OMISSÃO
BIBLIOGRAFIA
01- CELEIRO DE BENÇÃOS, pag. 151 02 - JUSTIÇA DIVINA, pa. 53
03 - LIVRO DA ESPERANÇA, pag. 113 04 - O CÉU E O INFERNO, pac. 367, 392
05 - PÃO NOSSO, pag. 103 06 - REPOSITÓRIO DE SABEDORIA, pag. 114

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

OMISSÃO – COMPILAÇÃO

01 - OMISSÃO

O espírita e a omissão (Coluna Religião)
Existem algumas práticas nocivas ao processo de se sociabilizar a doutrina espírita, em um patamar, onde a construção de um homem melhor não nasça de uma atitude contemplativa. Torna-se indispensável o posicionamento cidadão do espírita, reivindicando, contestando, agindo em benefício de um mundo melhor, mais justo e equânime. Não se pode, em forma de uma atitude pseudo-superior, estar à parte do mundo, de suas misérias e dificuldades, só pensando em “Nosso Lar” ou nas “Violetas na janela”.

O cristão espírita é destemido e confiante, pois obra para melhorar a sociedade, em seu conjunto de ação por um mundo melhor.

Estar à margem das discussões sociais do mundo em que vive é pura arrogância de quem não se sente inserido em um contexto de ação e transformação.

A questão n º 573 de O Livro dos Espíritos nos posiciona com clareza meridiana: "Em que consiste a missão dos Espíritos Encarnados? - Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais".
Ora, como melhorar as instituições sem estar nelas, dando o exemplo de comprometimento com o bem coletivo?

Assim, teremos sempre que repudiar toda e qualquer ação que atente contra a sociedade em que nos encontramos. Não iremos fazer das nossas tribunas espíritas palcos de desagravos ou de avaliação desta ou daquela conduta, mas não poderemos deixar de nos indignar com a miséria do salário mínimo, com as filas do INSS, com a incúria dos governantes diante da corrupção, violência, desmandos.

O grande e admirável pensador espírita Deolindo Amorim, em O Espiritismo e os Problemas Humanos, peroliza: "Para os espíritas, finalmente, o Cristianismo não é apático. Se, na realidade, o cristão ficasse apenas na fé, rezando e contemplando o mundo à grande distância, sem participar do trabalho de transformação do homem e da sociedade, jamais a palavra do Cristo teria a influência ponderável. O verdadeiro cristão, o que tem o Evangelho dentro de si, e não apenas o que repete versículos e sentenças, não pode cruzar os braços dentro de um mundo arruinado e poluído pelos vícios, pela imoralidade e pelo egoísmo".

Assim, não deveremos ser alienados. Os nossos órgãos representantes, ainda que de uma forma não hierarquizada – graças a Deus – poderiam se manifestar repudiando tudo que vai de encontro aos princípios de igualdade, solidariedade e fraternidade, que balizam a ação espírita no mundo.

Não haveremos de continuar achando que somos os “puros” que não poderemos nos “misturar” com estes espíritos inferiores. Precisamos agir com a firmeza de que Jesus nos instruiu: sim, sim; não, não.

No dia em que o ser humano deixar de se indignar, ele será uma máquina, um robô programado apenas para existir, nunca para viver, pois viver significa se comprometer, expor-se, lutar. Fazer de sua vida uma história de acréscimo do novo, em si e na sociedade em que atua.

A omissão jamais trará paz de consciência, ainda que a anestesie.

José Medrado é médium, fundador e presidente da Cidade da Luz

02 - OMISSÃO

TEMPOS DE OMISSÃO

Vivemos na Terra tempos muito difíceis. A maldade de alguns indivíduos é audaciosa e intimidadora.

Parece que a humanidade está retrocedendo aos tempos de barbárie e nada se pode fazer para deter esse estado de coisas.

Em quase todos os sectores da sociedade vamos encontrar vestígios da violência em suas mais variadas expressões.

E por que isso acontece? Será que a humanidade é formada, em sua maioria, por pessoas más?

Onde estão as pessoas de bem?

