PLANO ESPIRITUAL
BIBLIOGRAFIA
01- Cidade no além - toda a obra 02 - Como vivem os espíritos - toda a obra
03 - Gestação sublime intercâmbio - pág.31 04 - Manual e Dic. Bas. do Espiritismo - pág. 87
05 - Metapsíquica humana - pág. 158 06 - No invisível - pág. 1
07 - Pérolas do além - pág. 192 08 - Revista Espírita 1867 - pág. 133,160
09 - Técnica da mediunidade - pág. 149, 203 10 - Vozes do grande além - pág. 163, 171
11 - No mundo maior - pág. 7  

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

PLANO ESPIRITUAL – COMPILAÇÃO

01- Cidade no além - André Luiz e Lucius- toda a obra

ANOTAÇÕES EM TORNO DE "NOSSO LAR"

1 - O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito. Para isto, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil.

2 - Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem do vasto contexto residencial a que nos referimos? Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e idéias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual.

3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América. Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais.

4 - Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia-cidade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico. Outras colônias-cidades espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação.

5 - Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro da Natureza, é defrontado pelos princípios de sequência. Depois da morte também.

6 - Atendendo aos ditames da reencarnação e da desencarnação, nascem na experiência física e liberam-se dela milhares de criaturas humanas, no estado mental em que se comprazem.

7 - Quantos abordam o mundo material, através do renascimento, evidenciam-se na condição em que se achavam, no Plano Espiritual, e, conseqüentemente, quantos regressam ao Plano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qual se encontram, seja em matéria de evolução ou seja ante a contabilidade da lei de causa e efeito.

8 - Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquela forma, por força dos princípios universais que nos governam. Cada consciência, encarnada ou desencarnada, é livre, em pensamento, para escolher o caminho que lhe aprouver, ainda que esteja, transitoriamente, nos resultados infelizes de opções que haja feito, no passado, resultados nos quais a criatura pode amenizar ou agravar a própria situação, na pauta da conduta que adote.

11 - No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva reaprender lições e conclusões do pretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou em que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha.

9 - Compreensível que os seres humanos transfiram para a Vida Espiritual, quando lhes ocorra a desencarnação, os ideais nobilitantes e as paixões deprimentes, os desgostos e as alegrias, a convicção e a descrença, os valores do entendimento e os desmandos da inteligência, o conhecimento deficitário e a ânsia de elevação de que se vejam possuídos.

10 - Renascendo na Terra, a personalidade espiritual permanece internada no veículo físico, cercada de testes que lhe aferem o valor alcançado, com alicerces na assimilação do que já tenha realizado de melhor, em si mesma; e, desencarnando, essa mesma personalidade patenteia, claramente, o que é, como está e em que degrau evolutivo se acomoda, irradiando de si própria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver.

11 - No berço terrestre, a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva reaprender lições e conclusões do pretérito, com o resgate de débitos que haja contraído, ou em que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha.

12 - Na desencarnação, essa mesma pessoa retoma a companhia do grupo espiritual com que se afina, de modo a continuar mentalmente estanque, como deseja, ou de maneira a colher os resultados felizes no esforço de auto-sublimação que haja desenvolvido no Plano Físico, seja pelo aperfeiçoamento realizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras que tenha iniciado, entre os homens, entrando naturalmente no grupo de elevação a que se promoveu.

13 - Todo espírito é livre, no pensamento, para melhorar-se, melhorando o campo de vivência em que esteja, ou para complicar-se, complicando o campo de experiências a que se vincule.

14 - Nas colônias cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico, para domicílio transitório das inteligências desencarnadas, é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente, continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra.

15 - A morte não opera milagres. O ser humano, além dela, prossegue no trabalho do auto-burilamento ou estacionário, enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir.

16 - As religiões, a filosofia e a ciência continuam, por necessidade das criaturas desencarnadas, crendo, estudando e experimentando na sustentação do progresso e do aprimoramento humano, oferecendo vastos domínios de serviço nobilitando aos seus intérpretes, cultivadores e expoentes.

