JUSTIÇA DIVINA
BIBLIOGRAFIA
01- AS POTÊNCIAS OCULTAS DO HOMEM, pag. 59, 339 02 - COMO VIVEM OS ESPÍRITOS, pag. 98
03 -HÁ SOLUÇÃO, SIM!, pag. 93, 114 04 - O SEGREDO DAS BEM AVENT., pag. 2

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JUSTIÇA DIVINA – COMPILAÇÃO

01 - JUSTIÇA DIVINA

Justiça Divina segundo o Espiritismo

5. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
João

A humanidade continua debatendo-se em meio ao nevoeiro denso do sofrimento, mesmo após a vinda do Cristo ainda não compreendemos o caminho que leva à Justiça do PAI, a qual estamos todos inseridos.

Dezenove séculos se passaram e DEUS em sua infinita bondade permitiu que o véu fosse rasgado em prol da humanidade perdida e assim iniciou-se uma nova investida da LUZ, para que os cegos enxergassem, para que os surdos escutassem.

Assim vimos o conhecimento da Justiça Divina atravessar os céus e por intermédio de homens de boa vontade as vozes dos espíritos espalharam-se pelos quatro cantos da abóboda azul para que o homem pudesse enxergar e compreender de forma mais perfeita.

O Espiritismo é de ordem Divina, abrandou todos os corações de boa vontade que por esforço próprio conseguiram entrever a verdade.

Desde o momento em que o Codificador Francês transcreveu a última linha da obra “O céu e o inferno” foi dado ao homem compreender com clareza os mecanismos da Justiça Divina cujo único objetivo é a glorificação do Espírito.

35 e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova:
36 Mestre, qual é o maior mandamento da lei?
37 Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).
38 Este é o maior e o primeiro mandamento.
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo.
(Mateus: 22, 35-39)

Antes destes dois princípios, somente a dúvida acompanhava aqueles que desejavam de alguma forma compreender como se processa a Justiça Divina, necessário se faz que o homem eleve-se acima desta vida, é preciso olhar para o passado, para as existências anteriores onde encontram-se as causas dos sofrimentos e das alegrias de hoje.

Sem o conhecimento da reencarnação jamais conseguiremos conceber um Deus soberanamente bom e justo, pois de alguma forma Ele se tornaria parcial, uma vez que alguns nascem em berço de ouro, enquanto outros em condições paupérrimas, como explicar aquele que brota saúde em frente ao que desde tenra idade demonstra fragilidade orgânica, inúmeras doenças, problemas psíquicos, famílias onde seus integrantes odeiam-se entre si, enquanto que em outras a paz reina soberana, como entender os laços que nos ligam sem levar em consideração as vidas anteriores da criatura?

Velhas concepções, já desgastadas pelo tempo, que já não atendem mais as necessidades da razão, nem o avanço da ciência, acabaram por criar uma lacuna entre o conhecimento atual e as noções do Céu, do Inferno, do sofrimento, das angustias e das alegrias. Era necessário que algo novo viesse para que pudéssemos vislumbrar com maior nitidez o Pai Amado, ao qual devemos tudo o que somos.

CAUSAS DOS SOFRIMENTOS

Não é possível que o PAI tenha sido injusto com aquele que sofre desde tenra idade, mesmo não sabendo por que sofreu, aquele que sofre deve ter a consciência que os tormentos porque passa é efeito, não causa.

Como pode ser assim se nenhum mal fez nesta vida? Bem, pode não ter feito nada nesta vida, mas é imprescindível considerar as vidas anteriores, deve ser considerada a individualidade, que tem na existência atual nada mais que o resultado dos desajustes cometidos em existências anteriores e que não foram reparadas. Aqui um ponto muito importante, o Divino MESTRE jamais enunciou o sofrimento como algo indispensável para que o ser humano cresça, mas a rebeldia que faz do sofrimento o último recurso para que o homem acorde do seu egoísmo e passe a modificar seu mundo mental. Segundo Emmanuel o sofrimento consegue penetrar nos escaninhos da consciência de uma forma que não podemos ainda compreender, no entanto é sempre um benefício para o renitente que não quer ver nada além de si mesmo. Com certeza a receita para o nosso crescimento não é a dor, mas sim o AMOR, algo que está no âmago de todos nós, pois somos centelhas Divinas, a nossa origem, o pano de fundo da nossa consciência é DEUS e ESTE não quer que sua criatura sofra, mas que se eduque e viva em fraternidade.

Há que se reparar também na proporcionalidade entre a falta e a pena, não podemos conceber que uma falta temporária, resultado da imperfeição do homem possa ter uma conseqüência eterna e irrevogável, se assim fosse, não haveria justiça. Se Deus é perfeito, a condenação eterna não é possível.

Todos sofrem na medida que fizeram os outros sofrerem até que se arrependam e sintam a necessidade de reparação onde então poderão enxergar um fim para situação penosa.

Há que considerar também as dificuldades que tem origem nos atos cometidos no presente, segundo André Luiz 80% dos nossos problemas atuais não tem origem no passado, mas na desordem mental a que nos entregamos. A imprevidência, o orgulho e a vaidade são algumas das causas presentes da falência dos homens na vida presente. Tendo consciência disto é muito importante nos questionarmos todos os dias a respeito do que fazemos ou deixamos de fazer e quais as causas que nos fazem tomar nossas decisões, uma análise diária de nossos atos auxilia na reconstrução dos nossos destinos.

Para que o sofrimento seja proveitoso é necessário aplicar algo que Divaldo Pereira Franco sita em uma de suas entrevistas sobre a Justiça Divina.

“Resignação dinâmica”, ou seja, aceitar o destino como processo natural para o nosso adiantamento, sem deixar por isso, de buscar a melhoria da nossa condição. Ou seja, é não revoltar-se contra DEUS pelas vicissitudes do presente e fazer o máximo possível para melhorar cada vez mais".
“Aflição de hoje, dívida de ontem”
“Merecimento de agora, crédito de amanhã”
“Cada problema que te procura é semelhante ao trabalho de análise dirigida, como a radiografar-te certas zonas do ser, de modo a verificar-lhe o equilíbrio.”
“Nossas dores respondem, assim, pelas falhas que demonstremos ou pelas culpas que contraímos”
“A Lei estabelece, porém, que as provas e as penas se reduzam, ou se extingam, sempre que o aprendiz do progresso ou o devedor da justiça se consagre às tarefas do bem, aceitando, espontaneamente, o favor de servir e o privilégio de trabalhar”
Emmanuel

A LEI DO PROGRESSO

O Universo em sua distribuição de galáxias, sistemas e planetas está totalmente submetido aos ditames da sintonia, alguns mundos, até mesmo regiões de um planeta, o nosso por exemplo, está inacessível aos espíritos que não atingiram um grau satisfatório de purificação, se assim não fosse, muitos espíritos endurecidos no mal seriam causa de perturbação para espíritos que já sintonizaram com as leis do Criador e assim não haveria justiça. Mas a misericórdia de DEUS é infinita e permite que em um mesmo planeta reencarnem espíritos das mais variadas categorias, os mais adiantados auxiliam os mais atrasados, os mais atrasados devem perseverar para alcançar o grau de adiantamento necessário para conquista da própria felicidade, , mas no momento do desencarne, o homem sempre recebe a colheita daquilo que plantou quando vivo, se esforçou-se para crescer moralmente, se tornou-se um homem caridoso que não pensa apenas em si mesmo, será o momento de refazer as energias, aprender e seguir evoluindo no mundo espiritual, ao passo que aquele que não teve como objetivo mais do que enriquecer-se com às coisas do mundo, que pensou apenas em si mesmo, será o momento de refletir sobre seus erros, muitas vezes necessitando passar por zonas de esgotamento de resíduos mentais (Umbral) até que chegue o arrependimento e assim de início a uma nova caminhada que com certeza deve ser mais fraterna.

