MÉDICO ESPIRITUAL
BIBLIOGRAFIA
01- BEZERRA MENEZES O MÉD.DOS POBRES, pag. 35 02 - DICIONÁRIO DA ALMA, pag. 251
03 - LIBERTAÇÃO pag, 131 04 - NOSSO LAR, 31, 81
05 - O CONSOLADOR, pag. 66 06 - OBREIROS DA VIDA ETERNA, pag. 77
07 - OS MENSAGEIROS, pag. 72 08 - PÉROLAS DO ALÉM, pag. 146

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MÉDICO ESPIRITUAL – COMPILAÇÃO

01 - MÉDICO ESPIRITUAL

Como é uma cirurgia espiritual?

por Bruno Lazaretti

São procedimentos que visam curar o espírito e, indiretamente, o corpo. Os espíritas acreditam que o corpo físico está associado ao perispírito - espécie de aura formada por elementos químicos desconhecidos que só existem no plano espiritual. As doenças seriam reflexos de alterações perispirituais, causadas por desequilíbrios morais. Ou seja, para curá-las, cura-se o perispírito. Para tanto, um médium encarna o espírito de um médico e assume o tratamento. Como a doutrina espírita não tem práticas homologadas e reguladas, as técnicas cirúrgicas variam de acordo com o médium e o centro espírita. Alguns nem tocam o paciente, outros usam cristais e há ainda os que fazem incisões com aparelhos cirúrgicos.

Plantão médium Alguns hospitais espirituais brasileiros realizam até 800 operações por dia PRIMEIRA CONSULTA
Em uma conversa privada com o médium, o paciente revela o que o aflige: desde tumores a dores inexplicáveis pelo corpo. O diagnóstico é feito de acordo com os ensinamentos da doutrina. Aqui se determina o tratamento: em casos mais simples, recomenda-se uma mudança na dieta e no estilo de vida. Cirurgia, só em casos graves

PASSE LIVRE

O passe é a "transmissão de fluidos espirituais benéficos" realizada pelos médiuns. O médium passa as mãos diante ou acima das pessoas a serem curadas. Também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro e até a distância - sem o paciente presente -, por irradiações mentais. O passe que antecede a cirurgia é coletivo

MÃO NA MASSA

Operações com as mãos são as mais comuns. O médium encarna o espírito de um médico, que pode ser estrangeiro ou renomado, como Osvaldo Cruz. Em seguida, posiciona as mãos sobre o paciente, tocando-o ou não, para transferir fluidos espirituais ao órgão enfermo. A cirurgia dura poucos minutos

HAJA REMÉDIO

Pomadas, gotas, pílulas e loções homeopáticas complementam o tratamento. São indicadas antes das cirurgias, por um período de quatro semanas, e após, em repouso, por 15 dias. Pela doutrina espírita, nada deve ser cobrado nos centros, mas em alguns casos os pacientes pagam - e caro! - pelos medicamentos

DOUTOR ESPIRITUAL

Para ser cirurgião, o médium deve ser estudioso do espiritismo e ter habilidade nata para incorporar espíritos. Na maioria dos hospitais espirituais, o médium usa jaleco e estetoscópio, e os pacientes ficam em macas. Em centros mais simples, os médiuns operam vestindo roupas comuns e com os pacientes em pé

PEDRAS MÁGICAS

Pequenos cristais podem ser esfregados ou deixados em repouso sobre o corpo do enfermo. Embora o uso de quaisquer objetos de culto, incluindo cristais, seja condenado pela Federação Espírita Brasileira, é muito comum encontrar médiuns que operam usando cristais e até que se especializam na técnica

PROCEDIMENTO DE RISCO

Dificilmente você encontrará um médium que confesse realizar cirurgias com bisturi. Mas isso acontece, sim. O processo é igual ao da cirurgia por toque, mas entram em cena vários aparelhos cirúrgicos, sem anestesia! Há desde incisões rápidas para remover tumores até raspagem de córnea para curar catarata

AVALIAÇÃO LEGAL
Aos olhos da lei brasileira, cirurgia espiritual pode dar cadeia

O Código Penal Brasileiro pode enquadrar adeptos da cirurgia espiritual. O artigo 282 condena a prática ilegal de medicina e o 283 condena anúncios de cura por "método secreto ou infalível". O 284 prevê condenação por curandeirismo, "usando gestos, palavras ou qualquer outro meio", e "fazendo diagnósticos". Na prática, as acusações contra espíritas são raras e as condenações, mais ainda.

