TENTAÇÃO
BIBLIOGRAFIA
01- Chão de flores - pág. 55, 83 02 - Chico e Emmanuel - pág. 123
03 - Convites da vida - pág. 194 04 - Espírito e vida - pág. 105
05 - Falando à Terra - pág. 31 06 - Jesus, o verbo do Pai - pág. 66
07 - Lampadário Espírito - pág. 227 08 - Luz acima - pág. 79
09 - O Livro dos Espíritos - q. 261, 712, 971a 10 - Os funerais da santa sé- pág. 149
11 - Pedaços do Cotidiano - pág. 55 12 - Religião dos Espíritos - pág. 19, 191
13 - Rumo certo - pág. 55, 79 14 - Rumos libertadores - pág. 106
15 - Sexo e evolução - pág. 159

16 -

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

TENTAÇÃO – COMPILAÇÃO

07 - Lampadário Espírito - Joanna de Ângelis - pág. 227

56. TENTAÇÕES
Alma cansada de lutar e sofrer, carregada e batida pelos ventos tempestuosos da paixão, pára na estrada por onde caminhas aflita, arrima-te, abraçando a árvore da fé, e examina os ouropéis mentirosos que voluteiam em derredor: a sede do ouro doou-te o espinho cruel da ambição desequilibrada;

A ânsia de guardar beleza enclausurou-te na estreita cela do receio sem-termo; o desejo da carne amarrou-te à desarmonia da mente, crucificando-te em madeiro inglório de aflição e dor; a tormenta do orgulho agasalhou em teu coração serpentes venenosas que te espreitam sem cessar;

a loucura do poder arrojou-te ao despenhadeiro do crime, iludindo-te com a imagem de altura fictícia; a insanidade dos prazeres, que o comodismo concede, custou-te o preço da saúde e da paz; a incessante busca da glória efémera, no palco terreno, expôs-te aos dardos da maldade ultriz que ora te ferem e magoam.

No parque onde brincam a mentira agradável, o ódio sorrateiro, a injúria delicada, a maledicência pertinaz, a hipocrisia sorridente, a vaidade brilhante, também choram a honradez ultrajada, a dignidade ferida, o caráter desrespeitado, o sacrifício humilhado, o dever combatido pêlos atores da comédia da ilusão.

A alegria ruidosa sacrifica a harmonia das cordas vocais. A bondade muito apregoada, anula-se. Para manutenção da elegância física é necessário o sacrifício de delicados órgãos vitais. A juventude disfarçada num semblante cansado é água pura à tona e estagnada ao fundo, produzindo envenenamento .

Só no exemplo do Cordeiro de Deus podes manter a inquebrantável harmonia interna que brilhará em ti, refletida. Ao invés de sucumbires às tentações que espalham espinhos pela senda, retira do madeiro, onde Ele agonizou, a coroa dos testemunhos, põe-na em tua fronte e, embora sofrendo, poderás ser feliz e, carregado de dores, penetrarás no Reino da Alegria Imperecível. Não temas!

09 - O Livro dos Espíritos - Allan Kardec - questões. 261, 712, 971a

Perg. 261 - O Espírito, nas provas que deve sofrer para chegar à perfeição, terá de experimentar todos os gêneros de tentações? Deverá passar por todas as circunstâncias que possam provocar-lhe o orgulho, o ciúme, a avareza, a sensualidade, etc.? - Certamente não, pois sabeis que há os que tomam, desde o princípio, um caminho que os afasta de muitas provas. Mas aquele que se deixa levar pelo mau caminho corre todos os perigos do mesmo. Um Espírito pode pedir a riqueza e esta lhe ser dada; então, segundo o seu caráter, poderá tornar-se avarento ou pródigo, egoísta ou generoso, ou ainda entregar-se a todos os prazeres da sensualidade. Mas isso não quer dizer que ele devia cair forçosamente em todas essas tendências.

Perg. 712 - Com que fim Deus fez atrativos os gozos dos bens materiais? - Para instigar o homem ao cumprimento da sua missão e também para o provar na tentação.

Perg. 971a - Então a morte não nos livra da tentação? - Não; mas a ação dos maus Espíritos é muito menor sobre outros Espíritos do que sobre os homens, pois aqueles não estão sujeitos às paixões materiais.

12 - Religião dos Espíritos - Emmanuel - pág. 19, 191

Tentação e remédio - Reunião pública de 12-1-59 Questão n° 712
Qual acontece com a árvore, a equilibrar-se sobre as próprias raízes, guardamos o coração na tela do presente, respirando o influxo do passado. Ë' assim que o problema da tentação, antes que nascido de objetos ou paisagens exteriores, surge fundamentalmente de nós — na trama de sombra em que se nos enovelam os pensamentos...