Diante do PAI não importa o caráter da missão, nem a magnitude, mas com quanto amor ela foi executada, pode ser um simples carpinteiro, se foi um homem de bem é maior do que o rico presunçoso que nada mais vê além de si mesmo.

O progresso depende da própria individualidade, levar mais ou menos tempo para chegar ao objetivo será de acordo com as escolhas da própria consciência. O PAI não interfere no livre-arbítrio da criatura, aguarda compassivo até que o ser desperte e sinta em si mesmo a necessidade de dar mais um passo na escala evolutiva.

A LEI DIVINA também prevê o nível de responsabilidade de cada criatura pelo conhecimento já adquirido, quanto maior o conhecimento, maior a sua responsabilidade, pois sabe o que é certo, sendo portanto mais culpado por atrasar a própria felicidade.

O Mestre inesquecível de nossas vidas nos deixa uma grande esperança com relação à Lei do progresso, quando nos diz: “Nenhuma das ovelhas que o PAI me confiou se perderá”, isso significa que o homem terá as oportunidades necessárias para se libertar de suas imperfeições e o Mestre estará sempre conosco através de seus enviados, nos sustentando em todas as nossas deficiências sem nos eximir da responsabilidade, do compromisso de cada um com a própria evolução.

“Para todos nós, que temos errado infinitamente, no caminho longo dos séculos, chega sempre um minuto em que suspiramos, ansiosos, pela mudança de vida, fatigados de nossas próprias obsessões”
“A Lei do progresso confere a cada espírito a possibilidade de adquirir o bem que lhe falta, afim de que a justiça estabeleça o merecimento de cada um, na pauta das próprias obras”
Emmanuel

A REENCARNAÇÃO

“Os discípulos lhe perguntavam, dizendo: Pois por que dizem os Escribas que importa vir Elias primeiro? Mas Ele respondendo, lhes disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: Digo-vos porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram".
Jesus

Allan Kardec nos diz: “Assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para eles também brilhará o sol de uma nova vida, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e por em execução suas boas resoluções para o futuro.”

Dentro da Justiça Divina para que os Espíritos alavanquem o seu próprio progresso, ainda temos a reencarnação, que é o retorno da individualidade ao mundo material, através de um novo corpo de carne, onde o espírito recebe nova oportunidade de crescimento. Mas qual a necessidade da reencarnação? Vejamos.

Espíritos ainda carentes de evolução cometem por muitas vezes atos censuráveis dos quais se penaliza após adquirir consciência dos atos indevidos de que foi autor, a consciência em processo de culpa não consegue entrever o caminho da reparação e com isso trava seu avanço. Para que possa prosseguir sua jornada sem a culpa do passado que invariavelmente não resolve nada, pois o que permite ao ser a felicidade e a tranqüilidade de consciência é justamente a reparação então o espírito volta ao corpo, um véu é lançado sobre o passado, então se sente livre para tomar novas resoluções.

“O Espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes de onde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito”

Porém este eclipse da consciência não é total e o espírito carrega consigo de forma latente suas boas e más inclinações e cabe aos genitores aparar as arestas desta criatura incentivando o bem, como é grande a responsabilidade dos Pais, pois tem uma oportunidade de auxiliar o espírito a fazer o bem que lhe faltou no passado, por isso se justifica que no nosso planeta a infância tenha um período maior, justamente para que os pais exerçam sua influência por um maior período sobre seus filhos, o que não se confirma nos mundos superiores onde a infância sendo de curta duração, confere independência ao espírito em um tempo muito menor.

Francisco Cândido Xavier dizia que ninguém poderia escrever um novo começo, mas todos podem recomeçar e escrever um novo fim, ou seja, o espírito receberá quantas oportunidades necessitar em reencarnações inumeráveis para realizar o seu aperfeiçoamento.

Todas as existências do homem na terra não são elos perdidos no caminho do espírito, são apenas a continuidade umas das outras, onde os atos do espírito em uma vida repercutirão na próxima e assim sucessivamente, por não lembrar e estar temporariamente sob o véu do esquecimento, poder-se-ia inferir que não existe este elo, mas a criatura se purificando, torna sua indumentária cada vez mais tênue e este véu não sendo mais tão espesso acaba por abarcar a realidade mais completa e guarda consigo a lembrança mais vasta de suas experiências anteriores.

Alguns irmãos podem achar que a reencarnação é fruto de uma punição do Criador contra a Criatura, o que não se confirma, pois é justamente na reencarnação que reside a maior oportunidade, uma verdadeira concessão em favor do espírito para que possa operar sua própria recuperação.

“Livres, estamos interligados perante a LEI, para fazer o melhor, e, escravizados aos compromissos expiatórios, estaremos acorrentados uns aos outros no instituto da reencarnação, segundo a LEI, para anular o pior que já foi feito por nós mesmos nas existências passadas”.
“Ninguém entrará no reino dos céus se não nascer denovo”
“Nascer, viver, morrer, renascer de novo e progredir continuamente, tal é a Lei”
Allan Kardec

A LEI DE AÇÃO

Poderíamos por um momento acredita que apenas o fato de ser perdoado por nossos desafetos seria o suficiente para que a nossa consciência livrar-se do peso de uma má ação praticada, no entanto, sabemos que não é bem assim.

“Reconcilia-te com o teu inimigo” nos disse o Mestre, e aí sim, encontra-se um meio efetivo para que possamos rearmonizar a desarmonia de que fomos responsável, é preciso invariavelmente aliar arrependimento e reparação para ficar quites com a LEI, sem uma ou outra não alcançamos o intento.

Ao contrário do que se pode achar esta LEI não vem de fora, mas de dentro, pois é nossa própria consciência à medida que avança que não dá descaso e exige a reparação.

Nos diz Allan Kardec: “Unicamente a reparação pode anular o efeito, em destruindo a causa; o perdão seria uma graça e não uma anulação”.

Agora, se invertermos os papéis, temos uma lição diferente, o perdão liberta quem perdoa e não quem praticou a falta, quando nós perdoamos, nos sentimos verdadeiramente livres e mais felizes, ao passo que aquele que foi perdoado deverá invariavelmente reparar o mau que fez.

A grande LEI da Justiça Divina se traduz perfeitamente nesta máxima.

“A cada um conforme suas obras”
Deus não produziu o mal, mas este é fruto da ignorância dos homens, DEUS apenas o permite, porque sabe que dele sairá um bem maior.
“Na matemática do Universo, o destino dar-nos-á sempre daquilo que lhe dermos”

Emmanuel

LAÇOS DE FAMÍLIA

Temos que considerar os laços de família enquanto encarnados e os laços de família após o desencarne.

Durante a existência terrestre os laços de família consistem nos laços consangüíneos, porém no mundo espiritual não se passa exatamente assim. Para o ser desencarnado os laços de família são construídos ou extintos pela afinidade, pelas inclinações do ser.

Uma família encarnada na terra unida pelos laços consangüíneos não será necessariamente a família espiritual, no momento do desenlace da matéria densa o espírito vai ter com aqueles que conservam as mesmas aspirações, por exemplo, espíritos ligados à boemia encontrarão os ébrios, espíritos com interesse por substâncias tóxicas encontrarão viciados no mundo espiritual assim como espíritos caridosos certamente terão como companhia espíritos da mesma envergadura.

