PREMONIÇÃO
BIBLIOGRAFIA
01- A matéria psi - pág. 34 02 - A mediunidade e a lei - pág. 204
03 - A vida além do véu - pág. 204 04 - Allan kardec - vol. 3 pág. 114
05 - Animismo ou espiritismo - pág. 103, 218 06 - Antônio de Pádua - pág. 111
07 - Confidências de um inconfidente - pág. 27 08 - Da alma humana - pág. 100
09 - Enigmas da psicometria - pág. 71, 111 10 - Entre a matéria e o Espírito - pág. 154
11 - Estamos no além - pág. 65 12 - Caridade - pág. 123
13 - Gestação sublime intercâmbio- pág. 121 14 - Hipnotismo e espiritismo - pág. 20
15 - História do Espiritismo - pág. 260

16 - Joana D'Arc - pág. 50

17 - Mãos de luz - pág. 216 18 - O Consolador - pág. 90
19 - O Espiritismo - pág. 112 20 - O Espirito do Cristianismo - pág. 151
21 - O Livro dos Espíritos - q. 411 22 - O que é a morte? - pág. 74, 119
23 - Saúde e espiritismo - pág. 88 24 - Síntese de o novo testamento - pág. 33, 35
25 - Vida e atos dos apóstolos - pág. 188, 229  

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PREMONIÇÃO – COMPILAÇÃO

21 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questão. 411

O Espírito encarnado, nos momentos em que se desprende da matéria e age como Espírito, conhece a época de sua morte?
- Muitas vezes a pressente, e às vezes tem dela um consciência bastante clara, o que lhe dá, no estado de vigília, a sua intuição. É por isso que algumas pessoas prevêem às vezes a própria morte com grande exatidão.

23 - Saúde e espiritismo - A.M.E. Brasil - pág. 88

Através da emancipação completa da alma, o rei Abimeleque tomou conhecimento de que a mulher, Sara, que tinha tomado, era casada com Abraão. Através do sonho, foi exortado a devolvê-la ao marido;
b) Gênesis 28:12: Sonho de Jacó: Jacó, filho de Isaque e de Rebeca, irmão gêmeo de Esaú, deitou-se para dormir e sonhou com uma escada, cuja base estava fincada na terra e o topo no céu, na qual os mensageiros de Deus subiam e desciam por ela.A seguir, ouviu as recomendações de lave;

c) Gênesis 31:24: Sonho de Labão: Através de sonho, Labão, o arameu, foi admoestado pelo Senhor a não fazer mal a Jacó, o qual retornava à terra de seus pais, fugindo de Labão;

d) Gênesis 37:5: primeiro Sonho de José (filho de Jacó): José foi um excelente médium projetor consciente de precognição. Em sonho, isto é, com a consciência plenamente projetada, ficava conhecendo fatos vindouros. No primeiro sonho, José com apenas 17 anos de idade, ao lado de seus irmãos, viu feixes enfileirados que rodeavam e saudavam o seu feixe;

e) segundo Sonho de José: Gênesis 37:9: Visão simbólica do sol, a lua e de onze estrelas se inclinando perante ele.
Na realidade, em ambas as projeções, teve acesso ao tempo futuro, sabendo-se que espaço e tempo são dimensões que se inter-relacionam, constituindo o "continuam espaço-tempo" de Einstein.

Realmente, a premonição concretizou-se. José foi outorgado governador do Egito pelo Faraó. Protege a sua família, livrando-a da fome e sendo reverenciado por todos os irmãos;

f) Gênesis 41:7: Sonho do Faraó, interpretado por José. Desta vez, o projetor precognitivo é o Faraó, com dois sonhos proféticos que não sabia explicar. No primeiro, sete vacas magras e feias comiam sete vacas gordas e formosas. No segundo, sete espigas de milho mirradas devoravam sete espigas grandes e cheias.