Acresce, ainda, que essas mesmas ondas de força experimentam a atuação dos amigos desenfaixados da carne que deixamos a distância da esfera física, motivo por que, muitas vezes, os debuxos mentais que nos incomodam levemente, de início, no campo dessa ou daquela idéia infeliz, gradualmente se fazem quadros enormes e inquietantes em que se nos aprisionam os sentimentos, que passam, muita vez, ao domínio da obsessão manifesta.

Todavia, é preciso lembrar que a vida è permanente renovação propelindo-nos a entender que o cultivo da bondade incessante é o recurso eficaz contra o assédio de toda influência perniciosa.

É o trabalho, por essa forma, o antídoto adequado, capaz de anular toda enquistação tóxica do mundo íntimo, impulsionando-nos o espírito a novos tipos de sugestão, nos quais venhamos a assimilar o socorro dos Emissários da Luz, cujos braços de amor nos arrebatam ao nevoeiro dos próprios enganos.

Assim, pois, se aspiras à vitória sobre o visco da treva que nos arrasta para os despenhadeiros da loucura ou do crime, ergue no serviço à felicidade dos semelhantes o altar dos teus interesses de cada dia, porquanto, ainda mesmo o delinquente confesso, em se decidindo a ser o apoio do bem na Terra, transforma-se, pouco a pouco, em mensageiro do Céu.

Diante das tentações - Reunião pública de 2-10-59 Questão n° 893
Tentado à permanência nas trevas, embora de pés sangrando, dirige-te para a luz. Enquanto não atravesse o suor e o cansaço da plantação, lavrador algum amealha a colheita. Até que atinjamos, um dia, o clima do reino angélico, seremos almas humanas, peregrinos da evolução nas trilhas da eternidade.

Aqui e ali, ouviremos cânticos de exaltação à virtude e, louvando-a, falaremos por nossa vez, acentuando-lhe os elogios. Entretanto, manda a sinceridade nos vejamos por dentro, e, por dentro de nós, ruge o passado, gritando injúrias contra as nossas mais belas aspirações.

Toma, porém, o facho que o Cristo te coloca nas mãos e clareia a intimidade da consciência, parlamentando contigo mesmo. Hora a hora, esclareçamos a nós próprios, tanto quanto nos lançamos no ensino aos outros. Reparando os caídos em plena viciação, inventaria as próprias fraquezas e perceberás que, provavelmente, respirarias agora numa enxerga de lodo, não fosse a migalha do conhecimento que te enriquece.

Diante dos que se desvairam na crítica, observa a facilidade com que te entregas aos julgamentos irrefletidos e pondera que serias igualmente compelido ao braseiro da crueldade, não fosse algum ligeiro dístico da prudência que consegues mentalizar. À frente daqueles que se envileceram na carruagem do ouro ou da influência política, recorda quantas vezes a vaidade te procura, por dia, nos recessos do coração, e reconhecerás que também forçarias as portas da fortuna e do poder, caso não fosse o leve fio de responsabilidade que te frena os impulsos.

Analisando os que sofrem na tela da obsessão, pensa nos reiterados enganos a que te arrojas e compreenderás que ainda hoje chorarias nas angústias do manicômio, não fosse a pequenina faixa de serviço no bem a que te afeiçoas. Perante os companheiros atolados no crime, anota a agressividade que ainda trazes contigo e concluirás que talvez estivesses na penitenciária, amargando aflitiva sentença, não fosse o raiúnculo de oração que acendes na própria alma.

E as lutas que te marcam a rota assinalam também o campo de serviço em que ainda estagias junto aos desencarnados da nossa esfera de ação. Situemo-nos no lugar dos que erram e nosso raciocínio descansará no abrigo do entendimento. Nenhum lidador vinculado à Terra se encontra integralmente livre das tendências inferiores.

Todos nós, ante a sublimidade do Cristo, somos almas em libertação gradativa, buscando a vitória sobre nós mesmos. E se a estrada para semelhante triunfo se chama «caridade constante para com os outros», o primeiro passo de cada dia chama-se «compaixão».


15 - Sexo e evolução - Walter Barcelos - pág. 159

14. SEXO E EDUCAÇÃO:

14.1 - UNIÕES SEXUAIS INFELIZES:

Deus criou simples e ignorantes todos os Espíritos, orientando-os e educando-os, através das vidas sucessivas, para a meta final: a perfeição. A Humanidade ainda é constituída, na sua maioria, de Espíritos imperfeitos, muito distantes dos cimos da evolução espiritual. O relacionamento entre os sexos, em quase sua totalidade, encontra-se bastante primitivo, perturbador, acidentado, desequilibrado e infeliz.