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec propôs a seguinte questão aos Sábios do espaço:

Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

E os benfeitores espirituais responderam:

“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

A resposta nos faz perceber claramente porque a humanidade está como está.

Os maus são intrigantes e audaciosos e por isso intimidam os bons.

A timidez dos bons é a grande responsável pelo atual estado de coisas da nossa sociedade terrena.

Impressionante como as pessoas de bem se deixam levar por essa onda de violência intrigante.

O depoimento de algumas pessoas publicado em uma revista de grande abrangência em nosso país, por ocasião do atentado na Rússia, fala-nos dessa realidade.

Uma mãe chegou a desabafar:

“Diante de tantas atrocidades cometidas contra nossas crianças, só me resta pedir desculpas aos meus filhos. Coloquei-os no mundo e agora não tenho como protegê-los de tanta violência.”

É compreensível o desespero dessas pessoas, pois esse é o efeito esperado e premeditado pelos maus.

E quando falamos dos maus não nos referimos unicamente aos terroristas.

Existem muitos indivíduos maus se aproveitando dessas situações.

O pavor e o desespero gerado na população é o componente perfeito para a ação dos maus.

Um povo intimidado, desesperado e impotente é tudo o de que precisam os que querem tirar proveito disso.

No entanto, os benfeitores espirituais, que percebem a realidade de um ponto de vista abrangente, sabem que a solução depende dos bons, ao afirmarem:

“Quando estes o quiserem, preponderarão.”

Só que muitos dos que se dizem bons, e alguns religiosos de várias crenças estão ocupados em defender o seu “bem” exclusivo, atirando fora todo bem que não seja praticado pelos de sua religião.

Ou os bons assumem a sua bondade, ou não são bons.

Jesus jamais se omitiu diante de qualquer situação. Sempre se posicionou favorável ao bem, sem se importar com quem o praticava.

Em resposta aos discípulos que haviam proibido um homem que expulsava os demónios em nome de Jesus mas não o acompanhava, Jesus disse-lhes, com sabedoria:

“Não o proíbam, porque quem não é contra nós, é por nós”.

Isso é levantar a bandeira do bem acima de tudo. O bem é o bem. Isto apenas.

Quem prega o contrário, não pode estar movido por boas intenções.

São chegados os tempos em que precisamos assumir a nossa posição. Precisamos mostrar de que lado estamos: do lado de Deus ou de Mamom.

Em tempos de tanta violência, corrupção e falta de ética, não temos o direito de permanecer em cima do muro. Precisamos nos decidir.

Se dizemos confiar em Deus, é momento de assumir essa confiança. A confiança de que toda árvore que nosso pai não plantou será arrancada, conforme ensinou Jesus.

E a violência certamente não é árvore plantada pelo Criador.

Portanto, é hora de fazer luz. É hora de somar as boas qualidades e fazer valer o bem que desejamos.

É hora de altear bem alto a bandeira do bem, para que o bem sobrepuje o mal. Para que a luz afugente as trevas.

Pense nisso e considere que basta apenas querer.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na questão 932 de O Livro dos Espíritos e no Evangelho de Lucas, cap. 9,50.

FRASES SOBRE O SILÊNCIO DOS BONS

Ter a aparência de bom e uma coisa e ser bom e outra, e, na verdadeira acepção da palavra a criatura boa dificilmente ficará omissa sem tomar uma atitude diante de qualquer injustiça, se não o fizer não pode ser chamada de boa ou bom porque ainda lhe falta muito para merecer esse nobre adjectivo.

* * *

Toda criatura omissa não é boa, pois que ainda lhe falta a força do enfrentamento.

* * *

Muitas vezes o silêncio dos bons é o ponto final da maldade, pois que o mal dali para a frente não mais prosseguirá através de palavras.

* * *

Quase sempre os bons se calam porque não há quem os ouça.

03 - OMISSÃO

Omissão dos Espíritas
Leonardo Arantes Marques

No movimento espírita brasileiro, é tendência dominante mantê-lo tranqüilo, qual água de um lago, parada, sem ondulações..., esquecidos os espíritas de que a água estagnada, quase sempre, se deteriora. Enquanto a água boa para saciar a sede é a que se agita, na correnteza dos rios.

