PSICOMETRIA
BIBLIOGRAFIA
01- A reencarnação - pág. 201 02 - Alquimia da mente - pág. 93
03 - Ciência e espiritismo - pág. 125 04 - Cromoterapia - pág. 55
05 - Da alma humana - pág. 63, 206 06 - Desenvolvimento mediúnico - pág. 46
07 - Devassando o invisível - pág. 188, 191 08 - Enigmas da psicometria - toda a obra
09 - Estudando a mediunidade - pág. 201 10 - Estudos sobre mediunidade - pág. 80
11 - Hipnotismo e espiritismo - pág. 100 12 - Hipnotismo e mediunidade - pág. 192
13 - Lázaro redivivo - pág. 165, 215 14 - Magnetismo espiritual - pág. 124, 225
15 - Mãos de luz - pág. 64

16 - Mecanismos da mediunidade - pág. 157

17 - Mediunidade - pág. 58 18 - Ressurreição e vida - pág. 240
19 - Resumo da Doutrina Espírita - pág. 175 20 - Xenoglossia - pág. 53
21 - Os enigmas da psicometria- toda a obra  

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PSICOMETRIA – COMPILAÇÃO

01- A reencarnação - Gabriel Delanne - pág. 201

Reminiscências que parecem provocadas pela visão de certos lugares
Sabe-se que existem pessoas chamadas psicômetras, que têm a faculdade de reconstituir cenas do passado quando se lhes põe nas mãos um objeto qualquer, que teria sido associado àquelas cenas. Uma pedra de um sarcófago egípcio, por exemplo, evoca a idéia do Egito e de cenas funerárias que ali se desenrolaram.

Parece que, em condições particulares, quando certas pessoas reconhecem, repentinamente, cidades ou regiões que nunca viram, esses novos lugares exercem sobre elas uma ação análoga à experimentada pelos psicômetras, mas com a diferença de que são lembranças íntimas que se evocam, absolutamente pessoais. Ê uma forma particular da renovação do passado, que se apresenta frequentemente, por maneira a atrair seriamente a atenção.
Eis alguns exemplos interessantes, ligados diretamente a nosso estudo. Cito em primeiro lugar a narrativa do Major Wellesley Tudor Polé. ("Pearson Magazine", agosto de 1919.)

Visões retrospectivas

"O Major Wellesley Tudor narra a impressão profunda que sentiu, visitando o templo de Karnak, no Egito. Este lhe pareceu saturado de uma atmosfera mística e de fluidos magnéticos. Viu ele retratar-se-lhe diante dos olhos uma antiga procissão dos sacerdotes do Amon-Rá. Um em particular, diz ele, atraiu a minha atenção; era louro, com olhos azuis, e diferia completamente de seus companheiros.

Esse indivíduo parecia familiar ao major. Não sei por que— declara o major —, via passar a procissão, que torneava O pilar quebrado onde nos tínhamos colocado, e meus olhos eram sempre atraídos pelo padre de cabelos louros. Quando ficou dlante de mim, estendeu os braços em minha direção, e tive a impressão da que ele era eu mesmo. Veio-me a certeza, e tornei-me Inconsciente do que me rodeava. O resto da visão não nos interessa mais,"

Parecerá, por esta descrição, que o Major Wellesley teve uma espécie de alucinação retrospectiva, a qual lhe permitiu reconhecer-se em um dos antigos sacerdotes do templo. A ação psicométrica do meio é aqui muito provável. O mesmo se dá com os dois casos seguintes. (De Rochas, "Lês Viés Successives", pág. 314.)

Um clérigo
"Há uma dezena de anos, visitei Roma pela primeira vez. Em muitas ocasiões, fui tomado, na cidade, por uma onda de reconhecimentos. As Termas de Caracala, a Via Apia, as catacumbas de S. Calisto, o Coliseu, tudo me parecia familiar. Parece evidente a causa: renovava-se o conhecimento do que eu tinha visto nos quadros, nas fotografias. Isto pode ser explicado no que toca aos edifícios, não, porém, no que diz respeito aos labirintos obscuros, aos subterrâneos das catacumbas.

Alguns dias mais tarde, fui a Tivoli. Ainda aí a localidade me foi familiar, como o teria sido em minha própria paróquia. Por uma torrente de palavras, que me subiam espontaneamente aos lábios, descrevi o lugar, tal como ele era nos antigos tempos. Nunca lera nada, entretanto, a respeito de Tivoli; nunca vira gravuras que o representassem; conhecia sua existência, apenas, de alguns dias, e achava-me, no entanto, servindo de guia e historiador a um grupo de amigos, os quais concluíram que eu havia feito um estudo especial do lugar e seus arredores.

