MALEDICÊNCIA
BIBLIOGRAFIA
01- Agenda cristã - pág. 129 02 - Almas em desfile - pág. 205
03 - Calma - pág. 27, 33 04 - Caminho, verdade e vida - pág. 111, 165
05 - Celeiros de bênçãos - pág. 58 06 - Chico e Emmanuel - pág. 73
07 - Contos desta e doutras vidas - pág. 143 08 - Convites da vida - pág. 115
09 - Estante da vida - pág.53 10 - Estude e viva - pág. 57, 89
11 - Expiação - pág. 147 12 - Falando à Terra - pág. 182
13 - Fonte viva - pág. 119, 341 14 - Lampadário Espírita - pág. 127
15 - Luz acima - pág. 187

16 - Mediunidade e medicina - pág. 84

17 - Messe de amor - pág. 57 18 - No mundo maior - pág. 77
19 - O Espírito da Verdade - pág. Ref. Esp. 20 - Os mensageiros - pág. 40
21 - Pérolas do além - pág. 143 22 - Pontos e contos - pág. 227
23 - Veladores da luz - pág. 29 24 - Vozes do grande além - pág. 136

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

MALEDICÊNCIA – COMPILAÇÃO

07 - Contos desta e doutras vidas - Irmão X - pág. 143

31 - A campanha da paz
Estabelecidos em Jerusalém, depois do Petencostes, os discípulos de Jesus, sinceramente empunhados à obra do Evangelho, iniciaram as campanhas imprescindíveis às realizações que o Mestre lhes confiara. Primeiro, o levantamento de moradia que albergasse . Entremearam possibilidades, granjearam o de simpatizantes da causa, sacrificaram pequenos luxos, e o teto apareceu, simples e acolhedor, onde os necessitados passaram a receber esclarecimentos e consolação, em nome do Cristo.

Montada a máquina de trabalho, viram-se defrontados por novo problema. As instalações demandavam expressivos recursos. Convocações à solidariedade se fizeram ativas. Velhos cofres foram abertos, canastras rojaram-se de borco, entornando as derradeiras moedas, e o lar da fraternidade povoou-se de leitos e rouparia, candeias e vasos, tinas enormes e variados apetrechos domésticos.

Os filhos do infortúnio chegaram em bando. Obsidiados eram trazidos de longe, velhinhos que os descendentes irresponsáveis atiravam à rua engrossavam a estatística dos hóspedes, viúvas acompanhadas por filhinhos chorosos e magricelas aumentavam na instituição, dia a dia, e enfermos sem ninguém arrastavam-se na direção da pousada de amor, quando não eram encaminhados até aí em padiolas, com as marcas da morte a lhes arroxearem o corpo enlanguescido.

Complicaram-se as exigências da manutenção e efetuaram-se coletas entre os amigos. Corações generosos compareceram. Remédios não escassearam e as mesas foram supridas com fartura. Obrigações dilatadas reclamaram concurso humano. Os continuadores de Jesus apelaram das tribunas, solicitando braços compassivos que lavassem os doentes e distribuíssem os pratos. Cooperadores engajaram-se gratuitamente e formaram-se os diáconos prestimosos.

Criancinhas começaram a despontar na estância humilde e outra espécie de assistência se impôs, rápida. Era necessário amontoar o material delicado em que os recém-nascidos, à maneira de pássaros frágeis, pudessem encontrar o aconchego do ninho. Senhoras abnegadas esposaram compromissos. A legião protetora do berço alcançou prodígios de ternura. E novas campanhas raiavam, imperiosas. Campanhas para o trato da terra, a fim de que as despesas diminuíssem. Campanhas para substituir as peças inutilizadas pelos obsessos, quando em crises de fúria. Campanhas para o auxílio imediato às famílias desprotegidas de companheiros que desencarnaram. Campanhas para mais leite em favor dos pequeninos.

