PASSES
BIBLIOGRAFIA
01- A levitação - pág. 59 02 - A moça da ilha - pág. 13
03 - A reencarnação - pág. 160 04 - Ação e reação - pág. 134, 168
05 - Ave Cristo - pág. 19 06 - Conduta Espírita - pág. 102
07 - Convites da vida - pág. 34 08 - Cromoterapia - pág. 61, 75
09 - Curso dinâmico de Espiritismo - pág. 161 10 - Da alma humana - pág. 111, 125
11 - Depois da morte - pág. 157 12 - Desobsessão -pág. 107,183
13 - Diálogo com as sombras - pág. 245 14 - Entre a Terra e o céu - pág. 89, 121, 127
15 - Evolução em dois mundos - pág. 201

16 - Libertação - pág. 192, 238

17 - Florações evangélicas - pág. 80 18 - Mãos de luz - pág. 28
19 - O passe espírita- toda a obra 20 - Mecanismos da mediunidade - pág. 159
21 - Missionários da luz - pág. 320 22 - No invisível - pág. 177, 181
23 - No mundo maior - pág. 176 24 - Passes e radiações - pág. 83, 169
25 - Pureza doutrinária - pág. 71 26 - Sexo e destino - pág. 168
27- Universo e vida - pág. 88 28 - Vida e atos dos apóstolos - pág. 143, 171
29 - Voltas que a vida dá - pág. 93 30 - Vozes do grande além - pág. 96
31 - Segue-me - pág. 131  

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

PASSES – COMPILAÇÃO

03 - A reencarnação - Gabriel Delanne - pág. 160

As vidas sucessivas
Tal é o título de uma obra publicada em 1911 pelo Coronel de Rochas, antigo administrador da Escola Politécnica. O autor é muito conhecido pelas numerosas pesquisas que fez sobre a exteriorização da sensibilidade, os estados superficiais e profundos da hipnose, e, em último lugar, por suas experiências concernentes à memória pré-natal. Nesta obra, relata as experiências que realizou de 1892 a 1910, com 19 pacientes, nos quais procurou acordar, mergulhando-os em estados magnéticos, cada vez mais profundos, a lembrança de suas vidas anteriores.

Seu processo consistia em fazer passes longitudinais, a fim de adormecer profundamente os pacientes, e fazer-lhes sugestões, por maneira que despertassem neles as recordações da vida atual até o nascimento; levando mais longe a experiência, procurou obter a revelação das existências que lhes teriam precedido a atual.

Todos os pacientes fizeram descrições mais ou menos verossímeis de vidas anteriores. Infelizmente, na maioria dos casos, foi impossível obter a certeza dessas visões retrospectivas. O autor não procurou precisar, suficientemente, os nomes, as datas e os lugares onde se teriam desenrolado essas visões regressivas.

Creio que se o Sr. de Rochas tivesse melhor conhecido e praticado as experiências do Espiritismo, teria podido tirar grande fruto de seu real poder fluídico, pedindo aos seres desencarnados que o ajudassem, e por seu turno, agindo sobre a alma do paciente, quando exteriorizada, pois que, nesse período, se produz a renovação da memória integral. Rochas não foi mais feliz em outra tentativa em sentido inverso, a de fazer prever, pêlos sensitivos, o que lhes deveria acontecer mais tarde.

Para que o sonâmbulo voltasse ao estado normal, Rochas empregava passes transversais e os continuava depois do despertar, o que levava o paciente a outro estado, onde se dizia que ele previa o futuro. Creio que, neste caso, a sugestão exercida pelo magnetizador seria verdadeiramente a causa eficiente, porque a conexão entre ele e seus pacientes era sempre muito íntima, o que deixa supor que sua ação mental se transmitia àqueles com quem operava, com a maior facilidade.

De Rochas faz notar, com muita justeza, que, estando as idéias de inferno e purgatório muito espalhadas em todos os meios em que foi buscar seus pacientes, é de espantar que nenhum deles lhes fizesse menção, quando se achava entre duas pretendidas encarnações.
Vamos ver outro experimentador, mais feliz que o Sr. de Rochas, pois que, uma vez, ao menos, obteve pormenores exatos acerca de uma vida anterior de sua paciente.

A médium Helena Smith

Em seu livro "Dês Indes à Ia planète Mars", Flournoy, professor de Psicologia da Faculdade de Ciências de Genebra, fez um importante e completo estudo das faculdades de uma médium, a que ele chama Senhorinha Helena Smith. É digno de relevo que essa moça, de boa educação, de uma sinceridade e boa-fé absoluta, que se prestara, gratuitamente, durante anos, à investigação dos sábios, tivesse apresentado personificações imaginárias ao lado de outros fatos nitidamente espíritas.

Em verdade, Flournoy esforçou-se por explicar todos os fenômenos pela auto-sugestão da médium, a qual, muito sensível, teria sido levada, subconscientemente, em seus sonhos, a imaginar que não se encontrava na posição social que lhe competia, de sorte que, frequentando Centros Espíritas, onde são correntes as idéias de reencarnação, teria sucessivamente e subliminalmente, isto é, durante seus períodos de inconsciência, forjado dois romances, pelo menos, relativos às suas vidas anteriores.