Em seguida, a visão do meu Espírito começou a enfraquecer. Parei como um colegial que esqueceu o tema, e não pude dizer mais nada. Foi como um mosaico que tivesse caído aos pedaços. Em outra ocasião, encontrei-me com um companheiro, noa arredores de Leatherhead, onde, até então, nunca pusera os pés. A região era inteiramente nova, tanto para mim, como para meu amigo. No curso da palestra, observou este:

— Dizem que há uma antiga estrada romana, em alguma parte destas paragens, mas ignoro se se encontra deste lado de Leatherhead ou do outro. Respondi logo: — Sei onde ela está. E mostrei-a a meu amigo, absolutamente convencido de que a tinha encontrado, o que de fato sucedeu. Tinha a sensação de me haver achado outrora nesse mesmo caminho, a cavalo, coberto de uma armadura. Esses episódios fazem-me falar sobre o assunto, com amigos, e grande número deles me declaram que já experimentaram sensações idênticas.

A três milhas e meia, a oeste do lugar onde moro, encontra-se uma fortaleza romana, em estado quase perfeito de conservação.
Um eclesiástico que veio visitar-me, desejou ver essas ruínas. Disse-me ter a lembrança clara de haver vivido nesse lugar, onde fora investido de um cargo de caráter sacerdotal, no tempo da ocupação romana. Impressionou-me a sua insistência em visitar uma torre, que caíra, sem perder a forma. Havia um buraco no ápice — acrescentava ele —, no qual se costumava colocar um mastro, e aí os archeiros se faziam içar em uma espécie de barquinha, protegida com couro; de lá podiam ver os chefes gorlestonianos entre seus homens e atirar contra eles. Achamos, com efeito; o buraco indicado."

Curiosa coincidência
Lê-se na "Light", de 1916, pág. 374, a narrativa seguinte, que lhe íoi transmitida por uma revista mensal — "A Londrina". Esta última declara que a narrativa é de primeira mão e autêntica. "A. .. é um artista romano, muito conhecido, que durante a última guerra residia em Roma. Pertence a uma antiga família e ocupava um posto elevado na legação de seu pais. Alistou-se em um Regimento de Cavalaria.

Um dia, em que estava em manobras no Condado de Berkshire, cavalgava ao lado do capitão e subia áspera colina, cujo aspecto lhe era como que vagamente familiar, o que disse ao capitão. — Conhece, pois, a região? — perguntou-lhe este. — Não — repondeu A... —, nunca vim a Berkshire, mas, não sei por que, parece que conheço esta colina e mesmo a que está situada além. Sei que há, ainda, uma pequena montanha, em forma de cone, e coroada por um bosquezinho. Em seguida o terreno desce rapidamente e vai ter a um plano nivelado. — E exato — declarou o capitão, que era natural de Berkshire —, e desejo saber como você podia saber isto, pois que nada se pode ver daqui.

Depois, mudou a conversa e A... esqueceu o incidente. No ano seguinte, fizeram-se escavações no ápice da colina e ai descobriram um monumento de pedra, que trazia uma inscrição em memória da Segunda Legião daciana. Os dácios eram súditos dos romanos quando estes ocuparam a Grã-Bretanha. Liam-se na pedra os nomes dos que ali tombaram. Entre eles encontrava-se o de um antepassado de A... A inscrição era em latim. Simples coincidência que permitiria a A... do primeiro golpe de vista, descrever a paisagem que lhe era desconhecida, e que ainda estava oculta a seus olhares, ou se trata de um caso de reminiscência, espécie de olhar lançado para trás, através dos séculos? Eu dei - diz o narrador - os nomes exatos aos diretores da revista, mas não estou autorizado a reproduzí-los. (...)

09 - Estudando a mediunidade - Martins Peralva - pág. 201

XXXIX - Psicometria
Segundo a definição do Assistente Áulus, a palavra «psicometria» designa a faculdade que têm algumas pessoas de lerem «impressões e recordações ao contacto de objetos comuns». Psicometria é, também, faculdade mediúnica. Faculdade pela qual o sensitivo, tocando em determinados objetos, entra em relação com pessoas e fatos aos mesmos ligados.

Essa percepção se verifica em vista de tais objetos se acharem impregnados da influência pessoal do seu possuidor. Toda pessoa, ao penetrar num recinto, deixa aí um pouco de si mesma, da sua personalidade, dos seus sentimentos, das suas virtudes, dos seus defeitos. A psicometria não é, entretanto, faculdade comum em nossos círculos de atividade, uma vez que só a possuem pessoas dotadas de «aguçada sensibilidade psíquica». E a nossa atual condição espiritual, ainda deficitária, não permite esses admiráveis recursos perceptivos.