Entretanto, se os apóstolos do Mestre encontravam relativa facilidade para assegurar a mantença da casa, reconheciam-se atribulados pela desunião, que os ameaçava, terrível. Fugiam da verdade. Levi criticava o rigor de Tiago, filho de Alfeu. Tiago não desculpava a tolerância de Levi. Bartolomeu interpretava a benevolência de André como sendo dissipação. André considerava Bartolomeu viciado em sovinice. Se João, muito jovem, fosse visto em prece, na companhia de irmãs caídas em desvalimento diante dos preconceitos, era indicado por instrumento de escândalo.

Se Filipe dormia nos arrabaldes, velando agonizantes desfavorecidos de arrimo familiar, regressava sob a zombaria dos próprios irmãos que não lhe penetravam a essência das atitudes.bCom o tempo, grassaram conflitos, despeites, queixumes, perturbações. Cooperadores insatisfeitos com as próprias tarefas invadiam atribuições alheias, provocando atritos de consequências amargas, junto dos quais se sobrepunham os especialistas do sarcasmo, transfigurando os querelantes em trampolins de acesso à dominação deles mesmos.

Partidos e corrilhos, aqui e ali. Cochichos e arrufos nos refeitórios, nas cozinhas enredos e bate-bocas. Discussões azedavam o ambiente dos átrios. Fel na intimidade e desprezo por fora, no público que seguia, de perto, as altercações e as desavenças. Esmerava-se Pedro no sustento da ordem, mas em vão. Aconselhava serenidade e prudência, sem qualquer resultado encorajador. Por fim, cansado das brigas que lhes desgastavam a obra e a alma, propôs reunirem-se em oração, a benefício da paz. E o grupo passou a congregar-se uma vez por semana, com semelhante finalidade.

Apesar disso, porém, as contendas prosseguiam, acesas. Ironias, ataques, remoques, injúrias...Transcorridos seis meses sobre a prece em conjunto, uma noite de angústia apareceu, em que Simão implorou, mais intensamente comovido, a inspiração do Senhor. Os irmãos, sensibilizados, viram-no engasgado de pranto. O companheiro fiel, rude por vezes, mas profundamente afetuoso, mendigou o auxílio da Divina Misericórdia, reconhecia a edificação do Evangelho comprometida pelas rixas constantes, esmolava assistência, exorava proteção...

Quando o ex-pescador parou de falar, enxugando o rosto molhado de lágrimas, alguém surgiu ali, diante deles, como se a parede, à frente, se abrisse por dispositivos ocultos, para dar passagem a um homem. Â luz mortiça que bruxuleava no velador, Jesus, como no passado, estava ali, rente a eles... Era ele, sim, o Mestre!... Mostrando o olhar lúcido e penetrante, os cabelos desnastrados à nazarena e melancolia indefinível na face calma, ergueu as mãos num gesto de bênção!...Pedro gemeu, indiferente aos amigos que o assombro empolgava:

— Senhor, compadece-te de nós, os aprendizes atormentados!... Que fazer, Mestre, para garantir a segurança de tua obra? Perdoa-me se tenho o coração fatigado e desditoso!...— Simão — respondeu Jesus, sem se alterar —, não me esqueci de rogar para que nos amássemos uns aos outros...— Senhor — tornou Cefas —, temos realizado todo o bem que nos é possível, segundo o amor que nos ensinaste. Nossas campanhas não descansam... Temos amparado, em teu nome, os aleijados e os infelizes, as viúvas e os órfãos...

— Sim, Pedro, todas essas campanhas são aquelas que não podem esmorecer, para que o bem se espalhe por fruto do Céu na Terra; no entanto, urge saibamos atender à campanha da paz em si mesma...— Senhor, esclarece-nos por piedade!... Que campanha será essa?!...Jesus, divinamente materializado, espraiou o olhar percuciente na diminuta assembleia e ponderou, triste:— O equilíbrio nasce da união fraternal e a união fraternal não aparece fora do respeito que devemos uns aos outros...

Ninguém colhe aquilo que não semeia... Conseguiremos a seara do serviço, conjugando os braços na ação que nos compete ; conquistaremos a diligência, aplicando os olhos no dever a cumprir; obteremos a vigilância, empregando criteriosamente os ouvidos; entretanto, para que a harmonia permaneça entre nós, é forçoso pensar e falar acerca do próximo, como desejamos que o próximo pense e fale sobre nós mesmos...

E, ante o silêncio que pesava, profundo, o Mestre rematou:— Irmãos, por amor aos fracos e aos aflitos, aos deserdados e aos tristes da Terra, que esperam por nós a luz do Reino de Deus, façamos a campanha da paz, começando pela caridade da língua.

10 - Estude e viva - Emmanuel e André Luiz - pág. 57, 89

Companheiros francos
Na esfera do sentimento, somos habitualmente defrontados por certa classe de amigos que são sempre dos mais preciosos e aos quais nem sempre sabemos atribuir o justo valor: aqueles que nos dizem a verdade, acerca das nossas necessidades de espírito. Invariavelmente, categorizamos em alta conta as afeições que nos assegurem conveniências de superfície, nos quadros do mundo.

Confiança naqueles que nos multipliquem as posses efêmeras e solidariedade aos que nos garantam maior apreço no grupo social.
Perfeitamente cabível a nossa gratidão para com todos os benfeitores que nos enriquecem as oportunidades de progredir e trabalhar na experiência comum. Sejamos, porém, honestos conosco e reconheçamos que não nos é fácil aceitar o concurso dos companheiros cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existências.

Se nos falam, sem circunlóquio, em torno dos perigos de que nos achamos ameaçados, à vista de nossa inexperiência ou invigilância, ainda mesmo quando enfeitam a frase com o arminho da bondade mais pura, frequentemente reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos e duros de coração. Se insistem, não raro consideramo-los obsidiados, quando admitimos que o mel da amizade se nos transtorne na alma em vinagre de aversão, exagerando-lhes os pequeninos defeitos, com absoluto esquecimento das nobres qualidades de que são portadores.

Tenhamos em consideração distinta ou amigos incapazes de acalentar-nos desequilíbrios ou ilusões. Jamais cometamos o disparate de misturá-los com os caluniadores. Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os migos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Sempre que algo nos digam, sacudindo-nos a alma, entremos em sintonia com a própria consciência, roguemos ao Senhor nos sustente a sinceridade e saibamos ouvi-los.

Salvo - condutos
Evite o gracejo descaridoso.
Valorize os intervalos de trabalho.
Observe o passado como arquivoda experiência.
Esqueça os sinais menos dignos das criaturas e dos fatos.
Sorria como resposta à dificuldade.
Dissipe as nuvens da incompreensão com a indulgência na palavra.
Respeite invariavelmente a fé alheia.
Sirva sem ostentar o serviço.
Intensifique o bem dispensando o alvoroço.
Melhore as opiniões no sentido edificante.
Fuja às pequenas manifestações de tirania disfarçada .
Coloque acima das próprias necessidades aquilo que se faça necessário ao bem dos outros.
Reivindique como privilégio a si mesmo a responsabilidade que lhe compete.
Ultime sem mais delonga a obrigação atrasada.
Sopese toda promessa antes de articulá-la na boca.
Corresponda, quanto possível, aos anseios dos que esperam por seu auxílio.
Semelhantes ações funcionam quais preciosos salvo-condutos desentrançando os obstáculos em nossa caminhada para a Felicidade Maior.

Em torno da irritação
Observação estranha, mas fato real. As ocor­rências da irritação aparecem muito mais frequen­temente nos caracteres enobrecidos. Espécie de enfermidade da retidão, se a retidão pudesse adoecer.
A pessoa percebe a grandeza da vida, acorda para a responsabilidade, consagra-se à obrigação e passa a prestigiar disciplina e tempo; adquirindo mais ampla noção do dever, que reconhece precisa exprimir-se irrepreensivelmente executado, supõe--se com mais vasta provisão de direitos. E, por vezes, leva mais longe que o necessário a facul­dade de preservá-los e defendê-los, iniciando as primeiras formações de irascibilidade, através da superestimação do próprio valor. Instalado o sen­timento de auto-importância, a criatura abraça fa­cilmente melindres e mágoas, diante de lutas natu-
rais que considera por incompreensões e ofensas alheias.
Chegando a esse ponto, as vítimas desse pe­rigoso síndroma, vinculado à patologia da mente, surgem perante os mais íntimos na condição de enfermos prestimosos, amados e evitados, de vez que não se lhes pode ignorar a altura moral e nem adivinhar o momento da explosão. E porque o mau--humor dos espíritos respeitáveis, pelo trabalho que exercem e pela conduta que esposam, dói muito mais que a leviandade de criaturas menos afeitas à dignidade e ao serviço, semelhantes companhei­ros estimáveis e preciosos são procurados tão-so-mente em regime de exceção ou postos à margem pela gentileza dos outros, interpretados* à conta de amigos temperamentais ou nervosos distintos. Examinemos a nós mesmos. Dirijamos para dentro da própria alma o esti-lete da introspecção.
Se a agressividade nos assinala o modo de ser, tratemos do caráter enfermiço, com a mesma atenção com que se medica um órgão doente. E se a nossa consciência jaz tranquila, na certeza de que temos procurado realizar o melhor ao nosso alcance, no aproveitamento das oportunidades que o Senhor nos concedeu, estejamos serenos na difi­culdade e operosos na prática do bem, à frente de quaisquer circunstâncias, lembrando-nos de que a erva-de-passarinho asfixia de preferência as árvo­res nobres e a tiririca se alastra, como verdadeira calamidade, justamente na terra boa.

Liberte a você
Lábios envenenados pelo fel da maledicência não conseguem sorrir com verdadeira alegria.
Ouvidos fechados com a cera da leviandade não escutam as harmonias intraduzíveis da paz.
Olhos empoeirados pela indiscrição não vêem as paisagens reconfortantes do mundo.
Braços inertes na ociosidade não conseguem fugir à paralisia.

Mente prisioneira no mal não amealha recursos para reter o bem.
Coração incapaz de sentir a fraternidade pura não se ajusta ao ritmo da esperança e da fé.
Liberte a você de semelhantes flagelos.
Leis indefectíveis de amor e justiça superintendem todos os fenômenos do Universo superinzam as reações de cada espírito.

Assim, pois, no trabalho da própria renovação, a criatura não pode desprezar nenhuma das suas manifestações pessoais sem o que dificilmente marchará para a Vanguarda de Luz.


13 - Fonte viva - Emmanuel - pág. 119, 341

51 - SEPULCROS ABERTOS

"A sua garganta é um sepulcro aberto." — Paulo.(romanos, 3:13)

Reportando-se aos espíritos transviados da luz, asseverou Paulo que têm a garganta semelhante a sepulcro aberto e, nessa imagem, podemos emoldurar muitos companheiros, quando se afastam da Estrada Real do Evangelho para os trilhos escabrosos do personalismo delinquente.

Logo se instalam no império escuro do "eu", olvidando as obrigações que nos situam no Reino Divino da Universalidade, transfigura-se-lhes a garganta em verdadeiro túmulo descerrado. Deixam escapar todo o fel envenenado que do íntimo, à maneira dum vaso de lodo, e passam a sintonizar, exclusivamente, com os males que ainda apoquentam vizinhos, amigos e companheiros.

Enxergam apenas os defeitos, os pontos frágeis e as zonas enfermiças das pessoas de boa-vontade que lhes partilham a marcha.
Tecem longos comentários no exame de úlceras, alheias, ao invés de curá-las. Eliminam precioso tempo em palestras compridas e ferinas, enegrecendo as intenções dos outros.

Sobrecarregam a imaginação de quadros deprimentes, nos domínios da suspeita e da intemperança mental. Sobretudo, queixam-se de tudo e de todos. Projetam emanações entorpecentes de má-fé, estendendo o desânimo e a desconfiança contra a prosperidade da santificação, por onde passam, crestando as flores da esperança e aniquilando os frutos imaturos da caridade.

Semelhantes aprendizes, profundamente desventurados pela conduta a que se acolhem, afiguram-se-nos, de fato, sepulcros abertos ...Exalam ruínas e tóxicos de morte. Quando te desviares, pois, para o resvaladiço terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem, pois só assim se expressará, por ela, o verbo sublime do Senhor.