Um dos seus romances a representa como a reencarnação da Rainha Maria Antonieta, e o outro como a mulher de um príncipe hindu, que vivia no XIV século e teria reinado no Kanara. Uma terceira criação hipnóide é relativa ao planeta Marte, de que a Srta. Smith dá descrições um tanto fantasistas; mais, ainda, ela teria feito conhecer a linguagem dos habitantes desse nosso mais próximo vizinho. (...)

04 - Ação e reação - André Luiz - pág. 134, 168

(...) Atingiríamos no plano físico pequena moradia constituída de três peças desataviadas e estreitas. O relógio acusava alguns minutos depois de zero hora. Acompanhando Silas, cuja presença deslocou diversas entidades da sombra que ali se ajuntavam com a manifesta intenção de perturbar, ingressamos num quarto humilde. Percebemos, sem palavras, que o problema era efetivamente desolador. Junto de jovem senhora agoniada e exausta, uma menina de dois a três anos choramingava, inquieta... Via-se nos olhos esgazeados e inconscientes o estigma dos que foram marcados por irremediável sofrimento ao nascer.

Contudo, através da preocupação indisfarçável de Silas, era fácil reconhecer que a pobre senhora era o caso mais urgente para os nossos cuidados. A infeliz, de joelhos, beijava sofregamente a pequenina, mostrando a indefinível angústia dos que se despedem para sempre. Logo após, em movimento rápido, tomou de um copo em que se encontrava beberagem cujo teor tóxico não nos deixava qualquer dúvida. Antes, porém, de colá-lo à boca em febre, eis que o Assistente lhe disse em voz segura:

— Como podes pensar na sombra da morte, sem a luz da oração? A desventurada não lhe ouviu a pergunta com os tímpanos de carne, mas a frase de Silas invadiu-lhe a cabeça qual rajada violenta. Lampejaram-lhe os olhos com novo brilho e o copo tremeu-lhe nas mãos, agora indecisas. Nosso orientador estendeu-lhe os braços, envolvendo-a em fluidos anestesiantes de carinho e bondade.

Marina, pois era ela a irmã para quem aflito coração materno suplicara socorro, dominada de novos pensamentos, recolocou o perigoso recipiente no lugar primitivo e, sob a vigorosa influência do diretor de nossa excursão, levantou-se automaticamente e estirou-se no leito, em prece...— «Deus meu, Pai de Infinita Bondade — implorou em voz alta —, compadece-te de mím e perdoa-me o fracasso ! Não suporto mais...

Sem minha presença, meu marido viverá mais tranquilo no leprosário e minha desventurada filhinha encontrará corações caridosos que lhe dispensem amor... Não tenho mais recursos... Estou doente... Nossas contas esmagam-me... Como vencer a enfermidade que me devora, obrigada a costurar sem repouso, entre o marido e a filhinha que me reclamam assistência e ternura ?...» Silas administrava-lhe passes magnéticos de prostração e, induzindo-a a ligeiro movimento do braço, fez que ela mesma, num impulso irrefletido, batesse com força no copo fatídico, que rolou no piso do quarto, derramando o líquido letal.

Em lágrimas copiosas, a pobre criatura insistiu, desolada: — Ó Senhor, compadece-te de mim!. .. Reconhecendo no próprio gesto impensado a manifestação de uma força estranha a entravar-lhe a possibilidade da morte deliberada naquele instante, passou a orar em silêncio, com evidentes sinais de temor e remorso, atitude mental essa que lhe acentuava a passividade e da qual se valeu o Assistente para conduzi-la ao sono provocado.

Silas emitiu forte jacto de energia fluídica sobre o córtex encefálico dela, e a moça, sem conseguir explicar a si mesma a razão do torpor que lhe invadia o campo nervoso, deixou-se adormecer pesadamente, qual se houvera sorvido violento narcótico. O Assistente interrompeu a operação socorrista e falou-nos, bondoso:— Temos aqui asfixiante problema de conta agravada. E designando a jovem mãe, agora extenuada, continuou :

— Marina veio de nossa Mansão para auxiliar a Jorge e Zilda, dos quais se fizera devedora. No século passado, interpôs-se entre os dois, quando recém-casados, Impelindo-os a deploráveis leviandades que lhes valeram angustiosa demência no Plano Espiritual. Depois de longos padecimentos e desajustes, permitiu o Senhor que muitos amigos intercedessem, junto aos Poderes Superiores, para que se lhes recompusesse o destino, e os três renasceram no mesmo quadro social, para o trabalho regenerativo. Marina, a primogênita do lar de nossa irmã Luísa, recebeu a incumbência de tutelar a irmãzinha menor, que assim se desenvolveu ao calor de seu fraternal carinho, mas, quando moças feitas, há alguns anos, eis que, segundo o programa de serviço traçado antes da reencarnação, a jovem Zilda reencontra Jorge e reatam, instintivamente, os elos afetivos do pretérito. (...)

