VONTADE
BIBLIOGRAFIA
01- A alma é imortal - pág. 290 02 - A crise da morte - pág. 34
03 - A vida além do véu - pág. 52, 99 04 - Análise das coisas - pág. 53, 99
05 - Cartilha da natureza - pág. 47 06 - Ciência e espiritismo - pág. 74
07 - Da alma humana - pág. 93 08 - Depois da morte - pág. 207
09 - Deus na natureza - pág. 248 10 - Fonte viva - pág. 23, 95
11 - Katie king - pág. 124 12 - Libertação - pág. 29
13 - Livro da esperança - pág. 168 14 - Magnetismo espiritual - pág. 31
15 - Mecanismos da mediunidade - pág. 88, 161

16 - Nas pegadas do Mestre - pág. 15

17 - O Livro dos Espíritos - q. 33 18 - O mestre na educação - pág. 38
19 - O que é a morte - pág. 81 20 - O ser e a serenidade - pág. 59
21 - Obsessão desobsessão - pág. 104 22 - Otimismo - pág. 45
23 - Pão nosso - pág. 81 24 - Pérolas do além - pág. 77, 238
25 - Roteiro - pág. 27, 111 26 - Rumo certo - pág. 95
27 - Rumos libertadores - pág. 80 28 - Saúde e Espiritismo - pág. 147, 260
29 - Seara dos médiuns - pág. 205 30 - Segue-me - pág. 195
31 - Universo e vida - pág. 56 32 - Vozes do grande além - pág. 27, 188
33 - Trevo de idéias - pág. 14  

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VONTADE – COMPILAÇÃO

01- A alma é imortal - Gabriel Delanne - pág. 290

A vontade
A palavra vontade dá lugar às vezes a mal-entendidos, decorrentes, sem dúvida, de não se ter bastante cuidado em distinguir a intenção ou o desejo de fazer uma coisa do poder de a executar. Quando um indivíduo paralítico das pernas quer caminhar, é-lhe impossível mover os músculos da locomoção. Ele realmente quer, mas, em virtude de uma ação mórbida, sua vontade não se executa. Por outro lado, na linguagem médica, diz-se, a propósito de uma paralisia histérica, que a vontade está paralisada, para significar que não há, em realidade, da parte do doente, intenção ou desejo de mover os membros do corpo.

As dificuldades, porém, não se limitam ao emprego dessa palavra em dois sentidos opostos; as opiniões igualmente divergem, quando se lhe quer conhecer a natureza. Os materialistas, que fazem da sensação a base do espírito humano e que não admitem para a alma uma existência independente; que consideram as faculdades da alma simples produtos da atividade do cérebro, apenas vêem na vontade o termo final da luta de dois ou muitos estados opostos de consciência. Para essa escola, a vontade é uma resultante de atos físicos mais ou menos complexos. Carece de existência própria.

Nós, que sabemos ser a alma uma realidade com o poder de manifestar-se independente de toda matéria organizada, sustentamos que a vontade é uma faculdade do espírito; que ela existe positivamente como potência; que sua ação se revela claramente na esfera do corpo e que pode mesmo projetar a distância sua energia, como os fatos o vão demonstrar.

Ação da vontade sobre o corpo

É manifesta, para toda gente, a influência da vontade sobre os músculos: queremos levantar um braço, ele executa o movimento, constituindo esse ato um exemplo trivial da ação da alma sobre o corpo. Há, porém, casos notáveis em que o seu poder se exerce sobre partes do organismo que pareciam excluídas da sua dominação.

Não é impossível que a vontade atue por ação direta sobre o coração e os músculos lisos da vida orgânica. Aqui está um exemplo. Um distinto membro da Sociedade Real de Londres, o Sr. Fox, conseguia, por voluntário esforço, aumentar de dez a vinte por minuto os batimentos do seu pulso. Também o Sr. Hack Tuke fez a mesma experiência: pelo espaço de dois minutos mais ou menos, as pulsações, que a princípio eram regulares, se elevaram de 63 a 82.

Pelo exercício, desenvolve-se o poder da vontade. Sabe-se, por narrativas autênticas, que os faquires podem, voluntariamente, pôr-se em estado cataléptico, fazer-se enterrar num subterrâneo e voltar à vida ao cabo de alguns meses de sepultamento. Este fato não é desconhecido na Europa. Poderíamos citar muitos casos de letargia voluntária, devidas ao coronel Townsend. O que se segue foi testemunhado por três doutores, os Srs. Chayne, Baynard e Skrine.

