OBRIGAÇÕES
BIBLIOGRAFIA
01- A sombra do olmeiro - pág. 114 02 - Ceifa de luz - pág. 147
03 - Chico e Emmanuel - pág. 64 04 - Lampadário Espírita - pág. 185
05 - O Espírito da verdade - pág. 65, 92 06 - O Evangelho S. o Espiritismo - cap. XXV, 11
07 - O Livro dos Espíritos - q. 222, 679, 681, 08 - Seara dos Médiuns - pág. 179
09 - Vinhas de luz - pág. 15 10 -

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OBRIGAÇÕES – COMPILAÇÃO

04 - Lampadário Espírita - Joana de Ângelis - pág. 185

45. DEVERES DE AGORA

Enquanto respeitáveis pesquisadores investigam, infatigáveis, o problema da imortalidade da alma em laboratórios que obedecem às mais exigentes conquistas da técnica moderna, vês desfilarem à mingua de compaixão os "filhos do Calvário". Muitos companheiros atilados, empolgados pela terminologia complexa sugerida na sistemática da psicologia experimental, apresentam teses arrojadas, fixados a conceitos respeitáveis, e tu observas os descendentes da "Casa do Caminho", tresmalhados e tristes na faina do sofrimento, deambulando sem rota...

Parece-te, às vezes, que o complexo aparato dos laboratórios penetra o teu santuário de fé para interpretar as manifestações espirituais em linguagem nova. fazendo exigências a que se devem submeter os espíritos da caridade, de modo a atenderem impositivos intelectuais, no mesmo momento em que entidades atribuladas do além-túmulo batem angustiadas às portas da mediunidade, rogando palavras de consolo em nome de Jesus...

Momentos difíceis atravessas, considerando a valiosa bibliografia que te chega às mãos, sugerindo novas fórmulas de interpretação do amor em relação à comunicabilidade dos Espíritos, embora enxameiem ao teu lado os órfãos, as viúvas, os atribulados em abandono total, desejando comunicar-se contigo, espíritos também que são, encarnados no domicílio da matéria.. . Todavia, a mensagem cristã é tão suave e simples!

Os ensinos do Rabi, que enflorescem as mais caras evocações cristãs da Humanidade, são um convite vigoroso para a manutenção do amor entre os homens! E os conceitos esflorados por Allan Kardec, na admirável Doutrina Consoladora, refletem, todos eles, o im-positivo da transformação moral do homem, à base do culto dos deveres agora, todos os dias, para alcançar o ápice da evolução impostergável de todos nós.

E' verdade que o homem não atinge as Altas Esferas sem as luminescências do conhecimento; da mesma forma ninguém evolui realmente sem a santificação dos sentimentos, através da conjugação do verbo amar, em todas as suas expressões. Diante do poviléu esfaimado e aturdido, o Senhor solicitou aos companheiros o repasto de que dispunham, após o que multiplicou pães e peixes para todos eles; ao lado da mulher surpreendida no delito conjugal fatigada pelos próprios desencantos e humilhada pela massa em rebeldia, vitimada quase pela lapidação pública, o Senhor, depois de exprobrar o comportamento dos adúlteros presentes, disse-lhe com piedosa misericórdia:

«Ninguém te condenou? Eu também não te condeno. Vai e não tornes a pecar»; após ouvir o relatório minudente sobre o culto dos deveres externos, apresentado por um jovem que ansiava encontrar o Reino de Deus e fruí-lo, o Mestre foi peremptório: «Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, vem e segue-me»; a obsidiada, que transformara o corpo em instrumento de aflição, mas que se compungira ante a mensagem fascinante da Boa Nova, irrompendo, desesperada, na casa de Simão, que O hospedava momentaneamente, d'Ele recebeu a palavra de alento: «Por muito amares, os teus pecados te serão perdoados»; e ao ladrão, que no momento extremo Lhe rogara oportunidade de aportar, também, na Região da justiça, Ele acenou com a esperança próxima de recebê-lo oportunamente no Paraíso ...

