VIBRAÇÕES
BIBLIOGRAFIA
01- A crise da morte - pág. 57, 131 02 - A força do pensamento - pág. 24
03 - A tragédia de Santa Maria - pág. 169 04 - A vida além do véu - pág. 60,169
05 - As aves feridas na Terra voam - pág. 18 06 - Ave Cristo - pág. 19,73
07 - Chico e Emmanuel - pág. 25 08 - Cromoterapia - pág. 42
09 - Desenvolvimento mediúnico - pág. 21 10 - Devassando o invisível - pág. 125
11 - Estudando a mediunidade - pág. 29 12 - Falando à Terra - pág. 212
13 - Fonte viva - pág. 187 14 - Grilhões partidos - pág. 96
15 - Hipnotismo e mediunidade - pág. 248

16 - Libertação - pág. 40

17 - Mãos de luz - pág. 59 18 - Mecanismos da mediunidade - pág. 43
19 - Missionários da luz - pág. 12 20 - Nosso Lar - pág. 231
21 - O exilado - pág. 17 22 - Os mensageiros - pág. 239
23 - Passes e curas espíritas - pág. 55,137 24 - Reencarnação e vida - pág. 57
25 - Universo e vida - pág. 88, 98 26 - Voltei - pág. 48, 67

LEMBRETE: O NÚMERO DA PÁGINA PODE VARIAR DE ACORDO COM A EDIÇÃO DA OBRA CITADA.

VIBRAÇÕES – COMPILAÇÃO

11 - Estudando a mediunidade - Martins Peralva - pág. 29

IV - Vibrações compensadas

Apresentamos, pois, o terceiro gráfico, mediante o qual tentaremos apreciar o problema da «sintonia», da «ressonância», ou das «vibrações compensadas». Sintonia significa, em definição mais ampla, entendimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equivalência .

Quando dizemos que «Fulano sintoniza com Beltrano», referimo-nos, sem dúvida, ao perfeito entendimento entre ambos existente. Sintonia é, portanto, um fenômeno de harmonia psíquica, funcionando, naturalmente, à base de vibrações. Duas pessoas sintonizadas estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente. Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associadas.

   
Sintonia,
Ressonância,
Vibrações
Compensadas
     
 Sábios  Ideais superiores
Ciência
Filosofia
Religião, etc...
Assuntos transcendentes
 
 Índios   Objetivos vulgares
caça, pesca, lutas,
presentes, etc...
 
Assuntos triviais
   
  Árvores    
Permuta dos princípios
germinativos, quando
colocadas entre
companheiras da
mesma espécie
Maior vitalidade
Melhor produção
 


Pelo exame desse gráfico, notaremos que tudo dentro do Universo, por conseguinte dentro do nosso orbe, funciona e movimenta-se na base da sintonia, ou seja, da mútua compreensão.

Exemplifiquemos: o sábio, de modo geral, não se detém, indefinidamente, para trocar idéias sobre assuntos transcendentes com o homem rude do campo, nada familiarizado com questões científicas ou artísticas, que demandam longos estudos.

Seria rematada tolice afirmar-se que o astrônomo, o físico, o jurisconsulto, o matemático, o biologista ou o cientista consagrado a problemas atômicos possam encontrar, no índio ou no homem inculto, elemento ideal para as suas tertúlias. Os seus companheiros de palestras serão, sem dúvida, outros sábios.

A seu turno, o silvícola das margens de Kuluene preferirá, sem dúvida, entender-se e confabular com os companheiros de taba que lhe falam da pesca ou da caça, das próximas incursões ao acampamento inimigo ou de espelhos, facões e ornamentos que as expedições civilizadoras possam levar-lhe aos domínios.

O assunto foi aclarado pelo instrutor Álbério, no capítulo «Estudando a Mediunidade». Neste capítulo, procuramos, apenas, torná-lo ainda mais compreensível ao entendimento geral, extraindo, por fim, as conclusões de ordem moral cabíveis, considerando a finalidade sobretudo evangélica do presente trabalho.

Esclarece, o referido instrutor, que as próprias árvores não prescindem do fator sintonia. Serão dotadas de maior vitalidade e produzirão mais, se colocadas ao lado de companheiras da mesma espécie. Exemplo: Plantando-se laranjas entre abacaxis ou jaboticabas, as laranjeiras produzirão menos do que se a plantação fosse só de sementes de laranja, formando um laranjal.

«A permuta dos princípios germinativos» assegura--Ihes robustez e verdor, garantindo-lhes, consequentemente, frutificação mais abundante. Como notamos, o problema da sintonia não está ausente das próprias relações no reino vegetal.