"O pulso, diz o Dr. Chayne, era bem acentuado, conquanto fraco e filiforme; o coração batia normalmente. O coronel deitou-se de costas e permaneceu calmo por alguns instantes. Notei que seu pulso enfraquecia gradativamente, até que, por fim, malgrado à mais minuciosa atenção, deixei de percebê-lo. O doutor Baynard, por seu lado, não conseguia perceber o menor movimento do peito e o Sr. Skrine não logrou notar a mais ligeira mancha produzida sobre o espelho reluzente por ele mantido diante da boca do coronel.

Cada um de nós, a seu turno, lhe examinou o pulso, o coração e a respiração. Porém, apesar das mais severas e rigorosas pesquisas, não nos foi possível descobrir o mais ligeiro sinal de vida." Iam os três retirar-se, convencidos de que o paciente morrera, quando um ligeiro movimento do corpo os tranquilizou. Pouco a pouco o coronel voltou à vida. Durara meia hora a letargia. Esse poder da alma sobre o corpo pode chegar até a vencer a enfermidade. Muitas vezes, uma vontade enérgica consegue restabelecer a saúde, com exclusão dos efeitos da imaginação ou da atenção. Damos aqui o relato da cura de uma enfermidade grave a raiva:

O Sr. Cross foi gravemente mordido por um gato, que, no mesmo dia, morreu hidrófobo. A princípio, ele pouca atenção deu a essa circunstância, que, sem dúvida, em nada lhe perturbou a imaginação ou o sistema nervoso. Três meses, no entanto, depois do acidente, sentiu, certa manhã, forte dor no braço, ao mesmo tempo que grande sede. Pediu um copo dágua. "No momento, porém, diz ele, em que eu ia levar o copo aos lábios, senti na garganta violento espasmo. Logo se me apoderou do espírito a terrível convicção de que me achava atacado de hidrofobia, em consequência da mordedura do gato.

É indescritível a angústia que experimentei durante uma hora. Era-me quase intolerável a idéia de tão terrível morte. Senti uma dor que começou na mão e ganhou o cotovelo, depois a espádua, ameaçando estender-se mais. Percebi que seria inútil qualquer assistência humana e acreditei que só me restava morrer. "Afinal, pus-me a refletir sobre a minha situação. Pensei comigo mesmo que tanto eu podia morrer, como não morrer; que, se houvesse de morrer, teria a sorte que outros tinham tido e outros ainda terão e que me cumpria afrontar a morte como homem; que se, por outro lado, me restasse alguma possibilidade de conservar a vida, um único era, para mim, o meio de o conseguir: firmar as minhas resoluções, enfrentar o mal e exercer esforços enérgicos sobre o meu espírito.

Conseguintemente, compreendendo que precisava de exercício ao mesmo tempo intelectual e físico, tomei do meu fuzil e saí a caçar, sem embargo da dor que continuava a sentir no braço. "Em resumo, não encontrei caça, mas caminhei durante toda a tarde, fazendo, a cada passo que dava, um rigoroso esforço de espírito contra a moléstia. Retornando a casa, achava-me realmente melhor. Ao jantar, pude comer e beber água, como de ordinário. No dia seguinte de manhã, a dor recuara para o cotovelo; no dia imediato, retrocedera para o pulso e no terceiro dia desaparecera.

Falei do caso ao Dr. Kinglake. Disse-me que, na sua opinião, eu sofrera, indubitavelmente, um ataque de hidrofobia, que me poderia ter sido fatal, se eu não houvera reagido energicamente contra ele, por vigoroso esforço do espírito." O espírito precisa, às vezes, de um suplemento de força, para agir eficazmente sobre o corpo. No hipnotismo, podem considerar-se as injunções imperativas do operador como o estimulante necessário. Lembraremos, de memória, as experiências do Sr. Focachon e dos Srs. Bourru e Burot.

O farmacêutico de Charmes aplica na espádua de seu paciente alguns selos do correio e passa-lhes por cima, a fim de segurá-los, umas tiras de diaquilão e uma compressa, sugerindo-lhe, ao mesmo tempo, que lhe aplicara um vesicatório. O paciente fica sob vigilância. Depois de vinte horas, retiraram o peso, que se conservara intacto. No lugar, a pele, espessada e macerada, apresentava uma cor azul-amarelado, estando a região cercada de uma zona de intensa vermelhidão, com intumescimento. Esse estado verificaram-no os Srs. Liégeois, Bernhelm, Liébault, Beaunis. Pouco mais tarde sobreveio a supuração.