06 - Conduta Espírita - André Luiz - pág. 102

Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. O bem ajuda sem perguntar. Lembrar-se de que na aplicação de passes não se faz precisa a gesticulação violenta, a respiração ofegante ou o bocejo de contínuo, e de que nem sempre há necessidade do toque direto no paciente.

A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular. Esclarecer os companheiros quanto à inconveniência da petição de passes todos os dias, sem necessidade real, para que esse gênero de auxilio não se transforme em mania. É falta de caridade abusar da bondade alheia.

Proibir ruídos quaisquer, baforadas de fumo, vapores alcoólicos, tanto quanto ajuntamento de gente ou a presença de pessoas irreverentes e sarcásticas nos recintos para assistência e tratamento espiritual. De ambiente poluído, nada de bom se pode esperar. Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo. Disciplina é alma da eficiência.

Interditar, sempre que necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagiosas nas sessões de assistência em grupo; situando-os em regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a previdência.

Quando oportuno, adicionar o sopro curativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada do autopasse, ou da emissão de força socorrista, a distância, através da oração. O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de todos.

"E rogava-lhe muito, dizendo-lhe: - Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare, e viva". (Marcos, 5:23)

11 - Depois da morte - Léon Denis - pág. 157

(..) Seja como for, o Magnetismo, repelido pelas corporações sábias, começa sob outro nome a atrair-lhe a atenção. Os resultados seriam, porém, muito mais fecundos se, ao invés de operarem sobre histéricos experimentassem sobre indivíduos são e válidos. O sono magnético desenvolve, nos passivos lúcidos, faculdades novas, um poder incalculável de percepção. O mais notável fenômeno é a visão a grande distância, sem o auxílio dos olhos.

Um sonâmbulo com os olhos fechados, entregar-se aos mais delicados e complicados trabalhos. Outros vêem no interior do corpo humano, discernem seus males e causas, lêem o pensamento no cérebro, penetram, sem o concurso dos sentidos, nos mais recônditos domínios, e até no vestíbulo do outro mundo. Sondam os mistérios da vida fluídica, entram em relação com os seres invisíveis, transmitem-nos seus conselhos, seus ensinos.

Mais adiante voltaremos a este ponto, porém desde já podemos considerar como estabelecido o fato que decorre dos estudos, das experiências de Puységur, Deleuze, du Potet e de seus inumeráveis discípulos, isto é, que o sono magnético, imobilizando o corpo, aniquilando os sentidos, restitui à liberdade o ser psíquico, centuplica-lhe os meios íntimos de percepção, e o faz entrar num mundo vedado aos seres corpóreos, mundo cujas belezas e leis nos descreve.

E esse ser psíquico que, no sono, vive, pensa, age fora do corpo, que afirma sua personalidade independente por um modo especial de apreciação, por conhecimentos superiores aos que possuía no estado de vigília, que será senão a própria alma, não mais uma resultante das forças vitais dos órgãos, porém uma causa livre, uma vontade ativa, desprendida momentaneamente de sua prisão, pairando sobre a natureza inteira e gozando a integridade de suas faculdades inatas?

Assim, pois, os fenômenos magnéticos tornam evidente não só a existência da alma, mas também a sua imortalidade; porque, se, durante a existência corpórea, essa alma se desliga do seu grosseiro invólucro, vive e pensa fora dele, com mais forte razão achará na morte a plenitude de uma liberdade.

A ciência do Magnetismo não só nos leva a crer na existência da alma, mas também nos dá a posse de maravilhosos recursos. A ação dos fluidos sobre o corpo humano é considerável; suas propriedades são múltiplas, variadas. Fatos numerosos têm provado que, com o seu auxílio, se podem aliviar os sofrimentos mais cruéis. Os grandes missionários não curavam pela aposição das mãos? Eis todo o segredo dos seus supostos milagres.

Os fluidos, obedecendo a uma poderosa vontade, a um arden­te desejo de fazer o bem, penetram os organismos debilitados e suas moléculas benéficas, substituindo as que estão doentes, restituem gradualmente a saúde aos enfermos, o vigor aos valetudinários.
Objetam que uma legião de charlatães, para explorar o Magnetismo, abusa da credulidade e da ignorância do público, exornando-se com um poder imaginário. Mas, isso é uma consequência inevitável do estado de inferio­ridade moral da Humanidade.

Uma coisa nos consola desses fatos contristadores: é a certeza de que todo homem animado de simpatia profunda pelos deserdados, de verdadeiro amor pelos que sofrem pode aliviar seus semelhantes por uma prática sincera e esclarecida do Magnetismo.


19 - O passe espírita - Luiz Carlos de M. Gurgel - toda a obra

3a PARTE - CAPÍTULO I QUE É O PASSE
Somente após os estudos preliminares vistos nas duas partes iniciais deste trabalho, principalmente os referentes ao sistema nervoso, magnetismo, fluidos e aos estados patológicos do organismo, é que temos realmente condições de melhor compreender o que é e como deve ser executado o serviço assistencial do passe.