Quando tocamos num objeto, imantamo-lo com o fluido que nos é peculiar. E se, além do simples toque ou uso, convertermos inadvertidamente esse objeto, seja um livro, uma caneta, uma jóia ou, em ponto maior, uma casa ou um automóvel em motivo de obsessiva adoração, ampliando, excessivamente, as noções de posse ou propriedade, o volume de energias fluídicas que sobre o mesmo projetamos é de tal maneira acentuado que a nossa própria mente ali ficará impressa.

Em qualquer tempo e lugar, a nossa vida, com méritos e deméritos, desfilará em todas as suas minúcias ante o «radar» do psicômetra.
Há um belo estudo de Ernesto Bozzano intitulado «Enigmas da Psicometria», através de cuja leitura nos defrontamos com impressionantes narrativas, algumas delas abrangendo fases remotas da organização planetária terrestre.

O processo pelo qual é possível, ao psicômetra, entrar em relação com os fatos remotos ou próximos, pode ser explicado de duas maneiras principais, a saber:
a} — Uma parte dos fatos e impressões é retirada da própria aura do objeto;
b} — Outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor mediante relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium.

Não tem importância que o possuidor esteja encarnado ou desencarnado. O psicômetra recolherá do seu subconsciente, esteja ele onde estiver, as impressões e sentimentos com que gravou, no objeto, a própria vida. Bozzano demonstra que não são, apenas, as pessoas os únicos seres psicometráveis. Além do elemento humano, temos:
a) — Os animais,
b) — Os vegetais,
c} — Objetos inanimados, metais, etc., etc.

O filósofo italiano menciona, na obra citada, extraordinários fenômenos de psicometria por meio do contacto com a pena de um pombo, o galho de uma árvore, um pedaço de carvão ou de barro. Poder-se-á indagar: E se o objeto psicometrado teve, no curso dos anos, diversos possuidores ? Com a vida de qual deles o médium entrará em relação? Explica Bozzano, com irresistível lógica, que o médium entrará em relação com os fatos ligados àquele (possuidor) cujo fluido se evidenciar mais ativo em relação com o sensitivo.

A esse aspecto do fenômeno psicométrico, Bozzano denominou de «afinidade eletiva». Pela psicometria o médium revela o passado, conhece o presente, desvenda o futuro. No tocante à relação com o passado e o presente, qualquer explicação é desnecessária, uma vez que a alínea «a» nos dá satisfatória resposta: o objeto, móvel ou imóvel, impregnado da influência pessoal do seu dono, conserva-a durante longo tempo e possibilita o recolhimento das impressões. E quanto ao futuro? Devemos esperar essa pergunta.

Aos que a formularem, recomendamos a leitura da alínea «b». Outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor, mediante a relação telepática que o objeto psicometrado estabelece com o médium. Essa resposta pede, todavia, um complemento explicativo. Ei-lo: Toda criatura humana tem o seu Carma, palavra com que designamos a lei de Causa e Efeito, em face do qual, ao reingressarmos «nas correntes da vida física», para novas experiências, trazemos impresso no perispírito — molde do corpo somático — um quadro de inelutáveis provações.

A nossa mente espiritual conhece tais provações e permite que o psicômetra estabeleça relação com essas vicissitudes, prevê-las, anunciá-las e, inclusive, fixar a época em que se verificarão. Como vemos, não há nisso nenhum mistério. E' como se o sensitivo lesse, na mente do possuidor do objeto, o que lá já está escrito com vistas ao futuro. Tudo muito simples, claro e lógico. Nenhum atentado ao bom-senso.

Apesar de os diversos temas mediúnicos nos terem levado, algumas vezes, a certas explicações de natureza por assim dizer «técnica», elucidativas do mecanismo dos fenômenos, não é este, todavia, o objeto fundamental do livro que procuramos escrever, mais com o coração do que com o cérebro. Desejamos dar aos assuntos mediúnicos feição e finalidade evangélicas. A nossa intenção é de que este trabalho chegue aos núcleos assistenciais do Espiritismo Cristão por mensagem de cooperação fraterna, de bom ânimo para os desiludidos, de esperança para os que sofrem, de reabilitação para os que rangem os dentes «nas trevas exteriores»...

Assim sendo, compete-nos extrair, das considerações expedidas em torno de tão belo quão admirável tema — Psicometria —, conclusões de ordem moral que fortaleçam o nosso coração para as decisivas e sublimes realizações na direção do Mais Alto. O conhecimento da psicometria faz-nos pensar, consequentemente, nos seguintes imperativos:
a) — Não nos apegarmos, em demasia, aos bens materiais;
b) — Combatermos o egoísmo que assinala a nossa vida, com a consequente diminuição das exigências impostas a familiares, amigos e conhecidos .

Em capítulo precedente tivemos ensejo de relacionar o fato daquela senhora que, desencarnada havia muito, «não tinha força» para afastar-se do próprio domicílio, ao qual se sentia presa pelas recordações dos familiares e dos objetos caseiros. Em «Nos Domínios da Mediunidade», no estudo da psicometria, temos o episódio de uma jovem que, há cerca de 300 anos, acompanha um espelho a ela ofertado por um rapaz em 1700.