Também podemos considerar as ligações antagônicas, que constituem as famílias antipáticas, o filho que não suporta a mãe, o pai que não suporta a filha ou os cônjuges que não se toleram. Estes espíritos geram laços de família por vezes justamente para que substituam os laços de ódio até que se tornem afins, pois o destino da humanidade é a fraternidade completa. Enquanto uns servem de provas para outros, servem também de meio de progresso. Os maus se melhoram ao contato com os bons, afinal DEUS ajuda o homem pelo homem.

“Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam”
“E em toda parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos”
“O Lar é instituto de regeneração e amor, onde retomas a convivência dos amigos e desafetos das existências passadas para a construção do futuro melhor."
“O lar pejado de sacrifício, a família consangüínea a configurar-se por forja ardente, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso em forma de algema e a moléstia semelhando espinho na própria carne constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite.”
“Trazes hoje, na própria casa, a presença de certos familiares que te acompanham à feição de verdugos. Entretanto são eles credores de ontem, que surgem, no tempo, pedindo contas”
Emmanuel

A VIDA FUTURA

Eis uma questão que nos aflige de certo modo, porque sem termos a noção de que a vida não cessa no cerrar dos olhos cometemos muitos equívocos que prejudica o caminho evolutivo do ser. Não tendo consciência de que a vida futura depende das nossas ações no presente, o indivíduo busca todos os prazeres materiais ao seu alcance, sem se preocupar com as conseqüências.

O homem pensando apenas no presente comete todos os excessos possíveis, bebidas, fumo, sensualidade e acaba construindo para si mesmo problemas de ordem moral e física. É comum nos depararmos com recém nascidos que já trazem desde o útero da mãe problemas vasculares, pulmonares, renais, hepáticos. Problemas conquistados ao preço dos excessos de outros tempos.

E assim o homem empilha faltas inúmeras contra a própria consciência, por pensar que ao morrer tudo estará terminado.

A morte para o materialista, que pensa apenas nesta vida tem caráter horrendo, dor, sofrimento, sentimento de perda são alguns dos temperos deste momento para aqueles que passaram a vida alimentando o ateísmo.

Quando nos deparamos com a enfermidade de alguém em tenra idade, abonado, com tudo que a vida pode oferecer a mão logo nos apressamos em dizer.

- Coitado, é uma pena, ele tinha tudo, era muito feliz.

Nem por um momento pensamos na fase evolutiva daquele ser, nem nos apercebemos de quais as conseqüências desta pseudo tragédia para as vidas futuras desta criatura. Apressamos-nos em dizer que Deus é injusto, que se Deus existisse nada disso estaria acontecendo. Erramos sempre ao desconsiderar a vida futura.

A ignorância espiritual, o desinteresse com as coisas além da matéria, o ceticismo costumeiro e a despreocupação com o próprio destino sempre proporcionarão como colheita o medo, a incerteza e a decepção.

Quando a humanidade compreender que a vida presente não passa de um elo entre a vida passada e a vida futura se tornará mais razoável em suas resoluções, mudarão radicalmente os valores e com certeza uma nova humanidade estará sobre a terra, renovada nos seus conceitos. A preguiça, os excessos de toda ordem e o materialismo desmedido serão afastados para que seja valorizada a vida, as qualidades morais, a vontade de avançar espiritualmente, com certeza a terra estará transformada.

Nos diz Alan Kardec no livro “O céu e o Inferno” que a duração da expiação está subordinada ao melhoramento do culpado, vejamos que não é subordinado ao sofrimento do culpado e sim a sua depuração, as suas boas ações.

O homem quando desencarna responde por todos seus atos na terra, pelas mazelas que não aniquilou do seu caráter, durante sua vida na carne, suas dificuldades ou facilidades dependerão do maior ou menor grau de depuração a que alcançou.

Para a parte da humanidade que reside na Terra cabe ainda mais uma responsabilidade, uma vez que já teve todos os meios para se instruir já não pode mais se contentar em apenas não fazer o mal, também será considerado como falta todo o bem que poderia fazer e não fez. Facilmente chegamos à conclusão de que conhecimento é responsabilidade, nada que o PAI nos confia deve ficar a cargo da preguiça.

“Materialismo, afrodisíaco da irresponsabilidade moral”
Emmanuel

O CÉU E O INFERNO – OS ANJOS E OS DEMÔNIOS

O céu e o inferno, muito além de regiões específicas do Universo devem ser considerados como o momento de cada um em seu próprio universo Evolutivo.

“O Reino dos Céus é dentro de voz” nos diz o mestre."

O que isso quer nos dizer? Qual a mensagem por trás das palavras do MESTRE?

Jesus se referia ao estado de consciência de cada um, as dores ou as alegrias que cada um trás em sua consciência, pelos próprios atos construímos o nosso céu, ou o nosso inferno, depende da escolha que fazemos; avançar ou estacionar, nos despojarmos de nossos preconceitos, vícios, excessos ou simplesmente mantê-los.

Há que considerarmos também a contraparte física destes conceitos, as regiões do Universo são diferenciadas pela vibração que as caracteriza, em seus infinitos níveis de energia, desde as mais densas, regiões onde habitam espíritos culpados, renitentes no mal até as mais sutis onde podemos denominar como esferas elevadas.

Os espíritos em evolução estão encapsulados em diversos níveis de energia, do mais denso ao mais sutil podemos citar sete (Físico, etérico, Astral, Mental Concreto, mental abstrato, búdico e átmico)

Através de suas ações, de seus pensamentos e sentimentos o homem adensa ou sutiliza seus corpos de manifestação, quando desencarna leva consigo este “peso” que o situa entre as diversas regiões que circundam o orbe onde habita.

Um espírito que quando encarnado teve como norte de sua vida o Evangelho do Cristo, vivenciou a caridade e o amor ao próximo com certeza sutilizou sua roupagem fluídica e fica em condições de habitar as esferas mais elevadas, tem mais liberdade de ação, pode se deslocar com mais facilidade, encontrar aqueles que ama.

Já o homem que preferiu carregar em si mesmo as chagas da humanidade: o Egoísmo, o ciúme, a avareza, que prejudicou o seu irmão, em fim, que foi completamente alheio aos preceitos da vivência cósmica, adensou sua roupagem fluídica e com certeza não terá acesso as esferas mais elevadas quando cerrar os olhos do corpo físico, habitará no inferno que construiu para si mesmo até que a consciência se reajuste na senda do bem e a individualidade receba nova oportunidade de recuperar a si mesmo nascendo em um novo corpo de carne, carregando os estigmas que alimentou no passado.

A felicidade, a tristeza, o céu e o inferno são conquistas do espírito, cada ato, cada pensamento, cada palavra carrega consigo o tijolo que edifica o próprio destino.

Importante destacar que nenhuma criatura está fadada ao inferno eterno, ou seja, a estar sempre habitando o sofrimento. A LEI do progresso é clara, nada que foi criado por DEUS está fadado a derrota, ao sofrimento. A criatura sempre encontrará ensejo de crescer, de evoluir e de subir os degraus da Evolução.

Nos diz Allan Kardec em “O Evangelho Segundo o Espiritismo” que o Céu é ganho pela caridade e pela brandura”.

E os Anjos? Seriam seres privilegiados? Teriam eles sido criados já com toda a sabedoria e devotados ao sumo bem?

Segundo a Doutrina espírita os Anjos não são seres privilegiados, pois se houvesse dois sistemas de criação, não haveria justiça e, por conseguinte DEUS não seria perfeito.

