MENTE
BIBLIOGRAFIA
01- A educação segundo o Espiritismo - pág. 137 02 - Alquimia da mente - toda a obra
03 - Correlações Espírito- Matéria - pág. 13 04 - Críticas e Refl. em torno da Moral Espírita - pág. 77
05 - Depressão: causa, cons., trat. - pág. 160 06 - Desenvolvimento mediúnico - pág. 22
07 - Espiritismo de A a Z - pág. 385 08 - Estudando a Mediunidade - pág. 22,120, 193
09 - Evolução em dois mundos - pág. 102 10 - Falando à Terra - pág. 145, 212
11 - Florações evangélicas - pág. 52 12 - Lastro esp. nos fatos cient. - pág. 37, 41,51
13 - Mãos de luz - pág. 70 14 - Mecanismos da mediunidade - pág. 43, 45, 125
15 - Mediunidade - pág. 21

16 - Missionários da luz - pág. 329

17 - Morte, renasc. evolução - pág. 65 18 - Nas pegadas do Mestre - pág. 117
19 - Nas telas do infinito- pág. 36 20 - No limiar do etéreo - pág. 62,138
21 - Nos domínios da mediunidade- pág. 9, 45, 233 22 - O exilado - pág. 14, 27, 84, 135
23 - O Livro dos Espíritos - Introd. V, XVI q. 307, 374 24 - O mestre na educação - pág. 41
25 - Oferenda - pág. 140 26 - Pensamento e vontade- pág. 113
27 - Pérolas do além - pág. 159 28 - Psiquântico - pág. 92, 250
29- Saúde e Espiritismo - pág. 145, 313 30 - Seareiros de volta- pág. 25
31 - Sexo e evolução - pág. 106 32 - Universo e vida -pág. 67, 81, 94, 99

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MENTE – COMPILAÇÃO

 

07 - ESPIRITISMO DE A a Z - F.E.B. - PÁG. 385

A - A mente do homem é alguma coisa de supertéreo, que ninguém, revestido de corpo físico, será capaz de explicar (...) J. Arthur Findlay
B - A mente humana é um imã de potencial elevado, inconsciente desse poder intrínseco da sua natureza psíquica, a criatura humana abusa de tão preciosa dádiva conferida pela Criação, e, enredada na ganga de aspirações subalternas, apraz-se em acionar aquelas energias ao sabor das paixões deturpadoras a que geralmente se apega. É um potencial, pois a mente humana demora a serviço do bem como do mal, consoante o impulso vibratório fornecido pela vontade atuante. A custa de muito pensar em determinado assunto, de insistentemente desejar a concretização desta ou daquela particularidade entrevista pela imaginação no plano íntimo - exercendo, assim, atração magnética irresistível -, não raro a criatura realiza aquilo que levou tempo a modelar no pensamento, por si mesma, se vai preparando para as possibilidades de consecução (...) Yvonne A. Pereira

C - No dia em que a Medicina conseguir detectar na mente o fulcro causal e o núcleo controlador de todas as atividades e ocorrências biopsíquicas, poderá inaugurar nova era para a saúde e o bem-estar dos povos; e atrvés da terapêutica de eliminação do ódio e da cupidez, do orgulho e da intemperança, provará que Jesus estava certo quando garantiu a posse da Terra aos mansos de coração. Hernani T. Sant'Anna

D - (...) a nossa mente funciona qual autêntico gerador de força magnética, a expandir-se através de pensamentos e palavras. Quando nos mantemos equilibrados na serenidade, suas emissões são sempre salutares, favorecendo harmonia ao nosso derredor. Entretanto, se nos dominam a cólera, o rancor, o ciúme, ou qualquer outro sentimento de agressividade, desregulamos os centros de energia mental e passamos a emitir, qual instalação elétrica em curto-circuito, forças destruidoras que comprometem nossa estabilidade espiritual e a salubridade do ambiente em que nos detemos. Richard Simonneti

09 - EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - ANDRÉ LUIZ - PÁG. 102

XIV - Simbiose espiritual
SUSTENTO DO PRINCÍPIO INTELIGENTE — O princípio inteligente, que exercitara a projeção de impulsos mentais fragmentários para nutrir-se durante largas eras, alçado ao Plano Espiritual, na condição de consciência humana desencarnada, começa a plasmar novos meios de exteriorização, em favor do sustento próprio.