Tão grave perturbação orgânica fora causada pela vontade, atuando como elemento material sobre os tecidos do corpo. Na Salpétrière, o Sr. Charcot e seus alunos ocasionaram queimaduras por sugestão. Finalmente, os Srs. Bourru e Burot conseguiram produzir, à vontade, estigmas no corpo de um paciente. À hora que os operadores determinavam, o corpo do paciente sangrava nos lugares que eram tocados por um estllete sem ponta. Letras traçadas na carne se desenhavam em relevo, de um vermelho vivo, sobre o fundo pálido da pele.

Prova isto à evidência que a vontade de um operador pode mudar a matéria do corpo de um paciente, em sentido favorável ou nefasto ao indivíduo, conforme a direção que se lhe imprima. Poderíamos também citar o caso do célebre Edward Irwing que se curou, pela ação da vontade, de um ataque de cólera, durante a epidemia de 1832. O poder da vontade se exerce Igualmente sobre as sensações. Jacinto Langlols, distinto artista, íntimo de Talma, narrou ao Dr. Brierre de Bolsmont que esse grande ator lhe referira que, quando estava em cena, tinha o poder, pela força da sua vontade, de fazer desaparecessem as vestes do seu numeroso e brilhante auditório e de substituir essas personagens vivas por outros tantos esqueletos.

Logo que a sua imaginação enchera assim a sala daqueles singulares espectadores, a emoção que em consequência experimentava lhe imprimia tal força ao jogo cênico, que muitas vezes os mais empolgantes efeitos se produziam. Não é único este fato: Goethe também conseguia ter visões voluntárias e sabe-se que Newton podia obter para si, à vontade, a imagem do Sol. O Dr. Wigan faz menção de uma família, cada um de cujos membros possuía a faculdade de ver mentalmente, sempre que o queria, a Imagem de um objeto e de fazer deste, de memória, um desenho mais ou menos exato.

Esse poder da vontade, que se exerce sobre o corpo com tanto Império, quando a pessoa sabe servlr-se dele, também tem ação determinada sobre outros organismos. Vamos mostrá-lo experimentalmente.

Ação da vontade a distância

A influência da vontade de um hipnotizador sobre o seu paciente é fato que hoje dispensa qualquer demonstração. A sugestão, cujas formas são tão variadas, tornou incontestável a ação que, sobre o espírito de um paciente sensível, exerce uma ordem formulada de modo imperativo. Essa ordem se grava no espírito do paciente e pode fazê-lo executar todos os movimentos, dar-lhe todas as alucinações dos sentidos, como lhe pode perturbar as faculdades intelectuais e, até, aniquilá-las completamente, por certo tempo.

Os tratados sobre hipnotismo estão cheios de exemplos desse gênero de ações voluntárias. O que queremos mostrar aqui é o que foi com muita frequência contestado: a ação da vontade, a distância. Os antigos magnetlzadores lhe haviam revelado a existência e os modernos experimentadores, sem embargo da repugnância que manifestam, terão que se resignar a confessá-la. É, aliás, o que fazem os mais sinceros. Aqui estão dois fatos, buscados em fontes de confiança, que mostram, sem contestação possível, a influência da vontade a exercer-se fora dos limites do organismo.

No seu célebre relatório à Academia, refere assim o Dr. Husson o primeiro deles: "A Comissão se reuniu no gabinete de Bourdais, a 6 de outubro, ao meio-dia, hora em que chegou o Sr. Cazot (o paciente). O Sr. Foissac, o magnetizador, fora convidado a comparecer às 12h30m. Ele se conservou no salão, sem que Cazot o soubesse e sem nenhuma comunicação conosco. Foi-lhe dito, no entanto, por uma porta oculta, que Cazot se achava sentado num canapé, distante dez pés de uma porta fechada, e que a Comissão desejava que ele, magnetizador, adormecesse o paciente e o despertasse àquela distancia, permanecendo no salão e Cazot no gabinete.

"As 12h37m, estando Cazot atento à conversação que entabuláramos, ou a examinar os quadros que adornam o gabinete, o Sr. Foissac, colocado no compartimento ao lado, começa a magnetizá-lo. Notamos que ao cabo de quatro minutos Cazot pisca ligeiramente os olhos, inquieto, e que, afinal, decorridos nove minutos adormece..."O resultado é positivo, com exclusão de toda suspeita, dado que se produziu diante de Investigadores pouco crédulos e de toda a competência exigida para se pronunciarem com conhecimento de causa. Cedamos agora a palavra ao Sr. Pierre Janet, cujos trabalhos sobre o hipnotismo têm autoridade no mundo sábio.