Não fomos criados por Deus para permanecermos indefinidamente, pelos milênios afora, nestas situações espirituais bastante enfermiças: dos desejos insatisfeitos, das emoções primitivistas e grosseiras, das afeições desajustadas, das uniões infelizes e do relacionamento amoroso hipócrita.

Nosso Senhor Jesus-Cristo veio à Terra com a finalidade de nos ensinar a Verdade e o Amor, para superarmos definitivamente tais contingências perturbadoras, que atormentam a maioria das almas humanas. Na vida sexual é que se encontra grande parte de nossas velhas imperfeições, que têm acarretado as experiências mais torturantes, dentro da Lei de Causa e Efeito, solicitando de todos nós o aperfeiçoamento necessário. O sábio Espírito Emmanuel declara:

"O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle." Que nós precisamos educar nossa sexualidade, disto não resta a menor dúvida.

14.2 — A educação sexual nas ciências médicas e psicológicas e na Doutrina Espírita
Existe a educação sexual nas ciências médicas e psicológicas do mundo, buscando orientar as criaturas para uma vida sexual plena, efetiva e feliz, vencendo timidez, inibições e complexos diversos, e existe também a educação sexual segundo o Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. Ambas têm orientações diferentes e às vezes contrárias.

A primeira vê somente o corpo e o prazer imediatista; a segunda vê muito mais além, na esfera do Espírito, da personalidade eterna, da reencamação e do destino. A educação sexual do mundo se restringe quase que unicamente ao estudo da união sexual fisiológica, visando a alcançar o máximo de prazer e os valores psicoterapêuticos que ela pode proporcionar.

A Doutrina Espírita não condena, nem despreza a orientação científica, e temos que a respeitar e valorizar no que ela tem de nobre, útil e construtivo para as criaturas humanas, mas, pelos esclarecimentos amplos e profundos que o Espiritismo nos oferece, percebemos que os pesquisadores, cientistas e escritores estão estudando, pesquisando e ensinando dentro de um campo limitado e diminuto sobre a sexualidade. Sexo não é somente união sexual de corpos!

14.3 — As dificuldades na educação sexual. A satisfação dos instintos e o prazer do coração
A maioria dos problemas de afeição e relacionamento entre um homem e uma mulher não se encontra somente na união dos sexos corpóreos. O ato sexual é um acontecimento nobre dentro da Natureza, e todos os Espíritos da Terra, há milénios incontáveis, através das reencarnações, evoluem para a sua finalidade providencial. As dificuldades de ajustamento entre o homem e a mulher são muito mais de ORDEM MORAL do que propriamente física. (...)

LEMBRETE:

1° - As tentações a que somos submetidos constituem (...) uma espécie de exame ou sistema de aferição de nosso adiantamento. Rodolfo Caligaris

2° - Essa influência, sob a qual o Espírito se acha a todo instante, constitui a tentação a que ele pode ceder ou resistir, uma vez que é sempre livre de escutar ou não as boas inspirações, de as seguir ou não, de aceitar ou repelir as más (...). Roustaing

3° - Tentação é a força viciada que exteriorizamos, atraindo a escura influência que nos inclina aos desfiladeiros do mal, porque toda sintonia com a ignorância, ou com a perversidade, começa invariavelmente da perversidade ou da ignorância que acalentamos conosco. Francisco C. Xavier

4° - Tentação - posição pessoal de cativeiro interior a vícios instintivos que ainda não conseguimos superar por nós mesmos.Waldo Vieira

5° - Em assunto de sexo fala-se muito em tentações, afirmando-se que são elas as responsáveis pelos desastres morais de homens e mulheres que sucumbem aos atrativos ditos irresistíveis. Acusam as tentações de não dar paz a ninguém. Dizem que é preciso afastar ou eliminá-las do seio da sociedade. Com o Evangelho, porém, aprendemos a conhecer as causas profundas das tentações, para melhor lutar contra elas. O apóstolo Tiago, no Capítulo 1, v. 14; de sua epístola, esclarece perfeitamente as raízes das tentações: "Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência". A tentação não é um agente externo das sombras, atraindo-nos para a prática do mal e, sim, as nossas próprias más tendências (concupiscência), gritanto alto no íntimo de nós mesmos, impulsionando-nos à recapitulação dos maus hábitos, viciações e perversões, sempre que estivermos invigilantes, displicentes, inconsequentes e possessivos. Ninguém é tentado, se não traz a tentação dentro de si mesmo (...). Walter Barcelos

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