ONDAS
BIBLIOGRAFIA
01- A força do pensamento - pág. 26 02 - Animismo ou Espiritismo - pág. 75
03 - Correlações espirito-matéria - pág. 11 04 - Mão de luz - pág. 46
05 - Espírito e Vida - pág. 174 06 - Mecanismos da mediunidade - pág. 21, 38, 85
07 - Metapsiquica humana- pág. 158 08 - Nos dominios da mediunidade- pág. 9
09 - Pão nosso - pág. 45 10 - Psi quântico - pág. 39
11 - Seara dos médiuns - pág. 215 12 - Seareiros de volta - pág. 28
13 - Técnica da mediunidade - pág. 12 14 - Universo e vida - pág 91

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

ONDAS – COMPILAÇÃO

02 - Animismo ou Espiritismo - Ernesto Bozzano - pág. 75


(..) "Noutra ocasião, um erro muito mais relevante se produziu. Achava-me eu em Redcar e minha mão transcreveu uma conversação que Miss Summers teria tido com uma pessoa que ela nomeava. Tratar-se-ia de uma entrevista que degenerara em disputa e me foi transmitida parte do diálogo vivíssimo que se travara. Quando me encontrei com Miss Summers, comparámos as notas que ambos tornáramos e eu com surpresa verifiquei que, conquanto Miss Summers se tivesse avistado naquele dia com a pessoa cujo nome ela declinara, a entrevista que degenerara em disputa absolutamente não lhe dizia respeito, nem à pessoa por ela visitada, mas a uma amiga sua e a outro interlocutor.

Acontece, porém, que a amiga de Miss Summers a procurara para lhe contar com viva emoção o doloroso incidente que se dera e minha mão transcrevera a narrativa, exagerando-lhe a importância e isso a uma distância de 350 milhas. Eu não conhecia pessoalmente a amiga de Miss Summers, de sorte que esta última ficou profundamente estupefacta ao ver que a disputa de sua amiga fora transmitida em seu próprio nome, interpolada no relato genuíno de uma conversação sua com outra pessoa de negócio."

Esta a exposição de Stead. Quanto ao primeiro erro de transmissão que ele aponta, não vem ao caso discuti-lo, porque, muito pressumivelmente, a razão que lhe atribui Stead é verdadeira. Quanto ao segundo, esse é sem dúvida singular, incomum e enigmático. De todo modo, lembra muito de perto um outro verificado nas experiências do príncipe Wittgenstein, referido no "caso X" da minha monografia sobre "Comunicações mediúnicas entre vivos", onde se assinala que esse príncipe, desejando entrar em relação com a sua "correspondente éspiritual" do costume, orientara o pensamento para o domicílio dela; mas, como a senhora estivesse ausente e na sua casa dormia uma sua irmã, aconteceu que o príncipe, por efeito da "afinidade fluídica" existente entre as duas irmãs, se pôs em relação psíquica com a que , coabitava no mesmo ambiente.

Daí vem que esta última narrou ao príncipe um incidente que com ela se dera num baile. Como, porém, o príncipe cria estar em relação com a pessoa que lhe era conhecida, produziu-se uma interferência por autosugestão, que levou a mão do sensitivo a firmar erroneamente a mensagem com o nome daquela que se achava ausente.

Ora bem, tudo leva a presumir que análoga interferência havia ocorrido no caso de Stead e, nessa conformidade, se deveria inferir que o seu pensamento, orientado para a residência da sua "correspondente espiritual", no momento em que ela conversava com uma amiga que lhe narrava com emoção viva os pormenores de uma disputa em que se empenhara, deu em resultado que o estado emocional da amiga de Miss Summers repercutisse nas condições de relação psíquica existentes, na ocasião, entre ele e essa senhora, determinando uma perturbação correspondente na transmissão da mensagem, a qual, depois de iniciar-se com uma informação de Miss Summers acerca do resultado de uma entrevista sua, sobre negócios, com um senhor cujo nome ela mencionava, improvisamente se alterou, desde que as "ondas hertzianas da telegrafia sem fio", mediante as quais as duas personalidades espirituais conversavam, foram sobrepujadas por outras "ondas hertzianas" mais potentes, que chegaram a sintonizar-se com as primeiras, em virtude da coexistência, no mesmo ambiente, das duas amigas que conversavam.