Vamos trazer para as nossas páginas parte do relato de André Luiz, a fim de colocarmos o leitor em relação com a ocorrência. A narrativa é de André Luiz, quando em visita a um museu: «Avançamos mais além. Ao lado de extensa galeria, dois cavalheiros e três damas admiravam singular espelho, junto do qual se mantinha uma jovem desencarnada com expressão de grande tristeza. Uma das senhoras teve palavras elogiosas para a beleza da moldura, e a moça, na feição de sentinela irritada, aproximou-se tateando-lhe os ombros.»

Acrescenta André Luiz que, à medida que os visitantes encarnados se retiravam para outra dependência do museu, a moça, que não percebia a presença dos três desencarnados, mostrou-se «contente com a solidão e passou a contemplar o espelho, sob estranha fascinação». Com a mente cristalizada naquele objeto, nele polarizou todos os seus sonhos de moça, esperando, tristemente, que da França regressasse o jovem que se foi...Gravou no espelho a própria vida... E enquanto pensar no espelho, como síntese de suas esperanças, junto a ele permanecerá. Exemplo típico de fixação mental. Relativamente a pessoas, o fenômeno é o mesmo.

Apegando-nos, egoística e desvairadamente, aos que nos são caros ao coração, corremos o risco de a eles nos imantarmos e sobre eles exercermos cruel escravização, consoante vimos no capítulo «Estranha obsessão». Enquanto os nossos sentimentos afetivos não assinalarem o altruísmo, a elevação, a pureza e o espírito de renúncia peculiares ao discípulo sincero do Evangelho, o nosso caminho será pontilhado das mais desagradáveis surpresas, estejamos na libré da carne ou no Mundo dos Espíritos.

Amar sem idéia de recompensa; ajudar sem esperar retribuição; pensar nos próprios deveres com esquecimento de pretensos direitos; servir e passar — EIS O ELEVADO PROGRAMA que, realizado na medida das possibilidades de cada um, constituirá penhor de alegria e paz, felicidade e progresso, neste e no plano espiritual. Reconhecendo, com toda a sinceridade, a nossa incapacidade de, por agora, executar tal programa, forte demais para a nossa fraqueza, podemos, contudo, esforçar-nos no sentido do gradativo afeiçoamento a ele, considerando a oportuna advertência de Emmanuel:

«Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe as claridades sem vacilar.» Ainda Emmanuel recorda que «as afeições familiares, os laços consanguíneos e as simpatias naturais podem ser manifestações muito santas da alma, quando a criatura se eleva no altar do sentimento superior; contudo, é razoável que o Espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias». «O equilíbrio é a posição ideal.» «A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.»

Colocando Jesus-Cristo no vértice das nossas aspirações, aprenderemos, com o Bem-aventurado Aflito da Crucificação, a amar sem exigências, a servir com alegria, a conservar a liberdade da nossa mente e a paz do nosso coração. Aceitando-o, efetivamente, como Sol Espiritual que aquece, com o seu Amor, desde o Princípio, a Terra inteira, a ninguém escravizaremos. E a única escravização a que nos submeteremos será à do dever bem cumprido...


16 - Mecanismos da mediunidade - André Luiz - pág. 143


20 - PSICOMETRIA
Mecanismo da psicometria - Expondo algumas anotações em torno da psicometria, considerada nos círculos medianímicos por faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças, ao contacto de objetos e documentos, nos domínios da sensação a distância, não é demais traçar sintéticas observações acerca do pensamento, que varia de criatura para criatura, tanto quanto a expressão fisionómica e as marcas digitais.

Destacaremos, assim, que, em certos indivíduos, a onda mental a expandir-se, quando em regime de "circuito fechado", na atenção profunda, carreia consigo agentes de percepção avançada, com capacidade de transportar os sentidos vulgares para além do corpo físico, no estado natural de vigília.

O fluido nervoso ou força psíquica, a desarticular-se dos centros vitais, íncorpora-se aos raios de energia mental exteriorizados, neles configurando o campo de percepção que se deseje plasmar, segundo a dileção da vontade, conferindo ao Espírito novos poderes sensoriais.

Ainda aqui, o fenômeno pode ser apreendido, guardando-se por base de observação as experiências do hipnotismo comum, nas quais o sensitivo -muitas vezes pessoa em que a força nervosa está mais fracamente aderida ao carro fisiológico - deixa escapar com facilidade essa mesma força, que passa, de pronto, ao impacto espiritual do magnetizador. O hipnotizado, na profundez da hipnose, pode, então, libertar a sensibilidade e a motricidade, transpondo as limitações conhecidas no cosmo físico.