02 - MÉDICO ESPIRITUAL

Os Médicos da Espiritualidade

A Doutrina Espírita revela que os Espíritos ocupam-se, na Espiritualidade, das mesmas atividades que eles desempenhavam em vida. A causa primeira desta preocupação estaria no condicionamento imposto ao Espírito pela sua experiência na matéria. Depois, se for uma entidade esclarecida, pela sua própria vontade em servir dentro do campo de seus conhecimentos.

A Revista Espírita, ano de 1865, é muito instrutiva nesse assunto. No mês de março, ela narra o episódio onde ocorrera o desencarne do Dr. Antoine Demeure, um médico com quem Allan Kardec tivera contato. Em mensagens na Revista, a entidade fala de suas condições no mundo espiritual, revelando que continuava cuidando de enfermos, exercendo suas ocupações de médico. Numa carta vinda de Montauban, publicada pelo Codificador, há uma narrativa sobre um trabalho de cura orgânica feito pelo espírito do Dr. Demeure durante uma sessão mediúnica.

Nela, ocorre a cura instantânea de uma grave entorse que incomodava uma médium vidente. Na mesma Revista Espírita, número de setembro, no artigo ''Cura de uma Fratura'', o médico, com a ajuda de uma grande equipe de Espíritos, aparece novamente curando a fratura do antebraço da mesma paciente. Esta prova, acompanhada de instruções de Allan Kardec, demonstra que alguns médicos desencarnados, homens de bem, continuam na Espiritualidade a se ocupar das tarefas que faziam na Terra, ajudando e curando pessoas doentes.
Publicaremos abaixo, a título de instrução, o texto da Revista Espírita citada, número de abril,

Os Médicos da Espiritualidade que trata da entorse da médium vidente. Poder Curativo do Magnetismo Espiritual Espírito do Dr. Demeure O Espírito do bom pai Demeure, vindo engrossar o número de nossos amigos invisíveis, que
nos cuidam da moral e do físico, quis manifestar-se desde os primeiros dias por um benefício. A notícia de sua morte ainda não era conhecida dos nossos irmãos de Montauban quando ele
empreendeu espontânea e diretamente a cura de um deles por meio do magnetismo espiritual, apenas pela ação fluídica.

Vedes, que ele não perdia tempo e continuava como Espírito, assim como dizeis, sua obra de alívio da humanidade sofredora. Entretanto, há aqui uma importante distinção a fazer. Certos Espíritos continuam dados às suas ocupações terrenas, sem consciência de seu estado, sempre se julgando vivos. É próprio dos Espíritos pouco adiantados, ao passo que o sr. Demeure se reconheceu imediatamente e age voluntariamente como Espírito, com a consciência de, nesse estado, ter maior força.

Tínhamos ocultado a morte do sr. Demeure à sra. G..., médium vidente e sonâmbula muito lúcida, para poupar sua extrema sensibilidade. E o bom doutor, percebendo nosso ponto de vista, sem dúvida tinha evitado manifestar-se a ela. A 10 de fevereiro último, estávamos reunidos a convite de nossos guias que, diziam eles, queriam aliviar a sra. G... de uma entorse de que sofria cruelmente desde a véspera. Não sabíamos mais que isto, e estávamos longe de esperar a surpresa que nos preparavam. Apenas caída em sonambulismo, a dama soltou gritos lancinantes, mostrando o pé. Eis o que se passava: - A Sra. G... via um Espírito curvado sobre sua perna, mas as suas feições ficavam ocultas; operava fricções e massagens, fazendo de vez em quando uma fração longitudinal sobre a parte doente, absolutamente como teria feito um médico. A operação era tão dolorosa que a paciente por vezes vociferava e fazia movimentos desordenados. Mas a crise não teve longa duração; ao cabo de dez minutos todo o traço de entorse havia desaparecido. Não mais inflamação, o pé tinha tomado sua aparência normal; a sra. G... estava curada.

1 - Os Médicos da Espiritualidade

Quando se pensa que para curar completamente uma afecção desse gênero, os mais dotados magnetizadores, os mais exercitados, sem falar da medicina oficial, que disto não cura, é necessário um tratamento cuja duração nunca é de menos de trinta e seis horas, consagrando três sessões de atendimento. Essa pode ser considerada uma cura instantânea, com tanto mais razão, como diz o próprio Espírito numa comunicação que se encontra a seguir, que era de sua parte uma primeira experiência feita visando uma aplicação posterior, em caso de êxito.