17 - Considerando a densidade das multidões de espíritos desencarnados, desvalidos de orientações, vítimas de paixões acalentadas por eles próprios, analfabetos da aima, desvairados pelos sentimentos possessivos, portadores de enfermidades e conflitos que eles mesmos atraem e alimentam, espíritos imaturos e desinformados, de todas as procedências, é necessário que o lar de afinidades, o templo da fé, a escola e a predicação, a prece e o reconforto, o diálogo e a instrução, o hospital e a assistência, o socorro e os tratamentos de segregação, funcionem, nas comunidades do Mais Além, com extremada compreensão de quantos lhes esposam as tarefas salvadoras.

18 - Para o esclarecimento gradativo dos espíritos desencarnados, que se revelam necessitados de apoio e de instrução (e contam-se por milhões), a palavra articulada, falada ou escrita, irradiada ou televisada, ainda é o processo mais rápido de comunicação, embora a telepatia e a sublimação contém, além da morte, com círculos de iniciados, cada vez mais amplos, em elevados níveis de entendimento.

19 - Justo que a didática, no Mais Além, utilize a lição, o exame, a exposição prática, os cursos vários de introdução ao conhecimento
superior, a disciplina, o apólogo, a fábula, os exemplos da história e todos os recursos outros, das artes e da literatura, que sirvam de auxílio aos companheiros necessitados de conhecimento e motivação para o bem deles próprios.

20 - Nos planos imediatos à experiência física, os felizes estão sempre dispostos ao trabalho em favor dos infelizes, os mais fortes a benefício dos mais fracos, os bons em socorro dos desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados e ignorantes.

21 - Nas comunidades de criaturas desencarnadas, a afinidade é o clima ideal para a união dos seres, o interesse pela ascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todos aqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amor ao próximo, o trabalho do bem é incessante, a religião não tem dogmatismo, a filosofia acata os melhores pensamentos onde se manifestem, a ciência é humanitária e o esforço pelo próprio aperfeiçoamento íntimo é impulso infatigável em todas as criaturas de boa vontade.

22 - Além da morte, a vida continua e, com mais clareza, aí se vê a realidade da teologia simples que rege a evolução, em tudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: "A cada um segundo as suas próprias obras".

ANDRÉ LUIZ Uberaba, 17 de junho de 1983. (Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, Minas Gerais).

I - A CIDADE "NOSSO LAR'

Na vasta bibliografia mediúnica do médium Francisco Cândido Xavier, a cidade espiritual conhecida como "Nosso Lar" foi a primeira sociedade urbana da Vida Maior retratada com detalhes. Foi no livro do mesmo nome, editado pela Federação Espírita Brasileira, que o Espírito de André Luiz, relatando suas experiências, forneceu descrições pormenorizadas acerca da organização da sociedade comunitária e das edificações que lhe servem de apoio material.

Conta o abnegado médium que se surpreendeu pelo inusitado das revelações e que André Luiz, a fim de que ele desse livre curso aos seus relatos, certa noite, levou-o, em desprendimento espiritual, até a cidade "Nosso Lar" para que se inteirasse da sua existência e conhecesse, pessoalmente, alguns recantos retratados no livro.

Realmente, o citado livro abria campos amplos e novos à indagação daqueles estudiosos que sentissem dificuldades para entender como a vida poderia prosseguir, normalmente e sem saltos, após o desenlace físico. Difícil imaginar, ante a diversidade aparente das condições de encarnado e desencarnado, que o Espírito pudesse habitar cidades edificadas e organizadas de modo semelhante às expressões terrenas.

Os Espíritos disseram a Allan Kardec (Questão n° 234 do O Livro dos Espíritos) que, no mundo espiritual, viviam em "espécies de acampamentos, de campos para se repousar de uma muito longa erraticidade, estado sempre um pouco penoso". Não se podia, é verdade, dar largas à imaginação para especular acerca do que seriam, realmente, essas espécies de acampamentos, por falta de referências mais claras que induzissem a idealização de comunidades de Espíritos habitando cidades estruturadas em edificações de natureza sólida, sobre terreno fértil à vegetação, e em tudo com estreita semelhança ao que conhecemos na Crosta.