No mundo das plantas, com o parênquima clorofiliano, aprendeu a decifrar os segredos da fotossíntese, absorvendo energia luminosa para elaborar as matérias orgânicas, e lançando de si os gases essenciais que contribuem para o equilíbrio da atmosfera. No domínio de certas bactérias, inteirou-se dos processos da quimiossíntese, aproveitando a energia química haurida na oxidação de corpos minerais.

Entre os seres superiores, consagrou-se à biossíntese, em novo câmbio de substâncias nos vários períodos da experiência física, para garantir a segurança própria, sob o ponto de vista material e energético. Habituado aos fenômenos do anabolismo, na incorporação dos elementos de que se nutre, e do catabolismo, na desassimilação respectiva, automatiza-se-lhe a existência, em metamorfose contínua das forças que lhe alcançam a máquina fisiológica, através dos alimentos necessários à restauração constante das células e ao equilíbrio dos reguladores orgânicos.

INÍCIO DA "MENTOSSÍNTESE
" — Erguido, porém, à geração do pensamento ininterrupto, altera-se-lhe, na individualidade, o modo particular de ser. O princípio inteligente inicia-se, desde então, nas operações que classificaremos como sendo de "mentossíntese", porque baseadas na troca de fluidos mentais multiformes, através dos quais emite as próprias idéias e radiações, assimilando as radiações e idéias alheias.

O impulso que lhe surgia na mente embrionária, por interesse acidental de posse, ante a necessidade de alimento esporádico, é agora desejo consciente. E, sobretudo, o anseio genésico instintivo que se lhe sobrepunha à vida normal em períodos certos, converteu-se em atração afetiva constante.

Aparece, assim, a sede de satisfação invariável como estímulo à experiência e prefigura-se-lhe nalma a excelsitude do amor encravado no egoísmo, como o diamante em formação no carbono obscuro. A morte física interrompe-lhe as construções no terreno da propriedade e do afeto e a criatura humana, a iniciar-se no pensamento contínuo, sente-se quebrada e aflita, cada vez que se desvencilha do corpo carnal adulto.

A liberação da veste densa, impõe-lhe novas condições vibratórias, como que obrigando-o à ocultação temporária entre os seus para que se lhe revitalizem as experiências, qual ocorre à planta necessitada de poda para exaltar-se em renovação do próprio valor. Épocas numerosas são empregadas para que o homem senhoreie o corpo espiritual, nos círculos da consciência mais ampla, porque, como deve compreender por si o caminho em que se conduzirá para a Glória Divina, cabe-lhe também debitar a si mesmo os bens e os males e as alegrias e as dores da caminhada.

Arrebatado aos que mais ama e ainda incapaz de entender a transformação da paisagem doméstica de que foi alijado, revolta-se comumente contra as novas lições da vida a que é convocado, em plano diferente, e permanece fluidicamente algemado aos que se lhe afinam com o sangue e com os desejos, comungando-lhes a experiência vulgar. Nesse sentido, será, pois, razoável recordar que em seu recuado pretérito aprendeu, automaticamente, a respirar e a viver, justaposto ao hausto e ao calor alheios.

SIMBIOSE ÚTIL — Revisemos, assim, a simbiose entre os vegetais, como, por exemplo, a que existe entre o cogumelo e a alga, na esfera dos liquens, em que as bifas ou filamentos dos cogumelos se intrometem nas gonídias ou células das algas e projetam-lhes no interior certos apêndices, equivalendo a complicados haustórios, efetuando a sucção das matérias orgânicas que a alga elabora por intermédio da fotossíntese.

O cogumelo empalma-lhe a existência, todavia, em compensação, a alga se revela protegida por ele contra a perda de água, e dele recolhe, por absorção permanente, água e sais minerais, gás carbônico e elementos azotados, motivo pelo qual os liquens conseguem superar as maiores dificuldades do meio.

Entretanto, o processo de semelhante associação pode estender-se em ocorrências completamente novas. É que se dois liquens, estruturados por diferentes cogumelos, se encontram, podem viver, um ao lado do outro, com talo comum, pelo fenômeno da parabiose ou união natural de indivíduos vivos.