Nestas ocorrências, sob a sugestão do magnetizador, o "sujet", com a energia mental de que dispõe, desassocia o fluido nervoso de certas regiões do veículo carnal, passando a registrar sensações fora do corpo denso, em local sugerido pelo hipnotizador, ou impede que a mesma força circule em certo membro - um dos braços por exemplo -, que se faz praticamente insensível enquanto perdure a experiência, até que, ao toque positivo da vontade do magnetizador, ele mesmo reconduza o próprio pensamento revitalizante para o braço inerte, restituindo-lhe a energia psíquica temporariamente subtraída.

Psicometria e reflexo condicionado
- Nas pessoas dotadas de forte sensibilidade, basta o reflexo condicionado, por intermédio da oração ou da centralização de energia mental, para que, por si mesmas, desloquem mecanicamente a força nervosa correspondente a esse ou àquele centro vital do organismo fisiopsicossomático, entrando em relação com outros impérios vibratórios, dos quais extraem o material de suas observações psicométricas.

Aliás, é imperioso ponderar que semelhantes faculdades, plenamente evidenciadas nos portadores de sensibilidade mais extensamente extroversível, esboçam-se, de modo potencial, em todas as criaturas, através das sensações instintivas de simpatia ou antipatia com que se acolhem ou se repelem umas às outras, na permuta incessante de radiações.

Pela reflexão, cada Inteligência pressente, diante de outra, se está sendo defrontada por alguém favorável ou não à direção nobre ou deprimente que escolheu para a própria vida.

Função do psicômetra
- Clareando o assunto quanto possível, vamos encontrar no médium de psicometria a individualidade que consegue desarticular, de maneira automática, a força nervosa de certos núcleos, como, por exemplo, os da visão e da audição, transferindo-lhes a potencialidade para as próprias oscilações mentais.

Efetuada a transposição, temos a idéia de que o medianeiro possui olhos e ouvidos a distância do envoltório denso, acrescendo, muitas vezes, a circunstância de que tal sensitivo, por autodecisão, não apenas desassocia os agentes psíquicos dos núcleos aludidos, mas também opera o desdobramento do corpo espiritual, em processo rápido, acompanhando o mapa que se lhe traça às ações no espaço e no tempo, com o que obtém, sem maiores embaraços, o montante de impressões e informações para os fins que se tenha em vista.

Interdependência do médium
. - Como em qualquer atividade coletiva entre os homens, é forçoso convir que médium algum pode agir a sós, no plano complexo da psicometria. Igualmente, aí, o sensitivo está como peça interdependente no mecanismo da ação. E como é fartamente compreensível, se os companheiros desencarnados ou encarnados da operação a realizar não guardam entre si os ascendentes da harmonização necessária, claro está que a onda mental do instrumento mediúnico somente em circunstâncias muito especiais não se deixará influenciar pelos elementos discordantes, invalidando-se, desse modo, qualquer possibilidade de êxito nos tentames empreendidos.

Nesse campo, as formas-pensamentos adquirem fundamental importância, porque todo objeto deliberadamente psicometrado já foi alvo de particularizada atenção.

Quem apresenta ao psicômetra um pertence de antepassados, na maioria das vezes já lhe invocou a memória e, com isso, quando não tenha atraído para o objeto o interesse afetivo, no Plano Espiritual, terá desenhado mentalmente os seus traços ou quadros alusivos às reminiscências de que disponha, estabelecendo, assim, recursos de indução para que as percepções ultra-sensoriais do médium se lhe coloquem no campo vibratório correspondente.

Caso de desaparecimento
- Noutro aspecto, imaginemos que determinado objeto seja conduzido ao sensitivo para ser psicometrado, com vistas a certos objetivos. Para clarear a asserção, suponhamos que uma pessoa acaba de desaparecer do quadro doméstico, sem deixar vestígio. Buscas minuciosas são empreendidas sem resultado. Lembra-se alguém de tomar-lhe um dos pertences de uso pessoal. Um lenço por exemplo. A recordação é submetida a exame de um médium que reside a longa distância, sem que informe algum lhe seja prestado.

O médium recolhe-se e, a breve tempo, voltando da profunda introspecção a que se entregou, descreve, com minúcias, a fisionomia e o caráter do proprietário, reporta-se ao desaparecimento dele, explana sobre pequeninos incidentes em torno do caso em lide, esclarece que o dono desencarnou, de repente, e informa o local em que o cadáver permanece. Verifica-se a exatidão de todas as notas e, comumente, atribui-se ao psicômetra a autoria integral da descoberta.

Entretanto, analisado o episódio do Plano Espiritual, outras facetas ele revela à visão do observador. Desencarnado o amigo a que aludimos, afeições que ele possua na esfera extrafísica interessam-se em ajudá-lo, auxílio esse que se estende, naturalmente, à sua equipe doméstica. Pensamentos agoniados daqueles que ficaram e pensamentos ansiosos dos que residem na vanguarda do Espírito entrecruzam-se na procura movimentada.

Alguém sugere a remessa do lenço para investigações psicométricas e a solução aparece coroada de êxito. Os encarnados vêem habitualmente apenas o sensitivo que entrou em função, mas se esquecem, não raro, das Inteligências desencarnadas que se lhe incorporam à onda mental, fornecendo-lhe todos os avisos e instruções, atinentes ao feito.

Agentes induzidos
- Todos os objetos e ambientes psicometrados são, quase sempre, francos mediadores entre a esfera física e a esfera extrafísica, à maneira de agentes fortemente induzidos, estabelecendo fatores de telementação entre os dois planos.
Nada difícil, portanto, entender que, ainda aí, prevalece o problema do merecimento e da companhia.

Se o consulente e o experimentador não se revestem de qualidades morais respeitáveis para o encontro do melhor a obter, podem carrear à presença do sensitivo elementos desencarnados menos afins com a tarefa superior a que se propõem, e, se o intermediário humano não está espiritualmente seguro, a consulta ou a experiência resulta em fracasso perfeitamente compreensível.

Nossas anotações, demonstrando o extenso campo da influenciação dos desencarnados, em todas as ocorrências da psicometria, não excluem, como é natural, o reconhecimento de que a matéria assinala sistemas de vibrações, criados pelos contactos com os homens e com os seres inferiores da Natureza, possibilitando as observações inabituais das pessoas dotadas de poderes sensoriais mais profundos, como por exemplo na visão, através de corpos opacos, na clarividência e na clariaudiência telementadas, na apreensão críptica da sensibilidade e nos diversos recursos radiestésicos que se filiam notadamente aos chamados fenômenos de telestesia.

21 - OS ENIGMAS DA PSICOMETRIA - ERNESTO BOZZANO - TODA A OBRA

Pois que a psicometria não passa de uma das modalidades da clarividência, a esta pertencem, também, os seus enigmas. É natural, portanto, que, ao falarmos de uma, levado sejamos a tratar da outra. De qualquer modo, para não ampliar demasiado o assunto, limitar-nos-emos a versar exclusivamente o tema da psicometria, que contém os principais enigmas a resolver. De resto, as suas modalidades próprias lhe conferem um caráter especial, que permitem considerá-las à parte. As modalidades segundo as quais se estabelece a conexão entre o sensitivo e a pessoa ou meio concernente ao objeto "psicometrado", distinguem, efetivamente, a psicometria das outras formas de clarividência.

No sonambulismo provocado, é o próprio operador que estabelece a relação entre o sensitivo e a pessoa ou o meio colimados. Na ausência de operador, é o consulente que, por sua presença, faculta a ligação entre o sensitivo e ele próprio consulente ou a pessoa e o meio distantes. Na clarividência utilizada por quiromância, cartomancia, visão do cristal, os diversos objetos ou processos empregados podem considerar-se como simples "estímulantes", próprios para suscitar o estado psicológico favorável ao desembaraço das faculdades subconscientes.

Na psicometria, muito pelo contrário, parece evidente que os objetos apresentados ao sensitivo, longe de atuarem como simples "estimulantes", constituem verdadeiros intermediários adequados, que, à falta de condições experimentais favoráveis, servem para estabelecer a relação entre a pessoa ou meio distantes, mercê de uma "influência" real, impregnada no objeto, pelo seu possuidor. Esta "influência", de conformidade com a hipótese psicométrica, consistiria em tal ou qual propriedade da matéria inanimada para receber e reter, potencialmente, toda espécie de vibrações e emanações físicas, psíquicas e vitais, assim como se dá com a substância cerebral, que tem a propriedade de receber e conservar em latência as vibrações do pensamento.

Após as experiências recentes e decisivas de Edmond Duchatel e do Dr. Osty nos domínios da psicometria, não é mais possível duvidar da realidade dessa "influência" pessoal, absorvida pelos objetos e percebida pelos sensitivos. O que ainda se não sabe é se a influência em apreço contém virtualmente a história do dono do objeto — história suscetível de ser psicometricamente evocada pelos sensitivos em seus mínimos pormenores, tal como afirmam alguns experimentadores. Sem embargo, ao menos no que diz com a influência de pessoas vivas, tudo concorre para demonstrar que tal latitude de poderes é, em grande parte, imaginária.

A influência pessoal registrada pelos objetos não exerce, realmente, outro papel que o de estabelecer a relação com a pessoa ou meio distantes, que se tenha em vista psicometrar. Essa influência fornece uma pista ao piscômetra e lhe permite segui-la. Daí resultaria que as descrições e revelações verídicas, obtidas graças à relação psicométrica, longe de serem diretamente extraídas da "influência" contida nos objetos psicometrados, seriam alcançadas por meio das faculdades clarividentes e telepáticas do sensitivo e orientadas, isto sim, pela "influência" persistente nos objetos. Todavia, apresso-me a acrescentar que esta limitação de poderes da psicometria (dos quais acabo de tratar unicamente do ponto de vista das "influências" de natureza humana registradas pelos objetos), não eliminaria a hipótese dos professores Buchanan e Denton, mediante a qual o objeto seria, por si mesmo, capaz de revelar minuciosamente a sua própria história.

Não. A minha observação tende apenas à limitação da hipótese, modificando-lhe a significação. Os informes obtidos, graças à análise psicométrica, constituiriam, em todo o caso, uma questão de "relações" estabelecidas por um meio que não seria material propriamente dito, tal como provaremos depois. Aqui, assenta o problema mais importante da fenomenologia psicométrica. O fato de penetrar os segredos biográficos da matéria, inanimada, permaneceria bem mais misterioso, mesmo que se operasse com o concurso das relações com um "meio" que não fosse matéria, precisamente. Em torno deste enigma maior, outros enigmas surgem não menos perturbadores.

Porque, de fato, tudo parece demonstrar que os sensitivos entram, às vezes, em relação com os reinos vegetal e animal, a tal ponto se identificando com a "influência" contida no objeto psicometrado, que dir-se-ia apropriarem-se das sensações, dos entendimentos, das vibrações e sensações rudimentares dos organismos ou substâncias estudados. Assim, da mesma forma por que a "influência" deixada num objeto por pessoa viva tem a virtude de pôr o sensitivo em relação com a subconsciência dessa pessoa, assim também a mesma "influência", deixada nos objetos por uma pessoa falecida, teria o poder de pôr o sensitivo em relação com o Espírito do falecido. Esta última suposição parecerá bem menos inconcebível que as até agora enunciadas, pois é uma premissa menor, consequência lógica da premissa maior.

Outras modalidades, não menos enigmáticas, apresentam-se na fenomenologia psicométrica e haveremos de as examinar, à proporção que ressaltarem dos respectivos fatos. Antes de entrar propriamente no assunto, importa consagrar alguns parágrafos para estabelecer a solidez da assertiva que acabamos de formular e segundo a qual provado está que os objetos presentes ao sensitivo não atuam unicamente à maneira de simples estimulantes, mas contêm, de fato, uma influência pessoal humana, capaz de colocar o sensitivo em relação com o dono do objeto. Neste propósito, assinalaremos que o objeto apresentado ao sensitivo não serve praticamente para evocar a história de uma personalidade humana, senão quando tenha sido tocado e utilizado por essa personalidade; do contrário, deixaria de provocar no sensitivo qualquer associação de natureza humana e poderia, ao invés, provocar outras, concernentes ao objeto material em si, e como tal.

Daí resulta que essa diferença de associações não poderia realizar-se, se realmente não existisse uma impregnação fluídico-humana dos objetos. No caso de objeto utilizado por diversas pessoas, facultado fica ao sensitivo poder exercer sucessivamente a sua influência sobre cada uma dessas pessoas, inclusive o ambiente em que elas viveram; mas, o grande caso é que não suscita, jamais, qualquer evocação de pessoas absolutamente estranhas ao objeto, o que constitui um índice probante de que os fluidos humanos, absorvidos pela matéria inanimada, são geralmente os agentes evocadores das impressões psicométricas. Quando o objeto tenha pertencido a diversas pessoas, nota-se, por vezes, erros de orientação, muito instrutivos. Assim, por exemplo, num caso citado por Duchatel, o consulente apresenta ao sensitivo uma carta, propondo-se obter esclarecimentos a respeito do remetente e obtém, ao invés, informações precisas e abundantes sobre o destinatário.

Este fato pode, talvez, ser atribuído à existência de uma lei de afinidade eletiva, em virtude da qual o fluido do destinatário se evidenciasse mais ativo em relação com o sensitivo, do que o fluido do remetente. Daí, o seguir-se que, para explicar os fatos, somos levados em todos os casos a admitir a existência de um fluido pessoal humano ligando-se aos objetos. É uma conclusão esta corroborada por tantas circunstâncias, tendentes todas a demonstrá-la, que a podemos considerar como definitivamente adquirida pela ciência. Penso não ser necessário estribar em longos argumentos a outra afirmativa concernente à real função das "influências humanas" contidas nos objetos, isto é: estabelecer a correlação do sensitivo e do dono do objeto. É uma conclusão inconteste, que resulta dos fatos, pois, do contrário, o sensitivo deveria tirar do objeto apontamentos exclusivamente concernentes ao período durante o qual o consulente estivesse de posse do mesmo objeto.

Entretanto, muito pelo contrário, o que acontece é que o sensitivo frequentemente revela incidentes ocorridos antes ou depois de haver o consulente usado o objeto; e vai mesmo mais longe às vezes, isto é: — ultrapassa o passado e o presente, para aventurar-se pelo futuro. E daí, uma prova indiscutível de que em tais circunstâncias ele, sensitivo, utiliza as faculdades de sua clarividência no subconsciente da pessoa presente ou ausente, com a qual se acha em relação psicométrica, e não no objeto psicometrado. Tudo quanto vimos de dizer refere-se aos casos de influência humana, registrada pelos objetos. Por legítimas, até certo ponto, poderíamos haver estas mesmas conclusões, nos casos de objetos ligados a influências animais. Já quando se trata de organismos vegetais, desprovidos de uma subconsciência suscetível de ser explorada, elas são menos admissíveis. Por outro lado, impossível fora concluir do mesmo modo, em se tratando de objetos estremes de toda influência humana, animal ou vegetal e que, não obstante, revelassem ao sensitivo acontecimentos mais ou menos genéricos de sua história geológica, paleozóica e arqueológica.

Efetivamente, nestes casos, não há como fugir a esta interrogação: onde poderia o sensitivo haurir as suas informações, senão no próprio objeto ou em um meio transcendental relacionado ao objeto? O problema permanece assaz misterioso e de solução duvidosa, como evidenciaremos no momento dado. Agora, para elucidar o assunto, compete-nos apresentar exemplos, prevenindo o leitor de que não nos é possível classificá-los, pois muitas vezes os incidentes contidos num caso particular pertencem a diferentes categorias de fatos. Forçoso é pois resignarmo-nos a dispô-los da melhor forma possível, negligenciando os métodos normais da classificação científica. Entre os exemplos dignos de interesse, notar-se-á, mais especialmente, os obtidos por intermédio da Srta. Edith Hawthorne, há tempos já falecida, na idade de 39 anos. Criatura bexigosa e enfermiça, o seu precário estado de saúde não a impedia de se dedicar a obras de caridade e filantropia.

Animada de uma compassividade extrema para com as crianças abandonadas, tinha ela fundado um instituto ("The Tiny Tim Guild"), destinado a crianças atrofiadas e raquíticas, ao qual consagrava todo o tempo disponível nos últimos anos de sua existência. Do seu admirável espírito de sacrifício, eis como depõe uma testemunha: "Genial, a sua intuição nos cuidados para vivificar uma laringe ou uma língua atrofiadas. Nesses trabalhos, era de uma paciência sem limites, a fim de conseguir um tratamento eficaz, e tão suave, e tão carinhoso, a ponto de o transformar em distração alegre para os pequeninos enfermos. E a Srta. Hawthorne estava firmemente convencida de que as influências do mundo espiritual assistiam-na em sua tarefa. A seu ver, os processos engenhosos que imaginava, e mediante os quais cada utensílio se adaptava expressamente a cada paciente, eram-lhe sugeridos pelos Invisíveis."

Esta presunção não é inverossímil, tendo-se em vista as faculdades mediúnicas notáveis, que ela revelou nesse período de sua vida. Em suas experiências psicométricas a Srta. Hawthorne deu provas de uma capacidade de investigação realmente científica. No intuito de eliminar toda a possibilidade de sugestão involuntária ou de leitura do pensamento, procurava obter de lugares longínquos objetos desconhecidos para os psicometrar, registrando logo de seguida a impressão que lhe dava cada objeto e comunicando-se com o seu remetente, a fim de consignar este as próprias observações, de confronto com o documento psicométrico. Algumas destas notícias biográficas permitirão apreciar melhormente o valor científico da série de experiências feitas por seu intermédio e publicadas, em parte, na revista inglesa "Light", de 1903 a 1904.

I Caso — Extraído de "Light" (1903, pág. 214). Edith Hawthorne escreve: A experiência, a seguir, foi feita com o Sr. Samuel Jones (16. Askew Bridgeroad, Dudley, Worcestershires), com quem mantenho correspondência bastante assídua. Dei-lhe preferência porque todas as pessoas de minha intimidade sabem que eu e o Sr. Jones nunca nos vimos, e que jamais pisei no condado em que ele reside. Pedi a esse senhor que me enviasse amostras diversas, de qualquer natureza, das quais eu tudo deveria ignorar, exceto o número de ordem que me habilitasse a distingui-las. Ao receber essas amostras, impunha-me anotar imediatamente as impressões que cada uma me suscitava, à proporção que as ia segurando entre as mãos, a fim de expedir, de seguida, essas impressões escritas ao Sr. Jones, que lhes aditaria o respectivo comentário, atinente à autenticidade das minhas notas psicométricas. (...)