"Pode-se adormecer o paciente sem o tocar, por uma ordem não expressa, mas apenas pensada diante dele. Numa nova série de experiências, cuja narrativa ainda não está publicada, após longa educação do paciente, cheguei eu próprio a repetir à vontade esse curioso fenômeno. Oito vezes de seguida, tentei adormecer a Sr* B..., de minha casa, tomando todas as precauções possíveis para que ninguém fosse prevenido da minha intenção e variando de cada vez a hora da experiência. De todas as vezes, a Srª B... adormeceu de sono hipnótico, alguns minutos depois de haver eu começado a pensar nisso.

A verificação do fato havia naturalmente de provocar nova suposição. Pois que a sugestão mental podia adormecer a Srª B..., achando-se ela em estado de vigília, a mesma sugestão deveria fazê-la passar de uma fase do sono a outra. "Era fácil verificá-lo, desde que a Srª B... estivesse em sonambulismo letárgico. Enquanto eu lhe fazia sempre as sugestões mentais, sem a tocar, sem lhe soprar nos olhos, sem exercer sobre ela qualquer ação física, pus-me apenas a pensar: "Quero que durma." Ao cabo de alguns instantes, entrava ela em letargia sonambúlica. Repito a mesma ordem mental, ela suspira e ei-la em letargia cataléptica.

De cada vez que formulo esse pensamento, transpõe ela um novo estado. O pensamento do magnetizador pode, pois, por uma influência inexplicável, mas que é aqui imediatamente verificável, fazer que o paciente percorra as diferentes fases, num sentido ou noutro."Sabe-se com quanto cuidado os Srs. Ochorowicz, Myers, Richet, De Dusart, Dr. Moutin, Boirac, Paul Joire, etc., realizaram essas experiências. É portanto certo que a sugestão pode ser exercida a distância.

O Sr. Janet reconhece aqui a ação da vontade sem contacto material com o paciente; entretanto, para se escusar de tão grande audácia aos olhos dos seus doutos correligionários, apressa-se a dizer que o fato é inexplicável. Mas, porque, se faz favor? Sabemos que o ser humano possui uma força nervosa que pode exteriorizar-se e nem as experiências de Crookes sobre as forças psíquicas, nem as do Sr. de Rochas foram, que nos conste, demonstradas falsas. Por outro lado, não é certo também que a telegrafia sem fio deixou de ser um mito e constitui um fato experimentalmente demonstrado?

Assim, entre o Sr. Janet e o paciente que "recebeu uma educação bastante prolongada", um laço fluídico se criou, que transmite ao segundo a vontade do primeiro, sem dúvida do mesmo modo por que os raios luminosos do fotofono de Graham Bell transportavam as ondas magnéticas que, provavelmente, são mais materiais do que as do pensamento. É, em verdade, curioso observar como os experimentadores filiados a uma certa escola se exasperam diante dos fatos. Quando são suficientemente honestos para reconhecê-los reais e têm a coragem de proclamá-los tais, como o Sr. P. Janet, imediatamente se tomam de escrúpulos e procuram desculpar-se da grande ousadia que tiveram de pôr um pé no terreno vedado.

Nós, muito felizmente, não padecemos da mesma timidez; podemos interpretar livremente os fenômenos e dar-lhes todo o valor que comportam. É que, malgrado a todas as negações, estamos absolutamente certos de que a alma tem existência independente, apoiando-se a nossa crença em vinte anos de investigações severas, cujos resultados hão merecido a sanção dos mais incontestados mestres em todos os ramos da ciência. Podemos, pois, proclamar desassombradamente a verdade de tais resultados, sem temor de que o futuro nos desminta.

Que é feito dos anátemas, zombeteiros ou solenes, lançados, vai para cinquenta anos, pelos cépticos e pelos pseudo-sábios? Foram juntar-se, no país do esquecimento, a todas as hipóteses malnascidas, às teorias cambaleantes, cujo passageiro êxito elas a deveram unicamente aos nomes de seus inventores e que se acham hoje completamente olvidadas. O Espiritismo, qual vigorosa árvore, precisou desse húmus para se desenvolver e, segundo uma palavra célebre, ele se eleva "alto e forte sobre as ruínas do materialismo agonizante".

A ação da vontade sobre os fluidos

Eis-nos agora armados de todos os conhecimentos necessários a explicar como os Espíritos se apresentam revestidos de túnicas, de amplas roupagens, ou, mesmo, de suas roupas costumeiras. Precisávamos demonstrar o poder da vontade fora do corpo. Fizemo-lo. Sabemos que os fluidos são formas rarefeitas da matéria, temos pois, ao nosso alcance, todos os documentos necessários. Aqui está, agora, a teoria espirita relativa a esse gênero de fenômenos. O Espírito haure, da matéria cósmica ou fluido universal, os elementos de que necessita para formar, à sua vontade, objetos que tenham a aparência dos diversos corpos existentes na Terra.