José interpretou os sonhos, dizendo que no Egito seguir-se-ão sete anos de grande abundância e logo após sete anos de fome intensa.
Devido à decifração da premonição do monarca, José foi incumbido de administrar a terra, tendo guardado a quinta parte da farta colheita para suprir o período de escassez. Segundo Emmanuel, em O Consolador (FEB), questão 49, as visões proféticas, durante o desdobramento, são "sempre organizadas pelos mentores espirituais de elevada hierarquia, obedecendo a fins superiores";

g) I Reis 3:5: Sonho de Salomão: No inicio do seu reinado, em Gibeom, apareceu o Senhor ao monarca de noite em sonhos. O rei pede que lhe seja concedida sabedoria. Seu pedido foi aceito e, independentemente de não terem sido solicitadas, recebeu também riquezas, glória e longevidade;

e) Daniel 2:31: Sonho de Nabucodonosor: O rei de Babilônia, no segundo ano de mandato, teve um sonho. Contudo, não sabendo interpretá-lo, chamou todos os adivinhos caldeus, os quais não conseguiram explicá-lo.

Trata-se de mais um caso de projeção precognitiva, oferecendo-se o profeta para resolver o impasse. Diz a Bíblia que "foi revelado o mistério a Daniel numa visão da noite" (Daniel 12:19), isto é, em desdobramento. Pois bem, através do profeta, tomou-se conhecimento de acontecimentos futuros de mais de dois mil e quinhentos anos. Para aprofundamento na explicação desse sonho tão fascinante, recomendo a leitura do Cap. IX, do livro Atualidade Espírita, da Casa Editora O Clarim.

Interessante frisar que as leis antigas (Deuteronômio 13:1-5, Jeremias 23:32 e Zacarias 10:2) eram severas, punindo com a morte os projetores ("sonhadores") que estimulavam o culto aos deuses, professando o politeísmo. Parapsicólogos materialistas, tentando negar o desdobramento e a existência do princípio espiritual imortal, relatam que as sensações, vivenciadas por aqueles que se projetam, não passam de meras alucinações.

Alguns setores científicos da área da Psiquiatria abordam alguns casos patológicos ligados ao fenômeno da autoscopia, que é a faculdade e o ato de o indivíduo se ver diante de si, como a imagem refletida no espelho, estando a consciência situada no corpo físico.
Essa aparição para si mesmo pode ser encontrada em pacientes portadores de alcoolismo crônico, epilepsia, enxaqueca, esquizofrenia, lesões cerebrais (infecciosas, traumáticas, vasculares, neoplásicas), intoxicação por drogas etc. Todos os autores que lidam com a projeção da consciência sabem que para haver produção da OBE (Out-of-the-Body Experiencé) existem causas naturais e forçadas.

As doenças, os estados pré-agônicos, os choques orgânicos ou físicos violentos, a anoxia e o uso de drogas podem desencadear o desdobramento. Contudo, as sensações experimentadas pelos projetores são inesquecíveis, profundas, não podendo ser explicadas por fugazes alucinações, estando das pelos projetores são inesquecíveis, profundas, não podendo ser explicadas por fugazes alucinações, estando a consciência, ao contrário da autoscopia, fora da vestimenta somática.

Os relatos são unânimes, ressaltando a transformação interior para o bem, o desejo de viver melhor a vida e a superação da tanatofobia (medo da morte). É claro que se as alucinações fossem causa do processo, as vivências logo seriam esquecidas e não deixariam traços tão marcantes. Ainda por cima, existem provas irrefutáveis e insofismáveis atestando a veracidade do fenômeno da emancipação completa da alma.

Pelo menos, três exemplos pessoais podem ser descritos, à guisa de ilustração:
1) A mãe de d. Elza Vilar, em estado pré-agônico devido à doença neoplásica disseminada, apresentava momentos de inconsciência intercalados com rápidos segundos de lucidez.
Durante um tempo de recuperação fugaz dos sentidos, disse que o seu marido (já desencarnado) estava com ela e passeavam muito.

A filha ficou um pouco intrigada com esse relato, porém achava que a mãe estava fantasiando. Todavia, em outra oportunidade, a doente lhe fez uma admoestação, dizendo-lhe que o pai a levou para rever a fazenda e a encontrou totalmente abandonada e estragada. A filha ficou perplexa, desde que realmente a propriedade rural fora posta de lado devido à doença materna. O fato era inteiramente desconhecido pela doente, já que seu conhecimento lhe traria muita tristeza e desânimo.