O passe é sempre, segundo a visão espírita, um procedimento fluídico-magnético, que tem como principal objetivo auxiliar a restauração do equilíbrio orgânico do paciente. Por orgânico, aqui, entenda-se a estrutura completa do indivíduo — quando desencarnado, Espírito e perispírito; quando encarnado, corpo físico, duplo etérico, perispírito e Espírito.

O passe tanto pode ser aplicado por um Espírito encarnado — pessoa viva —, quanto por um Espírito desencarnado, ou ainda, pela ação conjunta de um encarnado e um desencarnado. O passe em que age isoladamente apenas o elemento encarnado é muito raro, podendo-se considerá-lo mesmo como um caso excepcional. As situações mais frequentes são, sem sombra de dúvida, ou aquela em que o passista é um Espírito desencarnado ou aquela outra em que se conjugam os esforços de um elemento encarnado e um outro desencarnado.

Muitas vezes se utiliza a designação de passe magnético para os casos em que o passista é um encarnado, e, de passe espiritual, para o passe em que o passista é um desencarnado. Não adotamos estas designações, por entendermos que em ambos os casos, conscientemente ou não, o magnetismo é sempre utilizado e também porque, de uma forma ou de outra, mesmo no passe executado isoladamente por um encarnado, tem-se presente a ação de um Espírito que comanda, de fato, todo o processo, mesmo que seja o Espírito do próprio passista. Estaremos, portanto, em qualquer situação, diante de passe espiritual e magnético.

Quando temos um passe aplicado por um Espírito desencarnado, agindo em parceria com um outro encarnado, estamos diante do que se costuma denominar de passe-misto. O presente trabalho destina-se precisamente a contribuir para o aperfeiçoamento do parceiro encarnado desta dupla. Para classificar os passes, quanto ao seu executor, na falta de melhores, talvez devêssemos, pois, adotar as designações: passe por desencarnado, passe por encarnado e passe-misto.

Em qualquer caso, o passe é sempre utilizado visando ora ao recolhimento de fluidos prejudiciais, ora à aplicação de fluidos benfazejos. Daí serem classificados, quanto à sua finalidade específica, em: passes para retirada de fluidos e passes para concentração de fluidos, respectivamente.

Conforme veremos adiante, em determinados momentos teremos que proceder à retirada e, em outros, à concentração de fluidos, relativamente ao paciente. Estes dois tipos de ação é que vão caracterizar as duas etapas bem distintas que normalmente precisam ser executadas. Uma é a etapa de retirada de fluidos — geralmente denominada fase de dispersão — e a outra a do fornecimento de fluidos — fase de doação.

Devemos começar sempre com a fase de dispersão — limpeza do campo fluídico do paciente — procurando retirar todos os fluidos deletérios que o envolvam e, só depois, iniciar a fase de doação de fluidos. Se essa sequência for invertida, iremos, com certeza, nos desgastar inutilmente, pois vamos dispersar exatamente os fluidos que doamos. Essa regra básica jamais poderá ser ignorada: primeiro a dispersão e depois a imposição.

Ao executarmos a dispersão como fase inicial do passe, estaremos também evitando que os fluidos a serem doados na fase subsequente venham a ser repelidos pelo envoltório fluídico do paciente, como decorrência da repulsão entre fluidos de natureza oposta — Lei Fundamental dos Fluidos. Esta fase merece, portanto, a máxima atenção. Após a doação não se deve proceder a quaisquer manobras que favoreçam a dispersão dos fluidos doados.

É importante observar que, na fase de doação, os fluidos benéficos são apenas postos à disposição do paciente. Dizemos "à disposição" porque, de fato, rigorosamente falando, é isto que ocorre, pois a absorção desses fluidos poderá ou não se verificar. A absorção de fluidos depende de muitos fatores — alguns totalmente fora do controle do passista —, sendo que o mais significativo deles é, e sempre será, o estado de receptividade do paciente. Se ele se coloca na condicão adequada de receptividade, irá absorver facilmente os fluidos que o passista colocou ao seu dispor. Em caso contrário, a absorção não se processará, ou será muito reduzida.

Quando o paciente se coloca em um estado mental de oposição ao trabalho do passista, principalmente abrigando sentimentos de rancor, antipatia ou descrédito, uma intensa repulsão se exercerá sobre os fluidos que estão sendo doados. Para vencer esta repulsão, será necessária uma forte e presente ação magnética do passista, dirigindo os fluidos para o paciente. E evidente que os resultados nesta situação nunca serão tão favoráveis quanto naqueles em que a ação do paciente se faz no sentido de colaborar com o trabalho do passista.

PADRONIZAÇÃO DO PASSE

Na dispersão, tanto quanto na doação de fluidos, muitos tipos diferentes de passes podem ser utilizados, cada um com suas características específicas. Assim, sempre que a casa espírita mantenha um serviço de passe à disposição dos seus frequentadores, é recomendável que se adote certa padronização com respeito à sistemática em uso pelos seus passistas. A padronização não deve ser, contudo, muito rígida. Ela deve limitar-se a estabelecer certa uniformidade quanto às técnicas e atitudes adotadas, procurando desta forma garantir a qualidade e a pureza doutrinária do serviço, além de evitar o surgimento de termos de comparação, com respeito ao desempenho dos componentes da equipe. Estas comparações são sempre extremamente prejudiciais aos passistas, aos pacientes e à instituição.