Dessa maneira, a mesma alga pode produzir liquens diversos com cogumelos variados, podendo também suceder que um líquen se transfigure de aspecto, quando uma espécie micológica se sucede à outra. Julgava-se antigamente, na botânica terrestre, que os liquens participassem do grupo das criptogâmicas, mas Schwendener incumbiu-se de salientar-lhes a existência complexa, e Bonnier e Bornet, mais tarde, chamaram a si a obrigação de positivar-lhes a simbiose, experimentando a cultura independente de ambos os elementos integrantes, cultura essa que, iniciada no século findo, somente nos tempos últimos logrou pleno êxito, evidenciando, porém, que a vida desses mesmos componentes, sem o ajuste da simbiose, é indiscutivelmente frágil e precária.

Outro exemplo de agregação da mesma natureza vamos encontrar em certas plantas leguminosas, que guardam os seus tubérculos nas raízes, cujas nodosidades albergam determinadas bactérias do solo que realizam a assimilação do azoto atmosférico, processo esse pelo qual essas plantas se fazem preciosas à gleba, devolvendo-lhe o azoto despendido em serviço.

SIMBIOSE DAS MENTES: Semelhantes processos de associação aparecem largamente empregados pela mente desencarnada, ainda tateante, na existência além-túmulo. Amedrontada perante o desconhecido, que não consegue arrostar de pronto, vale-se da receptividade dos que lhe choram a perda e demoram-se colada aos que mais ama.

E qual cogumelo que projeta para dentro dos tecidos da alga dominadores apêndices, com os quais lhe suga grande parte dos elementos orgânicos por ela própria assimilados, o Espírito desenfaixado da veste física lança habitualmente, para a intimidade dos tecidos fisiopsicossomáticos daqueles que o asilam, as emanações do seu corpo espiritual, como radículas alongadas ou sutis alavancas de força, subtraindo-lhes a vitalidade, elaborada por eles nos processos da biossíntese, sustentando-se, por vezes, largo tempo, nessa permuta viva de forças.

Qual se verifica entre a alga e o cogumelo, a mente encarnada entrega-se, inconscientemente, ao desencarnado que lhe controla a existência, sofrendo-lhe temporariamente o domínio até certo ponto, mas, em troca, à face da sensibilidade excessiva de que se reveste, passa a viver, enquanto perdure semelhante influência, necessariamente protegida contra o assalto de forças ocultas ainda mais deprimentes.

Por esse motivo, ainda agora, em plena atualidade, encontramos os problemas da mediunidade evidente, ou da irreconhecida, destacando, a cada passo, inteligências nobres intimamente aprisionadas a cultos estranhos, em matéria de fé, as quais padecem a intromissão de idéias de terror, ante a perspectiva de se afastarem das entidades familiares que lhes dominam a mente através de palavras ou símbolos mágicos, com vistas a falaciosas vantagens materiais.

Essas inteligências fogem deliberadamente ao estudo que as libertaria do cativeiro inferior, quando não se mostram apáticas, em perigosos processos de fanatismo, inofensivas e humildes, mas arredadas do progresso que lhes garantiria a renovação. (...)

10 - FALANDO À TERRA - ESPÍRITOS DIVERSOS - pág. 145, 212

SAÚDE - JOAQUIM MURTINHO
Se o homem compreendesse que a saúde do corpo é reflexo da harmonia espiritual, e se pudesse abranger a complexidade dos fenômenos íntimos que o aguardam além da morte, certo se consagraria à vida simples, com o trabalho ativo e a fraternidade legítima por normas de verdadeira felicidade.

A escravização aos sintomas e aos remédios não passa, na maioria das ocasiões, de fruto dos desequilíbrios a que nos impusemos. Quanto maior o desvio, mais dispendioso o esforço de recuperação. Assim também, cresce o número das enfermidades à proporção que se nos multiplicam os desacertos, e, exacerbadas as doenças, tornam-se cada vez mais difíceis e complicados os processos de tratamento, levando milhões de criaturas a se algemarem a preocupações e atividades que adiam, indefinidamente, a verdadeira obra de educação que o mundo necessita.

O homem é inquilino da carne, com obrigações naturais de preservação e defesa do patrimônio que temporariamente usufrui. Não se compreende que uma pessoa instruída amontoe lixo e lama, ou crie insetos patogênicos no próprio âmbito doméstico. Existe, no entanto, muita gente de boa leitura e de hábitos respeitáveis, que não se lhe dá atochar dos mais vários tóxicos a residência corpórea e que não acha mal no libertar a cólera e a irritação, de minuto a minuto, dando pasto a pensamentos aviltantes, cujos efeitos por muito tempo se fazem sentir na vida diária.