Mas, a partir das informações veiculadas por André Luiz, passado o espanto natural que as revelações causaram, reconheceu-se que não poderia ocorrer de forma diferente. Habituados, durante muitos séculos, à idealização do Céu e do Inferno, em termos sem correspondência com as expressões humanas, ainda mesmo diante das revelações contidas nas obras da Codificação, nos recusávamos a aceitar o óbvio. Se o Espírito sobrevivia ao corpo, e provas dessa sobrevivência foram abundantes a partir do surgimento da Doutrina Espírita, e se, por outro lado, os Espíritos nos asseguravam que nos reuniríamos em famílias e em agrupamentos, e que a vida continuava sem grandes mudanças depois da morte física, por que haveria de ser tão discrepante em relação aos moldes da vida terrena?

Pelas recordações da vida espiritual, organizamos a vida terrena, e André Luiz nos mostra que esta é uma cópia imperfeita daquela. A partir da edição do livro, a cidade "Nosso Lar" ganhou o coração e a imaginação de todos os espíritas, que identificaram nela um modelo alentador das organizações e situações que aguardam o ser humano, após a desencarnação, e — por que não dizer? — um estímulo ao aproveitamento da existência física para conviver, depois, em comunidades idênticas ou melhores.

Se a revelação trazida por André Luiz esperou oitenta e seis anos, após a edição de O Livro dos Espíritos, agora, quase quarenta anos depois do surgimento do livro Nosso Lar, o Alto nos permite mais algumas informações, ensejando-nos receber, através do trabalho mediúnico de nossa irmã Heigorina Cunha, de Sacramento, o plano piloto da cidade espiritual que é o objetivo deste livro.

Tendo em vista que a cidade se divide segundo as necessidades de sua organização administrativa, permitimo-nos informar, aos que ainda não leram o livro Nosso Lar, que a Governadoria, órgão central, está assessorada pelo trabalho e organização de seis Ministérios, a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina, que atuam nas áreas que os próprios nomes definem, sendo, cada Ministério, dirigido por doze Ministros.

A cidade "Nosso Lar", segundo informações veiculadas por André Luiz, foi fundada por portugueses distintos, desencarnados no Brasil, no século XVI, a partir de onde se localiza, atualmente, a Governadoria. Conta que, naquele trato de terra, onde se vêem edifícios de fino lavor e onde se congregam vibrações delicadas e nobres, os fundadores encontraram "as notas primitivas dos selvícolas do país e as construções infantis de suas mentes rudimentares", devendo, à custa de "serviço perseverante, solidariedade fraterna e amor espiritual", conquistá-los e integrá-los para conseguirem seus objetivos. À época em que se pronunciou o Amigo Espiritual, a cidade contava com cerca de um milhão de habitantes. (..)

11 - NO MUNDO MAIOR - ANDRÉ LUIZ - PÁG. 7

Na jornada evolutiva
Dos quatro cantos da Terra diariamente partem viajores humanos, aos milhares, demandando o país da Morte. Vão-se de ilustres centros da cultura europeia, de tumultuarias cidades americanas, de velhos círculos asiáticos, de ásperos climas africanos. Procedem das metrópoles, das vilas, dos campos...

Raros viveram nos montes da sublimação, vinculados aos deveres nobilitantes. A maioria constitui-se de menores de espírito, em luta pela outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade. Não chegaram a ser homens completos. Atravessaram o maré magnum da humanidade em contínua experimentação. Muita vez, acomodaram-se com os vícios de toda a sorte, demorando voluntariamente nos trilhos da insensatez.