2) Outro caso bem elucidativo e contrário à tese da alucinação é o de Edmundo Vasques. Moribundo, devido a um tumor neoplásico pulmonar devastante, em um momento de acuidade mental, bem exaltado, censura a esposa por não lhe ter comunicado a morte de um parente próximo, cujo espírito, segundo ele, estava ali presente, informando-lhe do ocorrido; O fato realmente sucedera e o doente o ignorava.

3) O autor destas linhas já teve a oportunidade de experimentar diversos desdobramentos conscientes. Contudo, um deles merece registro e divulgação, desde que os fatos vivenciados receberam a devida comprovação, assegurando-me mais uma vez da certeza da imortalidade. Sentia-me leve e ágil, fortemente amparado nos braços por duas entidades, invisíveis ao meu olhar. De imediato, avistei à minha frente o pai de um dos meus ex-colegas de Faculdade, por sinal pessoa extremamente boa e generosa.

Infelizmente, mostrava-se muito triste e, para minha surpresa, comunicava-me a sua morte. Atônito, ao meu lado, estava o seu filho, meu colega, que não captava a presença querida do pai, sr. José. Contudo, após alguns momentos de diálogo, no qual o amigo deu-me notícia da desencarnação do genitor, observei uma cena indescritível: os dois abraçavam-se emocionados, debulhados em pranto, em um encontro memorável de dois seres que muito se amam e estavam parcialmente distanciados pela morte.

Embora tivesse a certeza do desdobramento, por me sentir duplo, tendo a noção do meu corpo físico adormecido no leito, acordei um tanto descrente, acreditando que tudo passara de um sonho comum. Porém, nesse mesmo dia, por volta das 14 horas, encontro-me com um antigo vizinho do sr. José, que me relata o fato de o mesmo ter morrido há três dias. Perplexo, narrei-lhe meu "sonho" e saí rapidamente à procura da viúva, d. Marília, a qual, emocionada, me recebeu muito carinhosamente, dizendo-me ter igualmente "sonhado" com o marido aquela noite.

Tomei conhecimento, então, do motivo da tristeza que abatia o coração do amigo, um caso íntimo que já o desgastava desde antes de sua desencarnação. Duas semanas após, novamente desdobrado, vi-me diante do sr. José, irradiando jovialidade e felicidade. Confirmava mais uma vez sua desencarnação e, prontamente, repliquei com uma brincadeira, dizendo-lhe que se estivesse morto não poderia estar ali a conversar comigo. Notei, nesse momento, um fenómeno inusitado: eu estava aparentemente sério, enquanto galhofava, contudo sentia o corpo físico sorrir na cama. Foi uma grande experiência vivida por mim.

Logo após abracei efusivamente o sr. José. Feliz, ali estava a locar em um "defunto vivo", comprovando a realidade de que a morte não interrompe a vida. Acordando, mais uma vez visitei d. Marília, que me confirmava que os problemas familiares estavam agora sanados, sendo esse motivo pelo qual seu esposo lograra alcançar a paz.

Dessa experiência marcante, ressalto a comprovação de um fato (desencarnação), ao qual desconhecia, como também o porquê da tristeza que inicialmente abatera o companheiro desencarnado. Depois, o reencontro inesquecível com ele, abraçando-o efusivamente, e a corroboração de que a questão de âmbito íntimo havia sido resolvida a contento.

Agradeço a Deus o ensejo de participar de tão enriquecedora experiência, a qual, além de me proporcionar mais uma prova da sobrevivência do Espírito, me deu a chance de rever um velho e querido amigo. O desdobramento ou projeção da consciência contribui, sobremaneira, para que o homem se conscientize da realidade do Plano Espiritual e se veja como um ser imortal, filho de Deus que é Amor, um cidadão do Universo, em busca da perfeição, iluminado pelas estrelas incomensuráveis do Pai.