CAPÍTULO II COMO APLICAR O PASSE

Neste capítula apresentaremos os tipos de passes mais comumente utilizados hoje em dia e que, testados por passistas diversos, de diferentes instituições, sempre apresentaram resultados perfeitamente satisfatórios.

O AUTOPASSE

Ao iniciar e ao concluir a aplicação de passes, é importantíssimo que o passista proceda à limpeza do seu próprio envoltório fluídico, através do que se costuma chamar autopasse. O autopasse inical tem o objetivo de retirar componentes fluídicos inadequados que se tenham agregado ao organismo do passista, em virtude das suas atividades anteriores. No final, o autopasse, visa a libertar o passista de fluidos que tenha, inadvertidamente, captado dos pacientes.

Mesmo durante o andamento do trabalho do passe, pode-se — e deve-se — recorrer ao autopasse, quando se percebe qualquer sinal de desarmonização. O autopasse é muito simples e pode ser realizado sem a necessidade de qualquer movimento, bastando ao passista mentalizar firmemente o deslocamento dos fluidos inconvenientes. Deve-se partir da região superior do corpo, imaginando-se que os fluidos prejudiciais vão se deslocando progressivamente para baixo, à proporção que vão sendo empurrados mentalmente, até "saírem" pelas extremidades inferiores do corpo.

Para concluir o autopasse, deve o passista estabelecer uma ligação mental (magnética) com as regiões vibratórias superiores e imaginar que está sendo banhado por uma luminosidade suave que vai envolvendo-o lentamente, primeiro a cabeça, depois o tronco e os braços, e assim progressivamente, até atingir os pés. O passista deve procurar manter-se por alguns momentos dentro desse verdadeiro "banho restaurador", deixando que essas vibrações superiores restabeleçam seu equilíbrio e harmonia funcional.

PASSE LONGITUDINAL

Este é com certeza o passe de dispersão mais comumente utilizado. Nele o passista, através de movimentos rápidos e enérgicos, desloca as mãos, longitudinalmente, ao longo do corpo do paciente. As mãos do passista devem ser mantidas sempre a uma distância aproximada de 10 a 15 centímetros do corpo do paciente.

O início do movimento ocorre na região acima da cabeça do paciente, com as mãos do passista entreabertas naturalmente. Ao finalizar cada movimento as mãos fecham-se e procede-se à sua descarga fluídica. Essa descarga é feita por meio de um movimento vigoroso para baixo em que simultaneamente se abrem as mãos distendendo-se completamente os dedos, como se procurando livrá-las de alguma coisa que tivesse a elas aderido.

Ao passar as mãos ao longo do corpo do paciente, o passista deverá mentalizar que com elas está a recolher os fluidos deletérios que nele se encontrem. A descarga fluídica das mãos do passista destina-se justamente a livrá-lo desses fluidos. Com respeito ao passe longitudinal apresentamos a seguir, resumidamente, algumas observações importantes:

a) Não tocar no paciente;

b) Manter as mãos abertas com naturalidade, sem precisar esticar os dedos, exceto naturalmente no momento de livrar-se dos fluidos;

c) Ao executar a descarga fluídica das mãos observar onde lança os fluidos, a fim de não fazê-lo sobre o próprio paciente, ou outra pessoa qualquer;

d) O número de vezes que se deve repetir o movimento depende de cada caso, mas só a título de referência pode-se dizer que, geralmente, 4 a 5 vezes é o suficiente;

e) Os deslocamentos das mãos devem ser feitos de modo que se procure "varrer" todo o corpo do paciente, isto é, não se deve passar as mãos sempre pelo mesmo trajeto. Todavia, caso o passista perceba a necessidade, poderá, e deverá, deter-se mais em uma dada região que em outras;

f) Não há posição relativa obrigatória para o passista. Ele pode se colocar em frente, ao lado ou atrás do paciente. Tudo dependerá das circunstâncias de cada caso.

PASSE TRANSVERSAL

Para executar o passe transversal, o passista deve posicionar as mãos, abertas com naturalidade, uma em cada lado do paciente, e depois deslocá-las simultaneamente, com um movimento rápido, de modo que primeiro se aproximem e depois se afastem uma da outra. As mãos devem descrever movimentos em arcos de circunferência que podem ou não se cruzar no centro.

Durante o movimento é sempre preciso mentalizar que se está a recolher, com as mãos, os fluidos agregados ao organismo do paciente. Ao atingir o ponto final do movimento, deve-se fechar as mãos e proceder às manobras de descarga fluídica já descritas no passe longitudinal. O passe transversal é de natureza dispersiva e deve ser utilizado como complemento ao passe longitudinal, podendo ser executado antes ou depois dele.