Os Anjos de acordo com o Espiritismo são espíritos que já passaram por inúmeras experiências neste e em outros mundos, são seres que passaram por todas as etapas do processo evolutivo e alcançaram considerável evolução, o que lhes confere perante algumas doutrinas o título de Anjos, que para o Espiritismo são Espíritos muito avançados moral e intelectualmente, que já possuem uma união mais perfeita com o pai, fruto de seus esforços nos milênios incontáveis.

E os Demônios? Seriam seres criados exclusivamente criados para o mal e para sempre o serão? Será que algo que foi criado por DEUS que é soberanamente bom e justo vai negar pela eternidade a sua origem Divina?

Segundo a Doutrina Espírita a resposta é não. Demônios, espíritos maus, nada mais são que espíritos pouco esclarecidos, que por seu orgulho, sua vaidade e teimosia persistem por tempo indeterminado nas faixas mais baixas da vida, o que não podemos dizer que será para sempre, pois só depende do seu livre-arbítrio reformar-se e dar um passo na direção do criador. Portanto serão maus enquanto quiserem, pois como todas as criaturas também são dotadas de livre-arbítrio bastando uma vontade firme para dar início ao seu processo de renovação.

“Deus não concede privilégios, em qualquer estância do Universo, a alma recebe, inelutavelmente, da vida o bem ou o mal que da de si própria”
“O criador concede as criaturas, no espaço e no tempo, as experiência que desejem, para que se ajustem, por fim, às Leis de bondade e equilíbrio, que o manifestam. Eis por que, permanecer na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, é ação espiritual que depende de nós”
“O inferno, consolidado por localidade inferior ou estância de suplício, depois da morte, começa de cada um e comunica-se, pessoalmente, de espírito desvairado a espírito desvairado”
“A providência Divina permite a colonização dos seres bestializados, além do túmulo, em regiões específicas do espaço, para limitação e tratamento das calamidades mentais em que se projetaram ou que fizeram em merecer”
“A falta que depende de nós, chega antes, e o sanatório que corrige chega depois”
“O céu começará sempre em nós mesmos e o inferno tem o tamanho da rebeldia de cada um”
“O inferno é remorso, na consciência culpada, cujo sofrimento cessa com a necessária e justa reparação”
“Todas as vítimas das trevas serão trazidas a luz, e todos os caídos serão levantados, ainda que, para isso, a esponja do sofrimento tenha de ser manejado pelos braços da vida, em milênios de luta. Isso porque as leis Divinas são de justiça e misericórdia, e a providência inefável jamais decreta o abandono do pecador”
Emmanuel


Imprescindível recordar diariamente as advertências do MESTRE, pois em matéria de evolução, carecemos muito do “Amai vos uns aos outros como eu vos amei”.

Em matéria de Evolução o espírito necessita conscientizar-se de que é o único responsável pelos sofrimentos e alegrias que venha a passar, culpar o próximo, a Deus, aos desencarnados pelos nossos erros é infantil e deve fazer parte do passado desde já, assim à conquista de nossa própria libertação estará em nossas próprias mãos e jamais relegado aos outros.

Temos um só DEUS, uma só LEI que determina o espírito como sendo Juiz, advogado e réu de seus atos. Juiz porque a própria consciência deve definir os parâmetros do seu julgamento conforme cresce em conhecimento, advogado pelo bem que faz e que o defende em qualquer parte e réu pelas faltas que comete.

A vontade de servir e amar na seara do Criador sempre nos elevará, ao passo que se reter na ociosidade sempre será caminho de sofrimento na jornada de cada um.

Obras consultadas

Allan Kardec – O céu e o Inferno, A justiça Divina segundo o Espiritismo;
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier – Justiça Divina.

02 - JUSTIÇA DIVINA

Justiça Humana e Justiça Divina

Autor: Rodolfo Calligares

O capítulo II da Constituição Brasileira, que trata “dos direitos e das garantias individuais”, em seu art. 141, § 30 e 31, consagra dois princípios altamente humanitários, que vale a pena analisar e comparar com dois dogmas fundamentais das igrejas ditas cristãs.

Reza o citado § 30: “Nenhuma pena passará da pessoa do delinquente.”

Isto quer dizer que no Brasil, como de resto em todos os países civilizados do mundo, qualquer pena (punição que o Estado impõe ao delinquente ou contraventor, por motivo de cri­me ou contravenção que tenha cometido, com a finalidade de exemplá-lo e evitar a prática de novas infrações) só poderá recair sobre o culpado, não podendo, em hipótese alguma, alcançar outra(s) pessoa(s).

Exemplifiquemos: se um indivíduo cometer um crime, pelo qual seja sentenciado a uns tantos anos de prisão celular, mas venha a escapulir, sem que as autoridades policiais consigam apanhá-lo, ou faleça antes de haver cumprido toda a pena, não pode o Estado trancafiar um seu parente (filho, neto, etc.) para que cumpra ou resgate o final do castigo imposto a ele, criminoso.

Aliás, se o fizesse, passaria a si mesmo um atestado de despotismo e provocaria os mais veementes protestos, pois repugna às consciências esclarecidas admitir que “o inocente pague pelo pecador”.

Essa noção de intransferibilidade de méritos e deméritos, já a tinham os profetas do Velho Testamento. O cap. 18 de Ezequiel, v. g., versa exclusivamente esse ponto. Ali se diz que se um homem for bom e obrar conforme a equidade e a justiça, mas venha a ter algum filho ladrão, que derrame sangue ou cometa outras faltas abomináveis, este terá que arcar com as conse­quências de seus delitos, de nada lhe valendo as boas qualidades paternas.

Da mesma sorte, se um homem não guardar os preceitos divinos, se for um grande pecador, mas o filho “não fizer coisas semelhantes às que ele obrou”, não responderá pelos desacertos do pai. E conclui (v. 20):

“A alma que pecar, essa morrerá: o filho não carregará com a iniquidade do pai, e o pai não carregará com a iniquidade do filho; a justiça do justo será sobre ele, e a impiedade do ímpio será sobre ele.”

Claríssimo, pois não?

No entanto, tomando por base uma alegoria do Gênesis (cap. 3), cuja interpretação foge ao objetivo deste trabalho, — a Teologia engendrou e vem sustentando, através dos séculos, o dogma do “pecado original”, segundo o qual to­dos os homens, gerações pós gerações, inclusive aqueles que virão a nascer daqui a séculos ou milênios, são atingidos inexoravelmente por uma falta que não é sua!

Ora, mesmo que a referida alegoria bíblica (tentação de Eva e queda do homem) fosse um fato histórico, real, que culpa teríamos nós outros, da desobediência praticada por “nossos primeiros pais” num passado cuja ancianidade remonta à noite dos tempos?

Se a responsabilidade pessoal é princípio aceito universalmente; se nenhum Código Penal do mundo admite que se puna alguém por um crime praticado por seus ancestrais; como poderia Deus castigar-nos por algo de que não fomos participantes, ou melhor, que teria ocorri­do quando nem sequer existíamos?

Não é possível!

Se Deus nos criasse, mesmo, com esse estigma, expondo-nos, consequentemente, às mui­tas misérias da alma e do corpo, por causa do erro de outrem, então a Justiça Divina seria menos perfeita que a justiça humana, posto que esta, como vimos, não permite tal aberração.

Como é óbvio, o Criador hão pode deixar de ser soberanamente justo e bom, pois sem esses atributos não seria Deus. E como o dogma do “pecado original” não se coaduna com a Bondade e a Justiça Divinas, não há como fugir à conclusão, de que é falso e insustentável, sendo cada um responsável apenas pelos seus próprios atos, e não pelos deslizes de seus avoengos, ainda que eles se chamem Adão e Eva...

03 - JUSTIÇA DIVINA

Justiça Divina
"O Livro dos Espíritos" - Questões 971 a 976
Estudo Espírita
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br

Expositora: Deise Bianchini
Mato Grosso do Sul
20/11/1999

Dirigente do Estudo:
Mauro Bueno (nick: MBueno)

Oração Inicial:
<Ju_36> Amado Jesus, amigo, mestre, irmão maior. Pedimos, Senhor, que em teu nome, em nome de Maria, mãe de Jesus e dos bons espíritos de luz e paz aqui presentes, que possamos dar por iniciada mas uma reunião de estudos da doutrina espírita, com muita paz, amor, fé, luz e esperança em nossos corações. Senhor Jesus, te pedimos que abençoe os lares desabrigados, aqueles que se encontram em favelas, hospitais, abrigos, orfanatos e creches, em todos os lugares onde a tristeza e a angústia estiverem, permite Senhor que possamos ser seareiros de tua obra, permite que possamos ser mais pacientes, e que possamos ser cada vez feliz, com tuas bênçãos e de Maria. Possamos dar por iniciado nosso estudo e hoje com muita paz luz e amor ao próximo muita alegria. Assim seja!

Exposição:
<Naema> Boa noite queridos amigos. Os espíritos, após a morte do corpo, conservam a sua individualidade. Portanto, devemos sempre lembrar que a morte não nos livra das tentações. Embora as paixões não existam materialmente, para o espírito, elas ainda existem no pensamento.

Os maus dão vazão a esses pensamentos, e não podendo atuar, conduzirão suas vítimas aos lugares onde encontram as paixões que querem sentir. Sendo que a influência que os espíritos exercem uns sobre os outros dependerá do seu grau de evolução. Será boa por parte dos bons espíritos, mas os perversos procurarão desviar do caminho do bem e do arrependimento àqueles sobre os quais conseguirem exercer influência, através de sintonia.

Os sofrimentos que os espíritos maus passam são difíceis de descrever, mesmo através de seus relatos. Esses sofrimentos não são uniformes e variam ao infinito, segundo a natureza e o grau das faltas cometidas e são, quase sempre, essas faltas que servem como castigo. É assim que certos homicidas são constrangidos a permanecer no lugar do seu crime e a rever, sem cessar, suas vítimas sob seus olhos; que o homem de gostos sensuais e materiais conserva esses mesmos gostos, mas a impossibilidade de os satisfazer materialmente é para eles uma tortura; não há uma falta, uma imperfeição moral, uma ação má que não tenha, no mundo dos Espíritos sua contrapartida e suas conseqüências naturais e, por isso, não há necessidade de um lugar determinado e circunscrito: por toda parte em que se encontre, o espírito perverso carrega o seu inferno consigo. Os espíritos inferiores percebem a felicidade dos justos, e isso lhes é um suplício, porque compreendem que estão dela privados por sua própria culpa. O espírito liberto da matéria deseja uma nova vida corporal, pois cada existência, se for bem empregada, abrevia a duração desse suplício.

É então que o Espírito procede à escolha das provas, por meio das quais passa voluntariamente, por todo bem que poderia ter feito e não fez, assim como por todo o mal decorrente de não haver feito o bem. Os sofrimentos e as tristezas da Terra são percebidos pelos espíritos, mas eles consideram de outro ponto de vista esses sofrimentos, porque sabem que são úteis ao nosso progresso se os suportarmos com resignação. O que os entristece é a nossa falta de ânimo para os suportar. A crença no Espiritismo ajuda o homem a se melhorar, firmando-lhe as idéias sobre certos pontos do futuro, mas só o bem pode assegurar nosso sucesso.

Para finalizar , gostaria de colocar o relato de um espírito, que nos traz sua experiência para nosso aprendizado: vivia essa mulher, na época da escravidão, no campo. Era branca e casada com um negro liberto; apesar da vida saudável, ansiava pela cidade e suas novidades. Dele teve dois filhos negros e uma menina branca. Com a morte do companheiro finalmente mudou-se para a cidade. Como ainda era bonita, logo encontrou novo parceiro. Esse homem branco não aceitava os dois meninos negros e acabou convencendo-a a deixá-los para que eles corressem o mundo, sendo que, a menina poderia acompanhá-los. Ele os vendeu como escravos, sendo levados, acorrentados, a trabalhar em uma estrada de ferro.

O tempo passou, ela e a filha tornaram-se cortesãs, encaminhadas por esse mesmo homem. A filha morreu jovem, e ela, após levar a vida em "diversão", também acabou por morrer, sem nunca se preocupar com o destino dos meninos.

Ao chegar ao plano Espiritual teve o filho mais velho como terrível obsessor, que através de induções a manteve acorrentada à mesma estrada de ferro onde ele havia morrido por maus tratos dos feitores. Após pensar em suas atitudes e tudo que tinha feito, achou que merecia o castigo e dentro de um remorso destrutivo, passou muitos anos a vagar, do começo ao fim, nessa estrada de ferro, achando que ficaria ali por toda eternidade, sendo por algum tempo observada por seu inimigo.

Após muito tempo conseguiu perceber a presença do filho mais novo. A princípio teve medo de novos castigos, mas aos poucos conseguiu ouví-lo. Foi quando percebeu que ele não iria ferí-la. Esse filho falava-lhe de amor, de perdão, da bondade de Deus, da necessidade de arrepender-se e pedir perdão e que ele a havia perdoado. Mas ainda ficou muito tempo nesse local, sentindo revoltada contra tudo, até que não tolerando mais o sofrimento, começou a mudar.

Nesse momento o socorro foi possível, e agora, já recuperada, após vagar 87 anos, tem esperanças de poder reparar seus erros e poder fazer o bem àqueles Espíritos que tanto prejudicou.(t)

Perguntas/Respostas:
[01] <Confrade> No plano espiritual temos formas pensamento. Os espíritos não conseguem modelar o seu pensamento e se satisfazer como quando encarnados? (t)

<Naema> Não, porque lhes falta o corpo físico. A satisfação que lhes poderia advir é só moral. (t)

[02] <}FFeItIcEiRa{> Quanto a questão do auxílio, devemos lembrar que, temos auxílio superior sempre que desejamos, não é? Por isso acho que no caso supra, o irmão menor soube perdoar sua mãe e auxiliá-la a tempo. Isso não significa que o outro irmão foi auxiliado, não é? (t)

<Naema> O irmão mais novo foi auxiliado mais cedo, pois utilizou-se do perdão. O que ela não percebeu foi que seu obsessor já não se encontrava lá. Ele havia sido socorrido, mas ela estava tão envolta em sentimentos destrutivos que demorou até a perceber o socorro que estava ao seu alcance e ela poderia também ter se afastado do local mas, para ela as correntes eram físicas e tinham o poder de prendê-la (t)

<MBueno> Temos aqui de observar que a Justiça Divina se processa através da própria consciência do espírito sofredor.

Este aspecto é tremendamente importante, pois o remorso do sofredor abaixa seu padrão vibratório e o faz sofrer conforme sua descrição. (t)

[03] <|Curiosa|> Como pode o remorso ser construtivo?

<Naema> Ele pode ser construtivo a partir do momento que te serve de lição, que te mostra os erros cometidos e causa a vontade de mudar. A partir do momento que você percebe que errou, e isto te causa um sentimento de querer acertar, o remorso foi construtivo.