Uma árvore precisa de outra ao lado, da mesma espécie, para que ambas, reciprocamente alimentadas, se cubram de folhas viçosas e flores mais belas e, dentro da função que lhes é própria, embelezem a Natureza, enriqueçam e nutram o homem.

Acentuando tal fato, o irmão Álbério, prelecionando magistralmente, recorre, com sabedoria, à mecânica celeste, para demonstrar que idênticos princípios magnéticos regem também as relações do mundo cósmico, sem dúvida não apenas na órbita planetária terrestre, mas noutros planos, mais ou menos evolvidos. Vamos dar a palavra ao esclarecido mentor:

«Cada planeta revoluciona na órbita que lhe é assinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito.> Demonstrado, assim, de forma irretorquível, que em tudo funcionam e operam, invariavelmente, o fator «sintonia» e o elemento «ressonância», recordemos, ainda com o instrutor Álbério, o aspecto de maior relevância, consubstanciado na interdependência entre as almas, encarnadas ou desencarnadas, no tocante ao problema evolutivo.

Há grupos de Espíritos, ou consciências, evolutindo simultaneamente. Alimentam-se reciprocamente. Nutrem-se mutuamente. Fortalecem-se uns aos outros, em verdadeira «compensação vibratória». Às vezes, tais Espíritos se vêem privados da indescritível felicidade de prosseguirem, juntos, a mesma marcha, por desídia de alguns.

E' que os preguiçosos vão ficando para trás, à maneira de alunos pouco aplicados, que perdem de vista, por culpa própria, os estudiosos. Não podem acompanhar aqueles que, em virtude de notas distintas e merecidas, nos exames finais, são naturalmente transferidos para cursos mais adiantados. Bem sabemos que a Terra é o Grande Educandário.

E' bem verdade que, quando há muito amor no coração dos que progrediram mais rapidamente, embora recebessem as mesmas aulas e estivessem submetidos à mesma disciplina, o espírito de abnegação e renúncia fá-los retroceder, em tarefas sacrificiais, a fim de estenderem as mãos, plenas de luz, às almas queridas que, invigilantes, se perderam nos escuros labirintos da indolência.

Esperar, todavia, comodamente, tal amparo, ao preço de tremendos sacrifícios dos mensageiros do bem, seria reprovável conduta. A Doutrina Espírita, exaltando o esforço próprio, dignifica a pessoa humana. Converte-a num ser responsável e consciente que, esclarecendo-se, deseja e procura movimentar, sob a égide santa e abençoada do Senhor da Vida, as próprias energias, os próprios recursos evolutivos latentes no íntimo de todo ser humano.

Em virtude de impositivos superiores, a que não conseguem fugir, muitos instrutores espirituais se vêem compelidos a abandonar, temporariamente ou em definitivo, os seus tutelados, especialmente os que imprimiram à própria vida, nos labores renovativos, o selo da irresponsabilidade e da má vontade, em lastimável desapreço aos talentos que Jesus lhes confiara.

Os médiuns, portanto, que desejam, sinceramente, enriquecer o coração com os tesouros da fé, a fim de ampliarem os recursos de servir ao Mestre na Seara do Bem, não podem nem devem perder de vista o fator «auto-aperfeiçoamento». Não devem perder de vista os estudos doutrinários, base do seu esclarecimento.

Não podem, de forma alguma, deixar de nutrir-se com o alimento evangélico, tornando-se humildes e bons, devotados e convictos, a fim de que os modestos encargos mediúnicos de hoje sejam, amanhã, transformados em sublimes e redentoras tarefas, sob o augusto patrocínio do Divino Mestre, que nos afirmou ser «o pão da vida» e a «luz do mundo».

Abnegação e perseverança, no trabalho mediúnico, mantêm o servidor em condições de sintonizar, de modo permanente, com os Espíritos Superiores, permutando, assim, com as forças do Bem as divinas vibrações do amor e da sabedoria.

Estabelecida, pois, esta comunhão do medianeiro com os prepostos do Senhor, a prática mediúnica se constituirá, com reais benefícios para o médium e o agrupamento onde serve, legítima sementeira de fraternidade e socorro.

13 - Fonte viva - Emmanuel - pág. 187

80. CORAÇÕES CEVADOS
"Cevastes os vossos corações, como num dia de matança". (Tiago, 5:5)

Pela prosperidade e aperfeiçoamento do mundo, trabalha o Sol, que é suprema expressão da Divindade Vital no firmamento terrestre. Colabora o verme na intimidade do solo, preparando ninho adequado as sementes. Contribui a aragem, permutando o pólen das flores.

Esforça-se a água, incessantemente, entretendo a vida física e purificando-a. Coopera o animal, ajudando as realizações humanas, suando e morrendo para que haja vida normal no domínio da inteligência superior.