0 espírita, doutrinado pela literatura mediúnica, é um conformado, no sentido de quem espera na providência divina a solução dos problemas dos mais variados tipos.

Nos movimentos de reivindicação profissional, principalmente por um salário mais justo, quase sempre o espírita está disposto a se omitir, na equivocada suposição de que vai comprometer a sua imagem junto aos companheiros de doutrina espírita. Mas depois desfrutará dos benefícios do seu salário reajustado, por força do movimento reivindicatório.

Na política, se ele se aventura a disputar um cargo, vai advertido de que é missão sacrificial... Nesse particular, Divaldo Pereira Franco, respondendo a uma pergunta "sobre a participação dos espíritas na Constituinte e na Política", disse, sensatamente, que "se os espíritas se alijarem, os espaços serão preenchidos por outros e eles não terão o direito de censura". ("Bahia Espírita' -"FEEB discute Movimento com Centros" - Ano XVI - n° 68 - setembro/outubro/ 85, pág. 3)

E aqui prestamos nossa homenagem à memória do confrade Freitas Nobre (SP), que perlustrou a política com muito descortino e dignidade, inclusive foi líder do seu partido na Câmara Federal. Lembramo-nos de sua atuação de destaque no Congresso Nacional, na sessão em que Tancredo Neves foi eleito Presidente da República: um deputado do Estado do Rio de Janeiro contestou a forma de se votar simultaneamente para Presidente e Vice-Presidente da República, estribado em normas legais disciplinadoras das eleições, ao que respondeu, incontinente, contestando, o deputado Freitas Nobre, defendendo o sistema de votação, que se iniciava, citando dispositivo constitucional. Venceu Freitas Nobre! Sentimo-nos emocionado com a atuação proeminente de um espírita, num momento histórico da vida política do nosso País. Mas Freitas Nobre não conseguiu se reeleger, em 1990, ficou na suplência de deputado federal; contudo, a estafa da campanha minou-lhe as forças e ele desencarnou.

Os espíritas estão de tal forma doutrinados contra a política que nem votam em candidato espírita: o confrade, só pelo fato de se candidatar, fica sob suspeição, quanto à sua convicção espírita.

No Espírito Santo, quando fomos presidente da Federação Espírita do nosso Estado, de 1980 a 1986, a colega de diretoria Almerita Ribeiro do Amaral candidatou-se à vereança de Vitória e, na sua propaganda, num folheto, registrou sua condição de espírita e de diretora da Federação. Pelas críticas que ouvimos de alguns confrades, que não perdoaram Almerita por ela ter propagado sua condição de diretora da Federação, não nos causou surpresa a pequena votação que ela recebeu e, mesmo assim, os votos, seguramente, não vieram dos espíritas.

Alias, ocorreu outro fato com Almerita: entrevistada num programa de televisão, sabendo o entrevistador que ela era espírita, perguntou-lhe:

-0 problema da seca, com que se debate o povo nordestino, é uma provação?

Ao que respondeu Almerita, sem pestanejar:

- Acho que não. Deve-se ao descaso do Governo, a quem cabe solucionar o problema irrigando o solo.

Um confrade, que assistira ao programa, comentou conosco sua decepção com a resposta da Almerita, por dois motivos: primeiro, por ela ter feito crítica ao Governo; segundo, por não ter atribuído a uma provação o sofrimento do povo castigado pela seca.

No campo do sexo, o espírita é doutrinado para não ver no relacionamento sexual uma fonte de prazer: o sexo é sagrado, sua função primordial é a procriação. E pensar que, na vida conjugal, o relacionamento sexual é usado para a procriação apenas algumas vezes, sendo que, na maioria absoluta das vezes, ele se dá mesmo por prazer. E não se pode pensar de outra forma, sob pena de se correr

o risco de o Espiritismo se transformar numa fábrica de homens efeminados e mulheres frígidas.

Qualquer divergência de ordem administrativa nas instituições espíritas, que se recorra, inclusive, à decisão judicial para a sua solução, a exemplo do ocorrido, há alguns anos, com a Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro e com a Federação Espírita do Estado de São Paulo, é motivo de lamentação e de alvoroço nos meios espíritas, porque o espírita está convencido de que ele não pode errar, se lhe exige perfeição integral. Aliás, é esse espírito de perfeição que leva o espírita a não protestar contra nada, não oferecer sugestões, com medo de claudicar.

A omissão dos espíritas mais se avulta na sua passividade ante atuação vexatória do movimento espírita brasileiro, tão dinâmico nos Estados, Mas que, a níveis nacional e internacional, quem dá as cartas é a Federação Espírita Brasileira, com seu pseudo-espiritismo roustainguista.

Gélio Lacerda da Silva

Livro: Conscientização Espírita, pags. 203 a 205. (Todo Espírita deveria ler este Livro).

Sites de Interesse:
http://www.espirito.org.br/portal/mapa.html

http://viasantos.com/pense/

http://br.groups.yahoo.com/group/arquivo-espirita/

http://www.editoraeme.com.br/

04 - OMISSÃO

O espírita e a omissão

Existem algumas práticas nocivas ao processo de se sociabilizar a doutrina espírita, em um patamar, onde a construção de um homem melhor não nasça de uma atitude contemplativa. Torna-se indispensável o posicionamento cidadão do espírita, reivindicando, contestando, agindo em benefício de um mundo melhor, mais justo e equânime. Não se pode, em forma de uma atitude pseudo-superior, estar à parte do mundo, de suas misérias e dificuldades, só pensando em “Nosso Lar” ou nas “Violetas na janela”.

O cristão espírita é destemido e confiante, pois obra para melhorar a sociedade, em seu conjunto de ação por um mundo melhor.

Estar à margem das discussões sociais do mundo em que vive é pura arrogância de quem não se sente inserido em um contexto de ação e transformação.

A questão n º 573 de O Livro dos Espíritos nos posiciona com clareza meridiana: "Em que consiste a missão dos Espíritos Encarnados? - Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais".
Ora, como melhorar as instituições sem estar nelas, dando o exemplo de comprometimento com o bem coletivo?

Assim, teremos sempre que repudiar toda e qualquer ação que atente contra a sociedade em que nos encontramos. Não iremos fazer das nossas tribunas espíritas palcos de desagravos ou de avaliação desta ou daquela conduta, mas não poderemos deixar de nos indignar com a miséria do salário mínimo, com as filas do INSS, com a incúria dos governantes diante da corrupção, violência, desmandos.

O grande e admirável pensador espírita Deolindo Amorim, em O Espiritismo e os Problemas Humanos, peroliza: "Para os espíritas, finalmente, o Cristianismo não é apático. Se, na realidade, o cristão ficasse apenas na fé, rezando e contemplando o mundo à grande distância, sem participar do trabalho de transformação do homem e da sociedade, jamais a palavra do Cristo teria a influência ponderável. O verdadeiro cristão, o que tem o Evangelho dentro de si, e não apenas o que repete versículos e sentenças, não pode cruzar os braços dentro de um mundo arruinado e poluído pelos vícios, pela imoralidade e pelo egoísmo".

Assim, não deveremos ser alienados. Os nossos órgãos representantes, ainda que de uma forma não hierarquizada – graças a Deus – poderiam se manifestar repudiando tudo que vai de encontro aos princípios de igualdade, solidariedade e fraternidade, que balizam a ação espírita no mundo.

Não haveremos de continuar achando que somos os “puros” que não poderemos nos “misturar” com estes espíritos inferiores. Precisamos agir com a firmeza de que Jesus nos instruiu: sim, sim; não, não.

No dia em que o ser humano deixar de se indignar, ele será uma máquina, um robô programado apenas para existir, nunca para viver, pois viver significa se comprometer, expor-se, lutar. Fazer de sua vida uma história de acréscimo do novo, em si e na sociedade em que atua.

A omissão jamais trará paz de consciência, ainda que a anestesie.

José Medrado é médium, fundador e presidente da Cidade da Luz

OMISSÃO

Primeiro vamos ver o que é alienado.
O que é a alienação?
A alienação trata-se do mistério de ser ou não ser, pois uma pessoa alienada carece de si mesmo, tornando-se sua própria negação.
Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios Algumas pessoas são tão alienadas que não sabem nem mesmo a situação que nosso país está vivendo. O governo e a mídia são os principais agentes na alienação.
Alienação é se deixar levar sem ter opinião e sem saber o porquê das coisas.

O que é omisso?
Omissão, no direito, é a conduta pela qual uma pessoa não faz algo a que seria obrigada ou para o que teria condições. A palavra omissão (ausência de ação) é sinônima à palavra inação. E, muitas vezes, para atrapalhar algo (no sentido de obstruir a solução mais rápida) tudo o que precisamos fazer é não fazer nada! Ou, pior, o que precisamos fazer é encaminhar tudo exatamente do jeito certo (conforme o manual)!
Pois os espíritas vivem numa Alienação Política desde o momento que não usa sua capacidade de debater politicamente seus interesses.
Acredita na operosidade de instrumentos inoperantes, de um lado; desinteresse total pelos fatos políticos, de outro. E, em sua forma mais grave - recusa em decidir o próprio destino, de raciocinar, de traçar seu próprio projeto; criação do mito do Chefe, do Messias, do Pai, do Salvador da Pátria. Compreender o significado destes fenômenos, ver neles o sentido que possam ter, tal é a grande tarefa de quem se preocupa com o problema político do espírita de hoje.
No Livro dos Espíritos, a Questão 132 indaga: “Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?” Em parte, a resposta é: “(...) a encarnação tem também outro objetivo, que é o de colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação (...) de tal sorte que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta”.

Sobre a omissão, a Questão 642 Basta não fazer o mal para ser agradável a Deus e assegurar um futuro melhor?
– Não. É preciso fazer o bem no limite de suas forças, porque cada um responderá por todo o mal que resulte do bem que não tiver feito.

Estes dias encontrei um artigo na web que dizia:
“Deus não sobe em palanques políticos”

Eu digo que é porque ele aguarda a ação daqueles que captam sua vontade e a executam não se omitindo esperando que as mudanças caiam do céu no seu colo.

Continua o artigo dizendo: Os adeptos do Espiritismo não precisam de representantes nos poderes Legislativos e Executivos do país para defenderem seus interesses.

Ao que poderíamos dizer, se os interesses do espírita é de não ter um sistema de ensino melhor, a segurança de sua cidade melhor, um sistema de saúde melhor e menos corruptos na política ai eu concordo.
Deve ficar dentro do centro espírita tomando fluido fluidificado e passe.

Mais adiante diz ele: Convém esclarecer que os Espíritas jamais formarão bancadas nos parlamentos, para não desvirtuarem a verdadeira finalidade do Espiritismo, que é a de promover a transformação moral da humanidade.
.
Eu tinha achado o titulo deste artigo muito infeliz, mas, a mediocridade é insuperável.
Eu sempre acreditei que no mundo o espírito reencarna, fazem-se homens para modelá-lo. E que cada um de nós trouxe consigo sua responsabilidade e sua tarefa individual e intransferível.

Pois, isto é o diz o Livro dos Espíritos, que a doutrina marcaria uma nova era para a humanidade.

A verdade e que, o Espiritismo compreende os ideais de renovação da humanidade, através da transmissão de corretas informações àqueles que tiverem “ouvidos para ouvir e olhos para ver”.
Só que não se faz Espiritismo apenas e tão-somente no interior das Casas Espíritas.
Para tornar-se crença comum, como afiançado pela Falange da Verdade a Kardec, a Doutrina precisa ganhar as ruas, não pela pregação e doutrinação, mas pela presença (ativa) de seus adeptos e divulgadores nos diversos cenários da vida humana.
Participando, não se esquivando, com a desculpa de que tudo evoluirá, um dia.

Não estou advogando que se crie partidos políticos ou que se abra a sociedade espírita para propagandas políticas, e sim apontando que a imprensa, as comunidades de debates como estas e outras não colocam a política na discussão, como se esta não existisse.