24 - Síntese de o novo testamento - Mínimus - pág. 33, 35

Predição do nascimento de João. (Luc., 1:1 a 25) '
Tendo muitas pessoas empreendido escrever a história dos fatos desenrolados entre nós, guiando-se pelo que nos transmitiram aqueles que os observaram desde o começo, com seus próprios olhos, e foram os ministros da palavra, pareceu-me conveniente, excelentíssimo Teófilo, depois que investiguei exatamente todas essas coisas, desde o início, narrar-vos toda a série delas, a fim de que conheçais a verdade da doutrina em que fostes instruído.

Sob o reinado de Heródes, rei da Judéia, havia um sacerdote chamado Zacarias, da classe sacerdotal de Abias; sua mulher pertencia à raça de Aarão e se chamava Isabel. Ambos eram justos aos olhos de Deus e obedeciam aos mandamentos e ordens do Senhor, de modo irrepreensível. Não tinham filhos por ser Isabel estéril e estarem ambos em idade avançada.

Desempenhando Zacarias suas funções de sacerdote perante Deus, na ordem da sua turma, sucedeu que, tirada a sorte, conforme o costume entre os sacerdotes, lhe tocou entrar no santuário do Senhor para queimar o incenso, enquanto a multidão, do lado de fora, orava no momento em que se queimava a resma. À direita do altar de incensamento, um anjo do Senhor apareceu de pé a Zacarias. Ao vê-lo, Zacarias ficou todo perturbado e o temor se apoderou dele.

O anjo, porém, lhe disse: "Não tenhas medo, Zacarias, porquanto a tua súplica foi ouvida e Isabel, tua mulher, te dará um filho a quem chamarás João. Exultarás com isso de alegria e muitos rejubilarão com o seu nascimento; pois que ele será grande aos olhos do Senhor; não beberá vinho nem bebida alguma inebriante; será cheio do Espírito-Santo desde o seio materno; converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor Deus deles; e irá à frente do Senhor, no Espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo dedicado."

Disse Zacarias ao anjo: "Como me certificarei disso, sendo já velho e estando minha mulher em idade avançada?" — Respondeu-lhe o anjo: "Sou Gabriel, sempre presente diante de Deus, e fui enviado para te falar e te anunciar esta boa nova. Vais ficar mudo e não poderás mais falar até ao dia em que estas coisas acontecerem, visto não haveres acreditado nas minhas palavras que a seu tempo se cumprirão."

O povo esperava Zacarias e se admirava que estivesse demorando no santuário. Mas, quando ele saiu sem poder falar, todos compreenderam que tivera uma visão no santuário, pois que lhes dava a entender isso por sinais, e continuou mudo. Decorridos os dias do seu ministério sacerdotal, voltou para casa. Tempos depois, Isabel, sua mulher, concebeu; e se ocultou durante cinco meses, dizendo: "Esta a graça que o Senhor me concedeu quando se dignou de tirar-me do opróbrio diante dos homens."

Predição do nascimento de Jesus. (Luc., 1:26 a 36)
Estando Isabel no sexto mês de gravidez, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a Nazaré, cidade da Galiléia, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David, e essa virgem se chamava Maria. O anjo, aproximando-se dela, disse-lhe: "Eu te saúdo, ó cheia de graça; o Senhor é contigo." Ela, porém, ao ouvi-lo, se perturbou muito e pôs-se a pensar no que significaria aquela saudação. O anjo lhe disse: "Nada temas, Maria, porquanto caíste em graça perante Deus.

E' assim que conceberás no teu ventre, e de ti nascerá um filho ao qual darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono do seu pai David; remará eternamente sobre a casa de Jacob, e o seu reino não terá fim." Então, disse Maria ao anjo: "Como sucederá isso, se não conheço varão?" — O anjo respondeu: "O Espírito-Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra, e, por isso, o que há-de nascer será chamado santo, Filho de Deus.

Também tua parenta Isabel concebeu na velhice um filho e está no sexto mês de gravidez, ela que era chamada estéril; pois a Deus nada é impossível." Então Maria disse: "Aqui está a serva do Senhor, faça-se em mim conforme às tuas palavras." E o anjo se afastou dela.