Indefectível lei do trabalho rege o Universo. O movimento e a ordem, na constância dos benefícios, constituem-lhe as características essenciais. Há porém, milhões de pessoas que se sentem exoneradas da glória de servir.

Para semelhantes criaturas, em cujo cérebro a razão dorme embotada e vazia, trabalho significa degredo e humilhação, inferno e sofrimento. Perseguem as facilidades delituosas, com o mesmo instinto de novidade da mosca em busca de detritos.

Conseguida a solução de ordem inferior que buscavam, circunscrevem as horas e as possibilidades ao desenfreado apego de si mesmas, imitando o poço de águas estagnadas que se envena facilmente.

No fundo, são "corações cevados", de acordo com a feliz expressão do apóstolo. Criam teias densas de ódio e egoísmo, indiferença e vaidade, orgulho e indolência sobre si próprios, e gravitam para baixo. Descendo, descendo, pelas pesadas vibrações a que se acolhem rolam vagorosamente para o seio das vidas inferiores, onde é natural que encontrem a exigência de muitos, que se aproveitam deles, à maneira do homem comum que se vale dos animais gordos para a matança.

25 - Universo e vida - Espírito Áureo - pág. 88, 98

12. VIRTUDE E CONHECIMENTO
É certo que os valiosíssimos estudos de Fraunhofer e de Fresnel, a respeito da difração das ondas eletromagnéticas, jamais visaram a expolações filosóficas, tampouco o cálculo das "curvas de vibração" através da "espiral de Cornu". Todavia, nada nos impede anotar, a respeito, uma ou outra particularidade, para dela extrairmos certos conceitos que nos interessam mais de perto.

Vejamos, por exemplo, o fato, aparentemente sem maiores implicações de que, no próprio centro de sombra que algum pequeno objeto circular projeta sobre um anteparo, sempre se observa a existência dum minúsculo ponto iluminado.

O fenômeno desperta nos físicos terrenos um interesse meramente técnico, ligado aos processos naturais da difração da luz; nós, porém, vemos nele pálida imagem do que se verifica no reino das vibrações de natureza mais sutil, atingindo vastos setores da vida espiritual.

A Luz Divina também se "difrata", ao encontrar a resistência duma mente que provisoriamente se lhe mostre refratária; mas, ainda assim, revela-se presente e ativa no próprio núcleo da sombra que tal ser projeta de si mesmo.

Essa verdade exemplifica por que jamais é vã qualquer emissão de luz espiritual sobre quem quer que seja, por mais empedernido no mal e aparentemente infenso ao bem esse alguém seja. O Amor é Luz Divina que não se perde jamais.

É claro que, em qualquer plano, os fenômenos têm a sua hierarquia. Quando se observa a difração de raios X, pelos átomos duma rede cristalina, percebe-se complexa superposição de efeitos de interação, que conduzem a espalhamento, e de efeitos de interferência provocados por trens de ondas.

Tudo isso, e muito mais, se observa, por igual, noutro nível, na física transcendente, a lembrar-nos de que a Lei da Vida é fundamentalmente a mesma em toda parte.

Consideremos agora este outro assunto, dentro da mesma ordem de idéias: — na técnica das práticas magnetistas, são comumente usados passes transversais e passes longitudinais, conforme o caso e o que se pretende, porque, dentre outras razões, as ondas transversais e as longitudinais diferem umas das outras pela relação entre a sua direção de propagação e a do movimento das partículas do meio em que se movem. Numa onda transversal, as duas direções são perpendiculares, enquanto numa onda longitudinal elas são coincidentes.

As ondas transversais podem ser polarizadas; nunca, porém, as longitudinais. Já as ondas que se propagam na água não são transversais, nem longitudinais, o que explica a facilidade com que aquela pode ser "fluidificada", isto é, magnetizada, pois num meio líquido podem propagar-se ondas de pressão de grande intensidade e muito velozes.

Não fosse o despreparo moral em que a nossa Humanidade ainda se compraz, os Poderes de Cima já teriam desvelado, através de seus missionários, inumeráveis conhecimentos e recursos novos de técnica científica, capazes de outorgar maiores poderes de ação ao homem terrestre.

Enquanto, porém, as criaturas da Crosta, e de suas adjacências, não assimilarem, na prática, a Lei do Amor, os recursos ao seu dispor continuarão sendo basicamente apenas aqueles suscetíveis de agir sobre as formas físicas, e não sobre as estruturas mais profundas do espírito imortal.

18. FLUIDO MAGNÉTICO
No processo da encarnação, ou reencarnação, a mente espiritual, envolta no seu soma perispírito reduzido, i.e., miniaturizado atrai magneticamente as substâncias celulares do ovo materno, ao qual se ajusta desde a sua formação, revestindo-se com ele para, de imediato, começar a imprimir-lhe as suas próprias características individuais, que vão sendo absorvidas pelo novo organismo carnal, à medida que este se desenvolve e se desdobra segundo as leis genésicas naturais.