Entretanto, o Espírito continuava desconhecido da médium e persistia em não mostrar suas feições; dava mesmo a impressão de querer fugir, quando de um pulo, nossa doente, que minutos antes não podia dar um passo, se lança no meio da sala para apertar a mão do seu médico espiritual. Neste momento a sra. G... solta um grito e cai extenuada: acabara de reconhecer o sr. Demeure no Espírito curador. Durante a síncope recebeu os cuidados dedicados de vários Espíritos simpáticos.

Enfim, readquirida a lucidez sonambúlica, conversou com os Espíritos, trocando fortes apertos de mão, principalmente com o Espírito do doutor, que respondia a seus testemunhos de afeição, penetrando-a de um fluido reparador. Não é uma cena empolgante e dramática, na qual parecia serem vistas todas as personagens representando seu papel na vida humana? Não é uma prova entre mil que os Espíritos são seres reais, tendo um corpo e agindo como
faziam na terra?

Estávamos felizes por encontrarmos o nosso amigo espiritualizado, com excelente coração e sua delicada solicitude. Em vida, ele tinha sido médico da médium; conhecia sua extrema sensibilidade e a tinha conduzido como se fosse sua filha. Esta prova de identidade dada àqueles a quem o Espírito amava não é tocante e apta para fazer encarar a vida futura sob seu aspecto mais consolador? Eis a comunicação recebida do Sr. Demeure, no dia seguinte a essa sessão:
''Meus bons amigos, estou ao vosso lado e vos amo sempre como no passado. Que felicidade poder comunicar-me com os que me são caros! Como fui feliz, ontem à noite, por me tornar útil e aliviar nossa cara médium vidente. É uma experiência que me servirá e que porei em prática no futuro, sempre que se apresentar uma ocasião favorável. Hoje seu filho está muito doente, mas espero que logo o curaremos.
Tudo isso lhe dará coragem para perseverar no estudo do desenvolvimento de sua faculdade.

2 - Os Médicos da Espiritualidade

(O filho da Sra. G... realmente foi curado de uma angina inflamatória, com medicação homeopática, ordenada pelo Espírito). Daqui a algum tempo poderemos fornecer-vos ocasião de testemunhar fenômenos que ainda não conheceis, e que serão de grande utilidade para a ciência espírita. Serei feliz em poder contribuir a essas manifestações, que teria tanto prazer em ver quando vivo. Mas, graças a Deus, hoje as assisto de maneira muito particular e que me prova evidentemente a verdade do que se passa entre vós. Crede, meus bons amigos, que sinto sempre um verdadeiro prazer em me tornar útil aos meus semelhantes e os ajudar a propagar estas belas verdades que devem mudar o mundo, trazendo-o a melhores sentimentos. Adeus, amigos; até à vista''. - Antoine Demeure.

No livro "Evolução em Dois Mundos", página 213, encontra-se uma questão respondida pelo espírito André Luiz, onde comenta a ação da Medicina no mundo dos Espíritos.
Pergunta - Quais os principais métodos usados na Espiritualidade para o tratamento das lesões do corpo espiritual?

Resposta - Na Espiritualidade, os servidores da medicina penetram, com mais segurança, na história do enfermo para estudar, com êxito possível, os mecanismos da doença que lhe são particulares.
Aí os exames nos tecidos psicossomáticos com aparelhos de precisão, correspondendo às inspeções instrumentais e laboratoriais em voga na Terra, podem ser enriquecidos com a ficha cármica do paciente, a qual determina quanto à reversibilidade ou irreversibilidade da moléstia, antes da nova reencarnação, motivo por que numerosos doentes são tratáveis, mas somente curáveis mediante longas ou curtas internações no campo físico, a fim de que as causas profundas do mal sejam extirpadas da mente pelo contato direto com as lutas em que se configuram".
Nos círculos espirituais próximos da Terra acontecem atividades médicas similares às que se observam nos hospitais terrenos.

