OBEDIÊNCIA
BIBLIOGRAFIA
01- Allan Kardec - vol. 3 pág. 192 02 - Chão de flores - pág. 125
03 - Encontro marcado - pág. 64 04 - Instrumento do tempo - pág. 149
05 - O Livro dos Espíritos - q. 544, 594,888 06 - Repositório de sabedoria - pág. 105
07 - Rumos libertadores - pág. 77 08 - Segue-me - pág. 49, 115
09 - Vinha de luz - pág. 265 10 -

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OBEDIÊNCIA – COMPILAÇÃO

05 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões: 544, 594, 888

Perg. 543 - Certos Espíritos podem influenciar o general na concepção dos seus planos de campanha? - Sem nenhuma dúvida. Os Espíritos podem influenciá-lo nesse sentido, como em todas as concepções.

Perg. 544 - Os maus Espíritos poderiam suscitar-lhe planos errados, com vistas à derrota?- Sim, mas não tem ele o seu livre-arbítrio? Se o seu raciocínio não lhe permite distinguir uma idéia certa de uma falsa, terá de sofrer as consequências e faria melhor em obedecer do quem comandar.

Perg. 594 - Os animais tem linguagem? - Se pensais numa linguagem formada de palavras e de sílabas, não; mas num meio de se comunicarem entre si, então sim. Eles se dizem muito mais do que supondes, mas a sua linguagem é limitada, como as próprias idéias, às suas necessidades.

08 - Segue-me - Emmanuel - pág. 49, 115

OBEDIÊNCIA JUSTA
"Que, sendo em forma de Deus não teve por usurpação ser igual a Deus". - Paulo (Filipenses, 2:6)
Todos os sofrimentos dos homens, de modo geral, originam-se da pretensão de usurpar o Divino Poder.
Orgulho, vaidade, insensatez, egoísmo, perversidade, rebeldia e opressão representam apenas modalidades variadas dessa usurpação indébita. A guerra e o seu século pestilencial, a tirania e o instinto revolucionário, as paixões arrasadoras e os desastres espirituais que lhes são consequentes constituem-lhe as obras.

Na vastíssima paisagem de nossas existências vemos sempre a Misericórdia Divina e a maldade humana, a Bondade Celestial e a desobediência das criaturas... Sempre, o Pai Generoso e os filhos imprevidentes, o Deus Justo e as inteligências caídas e perversas... Doloroso quadro... Em tudo, no planeta, a harmonia das leis do Senhor e a discórdia dos homens, a bênção providencial ao céu e a rebeldia terrestre...

Por isso mesmo a Humanidade, como aranha gigantesca, encontra-se no milenário labirinto, encarcerada na teia criminosa de suas próprias ações. O coração do discípulo fiel do Evangelho, nos dias que passam, deve revestir-se com a vigorosa couraça da fé viva, porquanto é chamado a trabalhar numa floresta escura, onde a maldade se tornou mais requintada e a sombra mais densa.

E que guarde, sobretudo, a serenidade confiante do trabalhador, compreendendo a necessidade dos testemunhos e sacrifícios para todos, porque para o aprendiz sincero deve resplandecer o ensinamento Daquele que tendo vindo ao mundo através de anúncios divinos, assinalados por uma estrela brilhante, temido pelas autoridades de seu tempo, que transformou pescadores em apóstolos, que curou leprosos e cegos, e levantou paralíticos de nascença, não quis usurpar o Direito Divino e marchou, um dia, para o monte, a fim de testemunhar a obediência justa ao Senhor Supremo da Vida, no alto de uma cruz, ante o desprezo e ironia de todos.