Assim, esse segundo sistema de "ondas hertzianas", aparfhando notícias da disputa havida, se sobrepôs ao primeiro sistema, com este se amalgamando e confundindo. Por ocasião da conferência de William Stead na sede da "London Spiritual Alliance", empenhou-se entre ele e os ouvintes uma interessante discussão sobre o tema dos erros' intercalados nas suas experiências de comunicações mediúnicas com os vivos, o que lhe forneceu ensejo de referir outros dois casos do'mesmo gênero.

Disse ele:"Agora, consenti que eu volte ao problema dos erros. Pode dar-se que se trate de uma imperfeição do que defino como o meu "automático receptor telepático", ou de um defeito dos nervos motores do meu cérebro. Pode dar-se que lhes caiba a culpa, mas julgo bem difícil arquitetar-se uma hipótese de trabalho que se mostre satisfatória. Quando meu filho se achava na Germânia, transmitia, servindo-se da minha mão, muitas informações verídicas, dizendo que partia para determinado país, ou pormenorizando o que fazia no momento.

Mas, em meio da mensagem me falava, por exemplo, de um domingo horrivelmente chuvoso durante o qual, obrigado a permanecer em casa, nada tinha para ler, afora uma Bíblia tedesca, o que o levava a lamentar não haver levado bons livros consigo. Eis, porém, que, a seu tempo, vinha a verificar-se que nada disso era exato. O domingo em questão não fora "horrivelmente chuvoso", os dois viajantes nenhum desejo, com efeito, tinham tido de ler e não possuíam nenhuma Bíblia tedesca. (..)

06 - Mecanismos da mediunidade -André Luiz - pág. 21, 38, 85

ONDAS E PERCEPÇÕES
Agitação e ondas - Em seguida a esforços persistentes de muitos Espíritos sábios, encarnados no mundo e patrocinando a evolução, a inteligência do século XX compreende que a Terra é um magneto de gigantescas proporções, constituído de forças atômicas condicionadas e cercado por essas mesmas forças em combinações multiformes, compondo o chamado campo eletromagnético em que o Planeta, no ritmo de seus próprios movimentos, se tipifica na Imensidade Cósmica.

Nesse reino de energias, em que a matéria concentrada estrutura o Globo de nossa moradia e em que a matéria em expansão lhe forma o clima peculiar, a vida desenvolve agitação. E toda agitação produz ondas. Uma frase que emitimos ou um instrumento que vibra criam ondas sonoras. Liguemos o aquecedor e espalharemos ondas caloríficas. Acendamos a lâmpada e exteriorizaremos ondas luminosas. Façamos funcionar o receptor radiofónico e encontraremos ondas elétricas. Em suma, toda inquietação se propaga em forma de ondas, através dos diferentes corpos da Natureza.

Tipos e definições - As ondas são avaliadas segundo o comprimento em que se expressam, dependendo esse comprimento do emissor em que se verifica a agitação. Fina vara tangendo as águas de um lago provocará ondas pequenas, ao passo que a tora de madeira, arrojada ao lençol líquido, traçará ondas maiores. Um contrabaixo lança-las-á muito longas. Um flautim desferi-las-á muito curtas. As ondas ou oscilações eletromagnéticas são sempre da mesma substância, diferenciando-se, porém, na pauta do seu comprimento ou distância que se segue do penacho ou crista de uma onda à crista da onda seguinte, em vibrações mais, ou menos rápidas, conforme as leis de ritmo em que se lhes identifica a frequência diversa. Que é, no entanto, uma onda?

À falta de terminologia mais clara, diremos que uma onda é determinada forma de ressurreição da energia, por intermédio do elemento particular que a veicula ou estabelece. Partindo de semelhante princípio, entenderemos que a fonte primordial de qualquer irradiação é o átomo ou partes dele em agitação, despedindo raios ou ondas que se articulam, de acordo com as oscilações que emite.

Homem e ondas - Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações. Assim é que entre as ondas da corrente alternada para objetivos industriais, as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que definem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natureza, mas sim de frequência, considerado o modo em que se exprimem.

E o homem, colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser. Temo-lo, dessa maneira, por viajante do Cosmo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, condicionado, nas suas percepções, à escala do progresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de experiência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução, e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino.

Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cérebro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.

Continente do "infra-som"- Ajustam-se ouvidos e olhos humanos a balizas naturais de percepção, circunscritos aos implementos da própria estrutura. Abaixo de 35 a 40 vibrações por segundo, a criatura encarnada, ou que ainda se mostre fora do corpo físico em condições análogas, movimenta-se no império dos "infra-sons", porquanto os sons continuam existindo, sem que disponha de recursos para assinalá-los.

A ponte pressionada por grande veículo ou a locomotiva que avança sobre trilhos agita a porta de residência não distante, porta essa cuja inquietação se comunica a outras portas mais afastadas, em regime de transmissão "infra-som". Nesse domínio das correntes imperceptíveis, identificaremos as ondas eletromagnéticas de Hertz a se exteriorizarem da antena alimentada pela energia elétrica e que, apresentando frequência aumentada, com o emprego dos chamados "circuitos oscilantes", constituídos com o auxílio de condensadores, produzem as ondas da telegrafia sem fio e do rádio comum, começando pelas ondas longas, até aproximadamente mil metros, na medida equivalente à frequência de 300.000 vibrações por segundo ou 300 quilociclos, e avançando pelas ondas curtas, além das quais se localizam as ondas métricas ou decimétricas, disciplinadas em serviço do radar e da televisão.

Em semelhantes faixas da vida, que a ciência terrestre assinala como o continente do "infra-som", circulam forças complexas; contudo, para o Espírito encarnado ou ainda condicionado às sensações do Plano Físico, não existe nessas províncias da Natureza senão silêncio.

Sons perceptíveis
- Aumente-se a frequência das ondas, nascidas do movimento incessante do Universo, e o homem alcançará a escala dos sons perceptíveis, mais exatamente qualificáveis nas cordas graves do piano. Nesse ponto, penetraremos a esfera das percepções sensoriais da criatura terrestre, porquanto, nesse grau vibratório, as ondas se transubstanciam em fontes sonoras que afetam o tímpano, gerando os "tons de Tartini" ou "tons de combinação", com efeitos psíquicos, segundo as disposições mentais de cada indivíduo. Eleva-se o diapasão.

Sons médios, mais altos, agudos, superagudos. Na fronteira aproximada de pouco além de 15.000 vibrações por segundo, não raro, o ouvido vulgar atinge a zona-limite. Há pessoas, contudo, que, depois desses marcos, ouvem ainda. Animais diversos, quais os cães, portadores de profunda acuidade auditiva, escutam ruídos no "ultra-som", para além das 40.000 vibrações por segundo. Prossegue a escala ascendente em recursos e proporções inimagináveis aos sentidos vinculados ao mundo físico.

Outros reinos ondulatórios
- Salientando-se no oceano da Vida Infinita, outros reinos ondulatórios se espraiam, ofertando novos campos de evolução ao Espírito, que a mente ajustada às peculiaridades do Planeta não consegue perceber. Sigamos através das oscilações mais curtas e seremos defrontados pelas ondas do infravermelho. Começam a luz e as cores visíveis ao olhar humano.

As microondas, em manifestação ascendente, determinam nas fibras intra-retinianas, segundo os potenciais elétricos que lhes são próprios, as imagens das sete cores fundamentais, facilmente descortináveis na luz branca que as sintetiza, por intermédio do prisma comum, criando igualmente efeitos psíquicos, em cada criatura, conforme os estados mentais que a identifiquem.

Alteia-se a ordem das ondas e surgem, depois do vermelho, o alaranjado, o amarelo, o verde, o azul, o anilado e o violeta. No comprimento de onda em que se localiza o violeta, em 4/10.000 de milímetro, os olhos humanos cessam de enxergar; todavia, a série das oscilações continua em progressão constante e a chapa fotográfica, situada na vizinhança do espectro, revela a ação fotoquímica do ultravioleta e, ultrapassando-o, aparecem as ondas imensamente curtas dos raios X, dos raios gama, dirigindo-se para os raios cósmicos, a cruzarem por todos os departamentos do Globo. Semelhantes notas oferecem ligeira idéia da transcendência das ondas nos reinos do Espírito, com base nas forças do pensamento.

10 - FLUXO MENTAL
Partícula elétrica - Por anotações ligeiras, em torno da Microfísica, sabemos que toda partícula se desloca, gerando onda característica naturalmente formada pelas vibrações do campo elétrico, relacionadas com o número atômico dos elementos. Em conjugando os processos termoelétricos e o campo magnético, a Ciência pode medir com exatidão a carga e a massa dos elétrons, demonstrando que a energia se difunde, através de movimento simultâneo, em partículas infra-atômicas e pulsações eletromagnéticas correspondentes.

Informamo-nos, ainda, de que a circulação da corrente elétrica num condutor é invariavelmente seguida do nascimento de calor, formação de um campo magnético ao redor do condutor, produção de luz e ação química. Deve-se o aparecimento do calor às constantes colisões dos elétrons livres, espontaneamente impelidos a se moverem ao longo do condutor, associando a velocidade de transferência ou deslocamento à velocidade própria, no que tange à translação sobre si mesmos, o que determina a agitação dos átomos e das moléculas, provocando aquecimento.

A constituição de um campo magnético, ao redor do condutor, é induzida pelo movimento das correntes corpusculares a criarem forças ondulatórias de imanização. A produção de luz decorre da corrente elétrica do condutor. E a ação química resulta de circulação da corrente elétrica, através de determinadas soluções.

Partícula mental
- Em identidade de circunstâncias, apesar da diversidade dos processos, toda partícula da corrente mental, nascida das emoções e desejos recônditos do Espírito, através dos fenômenos íntimos e profundos da consciência, cuja estrutura ainda não conseguimos abordar, se desloca, produzindo irradiações eletromagnéticas, cuja frequência varia conforme os estados mentais do emissor, qual acontece na chama, cujos fótons arremessados em todas as direções são constituídos por grânulos de força cujo poder se revela mais, ou menos intenso, segundo a frequência da onda em que se expressam.

Corrente mental subumana
- Nos reinos inferiores da Natureza, a corrente mental restringe-se a impulsos de sustentação nos seres de constituição primária, a começar dos minerais, preponderando nos vegetais e avançando pelo domínio dos animais de formação mais simples, para se evidenciar mais complexa nos animais superiores que já conquistaram bases mais amplas à produção do pensamento contínuo.

Em todas as criaturas subumanas, os agentes mentais, na forma de impulsos constantes, são, desse modo, empregados na manutenção de calor e magnetismo, radiação e atividade química nos processos vitais dos circuitos orgânicos, de maneira a sedimentarem, pouco a pouco, os alicerces da inteligência, salientando-se que nos animais superiores os impulsos mentais a que aludimos já se responsabilizam por valioso patrimônio de percepções avançadas.

Função dos agentes mentais
- Por intermédio dos agentes mentais ou ondas eletromagnéticas incessantes, temos os fenômenos elétricos da transmissão sináptica ou transmissão do impulso nervoso de um neurônio a outro, fenômenos esses que podem ser largamente analisados nos gânglios simpáticos (quais o oftálmico, o estrelado, o cervical superior, o mesentérico inferior, os lombares), na medula espinhal, após a excitação das fibras aferentes, nos núcleos motores dos nervos óculo-motor comum e motores espinhais.

Podemos, ainda, verificar essa ocorrência nos neurônios motores espinhais, valendo-nos de eletródios intracelulares. Inibindo, controlando, libertando ou distribuindo a força nervosa ou os potenciais eletromagnéticos acumulados pelos impulsos mentais, nas províncias celulares, surpreendemos a coordenação dos estímulos diversos, mantenedores do equilíbrio orgânico, através da ação conduzida dos vários mediadores químicos de que as células se fazem os fabricantes e distribuidores essenciais.

Corrente mental humana
- No homem a corrente mental assume feição mais elevada e complexa. No cérebro humano, gabinete da alma erguida a estágios mais nobres na senda evolutiva, ela não se exprime tão-só à maneira de impulso necessário à sustentação dos circuitos orgânicos, com base na nutrição e reprodução. É pensamento contínuo, fluxo energético incessante, revestido de poder criador inimaginável.

Nasce das profundezas da mente, em circunstâncias por agora inacessíveis ao nosso conhecimento, porque, em verdade, a criatura, pensando, cria sobre a Criação ou Pensamento Concreto do Criador. E, após nascida, ei-la - a corrente mental -que se espraia sobre o cosmo celular em que se manifesta, mantendo a fábrica admirável das unidades orgânicas, através da inervação visceral e da inervação somática a se constituírem pelo arco reflexo espinhal, bem como pêlos centros e vias de coordenação superiores.

E, assim, percorre o arco reflexo visceral, vibrando: 1) nas fibras aferentes, cuja tessitura celular ; permanece nos gânglios das raízes dorsais e dos nervos cranianos correspondentes; 2) nas fibras conectoras mielínicas que se originam na coluna intermédio-lateral; 3) nas fibras motoras originadas nos neurônios ganglionares e que terminam nos efetores ou fibras pós-ganglionares.

Acima do nível espinhal, vibra, ainda: 1) na integração pontobulbar em que se hierarquizam reflexos importantes, como sejam os da pressão arterial; 2) no conjunto talâmico e hipotalãmico, em que se mecanizam os reflexos do Espírito; 3) na composição cortical.
A corrente mental, segundo anotamos, vitaliza, particularmente, todos os centros da alma e, conseqüentemente, todos os núcleos endócrinos e junturas plexiformes da usina física, em cuja urdidura dispõe o Espírito de recursos para os serviços da emissão e recepção, ou exteriorização dos próprios pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios.

Campo da aura
- Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.

Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos.

E, desse modo, estende a própria influência que, à feição do campo proposto por Einstein, diminui com a distância do fulcro consciencial emissor, tornando-se cada vez menor, mas a espraiar-se no Universo infinito.

ONDA MENTAL
Onda hertziana - Examinando sumariamente as forças corpusculares de que se constituem todas as correntes atômicas do Plano Físico, podemos compreender, sem dificuldade, no pensamento ou radiação mental, a substância de todos os fenômenos do espírito, a expressar-se por ondas de múltiplas frequências. Valendo-nos de idéia imperfeita, podemos compará-lo, de início, à onda hertziana, tomando o cérebro como sendo um aparelho emissor e receptor ao mesmo tempo.

Pensamento e televisão
- Recorrendo ainda a recursos igualmente incompletos, recordemos a televisão, cujos serviços se verificam à base de poderosos feixes eletrônicos devidamente controlados. Nos transmissores dessa espécie, é imperioso conjugar a aparelhagem necessária à captação, transformação, irradiação e recepção dos sons e das imagens de modo simultâneo. De igual maneira, até certo ponto, o pensamento, a formular-se em ondas, age de cérebro a cérebro, quanto a corrente de elétrons, de transmissor a receptor, em televisão.

Não desconhecemos que todo Espírito é fulcro gerador de vida onde se encontre. E toda espécie de vida começa no impulso mental. Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença. Sobre todos os que nos aceitem o modo de sentir e de ser, consciente ou inconscientemente, atuamos à maneira do hipnotizador sobre o hipnotizado, verificando-se o inverso, toda vez que aderimos ao modo de ser e de sentir dos outros.

O campo espiritual de quem sugestiona gera no âmbito da própria imaginação os esboços ou planos que se propõe exteriorizar, assemelhando-se, então, à câmara de imagens do transmissor vulgar, em que o iconoscópio, com o jogo de lentes adequadas, focaliza a cena sobre a face sensível do mosaico que existe numa das extremidades dele mesmo, iconoscópio, ao passo que um dispositivo explorador, situado na outra extremidade, fornece um feixe tênue de elétrons ou raio explorador que percorre toda a superfície do mosaico.

Quando o raio explorador alcança a superfície do mosaico, desprende-se deste uma corrente elétrica de potência proporcional à luminosidade da região que está atravessando e, compreendendo-se que a maior ou menor luminosidade dos pontos diversos do mosaico equivale à imagem sobre ele mesmo refletida, perceberemos com facilidade que as variações de intensidade da corrente fornecida pelo mosaico equivalem à metamorfose das cenas em eletricidade, variações que respondem pelas modificações das cores e respectivos semitons.

As imagens arremessadas através do dispositivo de focalização da câmara, atingindo o mosaico, se fazem invisíveis ao olhar comum.
Nessa fase da transmissão, os vários pontos do mosaico acumulam maior ou menor corrente elétrica, segundo a porção de luz a incidir sobre eles.

Somente depois dessa operação, que prossegue em variadas minudências técnicas, é que a cena passa ao transmissor da imagem, a reconstituir-se, através do cinescópio ou válvula da imagem, no aparelho receptor, válvula essa cujo funcionamento é quase análogo ao do iconoscópio, na transmissão, embora fisicamente não se pareçam.

Células e peças
- Com muito mais primor de organização, o cérebro ou cabine de manifestação do Espírito, tanto quanto possamos conhecer-nos, do ponto de vista da estrutura mental, em nossa presente condição evolutiva, possui nas células e implementos que o servem aparelhagens correspondentes às peças empregadas em televisão para a emissão e recepção das correntes eletrônicas, exteriorizando as ondas que lhe são características, a transportarem consigo estímulos, imagens, vozes, cores, palavras e sinais múltiplos, através de vias aferentes e eferentes, nas faixas de sintonia natural. (..)

09 - Pão nosso - Emmanuel - pág. 45

17 - INTERCESSÃO

"Irmãos, orai por nós".- Paulo ( I Tessalonicenses, 5:25)
Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias. O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados.

Não é justo acreditar seja essa oração o incenso bajulatório à derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores. A súplica da intercessão é dos mais belos atos da fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia.

Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em consequência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxílio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão. Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

11 - Seara dos médiuns - Emmanuel - pág. 215

ONDAS - REUNIÃO PÚBLICA DE 4/11/60 - QUESTÃO N° 182

Ondas mentais enxameiam por toda parte. Não é necessário te definas em tarefas especiais, nos circulos mediúnicos, para transmitires o pensamento de entidades outras. Particularmente, quando falas, exprimes as inclinações e opiniões de inteligências diversas.

Sentes, pensas, ouves, lês e observas e, em qualquer desses estados de alma, assimilas influências alheias. Medita, assim, na função da palavra que despedes. Cada peça verbal pode ser comparada a certo veículo de essências mentais determinadas. A preleção edificante é lâmpada acesa. A conversa maledicente é prato de lama. O reparo confortador é bálsamo de coragem. A indicação caluniosa é poção corrosiva.

A nota de fraternidade é injeção de bom ânimo. O gracejo inoportuno é dissolvente da responsabilidade. O registro da compreensão é recurso calmante. A anedota deprimente é coagulante do vício. A frase amiga é copo de água pura. O apontamento pessimista é drágea de veneno.

Cada vez que dizes, refletes, a teu modo, alguém ou alguma coisa. Idéias inúmeras de Espíritos encarnados e desencarnados podem fazer ninho em tua boca. A língua, de certa forma, é um alto-falante. Repara a onda que sintonizas.

14 - Universo e vida - Espírito Áureo- pág 91

14. PROBLEMAS DE SINTONIA
Na sua feição de aparelhagem eletromagnética, de extrema e delicada complexidade, o ser humano apresenta a singularidade de não poder jamais desligar-se ou ser desligado. Mesmo nas piores condições de monoideísmo, ou despido da roupagem perispirítica, após os dolorosos eventos da segunda morte da forma, e até nas mais ingratas condições de letargia mental, o espírito humano continua ativo e sintonizado com as "noures" a que se afina.

Sendo o pensamento contínuo uma conquista definitiva da alma, não pode esta, ainda que o queira, desligar-se do circuito através do qual se ajusta às forças vivas e conscientes do Universo. Entretanto, cada qual emitirá e receberá sensações na faixa de frequência que lhe é própria, e da mesma qualidade que lhe marca o teor dos interesses.

Embora ondas de todos os comprimentos cruzem constantemente o ar que respiramos, nenhum aparelho receptor de frequência modulada consegue captar as emissões de ondas curtas para as quais não foi programado. Contudo, uma vez que esteja funcionando, captará compulsoriamente os sons da frequência com que estiver sintonizado.

Em razão disso, cada um de nós conviverá sempre, em toda parte e a todo tempo, com aqueles com quem se afina, efetuando permanentemente, com os seus semelhantes, as trocas energéticas que, em face da lei, asseguram a manutenção de todas as vidas.
Atendendo às disposições da afinidade, esse imperativo substancia igualmente o primado da justiça iniludível que preside a todos os destinos, na imensa esteira da evolução. Qualquer mudança de sintonia, ou diferenciação de níveis de troca energética vital, sempre decorrerá necessariamente de alteração do potencial íntimo de cada espírito e da natureza de seus pensamentos e emoções.

As forças que nos jungem uns aos outros são, por isso mesmo, as que emitimos de nós e alimentamos em nosso próprio âmago. Os compromissos que disso decorrem são mais do que evidentes, pois ninguém deixará, em momento algum, de integrar e engrossar alguma corrente de forças, atuante e dirigida para determinado objetivo. Cada qual de nós está, portanto, trabalhando sem cessar, de momento a momento, seja para o bem ou para o mal, na construção do amor ou do ódio, da alegria ou da desventura, da felicidade ou do desequilíbrio.

Claro que o problema da responsabilidade é sempre proporcional ao nível de consciência de cada um. Em sua grande maioria, os espíritos terráqueos não são, na atualidade, deliberadamente maus, embora estejam muito longe de ser conscientemente bons. Vogam, por isso, alternada e desordenadamente, entre os impulsos superiores e os inferiores, experimentando, na angústia de sua indefinição, todas as gamas de sensações de uma experiência multifária, que ainda se processa ao sabor dos improvisos, entre crises de animalidade e anseios de integração com o Céu. Fazendo e desfazendo, construindo e demolindo, plantando rosais e espinheiros, a alma humana comum é qual folha batida por todos os ventos e arrastada por todas as correntezas.

Quando, porém, um coração já ascendeu a planos mais altos e já se acostumou ao pão divino de ideais elevados e de sensações sublimadas, não sintonizará, sem terríveis padecimentos interiores, as faixas de emoções mais deprimentes da experiência humana. Independentemente das responsabilidades que assuma e dos males que semeie, e que terá de colher, essa consciência amargurada sentirá vibrar, nos seus mais tristes acentos, a nostalgia do paraíso perdido. E como ninguém atraiçoa impunemente a lei, nem a si mesmo, esse espírito infeliz corre ainda o risco enorme de, pelo seu maior poder de percepção e de sintonia, cair vitimado por processos demoníacos de hipnose obsessiva, sob o guante impiedoso do poder das Trevas.

É assim que se criam, frequentemente, doridos e complicados processos de resgate e recuperação de Espíritos substancialmente nobres, que se deixaram voluntariamente imergir em densos lagos de lama. Essa a razão da advertência do Divino Mestre, que há dois mil anos repercute no mundo: "Aquele que comete pecado faz-se escravo do pecado." Nem é por diverso motivo que o Cristo nos convida, compassivo, há vinte séculos, a sermos "filhos da Luz".

15. O PODER DAS TREVAS

Espantam-se alguns companheiros de aprendizado com as demonstrações de força do chamado Poder das Trevas, capaz de organizar verdadeiros impérios, em zonas umbralinas e nas regiões subcrostais, de onde consegue atuar organizada e maleficamente sobre pessoas e instituições na Crosta da Terra.

O espanto, porém, é descabido, não só por motivos de boa lógica, mas, igualmente, por motivos de ordem técnica. Por mais intelectualizados que possam ser os gênios do mal, e por mais sofisticados que sejam os seus recursos tecnológicos, não podem eles, nunca puderam e jamais poderão afrontar a sabedoria e o Poder do Cristo e de seus grandes mensageiros, que controlam, com absoluta segurança, todos os fenômenos ocorrentes no planeta e no sistema de que este é parte.

Tudo o que as Inteligências rebeladas podem fazer é rigorosamente condicionado aos limites de justiça e tolerância que o Governo da Vida estabelece, no interesse do sumo bem. É fora de dúvida que os "Dragões" e seus agentes possuem ciência e tecnologia muito superiores às dos homens encarnados, e, sempre que podem, as utilizam. Entretanto, os Poderes Celestes sabem mais e podem mais do que eles.

A Treva pode organizar, e organiza, infernos de vasta e aterrorizadora expressão; contudo, sempre que semelhantes quistos ameaçam a estabilidade planetária, a intervenção superior lhes promove a desintegração. Os "demônios", que se arrogam os títulos de "juizes", e que há muitíssimo tempo utilizam, em larga escala, processos e instrumentais de desintegração que nem a mais moderna ficção científica dos encarnados ainda sequer imagina, realmente conhecem muito mais do que os homens sobre a estrutura e a dinâmica dos átomos e das partículas elementares.

Eles sabem consideravelmente mais do que os cientistas e pesquisadores terrenos, acerca de muito mais coisas do que massa, carga, spin, número bariônico, estranheza e vida média de lambdas, sigmas, csis, ômegas, etc., e conseguem verdadeiros "milagres" tecnológicos, a partir de seus conhecimentos práticos avançados sobre ressonâncias e recorrências, usando com mestria léptons, mésons e bárions, além de outras partículas, como o gráviton, que o engenho humano experimentalmente desconhece.