Em todos os momentos da vida do incansável Seareiro do Amor, essas pequenas-grandes lições de toda hora, deveres de todo momento, constituíram a seara sublime da perene Boa Nova. Dir-te-ão muitos que já não há campo para aquela vida de odor evangélico, qual a dos primeiros dias dos homens dos caminhos; falar-te-ão que é necessário aplicar a inteligência e os favores do conhecimento moderno e explicarão quanto à necessidade de utilizar a técnica para viver com tranquilidade e em plenitude do gozo.

Sem desconsideração às nobres conquistas do pensamento hodierno, ama, serve, aprimora, teus ensinamentos e renova-te incessantemente. Não descures de acender a luz do Evangelho na tua casa, não deixes de plantar uma árvore generosa e frutífera no caminho, não recuses a palavra gentil ao transeunte e, seguindo as pegadas de Jesus, embora a distância que medeia entre ti e Ele, faze-te mesmo assim, mensagem viva do Evangelho, coroado pela luz da imortalidade, cumprindo com os teus deveres agora, a fim de penetrares no Reino dos Céus, desde este instante, mediante a tua integração no espírito vivo e atuante do Cristo.

05 - O Espírito da verdade - Emmanuel - pág. 65, 92

26 NO RETOQUE DA PALAVRA - Cap. XI — Item 7
Seja onde for, não afirme: — Detesto esse lugar! Cada criatura vive na terra dos seus credores. Ouvindo a frase infeliz, não grite: — "Ê um desaforo!" Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior. Atravessando a madureza, não se lamente: — "Já estou cansado."
Sintoma de exaustão, vontade enferma. Sentindo a mocidade, não assevere: — "Preciso gozar a vida!"

Romagem terrestre não é excursão turística. À frente do amigo endividado, não ameace: — "Hoje ou nunca!" Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós. Ao companheiro menos categorizado, não ordene: "Faça isso!" Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula. Perante o doente, não exclame: — "Pobre coitado!" Compaixão desatenta, crueldade indireta.

Ao vizinho faltoso, nunca diga: — "Dispenso-lhe a amizade." Todos somos interdependentes. Sob o clima da provação, não se queixe: — "Não suporto mais!" O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças. No cumprimento do dever, não clame: — "Estou sozinho."
Ninguém vive desamparado.

Colhido pelo desapontamento, não reclame: — "Que azar!" A Lei Divina não chancela imprevistos. À face do ideal, não se lastime: — "Ninguém me ajuda." No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.
ANDRÉ Luiz

06 - O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - cap. XXV, 11

NÃO VOS CANSEIS PELO OURO

9. Não possuais ouro nem prata, nem leveis dinheiro nas vossas cintas: alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão porque digno é o trabalhador do seu alimento.

10. E, em qualquer cidade ou aldeia que entrardes, informai-vos de quem nela digno, e ficai ali, até que vos retireis. E ao entrardes na casa, saudai-a, dizendo: Paz seja nesta casa. E se aquela casa, na realidade, o merecer, virá sobre ela a vossa paz; e se não o merecer, tornará para vós a vossa paz. Sucedendo não vos querer alguém em casa, nem ouvir o que dizeis, ao sairdes dessa casa, ou da cidade, sacudi o pó de vossos pés. Em verdade vos afirmo isto: Menos rigor experimentará no dia do juízo a terra de Sodoma e de Gomorra, do que aquela cidade. (Mateus, X: 9-15.)

11. Estas palavras, que Jesus dirigia aos seus apóstolos, ao enviá-los a anunciar a boa nova pela primeira vez, nada tinham de estranho naquela época. Estavam de acordo com os costumes patriarcais do Oriente, onde o viajor era sempre bem recebido. Mas, então, eles eram raros. Entre os povos modernos, o aumento das viagens teria de criar novos costumes. Só encontramos agora os dos tempos antigos nas regiões distantes, onde o tráfego intenso ainda não penetrou. Se Jesus voltasse hoje à Terra, não poderia mais dizer aos seus apóstolos: Ponde-vos a caminho sem provisões.