Visita de Maria a Isabel. Cântico de Maria.(Luc., 1:39 a 56)
Naqueles dias, pôs-se Maria apressadamente a caminho das montanhas, indo a uma cidade de Judá. Entrando na casa de Zacarias, saudou a Isabel. Sucedeu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criança lhe saltou no ventre e ela ficou cheia do Espírito-Santo, exclamando em alta voz: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Que fiz para merecer visitada pela mãe do meu Senhor? — Sim, pois mal me chegaram aos ouvidos as palavras com que me saudaste, a criança saltou de alegria dentro de mim.
Bem-aventurada aquela que acreditou se cumprirá o que lhe foi falado da parte do Senhor."

Disse então Maria: "Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas — santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre os que o temem; manifestou poder com o seu braço; dissipou os que tinham pensamentos orgulhosos no coração; depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes; cumulou de bens os famintos e despediu os ricos com as mãos vazias; socorreu a Israel, seu servo, lembrando-se de misericórdia, conforme falou aos nossos pais, a Abraão e à sua posteridade na sucessão dos séculos". — Maria ficou em companhia de Isabel cerca de três meses, depois voltou para sua casa.

Nascimento de João. - (Luc., 1:57 a 66)

Entrementes, chegou a época em que Isabel havia de dar à luz e lhe nasceu um filho. Seus vizinhos e parentes, tendo sabido que o Senhor lhe concedera uma grande misericórdia, congratularam-se com ela. No oitavo dia, como trouxessem o menino para a circuncisão, e quisessem pôr-lhe o nome de Zacarias, dando-lhe o nome do pai, Isabel lhes disse: "Não, o seu nome será João." —

Responderam-lhe: -"Não há na vossa família quem tenha esse nome." Por acenos, perguntaram ao pai do menino como queria que este se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: — "João é o seu nome" — fato que encheu de espanto a todos os presentes. No mesmo instante se lhe abriu a boca, soltou-se-lhe a língua e ele começou a falar, bendizendo a Deus. Todos os que residiam nas vizinhanças se encheram de temor; a notícia dessas maravilhas se espalhou por toda a região montanhosa da Judéia; e todos os que as ouviram narrar guardaram delas lembrança e diziam entre si: "Que virá a ser um dia este menino?" — pois que sobre ele estava a mão do Senhor.

25 - Vida e atos dos apóstolos - Cairbar Schutel _ pág. 188, 229

OS APÓSTOLOS DE JESUS
Logo após haver iniciado a sua vida pública, no desempenho da singular missão que o Supremo Senhor lhe concedera, Jesus deliberou escolher entre os homens que eram do seu conhecimento, doze discípulos, para o acompanharem, de cidade em cidade, onde teria que anunciar a Vinda do Reino de Deus Eram muitos os que O seguiam para ouvir as suas sublimei parábolas, as suas prédicas cheias de amor e de doçura.

Certa noite Ele afastou-se deles para descansar e, bem cedo, subiu ao monte para orar, orar fora do bulício humano e pôr-se em íntima comunicação com o Alto, cujos mensageiros o auxiliavam na sua tarefa. De volta, os discípulos esperavar receber, todos eles, aquele pão do Céu que tanto saciava sua fome de entendimento, justamente numa época semelhai! à que atravessamos, em que a fé se havia retirado dos coraçõe O Mestre, após lhes haver dado a Paz, como era do seu costume, chamou-os e julgou por bem, segundo diz o Evangelista Lucas, nomear definitivamente os doze que O teriam de seguí-lo. E deu-lhes o nome de Apóstolos, que quer dizer pregadores, exemplificadores da Fé.

Foram eles: Simão, quem deu o nome de Pedro, e André seu irmão; Tiago e Joã Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado Zelote; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscarióte. Após isso, desceu com eles e os demais discípulos a um lugar, onde uma multidão de pessoas vindas da Judeu Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidon, ali se achavam para ouvi-lo e serem curados de suas enfermidades. Subiu com os doze a um pequeno monte e lhes anunciou as aventuranças reservadas aos que buscam a Deus; curou 05 enfermos que ali se achavam e expeliu os Espíritos malignos que atormentavam os obsediados.