Eu não vi nem uma discussão em torno do projeto de lei que querem aprovar a PL 122
Que se resume no seguinte.
Você admite um homossexual lá pelas tantas você não precisa mais de seus serviços e demite-o. Pronto três a cinco anos de cadeia. Daí até tu provar que não foi uma atitude homofobica e sim atitude normal de empregador e empregado tu vai gastar uma grana com advogados para não parar no xilindró.

E sobre a violência no RJ parece que só existe no mundo que não é espírita.

E tu o que acha disso, o espírita é alienado e omisso ou é apenas sua postura santificada.

FRANCISCO AMADO

05 - OMISSÃO

ALCOOLISMO NA JUVENTUDE: OMISSÃO DA FAMÍLIA

“Não se educa sendo deseducado. Não se disciplina sem estar disciplinado”. ( Amélia Rodrigues, no Livro “Sementeira da Fraternidade”, psicografia de Divaldo P. Franco).

Cresce no meio jovem o consumo de bebidas alcoólicas. Bares, restaurantes, lanchonetes, clubes sociais, boates, avenidas estão repletas de jovens que, displicentemente, fazem uso, em larga escala e abertamente, das bebidas deletérias e nocivas que não só desfiguram e arrasam o corpo como agridem e violentam o caráter. Contra outros tipos de tóxicos levanta a sociedade, mesmo que palidamente, no combate, nem sempre eficaz, mas o álcool, esse “veneno livre”, marcha à solta, e quase sempre apoiado por grandes e bem produzidas campanhas publicitárias e aceito com naturalidade por nós.

Tomar um “gole”, é um ato de afirmação do jovem, como sinônimo de que ele já começa a adentrar o sonhado mundo dos adultos. Puro engano. Uma organização infanto-juvenil, em formação, sem dúvida, com ingestão de álcool não poderá possuir a saúde que teria se evitasse o consumo de tão corrosiva substância. Isso, evidentemente, sem citar os estragos morais da personalidade. Mas o problema é muito sério e de uma gravidade sem contas. Temos sim, necessidade de maior participação de nossas autoridades constituídas, que muitas vezes laboram com grandes deficiências de material humano e de equipamentos, ante a situação em que vive a sociedade.

Precisamos também que o comércio de bebidas alcoólicas não venda essa “tragédia engarrafada ou enlatada” aos menores. No entanto, a solução só virá com a devida conscientização da família. Não haverá outro meio e nem outros mecanismos que evitem a derrocada da grande maioria dos nossos jovens. Já foi dito que a criança ou o jovem imita o adulto, isso significa dizer que se o jovem está utilizando o álcool foi porque viu o adulto fazê-lo.

E o que é mais grave, esses jovens, em grande escala consomem bebidas junto com seus pais, em clima de festa, de euforia mesmo. Lamentável. Indiscutivelmente, pais que consomem álcool não têm moral para impedir que os filhos o façam. Não terão autoridade para dizer que faz mal à saúde física e ao caráter, pois que são escravos do vício. É triste, muito triste mesmo, identificar que muitos alcoólatras que afirmam não sê-lo, escondem-se atrás das bebidas sociais, sim, aquelas que se consomem nas rodas da sociedade.

O alcoólatra não é somente aquele que se estende numa sarjeta, mas é todo consumidor de álcool. Dolorosa realidade a do alcoolismo juvenil; mais dolorosa ainda é constatar, sem qualquer equívoco, a omissão da família. Pais, indiferentes e descuidados, estimulam ou se omitem hoje, para, provavelmente, chorarem amanhã, quando dificilmente haverá tempo para reparos.

Os nossos jovens precisam muito mais do que roupas da moda, carros do ano, motos envenenadas, escolas de alto nível, médicos especializados. Eles precisam de educação, que só virá através dos exemplos dos adultos, especialmente dos adultos com quem convivem. O jovem que se dá ao consumo de bebidas alcoólicas é vítima, muito freqüentemente, vítima da omissão familiar. Portanto, pouco vai adiantar instituição de leis, normas, fiscalizações se entre as paredes do lar, a indiferença continuar.

Postado por GEAP