! Sabendo reconhecer o que pressagiam os aspectos do céu e da terra, como é que não reconheceis os tempos que correm? E porque, por vós mesmos, não julgais o que é justo?"

Sobre o adultério. Juramento.

(Mat., 5:27 a 37; Luc., 16:18)
"Tendes ouvido o que foi ordenado aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo que quem olhar para uma mulher, cobiçando-a, já no seu coração cometeu adultério com ela. Se teu olho direito te leva ao pecado, arranca-o e atira-o longe de ti, porquanto melhor te é que pereça um dos órgãos do teu corpo do que ser todo este lançado na geena.

Se tua mão direita te leva ao pecado, corta-a e lança-a de ti, porquanto melhor te é que se perca um dos membros do teu corpo do que ir todo este para a geena." "Dito também foi aos antigos: — Quem abandonar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que quem repudiar sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a torna adúltera; e qualquer que casar com a repudiada comete adultério.

Ouvistes ainda o que aos antigos foi recomendado: Não jurarás falso; mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos. Eu vos digo, porém, que não jureis de forma alguma: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o escabelo de Seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei. Não jureis tão-pouco pela vossa cabeça, porque não podeis tornar branco ou preto um só de seus cabelos. Limitai-vos a dizer: sim, sim; não, não; pois o que passar disto procede do mal."

Sacerdócio deturpado.
(Mat., 23:23 a 39; Luc., 11:39 a 45 e 47 a 54; 13:31 a 35)
"Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! que pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e abandonais os preceitos mais importantes da Lei, que são a justiça, a misericórdia, a f é e o amor a Deus, coisas estas que devíeis praticar sem omitirdes as outras. Guias cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo. — Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! que limpais o exterior do cálice e do prato, mas por dentro estais cheios de rapina e maldade.

Fariseu cego! limpa primeiramente o interior do cálice e do prato, para que também o exterior se torne limpo. Insensatos, quem fez o exterior, não fez também o interior?. Dai, porém, esmola do que tiverdes, e eis que todas as coisas vos ficam sendo limpas." "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! porque vos assemelhais aos sepulcros branqueados, que por fora parecem vistosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de todas as impurezas.

Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e perversidade. — Ai de vós, fariseus! porque gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas ruas". "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! porque erigis os túmulos dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas.

Assim testificais, contra vós mesmos, que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Enchei pois a medida de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! como escapareis do julgamento da geena? Por isso é que vos envio profetas, sábios e escribas: a uns matareis e crucificareis, a outros açoitareis nas vossas sinagogas e os perseguíreis de cidade em cidade; para que venha sobre vós todo o sangue dos justos derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e o altar.

Em verdade vos digo que se pedirá contas a esta geração. — Ai de vós, doutores da lei! porque arrebatastes a chave da ciência: vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam." "Jerusalém, Jerusalém! que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar teus filhos, como a galinha recolhe debaixo das asas os seus pintos, e tu não o quiseste! Eis que vos será deixada deserta a vossa casa! Declaro-vos, pois, que doravante não me vereis mais, até que digais: Bendito aquele que vem em nome do Eterno."

Ao sair dali, os escribas e fariseus começaram a invectivá-lo fortemente e a importuná-lo com perguntas sobre muitos assuntos, armando-lhe ciladas a fim de o apanharem em algumas das suas respostas.

Na mesma hora, alguns fariseus vieram dizer-lhe: — Retira-te e vai-te daqui, porque Herodes quer tirar-te a vida. Respondeu-lhes Jesus: — "Ide dizer a essa raposa que hoje e amanhã expulso os demônios e faço curas, e no terceiro dia serei consumado. Importa porém, caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta pereça fora de Jerusalém'