Juntamente com o seu sentido próprio, essas palavras encerram um sentido moral bastante profundo. Jesus ensinava, assim, aos seus discípulos, a se confiarem na Providência. Além disso, desde que nada possuíam, eles não podiam tentar a cupidez dos que os recebiam. Era um meio pelo qual distinguiriam os caridosos dos egoístas, e por isso lhes disse: "Informai-vos de quem é digno de vos receber", ou seja, de quem é suficientemente humano para abrigar o viajor que nada pode pagar, porquanto esses são dignos de ouvir as vossas palavras, e é pela sua caridade que os reconhecereis.

Quanto aos que nem sequer os quisessem receber, nem ouvir, recomendou Ele aos apóstolos que os amaldiçoassem? Ou recomendou que se impusessem a eles, e usassem de violência, para os constranger a se converterem? Não, mas que se retirassem pura e simplesmente, à procura de gente de boa vontade. Assim diz hoje o Espiritismo aos seus adeptos. Não violenteis nenhuma consciência; não forceis ninguém a deixar a sua crença para adotar a vossa; não lanceis o anátema sobre os que não pensam como vós. Acolhei os que vos procuram e deixai em paz os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do Cristo: antigamente o céu era tomado com violência, mas hoje o será pela caridade e pela doçura.


07 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões:. 222, 679, 681, 816, 827, 877, 1009

Perg. 679 - O que possui bens suficientes para assegurar sua subsistência está liberto da lei do trabalho? - Do trabalho material, talvez, mas não da obrigação de se tornar útil na proporção dos seus meios, de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que é também um trabalho. Se o homem a quem Deus concedeu bens suficientes para assegurar sua subsistência não está obrigado a comer o pão com o suor da fronte, a obrigação de ser útil a seus semelhantes é tanto maior para ele, quanto a parte que lhe coube por adiantamento lhe der maior lazer para fazer o bem.

Perg. 681 - A lei da Natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalhar para os pais? - Certamente, como os pais devem trabalhar para os filhos. Eis porque Deus fez do amor filial e do amor paterno um sentimento natural, a fim de que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família seja levados a se auxiliarem mutuamente. É o que, com muita frequência, não se reconhece em vossa atual sociedade.

Perg. 816 - Se o rico sofre mais tentações; não dispõe também de mais meios para fazer o bem? - É justamente o que nem sempre faz; torna-se egoísta, orgulhoso e insaciável; suas necessidades aumentam com a fortuna e julga não ter o bastante para si mesmo.

Perg. 827 - A obrigação de respeitar os direitos alheios tira ao homem o direito de ser senhor de si? - Absolutamente, pois esse é um direito que lhe vem da Natureza.

Perg. 877 - A necessidadede viver em sociedade acarreta para o homem obrigações particulares?- Sim, e a primeira de todas é a de respeitar os direitos dos semelhantes; aquele que respeitar esses direitos será sempre justo. No vosso mundo, onde tantos homens não praticam a lei de justiça, cada um usa de represálias, e vêm daí a perturbação e a confusão da vossa sociedade. A vida social dá direitos e impõe deveres recíprocos.

Perg. 1008 - A duração das penas depende sempre da vontade do Espírito, não existindo as que lhe são impostas por um tempo determinado? - Sim; há penas que lhe podem ser impostas por determinado tempo, mas Deus, que não deseja senão o bem de suas criaturas, aceita sempre o arrependimento, e o desejo de se melhorar nunca é estéril.

Perg. 1009 - Segundo isso, as penas impostas jamais seriam eternas? - Consultai o vosso bom senso, a vossa razão e perguntai se uma condenação perpétua, em consequência de alguns momentos de erro, não seria a negação da bondade de Deus. Que é, com efeito a duração da vida, mesmo que seja de cem anos, em relação à eternidade?

09 - Vinhas de luz - Emmanuel - pág. 15

2 - VÊ COMO VIVES
"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha." — Jesus. (LUCAS, 19:13.)
Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus. Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.

Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.

Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra. O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.

O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade. O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação. As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento. O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.

O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo. O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio. Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.

Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.