Aqui também vale a recomendação de que se deve repetir os movimentos procurando percorrer todo o corpo do paciente. Alguns autores denominam de passe transversal cruzado aquele em que os arcos descritos pelas mãos do passista se cruzam, e de passe transversal simples aquele em que eles não se cruzam. Há, também, quem chame o passe transversal de passe circular.

Uma variação do passe transversal é aquele em que as mãos não descrevem arcos e sim retas horizontais, isto é, as mãos apenas se aproximam e depois se afastam seguindo o mesmo caminho.

IMPOSIÇÃO DE MÃOS

A imposição de mãos é um ótimo passe com vistas à doação de fluidos. Pode ser usado sobre qualquer região do corpo do paciente, embora em geral apresente-se mais eficiente quando aplicado sobre os centros vitais, já que estes são as regiões por excelência de absorção e distribuição de fluidos no organismo.

Sugerimos, como regra, se faça a aplicação do passe de imposição sobre cada um dos centros vitais do paciente, começando pelo centro coronário e finalizando pelo genésico. Para executar o passe de imposição de mãos deve-se simplemente colocar as mãos abertas, com os dedos levemente afastados, sobre a região que se pretende atingir.

Na ocasião em que faz a imposição de mãos o passista deve mentalizar firmemente que está a transferir, para o paciente, os fluidos de que ele necessita para o seu restabelecimento orgânico. É este o momento do passe em que se faz necessária a máxima afinidade entre passista e paciente, para que a transferência de fluidos se faça do modo mais eficiente possível.

O tempo dedicado a cada um dos centros vitais pode variar bastante de caso para caso, embora, a título de referência, se possa dizer que o tempo total utilizado para o conjunto de todos os centros não vai, em geral, além de dois a três minutos.

Com o decorrer do tempo e a prática regular do serviço assistência! do passe, o passista vai desenvolvendo melhor sua sensibilidade e acaba por perceber nitidamente, durante esse tipo de passe, o escoar contínuo de fluidos que ocorre através das suas mãos e em particular das extremidades dos seus dedos. Um ligeiro calor também pode ser notado pelo passista, ao atuar sobre determinados pontos do corpo do paciente.

Ao iniciar a aplicação de um passe de imposição, o passista deve sempre fazer mentalmente uma rogativa ao Alto, solicitando bênçãos curadoras para aquele paciente em especial, podendo inclusive erguer as mãos para cima como a recolher as dádivas do céu que estarão certamente a se derramar sobre ele e que, medicamento divino, deverá ser aplicado em pontos específicos do organismo enfermo, os quais, com certeza, lhe serão indicados através da intuição. (...)


24 - Passes e radiações - Edgard Armond - pág. 83, 169

CAPÍTULO 9 - CLASSIFICAÇÂO DOS PASSES
Quanto à origem dos fluidos administrados durante o tratamento espiritual, podemos dividir os passes em dois grupos: materiais e espirituais.

1.1) PASSES MATERIAIS (MAGNÉTICOS)

São os aplicados pelos operadores encarnados, que a isso se dedicam, mesmo não sendo médiuns. Consistem na transmissão, pelas mãos ou pelo sopro, de fluido animal do corpo físico do operador para o do doente. Sendo a maior parte das moléstias, desequilíbrios do ritmo normal das correntes vitais do organismo, os passes materiais tendem a normalizar esse ritmo ou despertar as energias dormentes, recolocando-as em circulação.

Podem ser aplicados por qualquer pessoa e até mesmo por materialistas, desde que possuam os conhecimentos necessários e capacidade de doar fluidos. Obedecem a uma técnica determinada e, feitos empiricamente, por pessoa ignorante, tornam-se prejudiciais, produzindo perturbações de várias naturezas. Assim como sucede com toda terapêutica natural, os resultados do tratamento quase nunca são imediatos; muitas vezes só aparecem após prolongadas aplicações e perseverante esforço, antecedidos por crises mais ou menos intensas, e quase sempre de aspectos imprevisíveis.

Nesta exposição, os passes se aplicam nas ajudas materiais, durante as quais, em muitos casos, os médiuns, sem perceber, doam também ectoplasma.

1.2) PASSES ESPIRITUAIS
São os realizados pelos espíritos desencarnados, através de médiuns, ou diretamente sobre o perispírito dos enfermos; o que se transfere para o necessitado não são mais fluidos animais de encarnados, mas outros, mais finos e mais puros do próprio Espírito operante, ou dos planos invisíveis, captados no momento. Os espíritas normalmente utilizam pouco as ajudas materiais, da primeira categoria, que concernem mais aos magnetizadores profissionais, e aplicam mais amplamente os passes espirituais, com auxílio dos espíritos e que por falta de conhecimentos adequados, não levam em conta as diferenças que existem entre essas duas modalidades citadas.

Poder-se-ia argumentar que a divisão proposta não é correta, porque em qualquer dos casos, o passe é sempre magnético, existindo somente uma diferença de qualidade no fluido transmitido; isso em parte é verdade e é justamente a existência dessa diferença que nos permite, para melhor apresentação do assunto, fazer a divisão referida.