Sirvamo-nos ainda deste símbolo, para estender-nos em mais simples considerações. Se sabemos imprescindivel a higiene interna da casa, por que não movermos o espanador da atividade benéfica, desmanchando as teias escuras das idéias tristes? por que não fazer ato salutar douso da água pura, em vasta escala, beneficiando os mais íntimos escaninhos do edifício celular e atendendo igualmente ao banho diário, no escrúpulo do asseio? Se nos desvelamos em conservar o domicílio suficientemente arejado, por que não respirar, a longos haustos, o oxigênio tão puro quanto possível, de modo a facilitar a vida dos pulmões?

Quem construa uma habitação, cogita, não somente de bases sólidas, que a suportem, senão também da orientação, de tal jeito que a luz do Sol a envolva e penetre profundamente; jamais voltaria esse alguém a situar o ambiente doméstico numa caverna de troglodita.
Analogamente, deve o homem assentar fundamentos morais seguros, que lhe garantam a verdadeira felicidade, colocando-se, no quadro social onde vive, de frente voltada para os ideais luminosos e santificantes, de modo que a divina inspiração lhe inunde as profundezas da alma.

Frequentemente a moradia das pessoas cuidadosas e educadas se exorna, em seu derredor, de plantas e de flo­res que encantam o transeunte, convidando-o à contem­plação repousante e aos bons pensamentos. Por que não multiplicar em torno de nós os gestos de gentileza e de solidariedade, que simbolizam as flores do coração? Ninguém é tentado a descansar ou a edificar-se em recintos empedrados ou espinhosos.

Assim também, a palavra agradável que proferimos ou recebemos, as manifestações de simpatia, às atitudes fraternais e a compreensão sempre disposta a auxiliar, constituem recursos medicamentosos dos mais eficientes, porque a saúde, na essência, é harmonia de vibrações. Quando nossa alma se encontra realmente tranquila, o veículo que lhe obedece está em paz. A mente aflita despede raios de energia desordenada que se precipitam sobre os órgãos, à guisa de dardos ferinos, de consequências deploráveis para as funções orgânicas.

O homem comumente apenas registra efeitos, sem consignar as causas profundas. E que dizer das paixões insopitadas, das enormes crises de ódio e de ciúme, dos martírios ocultos do remor­so, que rasgam feridas e semeiam padecimentos inomi­náveis na delicada constituição da alma? Que dizer relativamente à hórrida multidão dos pen­samentos agressivos duma razão desorientada, os • quais tanto malefício trazem, não só ao indivíduo, mas, igual­mente, aos que se achem com ele sintonizados?

O nosso lar de curas na vida espiritual vive repleto de enfermos desencarnados. Desencarnados embora, revelam psicoses de trato difícil. A gravitação é lei universal, e o pensamento ainda é matéria em fase diíerente daquelas que nos são habituais. Quando o centro de interesses da alma permanece na Terra, embalde se lhe indicará o caminho das Alturas. Caracteriza-se a mente também por peso específico, e é na própria massa do Planeta que o homem enrodi­lhado em pensamentos inferiores se demorará, depois da morte, no serviço de purificação.

Os instrutores religiosos, mais do que doutrinadores, são médicos do espírito que raramente ouvimos com a devida atenção, enquanto na carne.Os ensinamentos da fé constituem receituário perma­nente para a cura positiva das antigas enfermidades que acompanham a alma, século trás século. Todos os sentimentos que nos ponham em desarmo­nia com o ambiente, onde fomos chamados a viver, geram emoções que desorganizam, não só as colónias celulares do corpo físico, mas também o tecido sutil da alma, agravando a anarquia do psiquismo.

Qualquer criatura, conscientemente ou não, mobiliza as faculdades magnéticas que lhe são peculiares nas atividades do meio em que vive. Atrai e repele. Do modo pelo qual se utiliza de semelhantes forças depende, em grande parte, a conservação dos fatores naturais de saúde. O espírito rebelde ou impulsivo que foge às neces­sidades de adaptação, assemelha-se a um molinete elétrico, armado de pontas, cuja energia carrega e, simultaneamente, repele as moléculas do ar ambiente; assim, esse espírito cria em torno de si um campo magnético sem dúvida adverso, o qual, a seu turno, há de repeli-lo, precipitando-o numa "roda-viva" por ele mesmo forjada.