Apesar disso, porém, quase sempre se atribuíam a indébita condição de "eleitos da Providência"; e, cristalizados em tal suposição, aplicavam a justiça ao próximo, sem se compenetrarem das próprias faltas, esperando um paraíso de graças para si e um inferno de intérmino tormento para os outros. Quando perdidos nos intrincados meandros do materialismo cego, fiavam, sem justificativa, que no túmulo se lhes encerraria a memória; e, se filiados a escolas religiosas, raros excetuados, contavam, levianos e inconsequentes, com privilégios que jamais nada fizeram por merecer.

Onde albergar a estranha e infinita caravana? como designar a mesma estação de destino a viajantes de cultura, posição e bagagem tão diversas? Perante a Suprema Justiça, o malgache e o inglês fruem dos mesmos direitos. Provavelmente, porém, estarão distanciados entre si, pela conduta individual, diante da Lei Divina, que distingue, invariavelmente, a virtude e o crime, o trabalho e a ociosidade, a verdade e a simulação, a boa vontade e a indiferença. Da contínua peregrinação do sepulcro, participam, todavia, santos e malfeitores, homens diligentes e homens preguiçosos.

Como avaliar por bitola única recipientes heterogêneos? Considerando, porém, nossa origem comum, não somos todos filhos do mesmo Pai? E por que motivo fulminar com inapelável condenação os delinquentes, se o dicionário divino inscreve a letras de fogo as palavras "regeneração", "amor" e "misericórdia"? Determinaria o Senhor o cultivo compulsório da esperança entre as criaturas, ao passo que Ele mesmo, de Sua parte, desesperaria? Glorificaria a boa vontade, entre os homens, e conservar-se-ia no cárcere escuro da negação? O selvagem que haja eliminado os semelhantes, ajlechadas, teria recebido no mundo as mesmas oportunidades de aprender que felicitam o europeu o supercivilizado, que extermina o próximo à metralhadora? estariam ambos preparados ao ingresso definitivo no paraiso de bem-aventurança infindável tão-somente pelo batismo simbólico ou graças a tardio arrependimento no leito de morte?

A lógica e o bom senso nem sempre se compadecem com argumentos teológicos imutáveis. A vida nunca interrompe atividades naturais, por imposição de dogmas estatuídos de artificia. E, se mera obra de arte humana, cujo termo é a bolorenta placidez dos museus, exige a paciência de anos para ser empreendida e realizada, que dizer da obra sublime do aperfeiçoamento da alma, destinada a glórias imarcescíveis?

Vários companheiros de ideal estranham a cooperação de André Luiz, que nos tece informações sobre alguns setores das esferas mais próximas ao comum dos mortais. iludidos na teoria do menor esforço, inexistente nos círculos elevados, contavam com preeminência pessoal, sem nenhum testemunho de serviço e distantes do trabalho digno, em um céu de gozos contemplativos, exuberante de conforto melífico. Prefeririam a despreocupação das galerias, em beatitude permanente, onde a grandeza divina se limitaria a prodigiosos espetáculos, cujos números mais surpreendentes estariam a cargo dos Espíritos Superiores, convertidos em jograis de vestidura brilhante.

A missão de André Luiz é, porém, a de revelar os tesouros de que somos herdeiros felizes na Eternidade, riquezas imperecíveis, em cuja posse jamais entraremos sem a indispensável aquisição de Sabedoria e de Amor. Para isto, não lidamos em milagrosos laboratórios de felicidade improvisada, onde se adquiram dotes de vil preço e ordinárias asas de cera. Somos filhos de Deus, em crescimento. Seja nos campos de forças condensadas, quais os da luta física, seja nas esferas e energias sutis, quais as do plano superior, os ascendentes que nos presidem os destinos são de ordem evolutiva, pura e simples, com indefectível justiça a seguir-nos de perto, à claridade gloriosa e compassiva do Divino Amor.

A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado, e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda a parte. Ninguém, depois do sepulcro, gozará de um descanso a que não tenha feito juz, porque "o Reino do Senhor não vem com aparências externas".