O Mestre lhes quis dar uma lição de como eles, apóstolos, deveriam agir, para bem cumprirem a sua tarefa. O trabalho dos apóstolos durante a vida corpórea de Jesus, foi nulo. Só depois de haverem recebido o Espírito, após a explosão de Pentecostes, é que eles entraram em ação para o desempenho da grande tarefa. É que o homem, por si mesmo nada pode fazer. Sem o auxílio de Deus, que constitui sua Igreja Triunfante, que paira nas alturas para dirigir as altas regiões e ministrar luzes e forças à Igreja Militante, pessoa alguma deste mundo, em que ainda predominam as trevas e o desamor, tem poder para fazer ou desfazer, ou guiar as massas à Espiritualidade.

Temos exemplos frisantes desta Verdade, e o próprio Jesus a referendou, quando Ele, o maior Espírito que baixou à Terra, disse: "Por Mim mesmo nada posso fazer; é o Pai que faz em Mim as obras que vedes; a minha Palavra não é minha, mas do Pai que me enviou".
Mas passado o Pentecostes todos os escolhidos pelo Mestre, com exceção de Judas Iscariote que faliu em sua missão, cedendo, num momento de fraqueza, às injunções inferiores, todos os demais fizeram o que lhes foi possível para a difusão do grande Ideal a eles outorgado.

E por falar em Judas Iscariote, não deixemos passar em branco essa individualidade que seguiu a Jesus, com os outros onze, por três anos consecutivos. No Evangelho não se encontra a sua genealogia, certamente porque, tendo ele procedido tal como procedeu, com deslealdade e traição, deixou de merecer a consideração dos Evangelistas. O historiador Josefo diz que o seu apelido, Iscariote, vem da cidade donde ele era natural — Carioth ou Keriote. Foi um fraco, mas não era um Átila, um Nero, que foram portejados pelo sacerdotalismo do seu tempo. E como o progresso é infinito, longe de pensarmos na condenação perene de Judas, cremos antes que, restabelecido agora das suas enfermidades morais, esteja reintegrado no Apostolado, batalhando pela grande Causa, já muito conhecida, e pela qual também ele deu a sua vida num momento de arrependimento extremo do mal que havia praticado.

Lancemos um olhar de simpatia para esse Apóstolo; não nos esqueçamos que Jesus o tem amparado com o manto do seu perdão, e que apesar de prever a tragédia que se ia desenrolar e na qual seria a vítima cruenta, nunca negou a Judas o pão e o vinho. A época em que nos achamos é de grandes cometimentos e Judas não pode deixar de ser um arauto nessa grande luta em que a Luz se empenha em extinguir as trevas que empanam o nosso planeta.

E a prova da nossa asserção se não viesse pela lógica da Doutrina que o Nazareno nos anunciou, viria pela Mensagem belíssima de Judas, recebida na Capital Federal dos Estados Unidos do Brasil, no dia 12 de setembro de 1916, por um médium bem desenvolvido, mensagem comprovada por um vidente, que viu, no momento de ser escrita a comunicação, um homem de barbas e cabelos pretos, trajando vestes brancas, muito alvas. O Espírito apresentou-se circundado de um grande halo de luz azul-claro que contornava outra luz de um azul-escuro aveludado. Em torno do Espírito, espalhados, flutuavam flocos de luz verde, sendo deslumbrante o efeito da aparição.

Eis a Mensagem: -Judas, meus bons amigos, volta hoje ao mundo para declarar perante os homens as verdades que lhe foram inspiradas por Nosso Senhor Jesus Cristo — o grande e amado Mestre — a quem, num momento de cegueira, de trevas e extrema fraqueza, traiu, vendendo-O aos inimigos. Jesus, meus bons amigos, o Messias, aquele que foi enviado por DEUS para salvar o Mundo onde viveis hoje, já perdoou a Judas Iscariote a sua fraqueza e cegueira. DEUS,: em sua misericórdia infinita, concedeu, pela boca de seu Filho amado, o perdão àquele que foi outrora infiel, traidor, perjuro, falso e criminoso discípulo do Messias, que jamais deixou de lamentar e compadecer-se da fraqueza e miséria de seu discípulo.