Transformando-se em núcleo de correntes irregula­res, a mente perturbada emite linhas de força, que interferirão como tóxicos invisíveis sobre o sistema endocrínico, comprometendo-lhe a normalidade das funções. Mas não são somente a hipófise, a tireóide ou as cápsulas supra-renais as únicas vítimas da viciação. Múltiplas doenças surgem para a infelicidade do espírito desavlsado que as invoca. Moléstias como o aborto, a en-cefalite letárgica, a esplenite, a apoplexia cerebral, a loucura, a nevralgia, a tuberculose, a coreia, a epilepsia, a paralisia, as afecções do coração, as úlceras gástricas e as duodenais, a cirrose, a icterícia, a histeria e todas as formas de câncer podem nascer dos desequilíbrios do pensamento.

Em muitos casos, são inúteis quaisquer recursos me­dicamentosos, porquanto só a modificação do movimento vibratório da mente, à base de ondas simpáticas, poderá oferecer ao doente as necessárias condições de harmonia. Geralmente, a desencarnação prematura é o resul­tado do longo duelo vivido pela alma invigilante; esses conflitos prosseguem na profundeza da consciência, difi­cultando a ligação entre a alma e os poderes restaurado­res que governam a vida.

A extrema vibratilidade da alma produz estados de hipersensibilidade, os quais, em muitas circunstâncias, se fazem seguir de verdadeiros desastres organopsíquicos. O pensamento, qualquer que seja a sua natureza, é uma energia, tendo, conseguintemente, seus efeitos. Se o homem cultivasse a cautela, selecionando inclinações e reconhecendo o caráter positivo das leis morais, outras condições, menos dolorosas e mais elevadas, lhe presidiriam à evolução.

É imprescindível, porém, que a experiência nos instrua individualmente. Cada qual em seu roteiro, em sua prova, em sua lição. Com o tempo aprenderemos que se pode considerar o corpo como o "prolongamento do espírito", e aceitaremos no Evangelho do Cristo o melhor de imunologia contra todas as espécies de enfermidade. Até alcançarmos, no entanto, esse período áureo da existência na Terra, continuemos estudando, trabalhando e esperando.



17 - MORTE, RENASCIMENTO, EVOLUÇÃO - HERNANI GUIMARÃES ANDRADE - pág. 65

(...) A FUNÇÃO PSI: Vamos começar com a análise da função psi e, consequentemente, dos fenômenos psi nela implicados. A função psi divide-se em dois grupos principais, a saber:

1 - FUNÇÃO PSI-GAMMA: representada pelas faculdades do indivíduo, responsáveis pela produção dos fenômenos paranormais subjetivos. Neste grupo incluem-se a telepatia (transferência de informação de uma mente para outra, sem o uso dos meios de comunicação convencionais normais); a clarividência (resposta a um estímulo externo, sem o emprego de qualquer órgão sensorial normal); e a precognição (conhecimento antecipado de um evento futuro, sem a utilização de qualquer meio normal de previsão).

A função psi-gamma sugere a existência de um componente da psique capaz de extravasar-se além dos limites sensoriais do organismo e captar a informação, extrasensorialmente. Daí a designação dada pela escola de Rhine; percepção extra-sensorial (ESP="extrasensory perception"). A referida expansão da percepção também faculta ao indivíduo tomar conhecimento de um fato futuro, antes que tenha ocorrido.

Por conseguinte, ela se projeta além do presente no sentido do fluxo positivo do tempo! É a precognição, sobejamente demonstrada em rigorosos experimentos de laboratório e para a qual não se encontra nenhuma explicação normal aplausível. Bastaria apenas a evidência desta função para abalar a mais convincente interpretação reducionista acerca da natureza da vida.

2 - FUNÇÃO PSI-KAPPA: respondendo pela produção dos fenômenos paranormais objetivos, nos quais está implícita a ação dinâmica direta da mente sobre a matéria. É a psicocinesia.

A função psi-kappa tem sido exaustivamente demonstrada não só através de testes estatísticos, como verificada diretamente em experiências controladas, com potentíssimos agentes psicocinéticos, tais como Nina Kulagina - na União Soviética - e Jean Pierre Gerard - na França. Inúmeros outros agentes semelhantes têm sido meticulosamente estudados por cientistas sérios, os quais procuram uma explicação racional para essa inusitada faculdade.