Os companheiros que compreendem, na experiência humana, a escada sublime, cujos degraus há que vencer a preço de suor, com o proveito das bênçãos celestiais, dentro da prática incessante do bem, não se surpreenderão com as narrativas do mensageiro interessado no servir por amor. Sabem eles que não teriam recebido o dom da vida para matar o tempo, nem a dadiva da fé para confundir os semelhantes, absorvidos, que se acham, na execução dos Divinos Desígnios. Todavia, aos crentes do favoritismo, presos à teia de velhas ilusões, ainda quando se apresentem com os mais respeiíáueis títulos, as afirmativas do emissário fraternal provocarão descontentamento e perplexidade.

Ê natural; porém, cada lavrador respira o ar do campo que escolheu. Para todos, contudo, exoramos a bênção do Eterno, tanto para eles, quanto para nós.
EMMANUEL
Pedro Leopoldo, 25 de março de 1947.

LEMBRETE:

1° - (...) formado dos Espíritos desencarnados (...) o mundo espiritual ostenta-se por toda parte, em redor de nós como no Espaço, sem limite algum designado. (...) Allan kardec

2° - O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. Allan Kardec

3° - Também o mundo espiritual é assim composto de diferentes planos, evidenciando variadíssimo graus de adiantamento. (..) (..) O mundo espiritual tem suas organizações assistenciais, administrativas e científicas, seus métodos de trabalho, suas atividades, enfim, como qualquer grupamento humano condigno (...) Hermínio C. Miranda

4° - (...) O mundo espiritual é contigo ao nosso, apenas localizado, por assim dizer, numa outra faixa vibratória (...) Herminio C. Miranda

5° - (..) no "plano astral" (...) são puramente mentais as modalidades da existência, isto é, tudo que existe nesse plano é produto do poder criador do pensamento e da vontade dos Espíritos que o habitam, pensamento e vontade criadores da paisagem espiritual, da forma humana conservada pelos Espíritos que lá vivem, das vestes etéreas que os cobrem, das habitações em que lhes apraz viver, etc.. Ernesto Bozzano

6° - (...) "plano etéreo" que é a verdadeira morada espiritual (...) Ernest Bozzano

7° - O mundo invisível (...) é a continuação, o prolongamento natural do mundo visível. Em sua unidade, formam um todo inseparável, mas é no invisível que importa procurar o mundo das causas, o foco de todas as atividades, de todas as forças sutilíssimas do Cosmo (...) Léon Denis

8° - (...) ao redor deste nosso mundo, outro existe, de matéria mais delicada, em o qual imediatamente entram os que morrem, revestidos de um corpo etéreo, tão tangível e real, quanto o envoltório físico que traziam antes e que volta para a Terra de onde proviera (...) J. Arthur Findlay

9° - Esferas Espirituais: Muitos comunicantes da Vida Espiritual têm afirmado em diversos países, que o plano imediato à residência dos homens jaz subdividido em várias esferas. Assim é com efeito, não do ponto de visto do espaço, mas sim sob o prisma de condições, qual ocorre no globo de matéria mais densa, cujo dorso o homem pisa orgulhosamente. (...) Encontramos, assim, na constituição natural do Planeta, desde a barisfera à ionosfera, múltiplos círculos de força e atividade na terra, na água e no ar, tanto quanto nos continentes identificamos as esferas de civilização e nas civilizações, as esferas de classe, a se totalizarem numa só faixa do espaço. André Luiz

10° - O Mundo Espiritual é a pátria natural de todos nós, é a verdadeira vida e a plenitude da vida do Espírito, quando liberto da matéria ele não é consequência da existência corpórea, mas, sim a sua origem, a raiz de todos os empreendimentos humanos. Tudo que, um dia, nasce através do esforço dos homens, para benefício da Humanidade, tem a sua idealização e inspiração no Plano Espiritual. Walter Barcelos

11° - O mundo espiritual é o grande lar, de onde se sai em viagem experimental de iluminação e para onde se retorna com os resultados insculpidos na consciência...(...) Manoel P. de Miranda

Edivaldo