Sabemos que, realmente, no fundo só se trata do mesmo fluido cósmico fundamental que, como já vimos, recebeu muitos nomes; tanto o espírito encarnado, no primeiro caso, como o desencarnado, no segundo, ambos doam fluidos que lhe são próprios; mas não sabemos distinguir os diferentes graus de suas manifestações e isso também justifica a divisão que propusemos atrás.

Todavia, note-se que nos passes espirituais, o Espírito transmite uma combinação de fluidos, inclusive emanações de sua própria aura e o poderoso influxo de sua mente, elementos estes que, quando o Espírito é de elevada categoria, possui grande poder curativo, muito diferente e muito melhor que o que possui o magnetizador encarnado.

Para todos os efeitos, fica estabelecido que os passes magnéticos se referem às curas materiais e os espirituais às perturbações de origem ou fundo espiritual. Quanto à quantidade de doentes atendidos simultaneamente os passes podem ser classificados em: individuais e coletivos.

2.1) PASSES INDIVIDUAIS

Quando as aplicações são feitas para cada atendido individualmente. Os passes padronizados são deste tipo.

2.2) PASSES COLETIVOS

Quando o número de passistas é insuficiente para atender a todos os frequentadores individualmente, pode-se lançar mão deste recurso como uma medida de emergência.

Realiza-se esse trabalho com o diretor, após a prece e a preleção evangélica, pedindo a todos os passistas presentes que doem fluidos aos trabalhadores do plano espiritual e mentalizem as aplicações dos passes necessários a cada paciente.
Quanto ao método empregado os passes podem ainda ser classificados em: padronizados e livres.

3.1) PASSES PADRONIZADOS

Estes passes foram estudados e recomendados tendo-se em vista: a) as casas espíritas de grande movimento, onde haja necessidade de atender público numeroso, quando os passes comuns livres, feitos de forma pessoal pelos médiuns ou espíritos desencarnados, não encontram possibilidades de aplicação; b) a multiplicidade de maneiras de fazê-los sendo alguns ineficientes, outros contraproducentes, outros espetaculares ou mesmo ridículos, outros muitas vezes ofensivos a certos pundonores, sobretudo femininos, tudo como resultado do despreparo individual, da ignorância ou do misticismo exagerado daqueles que os aplicam,

Os passes padronizados corrigem e evitam tudo isso. Não há necessidade de incorporação de Espíritos para estes passes, conquanto esta possa haver ou deixar de haver sem que os resultados sejam alterados, porque estes dependem mais que tudo da natureza, da qualidade e da judiciosidade da aplicação dos fluidos postos em movimento nos dois Planos.

Em trabalhos bem organizados, com equipes bem adestradas, eis como os passes se realizam sem incorporação: a) no Plano Espiritual o ambiente é preparado previamente, ficando saturado de fluidos curadores, quase sempre coloridos (verde, azul, etc.) e os operadores secundam e reforçam com fluidos próprios ou energias do seu ambiente (cósmicas ou naturais) as aplicações a serem feitas pelos médiuns, conforme se tornem necessárias, suprindo sempre as faltas porventura existentes. Esses fluidos e energias são projetados através dos médiuns ou diretamente sobre os doentes.

Em casos isolados individuais, fora do atendimento geral, quando desejam utilizar os médiuns para incorporações, os espíritos ou se restringem à padronização vigente ou aplicam os passes como o desejarem; b) no Plano Material: no ambiente já saturado de fluidos curadores, os médiuns aplicam sobre o doente um caudal formado pelos seus próprios fluidos, mais as energias captadas pelas mãos, mais as recebidas pêlos chacras, sobretudo o esplénico, mais os fluidos e energias transmitidos pelos operadores espirituais e ainda todos os recursos que conseguirem obter por simples indução.

3.2) PASSES LIVRES

Aplicados sem método, com cada passista agindo a seu modo, impossibilitando, assim, o aperfeiçoamento dos trabalhos e, o que é pior, favorecendo a indisciplina e o aparecimento de outros vícios e defeitos mais graves, a influenciar negativamente na transmissão do passe curador.

CAPÍTULO 10 - O PASSE MAGNÉTICO
A base fundamental desta aplicação é a formação de uma corrente de fluidos que, partindo do operador, veiculados pelas suas mãos ou pela boca (nos casos do sopro) transmite-se ao corpo doente. Normalmente o operador estabelece um circuito com as duas mãos, a direita representando o pólo positivo e a esquerda o negativo. Nas mulheres a polaridade é variável.

A regra fundamental, para os órgãos internos (vegetativos) e aplicar a mão esquerda no plexo solar (boca do estômago)' enquanto a direita se coloca sobre a parte doente, fechando o circuito. Nos casos em que é necessário pôr em movimento o fluido vital dos centros nervosos, a mão esquerda se fixa no centro de força regional, enquanto a mão direita desliza ao longo da coluna vertebral, ou dos membros superiores ou inferiores, levando para esses pontos a corrente de força. Quando se deseja transfundir no organismo do doente energias exteriores, nos casos de fraqueza exaustão, anemias, etc., atua-se sobre os centros de força a começar pelo básico, para reativar todos os processos vitais.