Pode igualmente, pela ação da sua vontade, operar na matéria elementar uma transformação íntima, que lhe dá certas propriedades. Essa faculdade é inerente à natureza do Espírito, que muitas vezes a exerce, quando necessário, como um ato instintivo, sem dele se aperceber. Os objetos que o Espirito forma têm existência temporária, subordinada à sua vontade ou a uma necessidade. Pode fazê-los e desfazê-los a seu bel-prazer. Em certos casos, tais objetos assumem, aos olhos de pessoas vivas, todas as aparências da realidade, isto é, tornam-se momenta­neamente visíveis e, mesmo, tangíveis. Há formação, porém, não criação, porquanto do nada o Espírito nada pode tirar.

Nos exemplos que aduzimos, a criação das vestes é atribuível a uma ação inconsciente, mas real, do Espírito, que materializou suficientemente aqueles objetos, para os tornar visíveis. A ação é a mesma que nos casos de materialização. É de notar-se, nas experiências de Crookes, que Katie Klng se mostra envolta em panos que podem ser tocados, mas que desaparecem com ela, finda a manifestação.

Poder-se-á admitir que o Espírito crie inconscientemente imagens fluídicas, ou, por outra, que seu pensamento, atuando sobre os fluidos, possa, a seu mau grado, dar-lhes existência real? Sabemos, de fonte pura, que, voluntariamente, um objeto ou uma criatura podem ser representados mentalmente, de modo bastante real, para que um médium vidente chegue a descrever essa idéia. Fomos testemunha várias vezes desse fenômeno e daqui a pouco veremos que experiências feitas com pacientes hipnóticos estabelecem a objetividade dessas formações mentais.

E involuntariamente, será possível? Os estados do sonho como que indicam de que maneira a ação se executa. Quando temos um sonho lúcido, habitualmente nos achamos nele vestidos de um modo qualquer, o que provém da circunstância de estar a idéia de vestes associada sempre, de forma inteira, à imagem da nossa pessoa. Se pensamos numa reunião de gala ou numa festa à noite, vemo-nos em trajes de cerimônia, como nos vemos em trajes caseiros se pensamos no nosso domicílio.

Essa imagem, se se exteriorizasse bastante, pareceria vestida. Podemos, pois, imaginar que nos casos de desdobramentos, que são objetivações inconscientes, a imagem das vestes acompanha sempre o Espirito e experimenta, como ele, um começo de materialização. O mesmo se dá com os objetos usuais de que costumamos servir-nos: logo que neles pensamos, temos a sua representação mental, que se pode projetar fluldicamente no espaço. £ o que se passa no sonho, com a diferença de que tais produtos da imaginação, em geral, pouco duram. Há caso, no entanto, em que essas representações mentais persistem por certo tempo e se objetivam.(...)

08 - Depois da morte - Léon Denis - pág. 207

XXXII - A VONTADE E OS FLUÍDOS
Os ensinos que dos Espíritos recebemos a respeito de suas condições depois da morte fazem-nos melhor compreender as regras segundo as quais se transforma e progride o perispírito ou corpo fluídico. Assim, como já em outra parte indicamos, a mesma força que leva o ser, em sua evolução através dos séculos, a criar, para as suas necessidades e tendências, os órgãos precisos ao seu desenvolvimento; por uma ação análoga e paralela, também o incita a aperfeiçoar suas faculdades, a criar para si novos meios de manifestar-se, apropriados a seu estado fluídico, intelectual e moral.

O invólucro fluídico do ser depura-se, ilumina-se ou obscurece-se, segundo a natureza elevada ou grosseira dos pensamentos em si refletidos. Qualquer ato, qualquer pensamento repercute e grava-se no perispírito. Daí as consequências inevitáveis para a situação da própria alma, embora esta seja sempre senhora de modificar o seu estado pela ação contínua que exerce sobre seu invólucro.

A vontade é a faculdade soberana da alma, a força espiritual por excelência, e pode mesmo dizer-se que é a essência da sua personalidade. Seu poder sobre os fluidos é acrescido com a elevação do Espírito. No meio terrestre, seus efeitos sobre a matéria são limitados, porque o homem se ignora e não sabe utilizar-se das forças que estão em si; porém, nos mundos mais adiantados, o ser humano, que já tem aprendido a querer, impera sobre a natureza inteira, dirige facilmente os fluidos, produz fenômenos, metamorfoses que vão até ao prodígio.

No espaço e nesses mundos, a matéria apresenta-se sob estados fluídicos de que apenas podemos ter uma idéia vaga. Assim como na Terra certas combinações químicas se produzem unicamente sob a influência da luz, assim também, nesses meios, os fluidos não se unem nem se ligam senão por um ato da vontade dos seres superiores. Entretanto, a ação da vontade sobre a matéria entrou no domínio da experiência científica, graças ao estudo dos fenômenos magnéticos, feito por numerosos fisiologistas sob as denominações de hipnotismo e de sugestão mental.

Já se têm visto experimentadores, por um ato direto da vontade, fazerem aparecer chagas e estigmas sobre o corpo de certos indivíduos, fazerem daí correr sangue ou humores e, em seguida, operarem o curativo por uma volição contrária. Assim, a vontade humana destrói e repara a bel-prazer os tecidos vivos; pode também modificar as substâncias materiais a ponto de comunicar-lhes propriedades novas, provocando a ebriedade com água simples, etc.

Atua mesmo sobre os fluidos e cria objetos, corpos, que os hipnotizados vêem, sentem, tocam, e que, para eles, têm uma existência positiva e obedecem a todas as leis da óptica. É isso o que resulta das pesquisas e dos trabalhos dos Drs. Charcot, Dumontpellier, Liébault, Bernheim, dos professores Liégeois, Delbceuf, etc., cujas demonstrações podem ser lidas em todas as revistas médicas. Ora, se a vontade exerce tal influência sobre a matéria bruta e sobre os fluidos rudimentares, tanto melhor se compreenderá seu império sobre o perispírito e os progressos ou as desordens que nele determina, segundo a natureza de sua ação, tanto no curso da vida como após a desencarnação.

Todo ato da vontade, já o dissemos, reveste uma forma, uma aparência fluídica, que se grava no invólucro perispirítico. Torna-se evidente que, se esses atos fossem inspirados por paixões materiais, sua forma seria material e grosseira. As moléculas perispirituais, impregnadas, saturadas dessas formas, dessas imagens, materializam-se a seu contacto, espessam-se cada vez mais, aproximam-se, condensam-se.

Desde que as mesmas causas se reproduzam, os mesmos efeitos acumulam-se, a condensação acelera-se, os sentidos enfraquecem-se e atrofiam-se, as vibrações diminuem de força e reduzem-se. Por ocasião da morte acha-se o Espírito envolvido por fluidos opacos e pesados que não mais deixam passar as impressões do mundo exterior e tornam-se para a alma uma prisão e um túmulo. Esse é o castigo preparado pelo próprio Espírito; essa situação é obra sua e somente cessa quando aspirações mais elevadas, o arrependimento, a vontade de melhorar, vêm romper a cadeia material que o enjaula.

Efetivamente, se as paixões baixas e materiais perturbam, obscurecem o organismo fluídico, os pensamentos generosos, em um sentido oposto, as ações nobres apu­ram e dilatam as moléculas perispiríticas. Sabemos que as propriedades da matéria aumentam com seu grau de pureza. As experiências de William Crookes demonstraram que a rarefação dos átomos produz o estado radiante. A matéria, sob este aspecto sutil, inflama-se, torna-se luminosa, imponderável.

O mesmo sucede com a substância perispiritual, pois esta é ainda matéria, porém em grau mais quintessenciado. Rarefazendo-se, ganha sutileza e sensibilidade; seu poder de irradiação e sua energia aumentam proporcionalmente e permitem-lhe que escape às atrações terrestres. O Espírito adquire, então, sentidos novos, com cujo auxílio poderá penetrar em meios mais puros, comunicar-se com seres mais etéreos.

Essas faculdades, esses sentidos, que franqueiam o acesso das regiões felizes, podem ser conquistados e desenvolvidos por qualquer alma humana, visto todas possuírem os seus germes imperecíveis. As nossas vidas sucessivas, cheias de trabalhos e de esforços, têm por alvo fazer desabrochar em nós essas faculdades. Já neste mundo as vemos despontar em certos indivíduos que, por seu intermédio, entram em relações com o mundo oculto.

Os médiuns em geral estão neste caso. Sem dúvida, o seu número aumentará com o progresso moral e a difusão da verdade. Pode-se prever que, um dia, a grande maioria dos entes humanos será apta a receber diretamente os ensinos desses seres invisíveis cuja existência ainda ontem negava. Essa evolução paralela entre a matéria e o Espírito, pela qual o ser conquista seus órgãos, suas faculdades; pela qual se constrói a si mesmo e se aperfeiçoa sem cessar, mostra-nos ainda a solidariedade que liga as forças universais, o mundo das almas e o mundo dos corpos.

