5 - HISTÓRICO MUNDIAL DAS DROGAS

5.1 - NA ANTIGUIDADE:

O problema das drogas e tóxicos não é uma criação do século XX, apesar de ter, na sua última parte, alcançado um maior desenvolvimento. Pode-se afirmar que as drogas acompanham o homem desde tempos remotos.

ÁSIA: As populações asiáticas desde há muitos séculos vincularam o ópio (suco congelado da papoula) ao misticismo reinante.

ÍNDIA: Os hindus, cerca de mil anos a.C., consideravam a maconha como uma planta sagrada. Isto está escrito no "RIG-VEDA", obra sagrada dos hindus.

NORTE DA EUROPA: Os citas, povos nômades, são falados por Homero, pois embriagavam-se inalando os vapores do cânhamo (haxixe (produto do refino da maconha), maconha, marijuana, etc...). Obtinham a droga na resina da floração da planta e dos frutos situados na sua parte superior.

ROMA: As bacanais de Dionísio (tirano de Siracusa de 405 a 367 a.C.) e os festins de César (Imperador Romano de 49 a 44 a.C.), além de inúmeras outras orgias, são plenamente documentadas, expondo o consumo de drogas alucinantes, com império do derramamento do vinho em honra aos deuses.

PÉRSIA: No século XI (Idade Média), o cânhamo espalhou-se de tal maneira, que no sul da Pérsia, na cidade de Alamut, uma seita de religiosos fanáticos, sob os efeitos da droga, deleitava-se em cometer os mais horrendos crimes, tendo como recompensa droga e mulheres. Para agradecer ao chefe a dádiva que recebiam, chamavam-na "a dadíva de Hassan", ou seja, haxixe. Essa palavra deu origem ao moderno termo "assassino".

MÉXICO: O culto ao peiote tem origem perdida na noite dos séculos.

Esse cacto natural dos escaldantes desertos do México, provavelmente, foi buscado como alimento e aí a primeira pessoa a prová-lo teria, por acaso, descoberto suas propriedades secretas. Quando os espanhóis chegaram ao México (1519) constataram que os astecas não somente veneravam alguns deuses mas também uma planta chamada peiote, conhecida como "carne dos deuses".

Os sacerdotes espanhóis tentaram pregar aos indígenas mexicanos um deus diferente, mas os astecas relutaram em abandonar o uso da maravilhosa essência que lhes desvendava os segredos da alma. Assim, a religião cristã mesclou-se com a religião da mescalina pois o mescal (polpa da planta crua ou seca - droga alucinógena), não deixou de ser mastigado pelos indígenas mexicanos em suas cerimônias religiosas.

INCAS: No Peru, os derivados da coca, extraídos da folha do seu arbusto, eram usados como estimulantes.

EGITO: Há registros históricos de fantásticas libações às margens do Rio Nilo.

5.2. - NA ATUALIDADE

Não há país sobre a Terra onde as drogas não tenham chegado, promovendo desgraça: êxtase, loucura, morte.
Infelizmente...!

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