Venho, meus bons amigos, em nome do meu Querido Mestre — o Salvador do Mundo — dizer-vos alguma coisa que vos interessa.
Compareço à vossa presença, a fim de restabelecer a verdade desvirtuada, falseada pelos homens interessados em se conservar no caminho do erro e da mentira. Estou diante de vós, meus bons amigos, para me confessar agradecido pelas imensas provas de amor que me foram dispensadas por DEUS e por Nosso Senhor Jesus Cristo.

Apareço aqui, perante vós, meus companheiros e amados irmãos, para penitenciar-me dos erros que pratiquei e, ao mesmo tempo, entoar hinos à Infinita Sabedoria e à pureza imaculada desse Mestre admirável, à incomparável bondade desse coração todo feito de doçuras e de amor! Venho cantar hosanas à sublime sabedoria do Criador e erguer uma prece, na qual todos vós deveis acompanhar-me, pois, nesta oração subiremos até junto do Pai Celestial e de Jesus, que, nesta hora, estendem as vistas misericordiosas sobre este planeta atrasado, mundo de expiações e sofrimentos, de lágrimas e de dores.

Dizei comigo, meus queridos irmãos: -"Jesus, nosso Salvador, Filho de DEUS e luz sublime que clareia o nosso caminho, que nos guia na Terra e na Eternidade! Senhor, aqui estão os teus filhos, tendo à frente aquele que no Mundo errou profundamente, o maior de todos os criminosos que pisaram a superfície deste planeta; aqui estamos todos nós, Senhor! Tendo à nossa frente o mais pérfido e infiel dos teus discípulos; aqui nos achamos todos nós, de pé, junto do mais fraco criminoso dos teus filhos — Judas Iscariote!

Nós, Senhor, somos também fracos, praticamos grandes erros, pesam sobre nós imensas culpas, grandes pecados nos obrigam a curvar a fronte diante de Ti, Senhor! Temos, Jesus, a nossa alma coberta de chagas, o nosso coração envenenado pelos mais impuros sentimentos que nele temos alimentado; sentimos o nosso espírito combalido ao rever o nosso passado espiritual, cheio de crimes e faltas graves; somos, Senhor, ainda escravos da matéria, sentindo as entranhas devoradas pelos desejos pecaminosos, a alma presa, agrilhoada à matéria que a retém na superfície da Terra, de onde não poderá desprender-se para as luminosas regiões sem primeiro expurgar-se das impurezas e das máculas que os pecados deixaram sobre ela e onde os vícios produziram sulcos profundos, as misérias da carne lançaram vestígios que dificilmente se apagarão!

Temos, bom Jesus, as mãos tintas do sangue dos nossos irmãos, os pés cheios de lama pútrida dos antros e dos monturos por onde caminhamos durante longo tempo; conservamos também nas mãos o azinhavre da moeda a troco da qual vendemos a nossa consciência, atraiçoamos os nossos irmãos; guardamos ainda nos lábios os sinais das nossas abjeções, da impureza das paixões que alimentamos em nossos corações; trazemos estampados na fronte os estigmas das nossas baixezas, das podridões, misérias e devassidões a que nos entregamos na vida; conservamos nos olhos os traços das nossas crueldades, o brilho das volúpias e prazeres criminosos que durante esta existência terrena temos desfrutado.

O nosso corpo, Senhor, é o livro onde se acha escrita a história dos nossos abusos e das nossas transgressões; a nossa alma, Jesus, é o espelho onde neste instante se refletem todos os nossos atentados às leis de DEUS, todas as violações do Teu Evangelho; a nossa consciência é, nesta hora, sudário onde se acha estampada a tua efígie, mas tão apagada que dificilmente a reconhecemos. Senhor Jesus! Querido e adorado Mestre! Todos os nossos pecados se acham gravados em nosso espírito; todas as nossas culpas estão desenhadas na nossa consciência, que nos acusa diante de Ti e de Teu Pai!