NÃO PEQUES MAIS!
"Vai e não peques mais".- Jesus (João, 8:11)
A semente valiosa que não ajudas, pode perder-se.
A árvore tenra que não proteges, permanece exposta à destruição.
A fonte que não amparas, costuma secar-se.
A água que não distribuis, forma pântanos.
O fruto não aproveitado, apodrece.
A terra boa que não defendes, é asfixiada pela erva inútil.
A enxada que não utilizas, cria ferrugem.
As flores que não cultivas, nem sempre se repetem.
O amigo que não conservas, foge do teu caminho.
A medicação que não respeitas, na dosagem e na oportunidade de que lhe dizem respeito, não te beneficia o campo orgânico.
Assim também é a graça Divina.
Se não guardas o favor do alto, respeitando-o em ti mesmo, se não usas os conhecimentos elevados que recebes em benefício da própria felicidade, se não prezas a contribuição que te vem de cima, não te vale a dedicação dos mensageiros espirituais. Debalde improvisarão eles milagres de amor e paciência, na solução de teus problemas, porque sem a adesão de tua vontade ao programa regenerativo todas as medidas salvadoras resultarão imprestáveis.
"Vai e não peques mais".
O ensinamento de Jesus é suficiente e expressivo.
O médico Divino proporciona a cura, mas se não a conservarmos, dentro de nós, ninguém poderá prever a extensão e as consequências de novos desequilíbrios que nos aviltarão a invigilância

OBEDEÇAMOS
"Escrevi-te confiando na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que te digo". - Paulo (Filemon, 1:21)
Escrevendo ao companheiro, Paulo não afirma confiar na inteligência que pode envaidecer-se e desgovernar-se.
Nem na força que induz à mentira.
Nem no entusiasmo suscetível de enganar a si próprio.
Nem no desassombro que, muita vez, é simples temeridade.
Nem no poder capaz de iludir-se.
Nem na superioridade que costuma desmandar-se no orgulho.
O apóstolo confia na obediência.
Não na passividade-cegueira que alimenta a discórdia e o fanatismo, mas na compreensão que se subordina ao trabalho por devotamento ao bem de todos, enxergando na felicidade alheia a felicidade que lhe é própria.
Para que atinjas a comunhão com o Senhor não é necessário te consagres ao incenso da adoração, admirando-o ou defendendo-o.
Obedece-lhe. Seguindo-lhe as recomendações aperfeiçoarás a ti mesmo pela cultura e pelo sentimento e terás contigo o amor e a lealdade, a harmonia e o discernimento, a energia e a brandura que garantem a eficiência do serviço a que foste chamado.
Saibamos, pois, obedecer ao Senhor em nosso mundo íntimo e aprenderemos a fazer mais pela vida do que a vida espera de nós.

09 - Vinha de luz - Emmanuel - pág. 265

126 - OBEDIÊNCIA CONSTRUTIVA
"E assim vos rogo eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados."— Paulo. (EFÉSIOS, 4:1.)
Na leitura do Evangelho, é necessário fixar o pensamento nas lições divinas, para que lhes sorvamos o conteúdo de sabedoria. No versículo sob nossa atenção, reparamos em Paulo de Tarso o exemplo da suprema humildade, perante os desígnios da Providência. Escrevendo aos efésios, declara-se o apóstolo prisioneiro do Senhor.

Aquele homem sábio e vigoroso, que se rendera a Jesus, incondicionalmente, às portas de Damasco, revela à comunidade cristã sublime qualidade de sua fé. Não se afirma detento dos romanos, nem comenta a situação que resultava da intriga judaica. Não nomeia os algozes, nem se refere às sentinelas que o acompanham de perto.

Não examina serviços prestados. Não relaciona lamentações. Compreendendo que permanece a serviço do Cristo e cônscio dos deveres sagrados que lhe competem, dá-se por prisioneiro da Ordem Celestial e continua tranquilamente a própria missão. Simples frase demonstra-lhe a elevada concepção de obediência.

Anotando-lhe a nobre atitude, conviria lembrar a nossa necessidade de conferir primazia à vontade de Jesus, em nossas experiências.
Quando predominarem, nos quadros da evolução terrestre, os discípulos que se sentem administradores do Senhor, operários do Senhor e cooperadores do Senhor, a Terra alcançará expressiva posição no seio das esferas.

Imitando o exemplo de Paulo, sejamos fiéis servidores do Cristo, em toda parte. Somente assim, abandonaremos a caverna da impulsividade primitiva, colocando-nos a caminho do mundo melhor.