Todavia, as hipóteses formuladas não são totalmente satisfatórias sob o ponto de vista rigorosamente normal. O fenômeno da psicocinesia aponta insistentemente para a existência de um componente extrafísico implicado nos processos biológicos. Em 1951, um psiquiatra de Edinburgh, Dr. J. R. Smythies, publicou um artigo no Journal of the American Society for Psychinal Research (1951, n° 36, pp.415-425), abordando a questão da função psi.

O Dr. Smythies também considera que os fenômenos parapsicológicos não se enquadram dentro dos esquemas da Ciência atual. Para ele o erro inicial está na suposição de que o mundo que percebemos representa toda a realidade. Para Smythiers o Universo possui sete dimensões! A mente - ou, como ele prefere, a psique - é "uma entidade material organizada, localizada em um espaço de maior número de dimensões".

A psique "pode extrair informação do cérebro, ou através de outra parte do mecanismo, pode controlar sua ação". (Rhine, L.E. - Mind Over Matter, London: Macmillan, 1970, p. 372). A Dra. Louisa E. Rhine, viúva do Dr. J. B. Rhine, cita uma importante opinião de seu marido, acerca da função psi e da forma como ela poderia encaixar-se no elenco dos já conhecidos atributos da mente. Ei-la:

"Alguma sorte de ação psicocinética obviamente deve ocorrer cada vez que o nosso pensamento inicia a atividade neuromuscular. Esse efeito psicofísico evidentemente produz certas mudanças eletroquímicas e outras mudanças físicas no cérebro, e inicia uma sequência de reações físicas nos nervos e musculos do corpo". (Opus cit. p. 374).

Para Rhine, a mesma ação psicocinética que é capaz de desencadear os processos cerebrais que comandam a motricidade pode exteriorizar-se e atuar diretamente sobre os objetos externos. "A mente possui força real e demonstrável", diz ele. (Opus cit. p. 375).

Mas a função Psi, para Rhine, teve um papel mais importante. O fato de as operações psi serem elementos da personalidade tanto não físicos quanto inconscientes sugere a ancestralidade da função psi. Ela deve ter participado dos processos da evolução biológica orientando os organismos na aquisição dos órgãos dos sentidos e de outros meios de adaptação.

Dra. Louisa Rhine alude também a dois parapsicólogos cujas idéias se aproximam das de J. B. Rhine. São eles o Dr. R. H. Thouless e o Dr. John C. Eccles. Ao comentar as idéias de Eccles, Dra. Louisa Rhine cita uma interessante colocação daquele autor: "Falando então de suas hipóteses em geral nas quais toda a maquinaria do cérebro e do sistema nervoso é guiada pela vontade, ele observa que não é uma simples máquina de cabos e polias mas um sistema de dez bilhões de neurônios...momentaneamente situados próximos a um preciso limiar do nível de excitabilidade. É o tipo de uma máquina, segundo ele, 'que um fantasma poderia operar, se por fantasma nós queremos dizer em primeiro lugar um agente cuja ação escapou à detecção mesmo pelos instrumentos físicos mais delicados'". (Opus cit. p. 385).

Mas, haveria outros tipos de fenômenos capazes de evidenciar a existência de um suporte estrutural que eventualmente fosse a sede da função psi? Neste caso, em circunstâncias especiais, o referido suporte poderia abandonar momentaneamente o veículo fisiológico e então ser detectado de forma objetiva. (...)

23 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - Introd. V, XVI QUESTÕES:. 307, 374

Perg. 307 - De que maneira a vida passada se desenrola na memória do Espírito? Por um esforço da sua imaginação, ou como um quadro que ele tenha ante os olhos? - De uma forma e de outra. Todos os atos que tenham interesse para a sua lembrança são para ele como se estivessem presentes: os outros ficam mais ou menos no fundo da memória, ou completamente esquecidos. Quanto mais desmaterializado estiver, menos importância atribui às coisas materiais. Fazes muitas vezes a evocação de um Espírito errante, que acabou de deixar a Terra e que não se lembra dos nomes das pessoas que amava nem dos detalhes que para ti parecem importantes; é que pouco lhe interessam, e caem no esquecimento. Aquilo de que ele se lembra muito bem são os fatos principais, que o ajudam a progredir.

Perg. 374 - O idiota, no estado de Espírito, tem consciência do seu estado mental? - Sim, o gênio torna-se às vezes uma desgraça, quando dele se abusa.