151 - MALEDICÊNCIA
"Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão, fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz." — (TIAGO, 4:11.)

Nem todas as horas são adequadas ao rumo da ternura na esfera das conversações leais. A palestra de esclarecimento reclama, por vezes, a energia serena em afirmativas sem indecisão; entretanto, é indispensável grande cuidado no que concerne aos comentários posteriores. A maledicência espera a sinceridade para turvar-lhe as águas e inutilizar-lhe esforços justos.

O mal não merece a coroa das observações sérias. Atribuir-lhe grande importância nas atividades verbais é dilatar-lhe a esfera de ação. Por isso mesmo, o conselho de Tiago reveste-se de santificada sabedoria. Quando surja o problema de solução difícil, entre um e outro aprendiz, é razoável procurem a companhia do Mestre, solucionando-o à claridade da sua luz, mas que nunca se instalem na sombra, a distância um do outro, para comentários maliciosos da situação, agravando a dor das feridas abertas.

"Falar mal", na legítima significação, será render homenagem aos instintos inferiores e renunciar ao título de cooperador de Deus para ser crítico de suas obras.

Como observamos, a maledicência é um tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates. Quem sorva semelhante veneno é, acima de tudo, servo da tolice, mas sabemos, igualmente, que muitos desses tolos estão a um passo de grandes desventuras íntimas.

14 - Lampadário Espírita - Joana de Ângelis - pág. 127

30 - MALEDICÊNCIA
Espinho cruel a ferir indistintamente é a palavra de quem acusa; cáustico e corrosivo é o verbo na boca de quem relaciona defeitos; veneno perigoso é a expressão condenatória a vibrar nos lábios de quem malsina; lama pútrida, trescalando fétido, é a vibração sonora no aparelho vocal de quem censura; borralho escuro ocultando a verdade, é a maledicência destrutiva.

A maledicência é cultura de inutilidade em solo apodrecido. Maldizer significa destruir. A verdade é como claro sol. A maledicência é nuvem escura. No entanto, é invariável a vitória da luz sobre a treva. O maledicente é atormentado que se debate nas lavas da própria inferioridade. Tem a visão tomada e tudo vê através das pesadas lentes que carrega.

A palavra malsinante nasce discreta, muitas vezes, para incendiar-se perigosa, logo mais, culminando na calúnia devastadora. Não há desejo de ajudar quando se censura. Ninguém ajuda condenando. Não há socorro se, a pretexto de auxílio, se exibem as feridas alheias à indiferença de quem escuta.
Quanto possível, extingue esse monstro da paz alheia e da tua serenidade, que tenta dominar-te a vida.

Caridade é bênção sublime a desdobrar-se em silencioso socorro. Volta as armas da tua oração e vigilância contra a praga da maledicência aparentemente ingênua, mas que destrói toda a região por onde prolifera. Recusa a taça venenosa que a observação da impiedade coloca à tua frente. Desculpa o erro dos outros.

E' muito mais fácil informar-se erradamente do que atingir-se o fulcro da observação exata. As aparências não expressam realidades.
A forma oculta o conteúdo. Ninguém pode julgar pelo exterior. Quando vier a tentação de acusar e apontar defeitos, lembra-te das próprias necessidades e limitações e, fazendo todo o bem possível ao teu alcance, avança na firme resolução de amar, e despertarás, além das sombras da carne por onde segues, num roteiro abençoado onde os corações felizes e livres buscam a Vida Verdadeira.

LEMBRETE:

1° - Maledicência é o ato de falar mal das pessoas. (...) É mais terrível do que uma agressão física. Muito mais do que o corpo, fere a dignidade humana, conspurca reputações, destrói existências. Richard Simonetti

2° - Maledicência não resolve problema algum. Além disso, é sempre um corredor para a vala das trevas. Meimei

3° - (...) tóxico sutil que pode conduzir o discípulo a imensos disparates. Emmanuel

Edivaldo