Intimamente ligada, desse modo, a cada célula física, que se forma segundo o molde da célula perispiritual preexistente a que se acopla, a mente espiritual assume, de maneira mais ou menos consciente, em cada caso, mas sempre rigorosamente efetiva, o comando da nova personalidade humana, que assim se constitui de Espírito, perispírito e corpo material.

Importa aqui considerar que as características modulares que a mente imprime às células físicas que se formam são por ela transmitidas e fixadas através de uma força determinada, que é a energia mental, veiculada pelas ondas eletromagnéticas do pensamento. Quando o molde perispirítico preexiste exteriorizado, as vibrações mentais, atingindo-o em primeiro lugar, encontram maiores recursos para a ele ajustarem as novas células físicas.

Noutros casos, as vibrações mentais, atuando sobre moldes perispiríticos amorfoidizados por ovoidização, valem-se do processo fisiológico natural de desenvolvimento genético para reconstituir a tessitura da organização perispiritual, ao mesmo tempo que imprimem às novas células deste, e às do soma físico, as características de sua individualidade.

Assim, as ondas eletromagnéticas do pensamento, carregadas das ídeo-emoções do Espírito, constituem o que se denomina fluido magnético, que é plasma fluídico vivo, de elevado poder de ação.

Daí em diante, e pela vida toda, refletem-se na mente espiritual todos os fenômenos da experiência humana do ser, cuja quimios-síntese final nela também se realiza. Justo é que nela se refutam e se imprimam tais resultados, por ser ela mesmo quem comanda o ser, ou, melhor dizendo, por ser ela o próprio ser, que do mais se vale como de instrumentos indispensáveis à sua ação e manifestação, porém não mais do que instrumentos.

É das vibrações da mente espiritual que dependem a harmonia ou a desarmonia orgânicas da personalidade e, portanto, a saúde ou a doença do perispírito e do corpo material.

De acordo com o princípio da repercussão, as células corporais respondem automaticamente às induções hipnóticas espontâneas que lhes são desfechadas pela mente, revigorando-se com elas ou sofrendo-lhes a agressão. Raios mentais desagregadores, de culpabilidade ou remorso, formam zonas mórbidas no cosmo orgânico, impondo distonia às células, que adoecem, provocando a eclosão de males que podem ir desde a toxiquemia até o câncer.

Tanto ou mais do que os prejuízos causados pelos excessos e acidentes físicos, muitas vezes de caráter transitório, as ondas mentais tumultuarias, se insistentemente repetidas, podem provocar lesões de longo curso, a repercutírem, no tempo, até por várias reencarnações recuperadoras.

Além disso, na recapitulaçãO natural e inderrogável das experiências do Espírito, quando se trata de ônus cármicos em aberto eclodem, com frequência, em determinadas faixas de idade e em certas circunstâncias engendrada pelos mecanismos da expiação forças desarmônicas que afligem a mente, desafiando-lhe a capacidade de autocontrole e auto-superação, sob pena de engolfar-se ela em caos de intensidade e duração imprevisíveis.

Não podemos, tampouco esquecer os problemas de sintonia, decorrentes da lei universal das afinidades, que obriga os semelhantes a conviverem uns com os outros e a se influenciarem mutuamente. Como a onda mental opera em regime de circuito, incorpora inelutavelmente todos os Princípios ativos que absorvem sejam de que natureza forem.

Assim, tanto acontecem, entre as almas, maravilhosas fecundações de ldeais e sentimentos nobres, como terríveis contágios mentais, algumas vezes até de natureza epidêmica, responsáveis por graves manifestações da patologia mento-física.

Tudo depende, por conseguinte do modo como cada Espírito se conduz, no uso do fluido magnético que maneja. Com ele, pode-se prejudlcar os outros, criar distúrbios e zonas de necrose, soezes encantamentos e fascinações escravizantes.

Mas pode também manipular medicações balsâmicas, produzir prodígios de amor fecundo e estabelecer, através da prece e do trabalho benemerente, uma sublime ligação com o Céu.

LEMBRETE:

1° - (...) As vibrações de amor fraternal, quais as que o Cristo nos legou, são as verdadeiras energias dissolventes da vingança, da perseguição, da indisciplina, da vaidade e do egoísmo que atormentam a experiência humana (...). André Luiz

2° - Os encarnados (...) ignoram ainda como auxiliar-nos (os desencarnados), harmonicamente, através das emissões mentais (vibrações) (...) André Luiz

Edivaldo