Por outro lado, se você sente o remorso e fica achando que merece tudo de mau que daí resulta, sem procurar os caminhos da reforma, aí ele será destrutivo. Use esse sentimento como um impulso para subir como num salto, quando você se agacha é o momento do remorso, do arrependimento, quando você salta é o resultado de sua vontade de mudar, de sair do lugar, para o alto, para o perdão. (t)

[04] <Guest9068> Parece-me que só temos conhecimento sobre a Justiça Divina "a posteriori", ou seja, depois do caso passado. Não lhe parece uma falta a não concepção de com o que haveremos de nos deparar, pela não observância das leis de Deus? (t)

<Naema> Isso nos remete à questão feita antes da palestra:

873 – "O sentimento de justiça está na natureza ou vem de idéias adquiridas?"

"Está na natureza. O progresso moral desenvolve, sem dúvida, esse sentimento, mas não o dá. Deus o colocou no coração do homem. Daí vem que, freqüentemente, em homens simples e incultos se vos deparam noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal de saber." Se erramos, isso vem de nosso livre arbítrio. (t)

[05] <Sergio_PR> Quando uma pessoa que cometeu atos maus desencarna, ela sofre com a visão dos quais ela cometeu esse mal. Os espíritos obsessores, que estão praticando o mal, não tem essa mesma consciência, que deveria afastá-los do mal? (t)

<Naema> Eles não tem essa consciência, pois conservam as falhas morais, mas com o tempo cairão em si, com certeza. (t)

[06] <}FFeItIcEiRa{> Mas o remorso rebaixa o padrão vibratório em todos os casos? Por exemplo: se o remorso é um arrependimento do ato cometido e aí sim, facilitaria o seu auxilio? Não aumentaria nesse caso o padrão vibratório? (t)

<Naema> Como você está colocando sim. No exemplo citado esse espírito sentia um remorso sem arrependimento. Só admitia sua culpa e se achava merecedora de tudo que estava recebendo. Sua própria consciência pesada é que a prendia. Quando o remorso resultou em arrependimento, ficou em posição de receber auxílio. Aí é que pode elevar seu padrão vibratório e ser socorrida. (t)

[07] <}FFeItIcEiRa{> Devemos lembrar que nós, encarnados, também ficamos remoendo falhas praticadas, não é? E acabamos piorando a situação pois não conseguimos evoluir nunca! Assim, não adianta simplesmente errar e se arrepender, temos que modificar nossos atos e começar a modificar-nos interiormente primeiro, não é?

<Naema> Exatamente! Você tocou no ponto certo. O arrependimento vazio não nos dignifica. Ele deve nos auxiliar em nossa reforma íntima. (t)

[08] <Sergio_PR> A Justiça Divina trata igualmente duas pessoas que erraram, sendo que uma delas tenha 17 anos de vida, e a outra, tenha, por exemplo, 30?

<Naema> Depende, acho que a idade não indica o grau de erro, mas sim o conhecimento. (t)

[09] <|Curiosa|> Perdoar a nós mesmos! Esse não é um dos primeiros passos para a nossa reforma íntima?

<Naema> Sim, desde que esse perdão venha seguido da vontade de mudar. (t)

[10] <Confrade> Acredito que o arrependimento das faltas é o primeiro passo para o auxílio, mas buscar uma elevação para não recair no erro, este sim é o objetivo da vida. (t)

<Naema> Sim, por isso coloquei a vontade de mudar. Se ficarmos perdoando nosso erros, vamos repetindo-os sempre e então, será em vão.(t)

[11] <_angelo_> Amiga Naema, apenas para reforçar respostas anteriores, Kardec nos informa no livro "O Céu e o Inferno": Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e as suas conseqüências, certo?

<Naema> Sim, bem colocado. (t)

[12] <Dourado-sp> A Questão 977-a de "O Livro dos Espíritos" nos informa do sofrimento das almas errantes aqui na Terra, que, ao desencarnarem, enfrentam suas vítimas e/ou seus opositores. Sabemos que o espirito prejudicado, tem ascensão sobre o seu oponente no mundo espiritual. Poderíeis explicar até onde é possível e permitido estas obsessões? O que se pode fazer fora da matéria para conciliarmos com nossos oponentes? Quando o oponente não quer e nos persegue, existem formas? (t)

<Naema> Lembre-se que apesar de termos nossos inimigos, temos também nossos amigos. Por isso colocamos que nem todos os casos são iguais. Podemos ter grandes obsessores que ainda sentem necessidade de nos julgar e exigir reparações, mas dependerá de nós o auxílio que receberemos e se formos merecedores. Quando esse espírito estiver pronto, poderemos reparar os erros que fizemos em relação a ele. (t)

[13] <}FFeItIcEiRa{> Uma questão interessante também: esses dias lendo um livro de André Luiz, observei que, estamos em contínuo resgate, não é? E, estes resgates não se tratam somente de faltas passadas, mas sim das praticadas nessa mesma encarnação. Por isso a necessidade de nos policiarmos sempre, não é? Pois resgatando falhas praticadas aqui, subiremos sempre um degrau a mais, não havendo necessidade de um novo reencarne, não é?

<Naema> Sim, podemos resgatar desde agora nossas falhas, mas quanto a um novo reencarne, tenho minhas dúvidas se conseguiríamos resgatar tudo dessa vez. (t)

[14] <Carlos^Gessinger> Os espíritas, por serem conhecedores das conseqüências de nossos atos durante a vida, caso não façam o mal mas, também não pratiquem o bem, sofreriam mais do que alguém, nas mesmas condições, que não é espírita e não conhece esse outro lado?

<Naema> Sim, quanto maior o seu conhecimento mais lhe será cobrado. Um exemplo bem simples: duas pessoas que abortem, uma espírita e a outra não. Quem tinha mais condições de saber de todas as conseqüências e mesmo assim praticou o ato? Somos responsáveis também pelo bem que deixamos de fazer.(t)

Oração Final:
<Claralice> Boa noite a todos! Vamos nos envolvendo na atmosfera de paz que sentimos durante estes momentos de estudo, e vamos agradecer a todos os bons amigos espirituais que muito colaboram conosco, permitindo-nos aqui estarmos em sintonia com o estudo e com o objetivo de progredirmos de evoluirmos na direção do Bem que nos cabe realizar. Agradecemos aos mentores espirituais que assistem e assistiram aos amigos encarnados que aqui trabalham para trazerem assuntos palpitantes e necessários ao nosso entendimento. Abençoe, Jesus, nossos amigos Naema e MBueno, abençoe também todos aqueles irmãos que neste momento aqui estão trazendo o coração em chagas de arrependimento e culpa conforme as explicações recebidas. Permita-lhes Mestre, a oportunidade bendita do remorso construtivo e da reparação abnegada e perseverante. E assim, estendendo nossos pensamentos e nossos sentimentos de amor e fraternidade a todos nosso irmãos em humanidade, pedimos ainda, Jesus, que a sua paz seja por hoje e sempre.

04 - JUSTIÇA DIVINA

Justiça Divina
2011-02-27 19:39:10


Fabrício Gasparetto

Falando de Justiça Divina, a primeira questão que devemos trazer à tona é a da NÃO EXISTÊNCIA DO NADA, pois o NADA não existe.

Que sentido teria nossa vida se nossas conquistas morais se perdessem da noite para o dia? Onde estaria a Justiça Divina, se realmente existisse o nada? E se as pessoas que se dedicaram a vida toda ao amor e à caridade tivessem o mesmo destino de alguém que só fez o mal aos seus semelhantes?

Acreditar em Deus sem admitir a vida futura é um grande contrassenso.

O homem sempre se preocupou com o seu futuro após a morte. Independentemente da religião a que pertença, e de qual destino essa crença dê à sua alma após a morte. Mas de acordo com a interpretação ou interesses da instituição, uma coisa não se nega: a continuidade da vida.