Mostra-nos principalmente riquezas, inesgotáveis recursos que o ser pode criar por um uso metódico e perseverante da vontade, pois esta é a força suprema, é a própria alma exercendo seu império sobre as potências inferiores. Para regular o nosso adiantamento, preparar o nosso futuro, fortificarmo-nos ou nos rebaixarmos, é bastante fazer uso da vontade. Não há acaso nem fatalidade, mas, sim, forças e leis. Utilizar, governar umas, observar outras, eis o segredo de toda a grandeza e elevação. Os resultados produzidos entre nós pela vontade perturbam a imaginação dos mundanos e provocam a admiração dos sábios.

Tudo isso é, entretanto, pouca coisa ao lado dos efeitos obtidos nesses meios superiores em que, por determinação do Espírito, todas as forças se combinam e entram em ação. E se, nessa ordem de idéias, elevássemos ainda mais o nosso pensamento, não chegaríamos, por analogia, a entrever como a vontade divina, atuando sobre a matéria cósmica, pode formar sóis, traçar as órbitas do mundo, criar os universos?

Sim, tudo pode a vontade exercida no sentido do bem e de acordo com as leis naturais. Muito também pode para o mal. Nossos maus pensamentos, nossos desejos impuros, nossos atos culpáveis, corrompem, por neles se refletirem os fluidos que nos rodeiam, e o contacto destes produz mal-estar e impressões desagradáveis nas pessoas que de nós se aproximam, pois todo organismo sofre a influência dos fluidos ambientes.

Do mesmo modo, sentimentos de ordem elevada, pensamentos de amor, exortações calorosas vão penetrar os seres que nos cercam, sustentá-los e vivificá-los. Assim se explica o império exercido sobre as multidões pelos grandes missionários e pelas almas eminentes. Embora os maus também assim possam exercer a sua influência funesta, podemos sempre conjurar esta última por volições em sentido inverso e através de resistência enérgica da nossa vontade. (...)

10 - Fonte viva - pág. Emmanuel - 23, 95

5 - CONSEGUES IR?

"Vinde a mim..." teus, 11:28.)— Jesus. (MATEUS, 11:28)
O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.

Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...

Contudo, se é fácil ouvir e repetir o "vinde a mim" do Senhor, quão difícil é "ir para Ele"! Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.

Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal...

Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valoro­sos na fé para lhe buscarem a companhia.

Em suma, é muito doce escutar o "vinde a mim" ...Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?

40 - ANTE O OBJETIVO
"Para ver se de algum modo posso chegar à ressurreição." — Paulo.(FlLIPENSES, 3:11.)
Alcançaremos o alvo que mantemos em mira: O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte. O malfeitor comumente ocupa largo tempo, planificando a ação perturbadora, e comete o delito.

O político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre. A mulher desprevenida, que concentra as idéias no desperdício das emoções, penetra o campo das aventuras inquietantes. E cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.

O usurário, para amealhar o dinheiro, quase sempre perde a paz. O delinquente, para efetuar a falta que delineia, avilta o nome. O oportunista, para conseguir o lugar de mando, muitas vezes desfigura o caráter.

A mulher desajuizada, para alcançar fantasiosos prazeres, abdica, habitualmente, o direito de ser feliz. Se impostos tão pesados são exigidos na Terra aos que perseguem resultados puramente inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?

O Mestre na cruz é a resposta para todos os que procuram a sublimidade da ressurreição. Contemplando esse alvo, soube Paulo buscá-lo, através de incompreensões, açoites, aflições e pedradas, servindo constantemente, em nome do Senhor.

Se desejas, por tua vez, chegar ao mesmo destino, centraliza as aspirações no objetivo santificante e segue, com valoroso esforço, na conquista do eterno prêmio.

15 - Mecanismos da mediunidade - André Luiz - pág. 88, 161

Corrente mental humana - No homem a corrente mental assume feição mais elevada e complexa.
No cérebro humano, gabinete da alma erguida a estágios mais nobres na senda evolutiva, ela não se exprime tão-só à maneira de impulso necessário à sustentação dos circuitos orgânicos, com base na nutrição e reprodução. É pensamento contínuo, fluxo energético incessante, revestido de poder criador inimaginável.