3 - Os Médicos da Espiritualidade

Ora, se o perispírito de um desencarnado pode ser examinado e tratado no plano espiritual, obviamente o de um encarnado também o pode. Não há nada que impeça um médico desencarnado de fazê-lo.
Pelo menos é o que se compreende quando se leva em consideração a afirmativa de Allan Kardec de que o perispírito não fica encerrado no corpo, como que aprisionado em uma caixa. Está aberto ao mundo espiritual que lhe tem fácil acesso.

Inúmeras observações mediúnicas feitas na história do Movimento Espírita mostram muitas curas de doenças físicas realizadas por médiuns curadores, auxiliados por Espíritos cirurgiões. Nestes trabalhos, os Espíritos operadores falam dessas curas, como se tivessem realizado "cirurgias", ou seja, as operações espirituais.

03 - MÉDICO ESPIRITUAL

Dr. Fritz é a denominação de uma entidade espiritual que, segundo crença religiosa, incorporaria médiuns para efetuar tratamentos espirituais.1 Obteve fama mundial através da mediunidade de José Pedro de Freitas (José Arigó),1 a partir do final da década de 1950, no Brasil. Diversos médiuns em todo o país e na Europa já afirmaram manifestar o espírito de Fritz.

Todas as informações acerca de Fritz provêm de supostas comunicações mediúnicas com o plano espiritual. Nenhum pesquisador jamais documentou a sua vida terrena.1 Das descrições esparsas colhidas em comunicações através de diversos médiuns ao longo dos anos, emerge uma versão popularmente aceita de que [carece de fontes] a entidade, em vida, teria usado o nome de Adolf Fritz,1 nascido em Munique, na atual Alemanha, cerca de 1876. Seu pai, asmático, recebeu recomendação médica para mudar de clima. Por essa razão, a família mudou-se para a Polônia, quando Adolf teria quatro anos de idade. Forçado a trabalhar desde cedo pela morte prematura de seus pais, custeou os próprios estudos, vindo a se formar em Medicina. Um mês após a sua formatura, um general chegou ao seu consultório com a filha gravemente enferma nos braços mas, a despeito de todos os seus esforços, a menina veio a falecer. O oficial responsabilizou Adolf pela morte da menina, conduzindo-o à prisão, onde sofreu maus-tratos e privações. Evadindo-se da prisão, Adolf foi para a Estônia, onde viveu durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

Outra versão dessa suposta biografia sustenta que Adolf ingressou no quadro de Saúde do Exército Alemão, no posto de Capitão, como Clínico Geral. À época da Primeira Guerra, teria atendido os feridos no campo de batalha onde, por falta de instrumentos adequados, acumulou experiência no atendimento de emergências e de prática cirúrgica utilizando os limitados recursos que o front lhe oferecia.

Adolf Fritz teria falecido em 1918, aos quarenta e dois anos de idade, embora se desconheçam informações sobre as causas e o local desse evento.

Os médiuns[editar]

Após deixar o plano físico, tendo sido esclarecido acerca de sua nova condição, Dr. Fritz teria iniciado o atendimento espiritual no Brasil, inicialmente através de uma irmã de caridade. Outros autores afirmam que esse início foi através de um médium na Bahia, o qual cobrava por suas consultas, o que teria prejudicado a relação.

José Arigó[editar]

Ver artigo principal: José Pedro de Freitas

Ainda através de relatos esparsos, surgiu a versão de que Adolf Fritz e José Pedro de Freitas, encarnados à época da Primeira Guerra, haviam sido companheiros e amigos. Posteriormente, à época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), José Pedro teria encarnado no Brasil, tendo a entidade Dr. Fritz aqui vindo trabalhar a convite de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Afirma-se ainda que, após a desencarnação violenta, José Pedro teria passado a trabalhar como Enfermeiro na falange da entidade.

José Arigó, incorporando o espírito do Dr. Fritz, escrevia receitas em uma letra incompreensível, mas que conseguiam ser interpretadas por seu irmão, que era farmacêutico.1 Arigó foi processado duas vezes por prática ilegal da medicina, e morreu em um acidente de carro, em 1971.1

Edivaldo de Oliveira Silva e Oscar Wilde[editar]

Após a morte de José Pedro de Freitas, em janeiro de 1971, num acidente de carro que o próprio médium previu, a entidade passou a se manifestar através dos médiuns baianos Edivaldo de Oliveira Silva (também nomeado como Edivaldo Wilde) e, após o seu falecimento, seu irmão, Oscar Wilde: numa trágica coincidência, a seu tempo, ambos também conheceram a morte em acidentes automobilísticos