Temos o costume de avaliar as passagens, as dificuldades da vida como castigos divinos. Atavismos ancestrais levam significativa parte da humanidade a acreditar-se “pecadora”, e que esses pecados resultaram de castigo por parte de Deus.

Essa forma de pensar foi herdada das religiões que abordam o assunto justiça divina de forma totalmente equivocada, utilizada para controlar as pessoas e manter a sua estrutura. Criam na mente desses espíritos a falsa ideia de que o ser humano tem de sofrer, ser punido pelos seus erros.

Derivativo deste pensamento é acreditar que Deus é cruel e vingativo; que ele castiga os seus filhos. E erro maior ainda é o de se considerar que toda pena é eterna em local destinado ao suplício.

O Espiritismo e a razão nos dão outra visão. O homem não é um pecador; é um espírito criado simples e ignorante, destinado a alcançar, por seu próprio esforço, a plenitude, a perfeição, a felicidade maior que existe em planos espirituais mais elevados. Deus criou todos iguais, sem privilégios para ninguém, e dotou o homem do livre-arbítrio, para que cada um possa caminhar com plena liberdade de ação e aprender com o próprio erro. Estabeleceu uma lei de resgate natural, denominada Lei de Causa e Efeito.

A Lei de Causa e Efeito é complemento necessário à Lei de Justiça, de Amor e de Caridade. Por ela o homem vai, com seu próprio esforço, corrigindo os erros, se purificando, até alcançar a perfeição e a consequente felicidade.

A Lei de Causa e Efeito, também chamada de Lei de Ação e de Reação, é automática, ou seja, gera naturalmente consequências em relação aos nossos atos. Atos bons trazem como consequência efeitos positivos. Atos maus, efeitos ruins. Atos medianos e neutros, efeitos iguais. Tudo interligado em uma teia complexa e surpreendente.

A semeadura é livre, a colheita é obrigatória. Todos, absolutamente todos, colheremos sempre apenas e tão somente o que plantarmos. Por analogia, citamos o caso real das plantações na terra: podemos escolher se vamos plantar trigo, soja ou espinhos, mas a colheita vai ser obrigatoriamente aquilo que plantamos.

O homem, no início simples e ignorante, vai ampliando o seu livre-arbítrio à medida que avança em sua reforma íntima. Ele erra, porque é imperfeito. Com as consequências de seus erros, ele aprende; e quando aprende, não erra mais.

O erro é consequência da imaturidade. Um exemplo claro é o das crianças, que em seu processo de aprendizagem sofrem muitas vezes efeitos de seus atos, e, quando adultos, sorriem ou se envergonham ao verificar quanta coisa tiveram de passar por sua própria culpa. Quem já não ouviu aquela velha frase: "Se eu tivesse, quando mais jovem, a experiência que tenho hoje, como as coisas teriam sido diferentes..."

Então, a questão da causa e efeito se explica bem diante de nossas atitudes, principalmente em pensamentos e sentimentos, que serão as causas das nossas tristezas e sofrimentos ou das alegrias e conquistas.

A forma como visualizamos as coisas, as dificuldades, as facilidades, nos agitam ou nos tranquilizam. Está em nós, muitas vezes, a solução para os nossos problemas. Não é fácil passar por privações, doenças, mortes de entes queridos, pois estamos em aprendizado, mas devemos aceitar e lutar, para superar essas dificuldades da melhor forma possível e com muita fé em Deus.

Na verdade, se pensarmos um pouco, Jesus foi um exemplo na Terra de amor puro e de perdão incondicional. A porção divina materializada.

No caso de Deus, então, é a suprema perfeição, causa primária de todas as coisas. Deus é infinitamente bom e justo e não castiga os seus filhos; eis que apenas criou a lei de causa e efeito, para que todos nós somente soframos as consequências de nossos próprios atos e, com essas dificuldades, possamos avançar infinitamente.

Deus nos criou para a felicidade, não para o sofrimento. É um erro supor que a Terra será sempre um vale de lágrimas. Ela, hoje, ainda como planeta de provas e expiações, abriga em seu seio espíritos muito imperfeitos. E a situação desordenada do mundo nada mais é do que a colheita coletiva que estamos fazendo dos atos repletos de egoísmo e de toda essa falta de amor com que temos agido ao longo de nossa caminhada, em nossas reencarnações. Forma em que ainda insistimos em agir nesta existência.

Aprendendo a nos amarmos, e colocando esse amor na frente de todos os nossos atos, mudaremos o mundo e construiremos, aqui na Terra, um planeta maravilhoso, fraterno, saudável, sustentável e feliz. Somos os construtores de nosso destino. Por enquanto, ainda plantamos muito egoísmo e agimos com muita falta de amor. Mas nossos erros guardam em si mesmos o remédio para nossos males e nos impulsionam a mudar nossos hábitos e promover a cada dia a nossa reforma íntima.

Na verdade, temos que começar a ver Deus de outra forma. Não como um Senhor ou um Rei, pois ele não se coloca desta forma, respeita nosso livre-arbítrio, entende nossa ignorância e nos ama, mesmo quando cometemos o pior dos crimes. Muito melhor nos colocarmos diante de Deus como auxiliares da boa-nova, como professores praticantes de seus ensinamentos, do que O temermos e cumprirmos rituais criados pelos homens, que não têm sentido algum.

E sempre temos o Evangelho:

“Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado”.

As coisas do mundo nos confundem, e cabe a nós diferenciarmos o que é importante e o que é transitório, inútil, fútil, em nosso dia a dia.

Poucos de nós compreendemos que somente provas bem suportadas podem nos conduzir à elevação espiritual.

O desânimo é uma falta, pois devemos ter coragem para persistir.
Nós devemos agradecer a Deus por nos enviar à luta, pois não temos amor e perdão ainda como características nossas. Não praticamos a caridade como hábito permanente, não olhamos ainda as pessoas à nossa volta, independentemente de classe social, raça, cor, religião, como nossos irmãos.

No livro “A CABANA”, de William Young, o personagem Mack trava um diálogo com Jesus que nos faz refletir como ainda estamos enraizados a instituições, dogmas e preconceitos e com dificuldade de compreender o que é o amor universal:

JESUS: Mack, eu as amo (falando das pessoas da igreja/instituições). E você comete um erro julgando-as. Devemos encontrar modos de amar e servir os que estão dentro do sistema, não acha? Lembre-se, as pessoas que me conhecem são aquelas que estão livres para viver e amar sem qualquer compromisso.

MACK: É isso que significa ser cristão? – Achou-se meio idiota ao dizer isso, mas era como se estivesse tentando resumir tudo na cabeça.

JESUS: Quem disse alguma coisa sobre ser cristão? Eu não sou cristão. (Grifo nosso).
A ideia pareceu estranha e inesperada para Mack e ele não pôde evitar uma risada.

MACK: Não, acho que não é.

Chegaram à porta da carpintaria. De novo Jesus parou.

JESUS: Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, e em irmãos e irmãs, meus amados. (grifo nosso).

MACK: Isso significa que todas as estradas levam a você?

De jeito nenhum - sorriu Jesus, enquanto estendia a mão para a porta da oficina. – A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês. (Grifos nossos).


Então, devemos raciocinar para perceber o que realmente vem da Justiça Divina e o que foi criado pelos homens que são, por essência, cheios de imperfeições e, consequentemente, de interesses.

A Justiça de Deus é amor, e o amor é uma usina geradora de felicidade que nos conduzirá sempre pelo melhor caminho, para que possamos cumprir nossos objetivos nesta encarnação.