Nasce das profundezas da mente, em circunstâncias por agora inacessíveis ao nosso conhecimento, porque, em verdade, a criatura, pensando, cria sobre a Criação ou Pensamento Concreto do Criador. E, após nascida, ei-la - a corrente mental -que se espraia sobre o cosmo celular em que se manifesta, mantendo a fábrica admirável das unidades orgânicas, através da inervação visceral e da inervação somática a se constituírem pelo arco reflexo espinhal, bem como pelos centros e vias de coordenação superiores.

E, assim, percorre o arco reflexo visceral, vibrando:
1) nas fibras aferentes, cuja tessitura celular permanece nos gânglios das raízes dorsais e dos nervos cranianos correspondentes;
2) nas fibras conectoras mielínicas que se originam na coluna intermédio-lateral;
3) nas fibras motoras originadas nos neurônios ganglionares e que terminam nos efetores ou fibras pós-ganglionares.

Acima do nível espinhal, vibra, ainda:
1) na integração pontobulbar em que se hierarquizam reflexos importantes, como sejam os da pressão arterial;
2) no conjunto talâmico e hipotalâmico, em que se mecanizam os reflexos do Espírito;
3) na composição cortical.

A corrente mental, segundo anotamos, vitaliza, particularmente, todos os centros da alma e, conseqüentemente, todos os núcleos endócrinos e junturas plexiformes da usina física, em cuja urdidura dispõe o Espírito de recursos para os serviços da emissão e recepção, ou exteriorização dos próprios pensamentos e assimilação dos pensamentos alheios.

Campo da aura
- Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.

Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorízação, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos.

E, desse modo, estende a própria influência que, à feição do campo proposto por Einstein, diminui com a distância do fulcro consciencial emissor, tornando-se cada vez menor, mas a espraiar-se no Universo infinito.

23 - Pão nosso - Emmanuel - pág. 81

35 - O CRISTO OPERANTE
"Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios." — Paulo. (GALATAS, 2:8.)
A vaidade humana sempre guardou a pretensão de manter o Cristo nos círculos do sectarismo religioso, mas Jesus prossegue operando em toda parte onde medre o princípio do bem.

Dentro de todas as linhas de evolução terrestre, entre santuários e academias, movimentam-se os adventícios inquietos, os falsos crentes e os fanáticos infelizes que acendem a fogueira da opinião e sustentam-na. Entre eles, todavia, surgem os homens da fé viva, que se convertem nos sagrados veículos do Cristo operante.

Simão Pedro centralizou todos os trabalhos do Evangelho nascente, reajustando aspirações do povo escolhido. Paulo de Tarso foi poderoso imã para a renovação da gentilidade. Através de ambos expressava-se o mesmo Mestre, com um só objetivo — o aperfeiçoamento do homem para o Reino Divino.

É tempo de reconhecer-se a luz dessas eternas verdades. Jesus permanece trabalhando e sua bondade infinita se revela em todos os setores em que o amor esteja erguido à conta de supremo ideal.

Ninguém se prenda ao domínio das queixas injustas, encarando os discípulos sinceros e devotados por detentores de privilégios divinos. Cada aprendiz se esforce por criar no coração a atmosfera propícia às manifestações do Senhor e de seus emissários. Trabalha, estuda, serve e ajuda sempre, em busca das esferas superiores, e sentirás o Cristo operante ao teu lado, nas relações de cada dia.

33 - TREVO DE IDÉIAS - EMMANUEL - PÁG. 14

VONTADE E DESTINO

Tudo está matematicamente dosado nas formações da natureza, entretanto, as leis divinas estabelecem que a vontade consciente da criatura tome os ingredientes do mundo, com a possibilidade constante de tudo alterar, modificar, fazer e refazer, construir e reconstruir nas trilhas da existência.

Nitroglicerina e matéria silicosa constituem a dinamite, capaz de efetuar depredações e arrasamentos, mas, se o homem lhe controla as explosões, nela encontra valioso auxiliar de serviço.

Ferro e carbono, habilmente conjugados, compõem o aço comum que tanto satisfaz na prática belicista, como atende na base da indústria ou na garantia da construção.

Lama e detrito criam o charco, no entanto, se alguém lhe aplica drenagem conveniente, ei-lo que se converte em celeiro de pão. A laranjeira rústica estende pomos azedos, contudo, se recebe enxertia adequada, esparze larga cópia de frutos suculentos.

Assim também o destino. Culpa e resgate somam dificuldade e dor, mas se empregarmos fé viva em nossa capacidade de realizar o melhor, aceitando o sofrimento por recurso de correção e aprimoramento, ainda mesmo na sombra do extremo infortúnio, podemos traçar o caminho da paz e acender a chama da elevação.