São grandes as nossas faltas, imensos os nossos pecados, infinitos os nossos erros, mas na Tua bondade há sempre lugar para todos os perdões; em Tua Alma existem grandes reservas de misericórdia e tolerância; no Teu incomensurável coração há um transbordar constante de piedade e de amor para os que sofrem, que gemem e choram, os fracos, os infelizes e os pecadores, como nós! Recebe, portanto, bom Jesus, esta prece que te oferecemos e que é pronunciada pelos lábios mais impuros que já existiram sobre a Terra, ditada pela consciência mais sombria que palpitou num ser humano, traçada pela mão mais criminosa que já existiu neste planeta; prece nascida da alma mais culpada que este mundo conheceu até hoje, o espírito mais fraco e criminoso dos que se têm encarnado na Terra.

Aceita, Senhor, bom Jesus, a prece que Judas, o traidor de ontem, o falso e o pérfido de outros tempos, nos faz recitar neste momento na Tua presença para que possamos, como ele, alcançar o nosso perdão, merecer da Tua bondade a graça de recebermos do Teu Pai a mesma luz e a mesma paz que Ele concedeu ao mais cruel, ao mais criminoso e infame dos seus filhos! Ouve, Jesus, a nossa prece e dá-nos o que deste a Judas pelo mal que ele Te fez, pela traição que praticou contra a Tua pessoa divina, pelo ultraje que infligiu a Ti, no momento mais doloroso da Tua vida de Missionário, de Redentor, de Salvador do Mundo e Filho de DEUS!

Tu, que tiveste em Tua Alma a grandeza, a doçura e o amor para perdoar a esse falso e perjuro discípulo, Senhor, perdoa-nos também a nós, cujos erros, cujas faltas, crimes e pecados estão mui distantes do crime e do pecado daquele que se acha à nossa frente, nesta hora de luto e de dor, para render graças à infinita misericórdia de DEUS e o imenso e inesgotável manancial de doçuras, carinhos, afetos, pureza e imenso amor — o coração de Jesus! Perdoa-nos, Senhor! Salva-nos, Jesus!" Eu direi também:

"Meu Jesus! Meu Salvador! Se mereci o Teu perdão e a Tua misericórdia, os meus irmãos podem também merecê-los, pois diante de Judas, a Humanidade inteira, com todos os seus crimes, os seus pecados e as suas misérias, é santa, inocente como a mais inocente das criancinhas que brincam na superfície da Terra! Perdoa, portanto, Senhor, a Humanidade, como perdoaste ao maior dos traidores!" Dissemos que a Igreja Triunfante é que opera por intermédio da Igreja Militante aqui na Terra, e narramos os nomes dos doze Apóstolos escolhidos por Jesus!

Mas é preciso compreender que, após a descida do Espírito, esses Apóstolos se multiplicaram e substituíram-se com o desaparecimento de uns e a velhice de outros. Foram, depois, muitos os que formaram o grande Colégio Apostólico.
É difícil dar os nomes de todos eles, mas deixaremos registrados nesta despretensiosa obra aqueles que mais se salientaram e cuja fé de ofício chegou ao nosso conhecimento. Por enquanto relembraremos, numa breve notícia biográfica, os que compuseram os doze, como representantes das Doze Tribos de Israel.

LEMBRETE:

1° - (...) Advindo a relativa liberdade motivada pelo sono, poderemos lembrar-nos de muita e os fatos a se realizarem em futuro próximo serão vistos com maior ou mentor clareza, e, ao despertamos, teremos sonhado o que então virá a ser considerado o aviso, ou a premonição. É evidente que tais possibilidades derivam de uma faculdade psíquica que possuímos, espécie de mediunidade, pois a premonição não existe no mesmo grau em todas as criaturas, embora seja disposição comum a qualquer ser humano, a qual, se bem desenvolvida, poderá conceder importantes revelações e provas do intercâmbio humano-espiritual (...) Yvonne A. Pereira

Edivaldo