Se você ainda não sabe exatamente o que a vida deseja de você mesmo, tente aprender a amar e, com certeza, cumprirá a maioria, senão a totalidade de Seus desígnios.

Mensagem de Emmanuel: Diante de Deus

Para Jesus, a existência de Deus não oferece motivo para contendas e altercações.
Não indaga em torno da natureza do Eterno.
Não pergunta onde mora.
Nele não vê a causa obscura e impessoal do Universo.
Chama-lhe simplesmente “nosso Pai”.
Nos instantes de trabalho e de prece, de alegria e de sofrimento, dirige-se ao Supremo Senhor, na posição de filho amoroso e confiante.
O Mestre padroniza para nós a atitude que nos cabe perante Deus.
Nem pesquisa indébita.
Nem inquirição precipitada.
Nem exigência descabida.
Nem definição desrespeitosa.
Quando orares, procura a câmara secreta da consciência e confia-te a Deus, como nosso Pai Celestial.
Sê sincero e fiel.
Na condição de filhos necessitados, a Ele nos rendamos lealmente.
Não perguntes se Deus é um foco gerador de mundos ou se é uma força irradiando vidas.
Não possuímos ainda a inteligência suscetível de refletir-lhe a grandeza, mas trazemos o coração capaz de sentir-lhe o amor.
Procuremos, assim, nosso Pai, acima de tudo, e Deus, nosso Pai, nos escutará.
(Fonte Viva, F.C. Xavier/Emmanuel)


Bibliografia:

Xavier, Chico. Fonte viva. Editora FEB, 2007.
Xavier, Chico. Jesus no lar. Editora FEB, 2008.
Kardec, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo. Editora FEB, 2008.
Kardec, Allan. O Céu e o Inferno. Editora FEB, 2005.
Losier, Michael J. A lei da Atração. Editora Nova Fronteira, 2007

05 - JUSTIÇA DIVINA

JUSTIÇA DIVINA- palestra de Flávio de 12/11

Não há uma única imperfeição da alma que não carregue consigo as suas conseqüências deploráveis, inevitáveis, e uma única boa qualidade que não seja a fonte de um prazer. A soma das penas assim é proporcional à soma das imperfeições, do mesmo modo que a dos gozos está em razão da soma das qualidades. A alma que tem dez imperfeições, por exemplo, sofre mais do que aquela que não as tem senão três ou quatro; quando, dessas dez imperfeições, não lhe restar senão a quarta parte ou a metade sofrerá menos, e, quando não lhe restar nenhuma delas, não sofrerá mais de qualquer coisa e será perfeitamente feliz. Tal, sobre a Terra, aquele que tem várias enfermidades sofre mais do que aquele que não tem senão uma, ou que não tem nenhuma. Pela mesma razão, a alma que possui dez qualidades goza mais do que aquela que as tem menos. Allan Kardec. O Céu e o Inferno – Capítulo VII – Parágrafo

Mensagem de Emmanuel: Corrigir e Pagar

Cada hora, no relógio terrestre, é um passo de tempo, impelindo-te às provas de que necessitas para a sublimação do teu destino.
Exclamas no momento amargoso: "Dia terrível!".
Esse, porém, é o minuto em que podes revelar a tua grandeza.
À frente da família atribulada, costumas dizer: "O parente é uma cruz".
Tens, contudo, no lar, o cadinho que te aprimora.
Censurando o companheiro que desertou, repetes, veemente: "Nem quero vê-lo".
No entanto, esse é o amigo que te instrui nos preceitos do silêncio e da tolerância.
Lembrando o recinto, em que alguém te apontou o caminho das tuas obrigações, asseveras em desconsolo: "Ali, não ponho mais os pés".
Todavia, esse é o lugar justo para a humildade que ensinas.

Quando as circunstâncias te levam à presença daqueles mesmos que te feriram, foges anunciando: "Não tenho forças".
Entretanto, essa é a luminosa oportunidade de pacificação que a vida te oferta.
Se sucumbes às tentações, alegas, renegando o dever: "Seja virtuoso quem possa".
Mas esse é o instante capaz de outorgar-te os louros da resistência.
Toda conquista na evolução é problema natural de trabalho, porque todo progresso tem preço; no entanto, o problema crucial que o tempo te impõe é debito do passado, que a Lei te apresenta à cobrança.
Retifiquemos a estrada, corrigindo a nós mesmos.
Resgatemos nossas dívidas, ajudando e servindo sem distinção.
Tarefa adiada é luta maior e toda atitude negativa, hoje, diante do mal, será juro de mora no mal de amanhã.
(Justiça Divina, F.C. Xavier/Emmanuel)

Nossa mentalidade é primordialmente centrada na necessidade de pagar, mas Jesus nos dá conta de um Pai que é acida de tudo misericordioso e quer que nós corrijamos nossas atitudes pois é Pai e não simplesmente paguemos, pois não é agiota.
Pagar na Agenda Divina é Corrigir!
No Livro de Contas de Débitos e Créditos, Deus nos oferece sempre créditos que nos facilitem repararmos e sanarmos as nossas falhas pretéritas.
O que importa é reparar.
A Lei de Causa e Efeito pede que melhoremos pela Ação e não pelo nosso Sofrimento. Sofrer somente serve para limitar a ação de nossos erros, mas para curar as nossas enfermidade psíquicas é fundamental Agir. Ação no Bem, na Caridade, no Serviço Humilde, como uma Pena Alternativa que a Justiça Terrestre finalmente considerou necessária para as penalidade humanas.
Se o homem, que ainda é imperfeito já pode conceber a comutabilidade penal em serviços comunitários para o bem geral e educação do faltoso, como Deus, no seu Amor Incondicional, não nos prepara penas alternativas para comutar o nosso castigo em ação meritória? Esse é o formidável panorama que a Lei das Vidas Sucessivas nos ofererce. Disse Jesus citando Oséias 6:6 : "porque eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos."

Jesus disse isso quando encontrou o seu discípulo Levi, que era cobrador de impostos, um publicano. Foi almoçar na casa de Levi e os fariseus o reprovaram. Ao que Jesus respondeu: "Ide e aprendei o que significam estas palavras: Misericórdia quero e não o sacrifício."
Estas palavras demonstram que Jesus no seu tribunal celeste quer reconhecer o que fizemos para reparar os nosso erros e não o quanto nos mutilamos para cumprirmos sentenças .
Da mesma forma, quer que retornemos a este mundo, pois ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo, para repararmos, corrigirmos, reformarmos, reestruturarmos a nossa conduta, nossos hábitos, nossos vícios, transformando a multidão de pecadores num colégio de santos.
E na Doutrina Espírita que nos apresenta Jesus como aquele que faz a promessa de um Novo consolador, afirmando que Ele mesmo também o era, diz que o Paráclito é um Advogado! É um defensor de nossas almas no julgamento de Deus. Toda a cristandade fundamenta-se na Instituição de um julgamento , de um Juizo, de um tribunal superior. E João, nos afirma em sua 1 epístola, capítulo 2: "Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo."
Jesus Não quer que pequemos, não quer que erremos, não quer que caiamos, não quer que fracassemos, não quer que falhemos em nenhum momento de nossas vidas. Mas afirma o Apóstolo de Patmos, que se errarmos, falharmos, cairmos, fracassarmos, teremos um Defensor Público no Tribunal Celeste.
Assim, tenhamos confiança em Deus, creiamos em Jesus, não perturbemos os nosso corações, creiamos e oremos sempre por mais Fé, por que temos quem por nós interceda nos planos mais elevados da Criação!