A ação das mãos do operador não só veicula o fluido animal próprio deste, como também movimenta o fluido do corpo doente e, ainda, as energias exteriores recebidas através dos centros de força.

REGRAS GERAIS
a) Os passes longitudinais movimentam os fluidos, os transversais os dispersam e os circulares e as imposições de mãos os concentram, o mesmo sucedendo com o sopro quente.

b) Os passes longitudinais, dados ao longo do corpo, de uma região ou de um membro, distribuem aí e movimentam a energia fluídica mas, quando ultrapassam as extremidades (pés e mãos), descarregam os fluidos.

c) No caso, por exemplo de uma anquilose, é necessário primeiramente concentrar fluidos em grande escala e, depois, fazê-los circular através da região afetada.

d) Na esfera psíquica, esses passes longitudinais produzem adormecimento, desligamento do perispírito (sonambulismo e toda a série de fenômenos decorrentes desses estados). Os desdobramentos, por exemplo, nos médiuns que possuem essa faculdade, são facilmente provocados com esses passes.

e) Toda vez que agimos para cura de moléstia localizada em órgãos internos, a ação inicial deve ser levada ao Vago-Simpático, com a mão esquerda sobre o plexo solar (região do estômago) e a direita no bulbo (região da nuca).

f) Em todos os casos, ter presente que nas curas magnéticas as mãos representam os dois pólos—positivo e negativo —, através dos quais a corrente eletromagnética flui. Por isso a mão negativa, a esquerda, tanto pode ser posta sobre o solar como sobre o órgão doente, como base, enquanto a positiva, a direita, procura movimentar os fluidos pelos plexos e nervos que comandam a região ou o órgão visado.

g) Ter também presente, nos casos de imposições de mãos, que o lado direito do corpo humano é positivo e o esquerdo é negativo, o primeiro produzindo efeito excitante e o segundo sedativo.

h) Na cura magnética, muito raramente é necessário provocar o sono nos doentes.


i) Em todos os casos de aglomerações de fluidos: congestões, pletoras, inflamações, etc., devem ser usados os passes transversais, que dispersam os fluidos e depois os que foram recomendados como complementares.

j) No campo psíquico, estes passes transversais são de "despertamento".

1) Quando se deseja proceder a um estímulo de caráter geral, seja para movimentar (longitudinais), seja para dispersar fluidos (transversais), aplicam-se passes chamados de "grande corrente", processo que consiste em levar a aplicação a todo o corpo, da cabeça aos pés. Eles distribuem uniformemente os fluidos em todo o organismo e normalizam o fluxo das correntes vitais. É dado, ficando o operador a uns 50 ou 60 cm afastado do doente.

m) Para que os passes magnéticos produzam melhor efeito, é necessário que, previamente, o operador estabeleça laços fluídicos de simpatia, solidariedade e confiança entre si e o doente; qualquer sentimento de antipatia, temor ou desconfiança de qualquer deles, impedirá o fluxo natural e espontâneo dos fluidos entre ambos.

Exemplo 1: inflamação dos joelhos.
Diagnóstico primário: acumulação de fluidos no local, que requer dispersão.
Diagnóstico geral: retenção de cristais de uratos nos tecidos e articulações, cuja movimentação produz dores manifestadas pelo doente.
Tratamento: sopro quente para dilatar os capilares e promover circulação mais intensa do sangue no local. Passes transversais para dispersão de fluidos. Passes longitudinais em grande corrente para regularizar a circulação geral dos fluidos no organismo.

Exemplo 2: dores no estômago com náuseas, suores e inapetência.
Diagóstico primário: falta de fluido no órgão, que requer passes da segunda categoria citada (concentração).
Diagnóstico geral: espasmos da mucosa, por irregularidades na atividade do vago. Perturbação do sistema vegetativo em geral.

Tratamento:
1° - Passes circulares locais;

2° - Sopro quente;

3° - Ação sobre o sistema vegetativo: mão esquerda no plexo solar e mão direita descendo pela coluna vertebral, pelos gânglios do simpático até o plexo sacral ou simplesmente permanecendo na origem do vago, no bulbo;

4° Passes longitudinais de grande corrente para regularizar a movimentação do fluído em todo o organismo.

Não há regras fixas ou procedimentos padronizados para todos os casos: o tratamento depende, em grande parte, dos conhecimentos que o operador de anatomia e fisiologia humanas. (...)

31 - SEGUE-ME - Emmanuel - pág. 131

"Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças." - (Mateus, 8:17)

Meu amigo, o passe é transfusão de energias fisio-psíquicas, operação de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício.

Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.

Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes.

No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento.

Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência.

Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna.

Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça, em favor da nossa própria tranquilidade.

Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e o cérebro.

Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.

Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam.

Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado, tão só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.

O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias.

Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade, centraliza a tua expectativa nas fontes do suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração de confiança positiva.

E, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos.

Porque, de conformidade com as letras sagradas, "Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças".