REINO DE DEUS
BIBLIOGRAFIA
01- A CONSTITUIÇÃO DIVINA, pag. 89 02 - A EDUCAÇÃO SEGUNDO O ESPIRITISMO, pag.203
03 - A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL, pag. 46 04 - ALERTA, pag. 164
05 - ALQUIMIA DA MENTE, pag. 305 06 - BOA NOVA,pag. 33, 61, 160
07 - CAMINHO VERDADE E VIDA,pag.229, 329 08 - CARTAS E CRÔNICAS, pag. 25

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

REINO DE DEUS – COMPILAÇÃO

01 - REINO DE DEUS

Tendo os fariseus perguntado a Jesus quando viria o reino de Deus, ele respondeu: O reino de Deus não vem com mostras exteriores. Por isso ninguém poderá dizer: ei-lo aqui, ou ei-lo acolá, pois o reino de Deus está dentro de vós.

Concluímos da resposta do Mestre que o reino de Deus está em nós próprios. Não obstante, é ele mesmo quem assim nos adverte: Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça; tudo o mais vos será dado por acréscimo. Como ? Buscar aquilo que está em nós? E depender dessa pesquisa todo o nosso bem?

A explicação nos é dada pela seguinte parábola: O reino de Deus é semelhante a um tesouro oculto no campo, que foi encontrado por um homem, o qual, movido de grande gozo, foi vender tudo que possuía e adquiriu aquele campo.

Agora podemos entender: o reino de Deus está em nosso Espírito mesmo, porém oculto e ignorado. Possuir e ignorar que possui, equivale a não possuir. Ter e não saber que tem, é como se não tivesse. Daí a necessidade de procurá-lo. E, pelo dizer da semelhança, é de inestimável valor esse tesouro ou reino de Deus. Tanto assim, que todo aquele que o descobre, coloca-o desde logo acima de tudo o mais. Este asserto é corroborado por outra parábola : O reino de Deus é semelhante a um negociante de pérolas que, encontrando uma de subido valor, foi vender tudo o que possuía e a comprou.

Já sabemos algo de importante sobre o caso. Mas, que será, afinal, o reino de Deus e que idéia devemos fazer desse tesouro oculto em nosso Espírito? O reino de Deus é o conjunto de energias e faculdades que jazem latentes em nossa alma. E' o reino da vida, da imortalidade e do poder, do qual só nos apercebemos depois que começamos a sentir em nós as vibrações da vida espiritual, cuja atividade se exerce através do amor e da justiça, empolgando nosso ser. Que é, de fato, o reino da força que tudo vence, nos diz este outro apólogo: O reino de Deus é semelhante a uma semente de mostarda, que um homem semeou no campo. Esta semente é, na verdade, a menor de todas; mas, depois de haver crescido, é a maior de todas as hortaliças, e se faz árvore, de sorte que as aves do céu fazem ninhos em seus ramos. Tal é como o Mestre revela a incomparável energia de ação e de expansão que se esconde no reino de Deus. E que essa ação se verifica através do sentimento da justiça, sabemos por esta admoestação do Senhor: Se a vossa justiça não for superior à dos escribas é fariseus, não possuireis o reino de Deus.

O roteiro, portanto, que conduz ao tesouro oculto é um só: o cumprimento do dever, a prática do bem, a conduta reta. "Nem todo o que me diz Senhor! Senhor! entrará no reino de Deus, mas somente aqueles que fizerem a vontade de meu Pai. Naquele dia, muitos me dirão: Senhor, em teu nome nós profetizamos, expelimos demônios e obramos maravilhas. Mas eu lhes direi abertamente: Não vos conheço; apartai-vos de mim, vós que vivestes na iniqüidade." E o Rei, então, dirá: Vinde, benditos de meu Pai; possuí como herança o reino que vos está destinado desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro, e me recolhestes; estava nu, e me vestistes; enfermo e preso, e me visitastes. Então, perguntarão os justos: Quando, Senhor, te vimos com tais necessidades e te assistimos? E o Rei retrucará:" Em verdade vos digo que quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim o fizestes."

Sabemos então, já, o que é o reino de Deus, onde se oculta, e o que nos cumpre fazer para possuí-lo.

LIVRO:EM TORNO DO MESTRE

AUTOR:PEDRO DE CAMARGO – PSEUDÔNIMO VINICIUS

EDITORA: FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA - 6ª EDIÇÃO – BRASILIA – DF

02 - REINO DE DEUS

O reino de Deus que está em nós
POR CéLIA ELMY

Um homem do povo vivia uma vida sem esperanças, com grandes tribulações e sofrimentos. Um dia foi localizado por emissários do rei que o conduziram ao palácio real e ele foi investido na condição de herdeiro daquele reino. Imediatamente foi banhado e perfumado, vestido com roupas suntuosas. Calçaram-lhe os pés com sapatos finos e colocaram-lhe no dedo precioso anel, símbolo de sua condição real. Levado para conhecer o reino deslumbrou-se: como era belo, vasto e cheio de recursos! E isso tudo era seu, pois o rei tudo colocara a sua disposição.

Que diríamos nós se tal acontecesse conosco? Se fôssemos destacados de nossa condição de simples pessoas do povo e elevados à condição de herdeiros de um grande reino? “E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo”.1“Ah, esse reino eu não quero, é depois da morte e eu não quero morrer tão cedo.” “O Reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce, é a maior das hortaliças e torna-se árvore, a tal ponto que as aves do céu se abrigam nos seus ramos”.2

Humm... Jesus diz que o Reino de Deus cresce, se desenvolve. Mas que reino seria esse? Onde ele está? “O Reino de Deus está dentro de vós.”3 E como é que eu faço pra tomar posse desse reino? É necessário empreender a grande viagem para dentro de si mesmo, o auto-conhecimento. “Ah, mas eu não quero mexer com isso não, se conhecer dá muito trabalho, tá bom assim.” Não está nada bom, a pessoa tem crises, vive mal humorada, descontente, triste e ansiosa... Mas como encarar o medo de se defrontar consigo mesma?

Qual a imagem que temos de nós mesmos? A nossa auto-imagem geralmente não é muito boa. Ela está fortemente tisnada pela montanha de nãos que ouvimos desde pequenos. Não fomos bons o bastante pra contentar a nossa mãe: “Não põe a mão aí!” “Não pode fazer isso.” Não queremos em absoluto dizer que criança não deva ter limite, mas alguns pais extrapolam. Não fomos bons o bastante para agradar nossos professores e achamos que valíamos pela nota que tirávamos. Os colegas também ajudavam a desconstruir essa imagem com apelidos e brincadeiras cruéis. E hoje achamos que não somos bons o bastante pra agradar nossa esposa, nossos filhos, nosso chefe. Sempre achamos que estamos devendo. Temos uma auto-rejeição muito forte que às vezes se camufla em orgulho e vaidade, mas lá no fundo temos medo de encarar nossa própria imagem no espelho. A cultura do pecado e da punição pelos nossos atos por Deus, que nos foi incutida há milênios, também não ajuda a melhorar nossa auto-imagem. Mas o que nos diz Jesus? “Sois deuses”4. “Em verdade vos digo: quem crê em mim fará as obras que faço e fará até maiores do que elas”5. Mas como? “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”6. A verdade sobre nós mesmos, nossa origem divina, nossa potencialidade. Somos herdeiros do reino, o reino de Deus está dentro de nós. Precisamos tomar posse dele. “Ah, mas eu não tenho coragem de olhar dentro do porão da minha inconsciência, tenho medo de encontrar um esqueleto no armário. Tudo bem, pode ser que tenha um esqueleto no armário. Mas se aprofundarmos nossa visão, veremos que tem também um oásis. Um oásis verdejante de paz. Não seria bom encontrar um pouco de paz? Que preço pagaríamos pela nossa paz?

Todos nós temos dois lados, um lado sombra e um lado luz. É duro conviver com o nosso lado sombra, é difícil até mesmo admitir que temos um lado sombra caracterizado pelo lado obscuro da nossa personalidade, nossos defeitos, nossa dificuldade nos relacionamentos, mas a sombra tem uma característica: ela não é permanente, ela é temporária, ela se dissolve ao contato com a luz.

Qual o sentido da vida? Porque estamos encarnados? Para buscar a nossa iluminação. Através do auto-conhecimento vamos detectando quais os lados da nossa personalidade que precisam ser iluminados. E iluminados através do conhecimento: boas leituras, palestras, cursos, tudo isso devidamente aplicado através da vivência com os que convivem conosco.

Todas as qualidades jazem em germe dentro de nós. “O Reino de Deus é semelhante a um grão de mostarda...”, todas as nossas potencialidades, todo o projeto do que seremos: gênios, Einsteins, Mahatmas Gandhis, Madres Terezas, homens empreendedores e colecionadores de sucessos. Nós não somos o que estamos. Somos muito mais! Não é grandioso isso? Saber que tudo já está dentro de nós, nos pertence e apenas precisamos tomar posse? E o artífice do homem novo seremos nós mesmos. Somos a semente e somos o jardineiro. Somos os herdeiros. O reino nos pertence. “Sois deuses!”


1 Epístola de Paulo aos Romanos, 8:17.
2 Mateus, 13:31-32.
3 Lucas, 17:21.
4 João, 10:34.
5 João, 14:12.
6 João, 8:32.

03 - REINO DE DEUS

ESE - CAPIT ULO IV: NINGUÉM PODERÁ VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER DE NOVO
Texto ESE
Comentários: diferença entre a ressurreição e a reencarnação.

A.1) Ressurreição

* Ressurreição significa que uma pessoa morta volta a viver no mesmo corpo.

* O conceito de ressurreição, surgiu para os judeus após o exílio em Babilônia , quando eles assimilaram as doutrinas da imortalidade da alma ,da ressurreição e do juízo final ,e constituíam em importante ensino por parte dos fariseus. Os saduceus negavam qualquer doutrina de existência post-mortem não só à ressurreição mas a qualquer noção de uma vida futura. Primeiro, eles insistiam que as tradições não continham esta doutrina nova e supérflua e que a ressurreição não era ensinada na própria Torah. Para eles Ressurreição era uma doutrina revolucionária, que
tinha a ver com crenç as firmemente mantidas sobre o clímax vindouro da história de Israel.

Era justamente o tipo de coisa, do ponto de vista dos saduceus, que aqueles fariseus agitadores de classe baixa desejariam adotar para sustentar seus sonhos revolucionários sobre a virada da ordem existente e o estabelecimento do reino de Deus. O principal objetivo dos saduceus não era assegurar a própria sobrevivência deles em uma vida futura, mas negar uma doutrina que lhes parecia desafiar a sobrevivência de seu poder dentro da ordem presente e dentro de quaisquer mudanças na mesma. Era também uma questão política.

Hoje, nas atuais correntes do judaísmo , variam- se a interpretação dada ao que ocorre na morte e se existe ou não ressurreição. A maioria das correntes crê em uma ressurreição no mundo vindouro (Olam Habá), incluindo os caraítas, enquanto outra parcela do judaísmo crê na reencarnação, e o sentido do que seja ressurreição ou reencarnação varia de acordo com a ramificação.

* Abaixo segue-se interessante texto acerca da ressurreição na visão espírita. Ressurreições (Estudos Espíritas do Evangelho - Therezinha Oliveira EME editora) No Velho e no Novo Testamentos, há relatos de ressurreições, isto é, de pessoas que estavam mortas e voltaram a viver.

Como aceitar tais relatos se, à luz da Ciência, fatos assim são impossíveis e também não mais os vemos oc orrer nos dias de hoje? O que a Ciência constata são casos em que as pessoas sofreram:

- morte clínica: com parada cardíaca, perda da respiraç ão, da consciência e dos movimentos;

- letargia (do latim, lethargia): perda momentânea da sensibilidade e do movimento, dando ao c orpo aparênc ia de
morte real ;

- catalepsia (do grego, katálepsis): perda momentânea, algumas vezes espontânea, da sensibilidade e do movimento em determinada parte do c orpo.

São, os três, estados patológicos ou anômalos. Geralmente a pessoa pode se recuperar deles, em minutos ou dias, havendo as condições e ajuda adequadas. A ciência e a medicina já estão preparadas para essas atuações.

A.2) Reencarnação

* Na reencarnação o espírito, após algum tempo no plano espiritual, renasce em um novo corpo (reencarna).

* Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo, mais precisamente em seu capítulo IV, a definição de reencarnação como o retorno da alma ou do espírito à vida corporal, mas em um outro corpo novamente formado para ela, e que nada tem de comum com o antigo.

* Atualmente o referido vocábulo está presente até mesmo nos dicionários da língua portuguesa, que definem a palavra reencarnar como a possibilidade do espírito reassumir a sua forma material.
Reencarnar (prefixo ?re? + enc arnar, do latim incarnare) é voltar à carne, ou seja, tornar o espírito a habitar um corpo carnal c om o objetivo de se burilar e se aperfeiçoar na senda do progresso a que todos estamos predestinados.

* Conceito:

O ser humano vivo (ou ser humano reencarnado) é composto de 3 elementos, que estão unidos:

1- matéria (o seu corpo físico),

2 - espírito ( a essência do ser), e

3 - o seu perispírito (matéria sutil , que une o espírito à matéria, seu corpo físico.

Morte = Término das funções orgânicas. Quem morre é o corpo físico (o corpo cessa de funcionar), o espírito não, pois é imortal. Após a morte do corpo físic o, o espírito, juntamente com seu perispírito, separa- se do corpo físico e passa a viver no mundo dos desencarnados, ou plano dos desencarnados. Esse tempo no plano dos desencarnados é variável, mas nunca é infinito, pois chega a hora em que uma nova encarnação é necessária ==> o espírito, juntamente com seu perispírito, junta- se a uma nova massa de matéria (óvulo da mãe fecundado pelo espermatozóide paterno), e passa a constituir um novo ciclo reencarnatório.

* Objetivo da reencarnação:

Pela doutrina espírita, o nosso objetivo é sempre a evolução, onde quer que estejamos. A encarnação é portanto, uma necessidade evolutiva pela qual todos passamos, varias e varias vezes. (varias encarnações, ou seja, reencarnações).

* a reencarnação não foi descoberta por Allan Kardec , nem revelada por Jesus. O Espiritismo nos ensina que Allan Kardec estudou a reencarnação, dialogou com os Espíritos sobre ela, mas não a descobriu. Jesus, a seu tempo, falou da reencarnação, a ela se referindo em seus ensinamentos como verdade já conhecida pelos Judeus.
Entretanto, a reencarnação era conhecida não apenas pelos Judeus, mas por muitos outros povos, como os Egípcios, os Hindus e os Gregos.

* Mesmo no Velho Testamento há referências à reencarnação, como, por exemplo, a que se lê no Livro de Jeremias, cap. 1, versíc ulo 5: “Antes que te formasse no ventre eu te conheci (...).” Nessa frase, vê- se a clara referência à existência anterior do Espírito em relação ao corpo, pois a afirmação “eu te conheci” não poderia referir- se ao corpo, de vez que ele ainda não existia.

* Embora os Judeus não conhecessem a lei de evolução, nem a lei de causa- e- efeito, com a clareza como o Espiritismo explica, eles sabiam que o Espírito pode voltar à Terra num novo corpo. As provas de que, ao tempo de Jesus, a reencarnação era conhecida, é verificável nos textos do Novo Testamento, como se vê nas leituras abaixo:

* Em João, cap. 3, versículos de 1 a 10, vemos que, na conversa com Nicodemos, Jesus, ele próprio, fala da necessidade de “nascer de novo”, e não é de pronto entendido pelo fariseu, que lhe diz: “Como pode um homem nascer, sendo já velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” Ao que Jesus responde:
“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.” Nicodemos ainda não compreende e torna a perguntar: “Como pode ser isso?” Jesus, estranhando o fato de ele, um homem culto desconhecer a reencarnaç ão, disse- lhe: “Tu és mestre em Israel e não sabes isto?”

* Em Mateus, cap. 16, versículos 13 e 14, encontramos o seguinte: “E, chegando Jesus das partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem, dizem os homens ser o filho do homem? E eles disseram: Uns João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas.” Ora, se as pessoas pensavam que Jesus poderia ser a volta de Elias, de Jeremias ou de um outro profeta é porque eles sabiam que um Espírito pode voltar à Terra habitando um novo corpo carnal, logo ac reditavam na reencarnação. Ainda, que como já vimos acima, dessem a ela o nome de ressurreição.

* 1010. O dogma da ressurreição da c arne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos?
"Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, estas palavras só parecem despropositadas, no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra. Levam, por isso, à incredulidade. Dai- lhes uma interpretação lógica e os que chamais livres pensadores as admitirão sem dificuldades, precisamente pela razão de que refletem. Porque, não vos enganeis, esses livres pensadores o que mais pedem e desejam é crer. T êm, como os outros, ou, talvez, mais que os outros, a sede do futuro, mas não podem admitir o que a ciência desmente. A doutrina da pluralidade das existências é consentânea com a justiça de Deus; só ela explica o que, sem ela, é inexplicável. Como havíeis de pretender que o seu princípio não estivesse na própria religião?"

* 1010a- Assim, pelo dogma da ressurreição da carne, a própria Igreja ensina a doutrina da reencarnação?
" É evidente, Demais essa doutrina decorre de muitas coisas que têm passado despercebidas e que dentro em pouco se compreenderão neste sentido. Reconhecer- se- á em breve que o Espiritismo ressalta a cada passo do texto mesmo das Escrituras sagradas. Os Espíritos, portanto, não vêm subverter a religião, c omo alguns o pretendem. Vêm, ao contrário, confirmá- la, sancioná- la por provas irrecusáveis.

Como, porém, são chegados os tempos de não mais empregarem linguagem figurada, eles se exprimem sem alegorias e dão às coisas sentido claro e preciso, que não possa estar sujeito a qualquer interpretação falsa. Eis por que, daqui a algum tempo, muito maior será do que é hoje o número de pessoas sinceramente religiosas e crentes." SÃO LUÍS. (LE)

* Efetivamente, a Ciência demonstra a impossibilidade da ressurreição, segundo a idéia vulgar. Se os despojos do corpo humano se conservassem homogêneos, embora dispersos e reduzidos a pó, ainda se conceberia que pudessem reunir- se em dado momento. As coisas, porém, não se passam assim. O corpo é formado de elementos diversos: o oxigênio, hidrogênio, azoto, c arbono, etc . Pela decomposiç ão, esses elementos se dispersam, mas para servir à formação de novos corpos, de tal sorte que uma mesma molécula, de carbono, por exemplo, terá entrado na composição de muitos milhares de corpos diferentes (falamos unicamente dos corpos humanos, sem ter em conta os dos animais); que um indivíduo tem talvez em seu corpo moléculas que já pertenceram a homens das primitivas idades do mundo; que essas mesmas moléculas orgânicas que absorveis nos alimentos provêm, possivelmente, do corpo de tal outro indivíduo que conhecestes e assim por diante.

Existindo em quantidade definida a matéria e sendo indefinidas as suas combinações, como poderia cada um daqueles corpos reconstituir- se com os mesmos elementos? Há aí impossibilidade material. Racionalmente, pois, não se pode admitir a ressurreição da carne, senão como uma figura simbólica do fenômeno da reencarnação. E, então, nada mais há que aberre da razão, que esteja em contradição com os dados da Ciência.

* É exato que, segundo o dogma, essa ressurreição só no fim dos tempos se dará, ao passo que, segundo a doutrina Espírita, ocorre todos os dias. Mas, nesse quadro do julgamento final, não haverá uma grande e bela imagem a ocultar, sob o véu da alegoria, uma dessas verdades imutáveis, em presença das quais deixará de haver cépticos, desde que lhes seja restituída a verdadeira significação? Dignem- se de meditar a teoria espírita sobre o futuro das almas e sobre a sorte que lhes cabe, por efeito das diferentes provas que lhes cumpre sofrer, e verão que, exceção feita da simultaneidade, o juízo que as condena ou absolve não é uma ficção, c omo pensam os incrédulos. Notemos mais que aquela teoria é a conseqüência natural da pluralidade dos mundos, hoje perfeitamente admitida, enquanto que, segundo a doutrina do juízo final, a Terra passa por ser o único mundo habitado.

* Perguntinha 01- Qual o papel da ciência ante o dogma da ressurreição? Justificar.
O papel da ciência é o de demonstrar a impossibilidade material de um mesmo corpo ser reaproveitado para nova ligação com o mesmo ou outro espírito.
Em realidade, a ressurreição é do espírito e não da carne e esse fato vem sendo comprovado em diversos seguimentos científicos, tais como a Psiquiatria, Neurologia, Psicologia e Físic a Quântica.

* Perguntinha 02 - Como devemos encarar a ressurreição na visão espírita? Justificar.
A ressurreição deve ser encarada como a do espírito, posto que é ele, espírito, quem sobrevive e quem pode agir novamente na c arne. Assim, devemos encará- la como reencarnação.
A reencarnação e' uma lei natural, portanto divina, que nos assegura oportunidades constantes de progresso espiritual ate' atingirmos a condição de espíritos puros. Utilizemos portanto, cada dia de nossa existência para nos tornar melhores e, assim, mais rapidamente adentrar o reino de Deus.

Obs: se quiser estender e/ou adaptá- lo para uma verificação de reforma íntima, pode- se acrescer:

Sabemos que a reencarnação é um ato da misericórdia divina em nosso beneficio, pois nos possibilita reparar antigas faltas e avançar espiritualmente; portanto, cada dia, cada instante da nossa vida, deve ser ocasião de se fazer o bem, praticar a caridade, aprender e auxiliar o próximo, para que não percamos oportunidade de progredir.
Sabemos que a reencarnação é uma lei natural, portanto, divina, à qual estamos submetidos, por misericórdia de Deus, com a finalidade de progredir espiritualmente e alcançar a suprema felic idade.

* perguntinha - Assim, entramos no sentido de que, precisamos esperar uma nova reencarnação para sermos homem novo? Ou podemos desde já arar e plantar a semente do renascimento em nós mesmos?

* perguntinha – De que forma é esse renascimento desde hoje?!
Como a gente pode verificar, o outro sentido que, hoje, já podemos ter é o de transformação desde já, ou seja, no sentido de que podemos, através do autoconhecimento, do conhecermos a nós mesmos, e o exercício da reforma íntima, desde já irmos nos tornando homens novos
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