Apesar disso, os operadores celestes não somente varrem, com frequência, o lixo de saturação que infecta demasiado perigosamente certas regiões do Espaço, aniquilando-o através de interações de partículas com antipartículas atômicas, como se valem de outros recursos, infinitamente mais poderosos, rápidos e decisivos, para além de todas as forças eletromagnéticas e físico-químicas ao alcance das Trevas.

Também a capacidade de destruição do homem encarnado permanece sob o rigoroso controle do Poder Celeste. A energia produzida pelas reações nucleares, que os belicistas da Crosta já conseguem utilizar, não vai além de um centésimo da massa total dos reagentes. Eles sabem que o encontro de um pósitron com um elétron de carga negativa resulta na total destruição de ambos, pela transformação de suas massas em dois fótons de altíssima energia.

Entretanto, não conseguem pósitrons naturais para essas reações e não são capazes ainda de produzi-los senão à custa de um dispêndio energético praticamente insuportável. Assim, as Trevas podem realmente assustar-nos e ferir-nos, sempre que nossos erros voluntários nos colocam ao alcance de sua maldade. Basta, porém, que nossa opacidade refuta um único raio do Amor Divino, para que nenhuma força maligna possa exercer sobre nós qualquer poder.

16. COMANDO MENTAL

Todos sabemos que é principalmente das queimas respiratórias intracelulares que o corpo humano obtém a energia necessária ao seu funcionamento. Como aparelho vivo, o organismo somático do homem é realmente uma máquina de combustão, onde a penetração de oxigênio em moléculas de carbono libera a força íntima de pressão destas últimas, na formação de gás carbônico, produzindo, desse modo, energia calorífica.

Entretanto, cada uma das trinta bilhões de células do corpo humano é não somente uma usina viva, que funciona sob o impulso de oscilações eletromagnéticas de 0,002 mm de comprimento de onda, mas, por igual, um centro emissor, permanentemente ativo, de poderosos raios ultravioleta. Os processos de manutenção da biossíntese do ser humano podem ser fundamentalmente endotérmicos, mas é a mente espiritual que comanda a vida fisiopsicossomática, de modo mais ou menos consciente, conforme a posição evolutiva de cada Espírito.

A mente espiritual não se alimenta, realmente, em exatos termos de vida própria, senão de energias cósmicas, de natureza eminentemente divina, das quais haure recursos para a sua auto-sustentação. Esses recursos, ela os transforma na energia dinâmica, eletromagnétíca, que lança ao cosmo em que se manifesta e que controla através dos liames de energia espiritual que a mantém em contato com o citoplasma e que impressionam a intimidade das células com os reflexos da mente.

Quanto mais o Espirito evolve, tanto mais livre, efetiva e conscientemente governa a si mesmo e ao seu cosmo orgânico, cujo metabolismo é conduzido e controlado pelas forças vivas do seu pensamento e das suas emoções. Quem de fato cresce, definha, adoece e se cura é sempre o Espírito. Em sua multimilenária trajetória no tempo e no espaço, ele aprendeu, aprende e aprenderá, por via de incessantes experimentações, a manter e enriquecer a própria vida.

O cristal cresce por acúmulo, em sua superfície, de substâncias idênticas à de que se constitui; mas isso não se dá com os seres vivos. Mesmo no caso de células nervosas, de características especialíssimas, que crescem sem se dividirem, o fenômeno é outro, pois seu crescimento se verifica de modo estruturalmente uniforme e não apenas superficial.

De regra, não é o aumento de volume das células, e sim a sua multiplicação numérica, que determina o crescimento dos organismos. A diferença entre um organismo recém-nascido e um organismo adulto não é somente de tamanho, mas sobretudo de complexidade. Assim também com o Espírito. Quanto mais evoluído, sábio e moralizado, mais complexa e poderosa a sua estrutura orgânica perispiritual, capaz de viver e agir em domínios cada vez mais amplos de tempo e espaço.

Se a conquista progressiva do conhecimento nos faz compreender sempre melhor a modéstia da nossa atual condição evolutiva e a extensão do quanto ainda ignoramos, compelindo-nos à humildade diante da sabedoria e do poder de Deus, dá-nos também uma crescente noção de auto-respeito, em face da excelsa nobreza da Vida. (..)